{Hiatus} What The Hell Is A Hufflepuff?
4 Capítulo 3 - Aquele com o teste de quadribol
Notas iniciais
E queria mais uma vez agradecer a todos que estão mandando reviews, vocês nem imaginam oque significa para mim! Obrigada de verdade!
Estava sentada no campo de quadribol, esperando Natan McGregory chegar para começarmos o teste. Havia só mais dois meninos competindo comigo para ser apanhador da Lufa-lufa e eu não estava nem um pouco confiante.
Eu tremia dos pés a cabeça, minha garganta estava fechada, meu sangue parecia ter congelado, mas minhas pernas agora pareciam ter se transformado em gelatina. Lea já tinha me dito várias palavras de apoio...
Flashback on
– Não, eu não vou mais fazer o teste, não quero — Disse, admitindo. — Não estou pronta.
Lea me olhou, pensei que ela ia me dar um tapinha no ombro, balançando a cabeça, pensei que ela ia me entender. Mas não, ela fez algo bem melhor que ME ENTENDER. Ela me segurou com força na frente dela e apontou o dedo bem para meu nariz.
– Escuta aqui, Becky. Sou sua melhor amiga e quero o melhor para você, certo? — Balancei a cabeça, afirmando. — Se você continuar com essa frescura toda, eu vou te arrastar até a torre de astronomia e te jogar de lá, ok? Agora vai fazer o teste e trate de se sair bem, porque eu só vou assistir os jogos da Lufa-lufa se você estiver no time.
Flashback off
Vi McGregory chegando. Arregalei os olhos, era agora. Eu ia fugir, mas não achei que conseguiria correr rápido o bastante... pensei em outra saída. Bem, eu tinha uma vassoura, podia sair voando. Mas teria que enfrentar a fúria de Lea depois.
"Tinha que ser você, não é, Rebecca? Sempre uma covarde" Disse minha consciência, simpática como sempre.
Andei até o lufano, que me esperava. Ele explicou que iria soltar o pomo de ouro e quem capturasse primeiro, poderia, talvez, ser o novo apanhador. Subi na minha vassoura, assim como os outros dois meninos. McGregory abriu as mãos, libertando o pomo de ouro, que se tornou invisivel depois de instantes.
Dei um impulso e subi no ar, o vento batia no meu cabelo, que estava preso em um rabo de cavalo um pouco mal feito. Olhei com atenção ao meu redor, os outros dois meninos pareciam concentrados.
"Certo, Becky, procure o pomo, tenha foco!" Pensei, já que me distraía facilmente com qualquer inseto que passasse voando por mim. Passaram-se minutos até que ouvi um barulho de inseto perto do meu ouvido. "Bati no ar" com minha mão, tentando espantar o possível inseto que estava me incomodando. Mas bati em algo muito maior que um inseto.
Só prestei atenção o suficiente para ver o pomo de ouro voando, dando piruetas para baixo, um pouco desnorteado. Eu tinha acertado o pomo de ouro, chegava até a ser engraçado, se eu não estivesse pensando em capturá-lo. Os outros dois nem pareciam estar prestando atenção.
Não demorou muito e por isso, fiquei até desconfiada. Seria uma piada, algum tipo de pegadinha? Não, não era. Eu tinha pegado o pomo de ouro e, talvez, fosse a nova apanhadora da Lufa lufa, talvez.
O capitão do time me deu um aperto de mãos, com o sorriso malicioso, me parabenizando.
– Você foi bem, Rebecca. Parabéns!
– Obrigada, McGregory.
– Pode me chamar de Natan, Nate, se quiser — Disse ele, mas preferi não abusar, tinha conhecido a pouco tempo e ele parecia tão atirado...
– Então tá, Natan.
Os outros dois não pareciam tão chateados. Lea correu até mim, quase me derrubando.
– Eu sabia que você conseguiria, sua vaca! — Disse a Corvina, com seus elogios. Ela sorria como se tivesse ganhado um milhão de doláres, sorria junto com ela. — Agora, vamos.
– Vamos, para onde?
– Pra cozinha, ué — Disse ela, como se fosse óbvio. — Você foi a melhor, merece comemoração.
Eu sabia que "comemoração" era só uma desculpa para Lea ir pegar comida na cozinha, com os elfos, mas não liguei, só ri e fui junto. Nunca entendi mesmo como Lea consegue comer tanto e continuar magra.
Fomos indo em direção á o castelo, novamente, mas alguém me parou. Vire, me deparando com Alvo Potter.
– Oque quer, Potter?
– Só queria dizer que vi seu teste para apanhadora, estava nas arquibancadas — Disse ele, fazendo cara de inocente, como se eu fosse uma idiota por tratá-lo com grosseria. — Nada mal, Oompa-loompa.
E simplesmente saiu, indo embora. Não tinha gostado nada daquele apelidinho, de novo, mas justo quando eu ia dar uma resposta digna de Paola Bracho, ele sai.
~.~
Depois de vários pedaços de pudim de abóbora — outra coisa que nunca vou entender é esse vício que a maioria dos bruxos tem por abóboras — Fomos para a aula de feitiços. A aula não foi nada demais, mas quando saímos várias pessoas já estavam comentando algo que eu não sabia oque era, mas logo descobri, graças a Lea, que estavam falando sobre o passeio á Hogsmeade.
– Nossa, as coisas estão rápidas esse ano, hein? — Comentei, enquanto olhava o bilhete que dizia sobre o passeio. Seria no próximo sábado.
– É, os testes de quadribol logo nos primeiros dias de aulas e agora, os passeios a Hogsmeade. Bem, não temos do que reclamar, não é?
Neguei com a cabeça, concordando com Lea. Estavamos em direção ao salão principal e tivemos que nos separar, me sentei, como todo dia, na mesa da Lufa-lufa, que sorria animadamente.
– Ei, posso falar com você? — Perguntou alguém atrás de mim. McGregory... quero dizer, Natan, como ele mesmo pediu que o chamasse.
Dei de ombros, balançando a cabeça de maneira afirmativa.
– Só queria saber se você quer ir á Hogsmeade comigo no sábado.
Oh, Merlin, ele me convidou para ir a Hogsmeade. Eu não sou uma daquelas garotas que desmaia quando um menino fala com elas, mas... eu não sei, eu tive a certeza que meu rosto estava vermelho. Droga.
– Tudo bem — Respondi, Natan sorriu, sorri de volta.
Mal podia esperar para contar para Lea. Quero dizer, não é algo que vá dar muito futuro... "Oh, eu fui a Hogsmeade com Natan McGregory, certo... mas que diferença isso faz na minha vida?".
Eu só queria contar que meu plano estava finalmente funcionando. A "maquiagem de panda" tinha dado resultados, afinal. Ou talvez fosse a "nova personalidade", não que eu tenha mostrado muito dela nesses primeiros dias. Enfim, não importa, oque realmente é legal é que ele tinha me notado, pelo menos um. E já é um bom começo.
~.~
"Começou o ano bem, né, Becky?" Disse Lea, com um olhar divertido, depois que contei para ela que ia com Natan a Hogsmeade.
– Becky e Natan, na porta da escola, N-A-M-O-R-A-N-D-O... — Lea começou a cantar essa música.
– Lee, você consegue ser muito irritante as vezes, sabia? — Perguntei, olhando para o teto, mas com um sorriso idiota. — Além disso, Natan não quer nada comigo, é só um passeio.
– Aham, sei...
– Pelo amor de Merlin, ele pode ter qualquer garota dessa escola e ia escolher justo a que se maqueia como um panda? — Perguntei, zoando a minha própria pessoa. Lea deu de ombros.
– Talvez pandas o seduzam... Que é? Pode acontecer, ok?
– Ah, claro — Disse, como se fosse algo bem comum. Era normal Lea falar idiotices quando estava com sono, e realmente, já deveriamos ter ido para a sala comunal. — Porque pandas são realmente seduzentes.
– Haha — Riu, desanimada. — Sabe, eu estive pensando... Você poderia fazer uma festa no salão comunal, já que quer tanto aumentar a popularidade dos lufanos nessa escola... festas fazem sucesso. A Corvinal quase nunca faz festas, acredita? Nunca como as festas da Grifinória...
– Não sei se é uma boa ideia — Comentei, me lembrando de algumas festas que já tinha visto na sala comunal, anos atrás. — As festas da Lufa-lufa nunca dão muito certo.
– Oque quer dizer?
– Oque quero dizer é que eu não entendo porque todo mundo acha que os lufanos são assim tão inocentes.
E então me veio a mente da última festa que tinha presenciado, fora no quarto ano, só para os alunos mais velhos, mas infelizmente eu decidi ficar ali, sentada, lendo meu livro, ao envés de deixar que os lufanos do último ano fizessem sua festa em paz. Acabei com imagens traumatizantes, principalmente um casal que estava praticamente se engolindo na minha frente.
Talvez eu esteja exagerando um pouco, não sei, no quarto ano tudo ainda parecia horrivelmente assutador para mim. Lea me olhou, com o sorriso malicioso.
– Eu sempre soube! — Exclamou a corvina, mais alto do que planejara. — Essa fama que os lufanos tem de "os santinhos de Hogwarts", não passa de uma lenda, né? Seus safados!
Lea começou a rir descontrolavelmente e então, achei que ela precisava dormir, porque aquilo deveria estar afetando a mente dela. Ela, assim como eu, começa a falar idiotices quando está com sono.
Fui para o mesmo caminho das cozinhas, onde fica nosso salão comunal. Como eu já devo ter dito, a maioria das pessoas não sabe que é ali que os lufanos ficam, já que, assim como os texugos — o animal que representa nossa casa — sabemos muito bem nos esconder.
No mesmo corredor que dá acesso a cozinha, há uma pilha de barris como esse. Um desses barris irá abrir se você acertar o ritmo de Helga Hufflepuff, dando acesso á passagem para a sala comunal da Lufa-Lufa. Se alguém de outra casa tentar entrar, é encharcada com vinagre.
Entrei na sala e fui direto para o dormitório, sentia que se eu ousasse piscar os olhos cairia no sono ali mesmo. Um trio de amigos do terceiro ano faziam seus deveres de adivinhações, eles eram os únicos ali, sorriram para mim enquanto passava, era uma maneira de cumprimentar os outros alunos de nossa casa.
Algumas plantas, que ficam organizadas nas prateleiras, começaram a dançar para mim quando passei por elas. Era engraçadinho de se ver, e isso sempre acontecia, é para deixar o lugar mais alegre, assim como a cor amarelo e o sol, que parecia nunca deixar nossa sala.
Meus pensamentos moveram-se para o time de quadribol quase que automaticamente e eu já estava com meus conselhos pessimistas.
"Não pense que só porque conseguiu ser a melhor no teste é que vai entrar para o time".
Eu realmente achava que devia parar de ser tão pessimista, mas estava cansada demais para brigar com minha consciência. Acabei adormecendo com o pensamento de que eu fora a melhor do teste e isso era, com toda a certeza do mundo, uma grande vantagem sobre os outros candidatos á apanhador.
"Acredite, Becky. Você vai conseguir" Essa voz veio na minha cabeça de repente, mas não consegui identificar de quem era. Nem mesmo se era uma voz masculina ou feminina... mas isso não importa, porque no outro dia, nem me lembrava mais dessa voz, só tinha a breve impressão de que alguém, além de Natan e Lea, realmente achava que eu ia conseguir entrar no time.
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