Notas iniciais
Olá pessoas, devem estar querendo me sacrificar né, mas a inspiração fugiu de mim.

O capítulo não está essa maravilha, mas era o que deu para fazer, antes isso do que nada :P

Boa leitura!

Eu nunca me senti tão cansada na vida. Esses exercícios de fisioterapia podem parecer fáceis, mas na verdade para uma pessoa que está com dificuldade motora, eles são muito exaustivos.

Duas horas depois de muito sofrimento, Will concluiu nossa sessão.

Will era uma figura, mais me fazia rir do que me ajudar em alguma dificuldade. Sempre tinha uma piadinha na ponta da língua para me deixar constrangida. O que me fez lembrar-me de Emmett. Como será que estava aquele palhaço grandão?!

Fora que ele ficou jogando seu charme para cima de Renée, que só sabia rir. Sério, às vezes penso que minha mãe vive em outro planeta.

- Por hoje já terminamos Bella, nossa próxima sessão vai ser na piscina, então não esqueça o biquíni hein? – piscou para mim.

- Biquíni? – guinchei.

- De calça jeans é que não pode né, Isabella! – minha mãe disse revirando os olhos.

- Algum problema com isso? Garanto que não vou dar em cima de você, até por que o Chris me castraria. – ele me lançou um sorriso malicioso.

Acho que fiquei vermelha, só acho. Renée deu uma risadinha do meu lado. Lancei meu melhor olhar zangado e ela só riu mais.

- Nenhum problema Will, até sexta. – despedi-me queria sair o mais rápido possível desse hospital, de preferência sem encontrar o Christopher.

Christopher, até a poucas horas só o chamava de doutor, agora o chamo pelo primeiro nome.

- Até sexta Bella, Renée. – Will despediu-se dela com um beijo na mão.

Minha má sorte se fez presente quando assim que saímos do elevador, avistei Christopher parado perto do balcão da recepção.

- Olha só quem eu vejo. – cantarolou Renée.

- Mãe fica quieta que ele nem nos vê. – tentei andar mais rápido, mas foi impossível Renée parecia fazer de propósito.

- Nossa ele é muito lindo. – dizia uma mulher loira para uma ruiva sentada ao seu lado na sala de espera.

Sem querer querendo acabei ouvindo.

- Um gato. E soube que está solteiro. Um tremendo desperdício. – a ruiva tinha um sorriso maior do que o gato da Alice (o gato de cheshire, não o Jasper. Nossa, essa piada foi horrível).

As duas estavam quase babando em cima dele que conversava com outro médico.

- Ouviu Bella, você fica aí parada e deixa as piriguetes à solta dando em cima do ser Dr. Delícia ali. – alfinetou Renée.

- Ele não é meu e além do mais ele pode ficar com quem quiser. Não me deve satisfação. – resmunguei.

Que coisa, parece que todo mundo quer me jogar pra cima desse homem.

- Arruma essa cara que ele já te viu e está vindo pra cá. – cochichou do meu lado.

- Então, como foi sua sessão, Isabella? Espero que Will não tenha abusado muito de sua paciência, ele sabe ser inconveniente às vezes. – perguntou com um sorriso lindo.

- Foi bem, e o Will é uma pessoa legal. – disse um pouco encabulada com sua beleza.

Christopher não tinha uma beleza inumana como ele, mas era tão bonito quanto. Talvez seja porque ele não se pareça com um adolescente de colegial, mas sim um homem feito.

- Bem, gostaria de ficar mais na companhia de belíssimas damas, mas o dever me chama. Espero vê-la novamente em breve, Isabella. E sua adorável mãe também. – senti meu rosto esquentar, não era todo dia que meu nome vinha acompanhado de belíssima e dama numa mesma frase.

- Oh rapaz, pare com esses seus galanteios que sou uma mulher casada, não me faça cair em tentação. Mas minha lindíssima filha aqui está disponível e tem permissão para namorar homens mais velhos. – Renée murmurou.

Alguém me enterra, pelo amor de Deus! Eu estou no meio de um pesadelo, e vou acordar a qualquer momento, é isso!

- Renée! – guinchei – Isso lá é coisa que se diga da própria filha?

Ela revirou os olhos.

- Deixe de ser tão puritana querida, aproveite as maravilhas que a vida lhe oferece.

Uma risada rouca fez-me perceber que não estávamos sós.

Não poderia ser mais constrangedor, oh Deus.

- Então a senhorita gosta de homens mais velhos? Alegra-me saber. – ele arqueou uma sobrancelha enquanto dizia com um sorrisinho de canto.

- Eu... não... quer dizer... é – gaguejei de nervoso. – Olha é melhor encerrarmos essa conversa por aqui, não estou me sentindo muito confortável com isso.

- Claro, como queira – deu um sorriso torto.

- Até mais ver, Dr. Christopher. – despedi-me. Estava louca para sair o mais rápido possível dali.

- Até logo Isabella. Renée. – despediu-se.

Enlacei o braço de Renée, e a arrastei dali, antes que ela me fizesse passar mais vergonha.

Encontramos Jasper nos esperando na recepção, lindo como sempre. Parecia alheio aos suspiros das mulheres que estavam por ali.

- Bom dia Jazz. – murmurei logo que nos aproximamos.

- Bom dia Bella. Renée. O que houve, você parece um pouco nervosa. – claro que ele percebeu, seu dom de empatia não deixava nada passar.

- Não foi nada, só minha mãe que não sabe manter a boca fechada e fala além do que deve. – grunhi.

- Ora, eu não disse nada demais. Só que você estava solteira e que tinha permissão para namorar homens mais velhos. Que mal há nisso? – perguntou se fazendo de inocente.

Jasper soltou uma risadinha que tentou sufocar não tendo muito sucesso.

- Deixe-me adivinhar, ela disse isso para certo médico que está com segundas e terceiras intenções com você não é? – articulou com um sorriso debochado grudado nos lábios.

Assenti em relutância.

- Alice vai adorar saber disso. – gargalhou.

- Cala a boca Jasper, você não vai falar nada. E vamos embora que estou cansada. – deixei os dois para trás e segui a passos lentos até o carro.

[...]

Passei os dias seguintes jogada no sofá estudando o máximo possível das matérias que havia perdido ainda bem que tinha Jasper aqui para me ajudar. Ang vinha me visitar sempre que dava as tardes e também me ajudava com o que podia.

Minha rotina baseava-se em ir à fisioterapia de manhã e estudar a tarde e parte da noite, além de aguentar a Alice me perturbando sobre o Dr. Christopher, que começou a me mandar indiretas sutis toda vez que nos víamos pelos corredores do hospital. E confesso que estava começando a ficar um pouco incomodada com isso, por mais que já tenha dito que tentaria seguir em frente não é tão fácil assim, substituir uma pessoa em seu coração.

Com muito custo consegui fazer Renée voltar para casa, mas nada que uma boa chantagem não resolva. Claro que só foi dizer que quando ela voltasse poderia descobrir que Phil a trocou por uma líder de torcida de 21 anos, no outro dia ela partiu no primeiro voo disponível para o Arizona, porém prometendo me ligar todo dia. Nem preciso dizer que ela está cumprindo a promessa né!

Só havia duas pequenas coisas que estavam me perturbando. Primeira: desde que saí do hospital, Jacob nem havia dado as caras, nem sequer um telefonema, email, mensagem ou sinal de fumaça. Simplesmente sumiu, mas sabia de fonte segura – Charlie que perguntou ao Billy –, que ele está bem, só um pouco ocupado com a escola. Não acreditei muito não, tinha quase certeza que era porque um Cullen estava na cidade, mas preferi deixar como estava não forçaria a barra, quando ele se sentisse a vontade em dar o ar de sua digníssima presença ele seria mais que bem-vindo.

A segunda coisa que estava me preocupando era que tanto Will quanto Christopher – sim, Christopher, depois de tantos encontros ocasionais no hospital, a formalidade não se era mais necessária. Então agora era Christopher e Bella somente –, haviam me dado o aval para voltar as minhas atividades normais, o que queria dizer: escola.

E eu não estava psicologicamente pronta pra enfrentar isso. Sabia que não estaria sozinha, que Angela e Ben estariam ali para me apoiar, mas mesmo assim sentia um pouco de medo.

[...]

Notas finais
O que acharam? Deixe-me saber pelos reviews.

Qualquer dúvida será esclarecida no grupo do face:

https://www.facebook.com/groups/494772747256207/

Bjs e até um dia qualquer!