Notas iniciais
Chegando desviando de kunais, pedras e tiros.
Eu sei demorei, mas como disse antes, fiquei sem inspiração e não conseguia escrever, ou melhor, ainda não consigo por que esse capitulo ficou uma bosta, mas para não deixar voces muito tempo sem cap vou postar.
Boa leitura

- Jess? O que você esta fazendo aqui?

— Não sei, um agente foi me buscar na África. Ele disse que foi mandado pela Miah, depois só me lembro de acordar aqui.

Jess também estava amarrada a uma cadeira. Era evidente o desespero nos olhos dela. Afinal o que a Fênix queria com ela? Isso estava ficando cada vez mais confuso.

— Nathan, o que está acontecendo? – perguntou nervosa.

— Jess, fica calma, eu vou achar um jeito de nos tirar daqui.

Ouvi uma risada alta e algo metálico sendo arrastado no chão, tentei olhar o que era e quem era, mas não consegui estava preso na cadeira. Logo o som metálico parou, só podia se ouvir os passos de alguém caminhando lentamente em nossa direção. O homem loiro para na frente da Jess, ficando de costas para mim. Ele tentou tocar rosto dela, mas Jess se esquivou levando um tapa no rosto.

— Então você é a Fênix? Mostre o rosto ou é covarde demais para isso? – provoquei.

— Olá Nathan. – disse calmamente. Puxou uma cadeira e sentou entre mim e Jess, só então notei que ele segurava uma espada. – Depois de tanto ouvir falar de você e da maluca da sua mulher, é um prazer recebê-lo na minha humilde casa.

— Barão Wheaton? Então é você, seu viado desgraçado. – me debatia na cadeira, tentando de alguma forma me soltar e matar o imbecil a minha frente. – Você tentou matar minha mulher e minha filha.

— Você esta muito estressado e muito errado, confesso que eu queria ser a fênix, mas não sou. – sorriu prepotente.

— Se você não é, quem é então?

Antes que ele pudesse responder, sons de salto alto encheu a sala.

— Eu. Eu sou a fênix. – ouvi a voz feminina atrás de mim. – Nathan quanto tempo, fazem o que dez anos?

Pude ver o seu rosto da desgraçada que estava brincando com nossas vidas e me arrependi amargamente de ter duvidado de Miah, ela estava certo o tempo todo. Elizabeth Wheaton não era só a fênix, mas também Lorraine Carter.

— Cadela, vadia, a Miah esta presa por sua causa. – ela gargalhou e colocou-se ao lado do marido.

— Vamos deixar os elogios para depois, estamos aqui para tratar de assuntos mais importantes.

— Então não existe irmã gêmea nenhuma? Nossa como eu fui estúpido.

— Oh, não fale desse jeito. Eu tenho sim uma irmã gêmea é até uma historia interessante.

— Estou curioso para saber. – falei com ironia.

— Deixamos para o próximo encontro. Sem perda de tempo, meu único motivo de estar perseguindo e tentando matar a insuportável da sua esposa, foi por que um dia você matou o único homem que eu amei, Julian. Então eu vou tirar a coisa que você mais ama na vida. Miah.

— Você é doente. – falei.

Nesse instante ela tirou a espada das mãos do barão e colocou em meu pescoço fazendo que cortasse um pouco a minha pele, ela passou o dedo no corte e lambeu o sangue.

— Eu não sou doente. Apenas quero vingança e para deixar interessante, meu marido lindo teve uma ótima idéia. – ela sorriu e sentou no colo do loiro. – O mundo inteiro sabe que você é o tensão de Aquiles dela e ela de você, que o amor de você é tão entediante que um morreria pelo outro... Então eu não matarei mais a sua esposa.

Eu e Jess suspiramos aliviados, mas o que deu nela desistir?

— Você matará a sua esposa. – ela disse séria. – Não achou mesmo que eu iria deixar vocês passarem por isso em pune não é? Eu quero me vingar de você por ter matado Julian e nada mais justo que ver você sofrer após matar a pessoa que ama.

— Você sabe que eu nunca farei isso não é? – ri sem humor.

— E é por isso que a linda Jessica Ledger esta aqui. – falou caminhando em direção da Jess, segurando seu cabelo, forçando a olha-lá. Lagrimas rolavam pelo rosto dela. Elizabeth, ou melhor, Lorraine acariciou o rosto dela. – Calma, eu não vou mata-lá. Isso vai depender do seu cunhado. – Jess me olhou desesperada. – Eu sabia que você não iria querer matar sua querida esposa. Por isso, a cada dia que você se negar a mata-lá um familiar seu morrera, depois seus amigos, conhecidos, e todo mundo que você tiver contato.

Eu não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. Aquela mulher era perturbada. Nunca que eu iria matar minha esposa, moveria céus e terra para proteger quem eu conheço.

Lorraine andava de um lado para o outro, esperando minha resposta. Depois de um tempo ela gritou de raiva e pegou a espada novamente, colocando agora no pescoço de Jess.

— Acho que o Nathan precisa de uma inspiração. – falou rindo para o marido.

— Por que você não, me mata e acaba logo com essa palhaçada.

— Por que seria muito fácil. Eu quero ver você sofrer, como eu sofri. – nessa hora ela tirou a espada do pescoço da Jess, pensei que tinha mudado de idéia, até que vi a lamina atravessar o corpo dela, olhei para Lorraine e ela ria. – E então Nathan uma já foi. – disse quando a cabeça de Jess tombou para frente.

— Eu já falei QUE NÃO VOU MATAR A MIAH. – gritei.

Um segurança entrou e falou algo no ouvido de Barão e logo depois saiu.

— Querida, acabei de ser informado que o senhor espertinho aqui, internou a esposa em uma clinica.

Lorraine riu alto.

— Creio que isso foi uma tentativa de afastar a Miah dos meus homens não é? – não falei nada. – Nathan meu amor, durante esses dois anos eu infiltrei meus homens, como a sua ex-noiva, o carteiro, o seu vizinho, o porteiro do prédio da Miah, agentes do FBI, CIA. Bom ficaríamos aqui o dia inteiro. — disse enquanto me desamarrava da cadeira. – Agora eu quero que tire ela daquele lugar, não será nada divertido se a Miah estiver presa não é. – disse agora olhando para o barão, que concordou rindo.

— Como que vou tira-lá de lá? Você a incriminou pela morte da Olívia.

— Tem razão, mas isso eu resolvo, agora vá. – um dos seguranças começou a me acompanhar até a saída. – E Nathan... – parei e olhei para ela. – Todas essas vidas estão em suas mãos.

Pegue o carro e dirigi o mais rápido possível ara casa. No caminho liguei para Jason ir para cara ficar com Lauren e depois para o Caden mandando ele ir direto para minha casa ficar com a Sophia e minha mãe. Depois de vinte minutos dirigindo cheguei em casa. Abri a porta e minha mãe estava sentada na sala lendo uma revista, havia pedido para Caden não contar nada antes que eu chegasse.

— Papai. – Sophia gritou e veio correndo em minha direção. – Cadê a mamãe. – perguntou quando peguei no colo.

— A mamãe saiu minha princesa. – disse dando um beijo na sua bochecha.

— Saiu? – seus olhinhos encheram de lagrimas.

— Mas daqui a pouco ela já vem. – ela sorriu.

— Soph? – Jane entrou na sala. – Oi senhor Nathan, a dona Grace me ligou para que eu ajudasse cuidar da Sophia.

— Oi Jane, tudo bem. Leve ela lá para cima. – Jane assentiu e pegou Soph no colo.

Minha mãe estava sentada no sofá vendo a cena sorrindo.

— Pensei que haviam esquecido que tinham uma filha. Cadê a Miah. – não respondi. – Nathan vem aqui. – chamou. Ela fez eu sentar no sofá ao lado dela deitei minha cabeça em suas pernas.

— Mãe...

— Shii, faça, apenas faça. –

E apenas com essas palavras as lagrimas começaram a rolar pelo meu rosto, estava tão destruído que chegava a soluçar. Eu era um completo idiota. Como pude não confiar nela? Como, que por um segundo eu duvidei de sua sanidade mental? Miah estava certa e agora minha vida esta essa bagunça sangrenta. Eu teria que achar uma forma de protege-lá e também minha família, mas só tinha uma forma de fazer isso e com o exercito que ela tem, eu não teria nem chance.

— Vai buca-lá. – ouvi minha mãe dizer. Olhei para ela intrigado. – Nathan eu não sou nenhuma idiota, agora vai busca-lá.

— Ela não pode sair de lá mãe, pelo menos não agora. – falei secando meu rosto. – Eles querem que eu mate ela mãe, eu não posso fazer isso.

— Se eu vejo essa vaca na minha frente, sou capaz de enfiar uma bala bem entre os olhos.

— Mãe? E você lá sabe segurar uma arma? – falei.

— Garoto, onde você acha que eu conheci o seu pai?

— Você era uma agente? – perguntei, mas antes que ela respondesse meu celular tocou. – Alô.

E aquela cadela pensa em tudo mesmo. O agente Phillips me ligou dizendo que tinham achado o verdadeiro assassino de Olívia, até que o bandido confessou ter plantado as provas para incrimina-lá e também que a Baronesa Elizabeth tirou o queixa de abuso de poder, sendo assim eu poderia tirar a Miah da clinica se quisesse. E eu tiraria ela de lá.

— Caden? – chamei e ele logo apareceu na sala. – Eu vou ter que ir a clinica buscar a Miah, quero que fiquei aqui com minha mãe...

— Não mesmo ele vai com você. Eu tomo conta da Jane e da Sophia, só preciso de uma arma. – Caden riu.

— Senhora seu marido esta viajando e levou todos os seguranças. Eu dispensei meus homens e o único que ficou esta na casa do Sr. Jason e seu outro filho bom...

— Por vinte anos eu fui agente da CIA, prendi mais gente do que vocês dois juntos, então não venha me dizer que não posso proteger a minha neta. – disse ela.

Consegui convencer Caden a dar uma arma para minha mãe, não que eu fosse a favor dela ficar sozinho, por isso chamei Lauren e Jason. Teria que ter uma conversa com eles depois.

— Vamos.

Chegamos a clinica e um dos enfermeiros que contratei estava me esperando no portão, fiquei surpreso com a recepção, mas não falei nada. Enquanto adentrávamos as dependências da clinica Fred, o enfermeiro, me disse que Miah não queria me ver e teve que ser colocada na sala acolchoada, por que tentou atacar uma enfermeira.

Não pude deixar de rir.

— Vou chama-lá. – disse Fred.

Eu e Caden, ficamos na sala de visitas, até que ouvimos a Miah gritando.

— EU JÁ FALEI QUE NÃO VOU FALAR COM ELE!

Agora quem riu foi o Caden.

— Alguma coisa me diz que ela não quer te ver.

— Sério gênio? Vai lá falar com ela. Por algum motivo ela te escuta.

P.O.V Miah Calleigh

Idiota, burro, canalha... Argh nunca tive tanta vontade de matá-lo com como agora. Aquele ser repugnante me internou em uma clinica psiquiátrica como se eu fosse uma louca. Será mesmo que eu estava ficando?

— Sra. Calleigh? – enfermeiro que estava “cuidando” de mim entrou no quarto acolchoado. Colocaram-me lá depois que ataquei a enfermeira, assim que botei os pés nessa clinica, aquela vaca ousou me chamar de louca. – Seu marido esta esperando a senhora na sala de visitas.

— Diz para aquele filha da... diz que não quero falar com ele.

— Mas senhora ele esta esperando lá fora.

— EU JÁ FALEI QUE NÃO QUERO FALAR COM ELE. – gritei impaciente.

— Tudo bem, vou avisá-lo.

O enfermeiro abriu a porta e vi Caden parado com as mãos no bolso. Ele fez sinal para que Fred saísse, entrou e encostou-se na porta depois de fecha-lá, cruzou os braços e ficou me olhando, esperando talvez alguma reação minha, mas não fiz nada.

Depois de quinze minutos sem se mexer não agüentei aquele silencio.

— O que esta esperando?

— Você parar de birra. – olhei sem entender. – Uma mulher grávida, com mias um filha comportando-se como uma adolescente de quinze anos.

— Você viu o que ele fez comigo? Prendeu-me aqui como se eu fosse uma louca, com a mesma desculpa de sempre, “me proteger”. – fiz aspas no ar.

— Dessa vez ele tem razão, ele está esperando na sala de visita agora para de frescura e vai.

— Não vou. – cruzei os braços e fiquei encarando-o.

Caden suspirou irritado.

— Sabe, eu não tenho vocação para ser conselheiro sentimental. Vem.

Ele agarrou meu braço e começou a me puxar para fora do quarto, tentei travar as pernas para não caminhar, mas sendo mais forte que eu, ele praticamente me arrastou pelo corredor. Os enfermeiros e alguns pacientes nos olharam espantados, mas ninguém atreveu-se a impedi-lo ou dizer algo.

Entramos na sala e o Nathan estava falando no telefone.

— Ela esta aqui... Tudo bem, nos encontre lá em casa. – disse e desligou o telefone. – Que bom que veio. – sorriu e tentou me beijar, mas virei o rosto ele beijou minha bochecha.

— Por livre e espontânea pressão, fui arrastada até aqui. – falei.

— Bom, vou deixar vocês a sós. E por favor, comportem-se como adultos. – Caden falou saindo da sala.

— Amor...

— Não quero saber de desculpas esfarrapadas, você me colocou aqui praticamente jogando na minha cara que eu estou louca. Isso machucou sabia?

— Eu sei, mas eu fiz isso para te...

— Se você falar que era para me proteger, eu juro que será a ultima frase que dirá antes de eu arrancar sua língua.

— Senta, vou te contar por que te coloquei aqui.

Mesmo relutante sentei. Nathan me contou que o primeiro médico que foi lá na sede do FBI tentou me matar e sem sucesso, se matou. Explicou também por que me colocou aqui, mesmo assim não estava convencida de que era o único lugar onde a Fênix não tinha homens disfarçados.

— Se aqui é o único lugar onde a Fênix não tem gente, por que veio me buscar?

— Depois que sai lá da sede, fui seqüestrado. Amor você tinha razão, Baronesa Elizabeth é Lorraine Carter e também a Fênix. – disse Nathan.

— É agora que eu digo “eu te avisei”? – perguntei irônica.

— E tem mais uma coisa. Quando fui seqüestrado aquela vadia me contou seus planos. Ela quer que eu te mate. E se eu não fizer, ela vai matar um por um da nossa família. – ele baixou a cabeça.

Estava comprovado, eu não conseguia ficar com raiva do Nathan por muito tempo. Levantei e fiz a volta na mesa, e sentei em seu colo, ele passou seus braços por minha cintura e deitou sua cabeça em meu peito.

— Nos vamos dar um jeito nisso. – falei. – Aposto que ela esta blefando.

— Não, ela não está. – disse ele olhando nos meus olhos.

— Como você sabe?

— Ela matou a Jess.

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Aviso: Pessoas do meu tum tum, estou com fic nova. O nome é "Amável Inimigo" Com Ian Somehalder e Ashley Benson. Quem quiser dar um conferida e dizer como estou me saindo aqui esta o link

http://fanfiction.com.br/historia/340341/Amavel_Inimigo/

Espero que gostem!

Notas finais
Então o que acharam? Muito ruim? Péssimo?
Até o proximo cap.
Beijos =D