{Hiatus} What The Hell Is A Hufflepuff?

5 Capítulo 4 - Aquele com Hugo e os novos marotos


Notas iniciais
Eu vou colocar nomes em todos os capítulos, é que eu ainda não tinha pensado em como colocar, decidi me inspirar nos nomes dos episódios de F.R.I.E.N.D.S, só enquanto não penso em nada, haha, espero que gostem! É o melhor capítulo até agora, na minha opinião :3

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Os corredores estavam cheios de alunos andando para todas as direções, eu quase corria de tão atrasada que estava, e o pior era que justamente a primeira aula do dia seria de Defesa contra a arte das trevas.

Lea tinha dito logo de manhã que eu parecia estranhamente feliz. Era verdade que eu estava animada para ir á Hogsmeade com Natan. Talvez eu já tenha falado antes que essas meninas que ficam morrendo de amores por ele são rídiculas, mas eu estava parecendo muito uma dessas meninas. A culpa não é minha se ele é bonito e fofo. E pessoas bonitas e fofas não tem que ficar somente com outras pessoas bonitas, elas podem ir a Hogsmeade com pessoas como eu, só pra variar. E o passeio seria amanhã.

Entrei na sala de DCAT quase morrendo sem respirar de tanto correr, a maioria dos alunos já estava em seus lugares e sentei na última cadeira. A aula tinha mudado, não era mais com a Corvinal, e sim com a Sonserina, oque era ruim, porque eu já tinha marcado de experimentar os feitiços não-verbais em Lea e agora teria que arrumar outra pessoa para fazer dupla comigo. Meu olhar foi, automaticamente, para Alvo Potter. E um sorriso se fez no meu rosto imediatamente.

Não, eu não estava apaixonada por Alvo Potter. É só que eu me imaginei lançando-lhe um Estupefaça não-verbal e a imagem dele sendo atingido por esse feitiço é realmente engraçada.

Me sentei, tentando ajeitar as mechas loiras que eu quase esqueci de pentear essa manhã. Abri meu livro na página indicada, mais uma vez sobre feitiços não verbais. Eu não queria ler o livro, a teoria... eu queria era mandar um feitiço na cara do adversário, eu queria ver as pessoas sendo lançadas para o outro lado da sala, desmaiadas... tá, nem tanto, mas acho que vocês entenderam.

Quando o professor mandou formar duplas oque mais se via naquela sala de aula eram as caras de nojo. Tudo bem que os lufanos são simpáticos e tudo mais, mas era díficil não revidar os olhares de desprezo da Sonserina. E como dizia um certo ditado em Hogwarts: "Sonserinos só se dão bem com sonserinosa, pelo menos a maioria".

Pelo menos a aula não era dividida entre Grifinórios e Sonserinos, porque se não nós iriamos ver briga, barraco, guerra e sangue. Tá, acho que exagerei de novo, mas é mais ou menos a situação das duas casas... tirando alguns alunos como Rose, Alvo, Hugo, Scorpius, que se dão super bem, mesmo sendo das casas rivais.

Fomos até uma outra sala, essa era bem maior, e o professor nos mandou escolher nossa dupla.

– Oompa-loompa faz dupla comigo — Gritou Potter, os outros alunos só ignoraram, menos Scorpius Malfoy, que pareceu realmente chatiado pelo abandono do melhor amigo.

– Porque eu faria dupla com você, Potter? — Perguntei, com uma sobrancelha arqueada. Ele sorriu.

– Porque eu sei que você não gosta de mim — Ele disse. — E essa é sua melhor by Text-Enhance\">oportunidade de quase me matar com um feitiço.

Sorri, imaginando a cena. Merlin... eu estava meio maligna. Assenti, andando com ele até um espaço vazio da sala.

– Então, oque você tem que fazer é se concentrar e agitar sua varinha, pensando no feitiço que quer fazer.

Eu deveria ter dito para ele calar a boca, porque eu sabia muito bem by Text-Enhance\">como fazer um feitiço não verbal.

E Eu teria dito, se eu soubesse fazer um feitiço não verbal.

"Se a Lea consegue, não deve ser tão dificil". E foi com esse pensamento que todas as minhas tentativas de quase matar Alvo Severo Potter não foram bem sucedidas. Pelo amor de Merlin, aquilo era muito dificil.

– Como eu disse, senhorita Di Roy, não são todos que conseguem fazer feitiços com um técnica tão avançada como essa — Disse a voz melancólica do Professor Nélius.

Revirei os olhos, olhando diretamente para ele. Ótimo, além de maligna, eu tinha acordado irritada e estava pronta para responder ao professor.

– Deve ser muito bom nesses feitiços para estar me criticando, não é, professor? — Disse. Falei sem pensar e quando vi, o professor já vinha irritado na minha direção.

Que tipo de pergunta foi essa, Rebecca? É claro que ele sabe fazer esses feitiços... ele é um professor! E agora ele está vindo em minha direção com uma cara nada bonita.

Meu único pensamento no momento foi: "Bom, é isso pessoal, é hoje que eu morro".

– Menos 50 pontos da Lufa-lufa — Disse simplesmente, segurando a vontade de me matar.

– Mas...

– Você insultou um professor, nada mais justo que isso — O velho disse.

– Se eu fosse da Sonserina, aposto que poderia até te xingar de velho gótico e você nem tiraria pontos, não é? — Ele me olhou espantado, Alvo me olhou espantado, os outros alunos me olharam espantados, até eu me senti espantada.

Ok, da onde eu tinha tirado tanta coragem? Os Grifinórios que me desculpem, mas chamar o professor Nélian de velho gótico não é para todo mundo não. E eu realmente estava me sentindo muito corajosa.

"Insultar o professor Sonserino de DCAT... minha vida é cheia de adrenalina" Pensei, novamente.

"Só porque está prestes a discutir com o professor você já se acha a famosona da escola, né, Becky?" Disse minha cosciência, e senti como se aquilo fosse um aviso: Pare agora antes que prof Nélian te dê um Avada Kedavra, idiota!

E de repente, toda a adrenalina passou, toda a coragem foi embora e só oque restou foi uma menina loira com cara de idiota no meio da sala de DCAT, além de um professor exageradamente bravo e um monte de alunos querendo ver briga.

Não me sinto muito bem em repetir oque o professor disse para mim aqui, mas posso te dizer que foram palavras feias, muito feias. E parece que só eu ouvi, porque os outros alunos já nem prestavam atenção.

E então, de repente o professor foi lançado para o fim da sala por alguma força invisível. Na verdade, só alguns passos para trás, mas foi forte o bastante para deixá-lo quase desmaiado. Tive certeza de que alguém lançara um feitiço nele e rezei para que essa pessoa não fosse EU. Digamos que você nunca deve irritar uma bruxa quando ela estiver com a varinha na mão.

Mesmo que ela esteja sem a varinha, nunca irrite uma bruxa. Lembre-se que bruxas também tem punhos, também sabem dar soco e chute. Ah, quer uma dica? Nunca irrite uma bruxa em hipótese alguma.

Voltando a aula de DCAT... o professor se levantou, mais irritado que nunca, achei que ele ia se transformar em um dragão e começar a cuspir fogo, era só oque faltava. O rosto vermelho, o cabelo um horror ... Medonho, sério.

– Criança impertinente! — Berrou o professor, pulei de susto. — Você será punida e pode ter certeza, senhorita di Roy, eu farei questão de que seja uma punição severa.

Vish.

– Não foi eu! — Protestei, indignada. — Como pode ter sido eu se eu não sei lançar feitiços não-verbais? — Achei um bom argumento em minha defesa e é claro que decidi usá-lo, afinal, eu não conseguia nem matar uma mosca, muito menos mandar um professor para o outro lado da sala com um feitiço não verbal.

– Foi eu — Disse uma voz atrás de mim e eu, na hora, soube quem era. Me virei, olhando para Alvo Potter indignada.

– Você? Eu não acredito nisso...

– Calma, oompa-loompa, eu fiz isso pra te defender...

– Eu não preciso que você me defenda! — Disse, ou melhor, rosnei.

Alvo Potter só riu, mas sua expressão voltou a ser séria quando o professor disse que eu ainda teria que cumprir detenção e que Potter ia me ajudar na detenção. Mas o pior veio depois.

Foi quando ele, simplesmente, decidiu que minha detenção seria ter que aturar Alvo Potter me ensinando a usar feitiços não verbais.

– E trate de aprender esses feitiços, ou vou te pendurar pelos pés no salgueiro lutador como castigo — Disse prof Nélian, antes de sair da sala.

– Pois é, oompa-loompa, vou te ensinar direitinho, relaxa — Disse Alvo, com um sorriso convencido no rosto. Dei um soco bem forte no ombro dele. — Ai, ok, me encontre amanhã, depois do jantar, na sala precisa.

– Sala Preciosa? Que diabos é uma sala preciosa?

Alvo Potter revirou os olhos bem sutilmente.

– Sala precisa — Corrigiu ele. — Só me siga depois do jantar, eu te mostro onde fica.

Aí foi minha vez de revirar os olhos, mas concordei.

"Bom, pelo menos você vai ficar conhecida na escola" Disse minha consciência.

"Claro, conhecida como a menina que desafiou o velho gótico e acabou pendurada no salgueiro lutador"

~oOo~

Estava em uma aula com a Corvinal contando a maravilhosa experiência que tivera na aula de Defesa contra a arte das Trevas.

– E então o professor Nélian decidiu me colocar na detenção. Com o Potter! — Sussurrei para ela.

– Por favor, Rebecca, me conte coisas mais interessantes — Reclamou Lea, revirando os olhos. — O Tio Nelly coloca uns quinhentos alunos em detenção todos os dias, isso é tipo a rotina dele.

– Hum, e você sabe muito sobre a rotina do "Tio Nelly", né? — Perguntei, com o apelido que Lea tinha dado ao professor Nélian.

– Claro que sei, eu sou viciada no tio Nelly, até faço parte do fã club — Disse ela, sarcástica, com um sorrisinho. — Amamos o tio Nelly, ele é 100% sensual, amamos o Tio Nelly, ele tem potencial, adoramos suas aulas, não tem comparação, ele é um lindo, um perfeito, um tudo, só que não! — Cantou, enquanto fazia uma dancinha, ainda sentada e alguns alunos a olharam estranho, mas a maioria já estava acostumada com o jeito da Lea.

Juro que na hora me deu uma crise de riso desesperadora, e bem na aula de Transfiguração, que é uma das minhas preferidas. Bem, naquela hora a piadinha de Lea parecia engraçada, mas depois de um tempo eu parei para pensar e percebi que minha crise de riso foi exagerada e desnecessária.

Mas parece que quando a gente precisa ficar em silêncio, qualquer coisinha se torna engraçada.

– E então, como vai ser essa sua detenção com o Alvo? — Perguntou Lea com um sorriso malicioso.

– Ele me disse para eu encontrar ele na sala precisa — Respondi, simplesmente, tentando ignorar a mente pervertida da minha melhor amiga.

– Hum, na sala precisa, né, safadinha? — Disse ela e eu a empurrei de leve. Meu Merlin, Lea só pensa besteiras.

– Eu nem sei sobre essa sala precisa, devia saber, eu já li tanto sobre Hogwarts... Você sabia sobre essa tal de sala precisa?

– Claro que sim. Fico feliz que tia Minerva não saiba que tipo de coisa os alunos fazem naquela sala...

– Por Merlin, Lea! Você só fala merda...

– É um dom — Respondeu a corvinal.

Finalmente a aula terminou (eu sei que disse que Transfiguração é uma das minhas matérias favoritas e tal, mas essa aula estava muito chata, de verdade). Arrumei minhas coisas e saí, já esbarrando em alguém.

Admiro muito essa minha capacidade de sair esbarrando nas pessoas. Aliás, foi provado cientificamente que esbarrar nas pessoas é o jeito mais fácil de se fazer amigos. Na verdade, não foi provado cientificamente coisa nenhuma, mas tenho certeza de que é uma boa forma de conhecer pessoas.

Reconheci o menino, primeiramente, pelos cabelos ruivos. Depois, o rosto com sardas quase impossiveis de se ver e o sorriso meio infantil. Eu já disse que Hugo Weasley é, simplesmente, a criatura mais fofa que eu já vi na vida? Não? Então, eu estou falando agora.

Hugo Weasley é a criatura mais fofa que eu já na vida.

Só de olhar esses olhinhos, ele tem um rostinho tão inocente! Ah, parece um anjo, é sério. Sorri para ele e ele retribui o sorriso, awn!

Eu estava parecendo uma menina trouxa quando vê um filhotinho de labrador.

"Uau, você acabou de comparar Hugo Weasley com um cachorro" Pensei, rindo da minha própria idiotice.

– Oi, Hugo — Disse, resistindo a tentação de perguntar ao menino se eu podia adotar ele. — Hum, quer dizer... seu nome é Hugo, não é?

– Aham. E você é Rebecca, a menina da lufa-lufa que gosta de desafiar os professores — Disse ele, me surpreendendo. É, as notícias voam em Hogwarts.

Balancei a cabeça, concordando.

– Eu não desafiei o professor Nélian, eu nem discuti com ele — Disse. — Foi mais uma troca de ideias.

Fomos conversando até o salão principal. Percebi que ele era, com certeza, o menino mais inteligente que eu já tinha conhecido até ali. Eu tinha a impressão de que já tinha ouvido falar que Hugo Weasley era um tipo de irritante sabe-tudo, mas nunca parei para prestar atenção. Pelo que ele me contou, puxou o gosto pelos estudos da mãe dele.

É, disso eu já sabia. Rose tinha puxado o gosto pela comida do pai deles e Hugo, pelo jeito, tinha puxado o gosto pelos estudos de sua mãe. Claro, é meio óbvio que sendo filhos de uma das alunas mais inteligentes de Hogwarts (isso foi só oque ouvi os professores mais antigos falarem), alguns deles tinha que ter as mesmas caracteristicas.

– É, você é mais novo que eu e mais inteligente... — Disse, rindo. Eu não era uma anta, mas nunca seria como Hugo Weasley. E o melhor, ele não era aquele tipo de sabe-tudo chato, ele era legal. — Na verdade, temos a mesma idade. Sou um ano mais nova que o resto do sextanistas.

Contei até sobre a detenção. Hugo era aquele tipo de pessoa fácil de conversar.

– Eu até podia te ensinar os feitiços não-verbais, mas eu sou do quinto ano e ainda não sei fazer. Mas olhe pelo lado bom, meu primo não é tão ruim...

– Não, imagine! — Disse, ironicamente.

Disse um breve "até logo" a Hugo e me sentei na mesa da Lufa-lufa ao lado de Natan McGregory.

– Então, nosso passeio a hogsmeade ainda está de pé? — Perguntou e eu assenti. Estava animada para ir a hogsmeade, beber cerveja amanteigada, quem sabe.

– Alguma novidade sobre o teste para novo apanhador?

Ele negou, vendo que algumas pessoas da nossa casa ouviam nossa conversa, curiosas para saber sobre o novo integrante do time. Antes, deu uma piscadinha para mim que eu não entendi.

– Você está mesmo animada para entrar no time... — Disse ele, e eu só concordei. — Vai assistir ao jogo da Grifinória contra Sonserina amanhã?

– Já está marcada a data do primeiro jogo? Hum, não sei.

A verdade é que sempre que tinha jogo entre essas duas casas a coisa ficava feia. É sério. Os Grifinórios já eram rivais da Sonserina em tudo, e quando junta o esporte favorito dos bruxos então, a coisa piora.

Conversava com Susan, uma menina do sétimo ano, normalmente. Nesses primeiros dias em Hogwarts eu já tinha me tornado um pouco mais sociável, pelo menos com os outros lufanos. Foi quando três coisas explodiram na mesa da Sonserina. Uma em um canto, outra no outro canto e uma no meio. Uma fumaça vermelha e dourada se formou em volta da mesa da casa das serpentes, no meio da bagunça, ainda havia algumas miniaturas de leões e grifos de fumaça que surgiam em volta dos alunos. Eu não sei explicar oque foi aquilo, exatamente, mas posso dizer que foi bonito.

– Isso só pode ser coisa dos... — Susan nem pode completar sua frase, um menino de cabelos cacheados pulou em cima da mesa da Sonserina, gritando "Vai Grifinória! Vai Grifinória!".

James Potter e Fred Weasley II tinham acabado de fazer sua primeira marotagem do ano, os dois eram famosos por pregar peças e fazer pegadinhas em todo lugar do castelo. Eram conhecidos como "Novos Marotos", embora eu não tenha ideia de quem foram os "marotos originais". Felizmente os lufanos não são alvos tão atingiveis, já que não incomodamos ninguém, eles costumam não incomodar.

Na verdade o principal alvo de todos os Grifinórios é a Sonserina, e vice-versa.

Percebi que nunca tinha visto ninguém da Lufa-lufa que gostasse de fazer pegadinhas. Oque quero dizer é que todos tem um talento e são destacados por esse talento, como por exemplo, James e Fred, que são os bagunceiros. Hugo é um dos meninos mais inteligentes da escola. Alvo e Scorpius são os mais populares.

Eu iria achar um lufano que gostasse de trollar as pessoas para me ajudar na arte da trollagem.

Sorri. Os novos marotos estavam prestes a ganhar uma concorrente, porque eu tinha que ser a melhor pregadora de peças daquela escola.

Vi quando James e Fred sairam correndo do salão principal, provavelmente fugindo de McGonagall. Me levantei, deixando minha torta de frango intacta no prato e correndo atrás dos dois grifinórios.

Mal sabia eu que James e Fred não estava ganhando uma concorrente, e sim uma parceira de crime.

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Notas finais
Ah, acho que esse é o capítulo que eu mais gostei até agora, mesmo não tendo acontecido nada muuuuuito interessante. Enfim, oque vocês acharam da imitação barata de Snape (Professor Nélian)? Eu acho que nunca chegará aos pés do Tio Severo... ah, e eu também não gosto muito desse negócio de "Novos Marotos" mas eu não consegui pensar em nenhum outro nome. E o Hugo é sim a coisa mais linda e fofa que Rony já fez na vida! Ok, essa frase ficou estranha. Enfim, vou calar a boca e espero vocês no próximo capítulo O/