Hiatus - Te Beijar Ou Te Matar? Segunda Temporada
20 Capítulo 19
Notas iniciais
Espero que gostem desse cap e boa leitura.
P.O.V Miah Calleigh
Fiquei sem entender o porquê o Nathan disse aquilo. O que eu teria que entender? Por que isso agora? A única coisa boa com essa visita foi que a Soph ficou mais feliz, estava triste desde o dia em que saímos da casa do Nathan e não era para menos, ela é muito apegada ao pai.
Antes de ir embora a Jess disse que iria deixar um médico de confiança para cuidar da Soph. Como sempre fiquei desconfiada e resolvi conhecer esse tal médico, para ter certeza que ele ira cuidar bem da Sophia.
- Vamos sair com a mamãe? – perguntei com falso entusiasmo.
Não estava afim de sair, mas precisava seguir minha vida, ficar chorando pelos cantos não iria resolver nada, nem apagar o que o Nathan havia feito.
Mas a Sophia negou com a cabeça.
- Soph, não quer sair com a mamãe? – ela negou novamente. – Então o que você quer? – perguntei.
- Quero o papai. – falou olha para mim com aqueles olhos azuis idênticos aos do Nathan. – Quero o papai mamãe. – disse esfregando os olhinhos.
Meu peito apertou. Como dizer para uma criança de dois anos que seus pais estão se separando? Como dizer que agora ela não irá passar tanto tempo ao lado do pai como antes?
- Vem.- falei me colocando de pé e estando a mão para ela. Sophia cambaleou até se equilibrar e segurou a minha mão. – Vamos nos arrumar para sair. – falei.
Dei banho nela e a vesti. Não tive tempo de tomar banho e nem podia já que o John não estava em casa para tomar conta dela. Apenas coloquei uma calça jeans, uma sapatilha preta e uma blusa. Passei um pouco de maquiagem para esconder as olheiras, resultado de noites inteirarem que passei chorando.
Peguei a chave do carro que o John comprou para mim. Sentei a Soph na cadeira para bebê e dei partida no carro, indo para o hospital.
Estacionei o carro e descemos. Sophia estava no meu colo e olhava para os lados como se estivesse procurando alguém. Quando entramos no prédio ela deitou a cabeça no meu ombro como se tivesse se convencido de que o Nathan não estava lá.
- Tenho uma consulta marcada para Sophia Calleigh. – falei para uma ruiva de olhos verdes que me atendeu na recepção da pediatria.
Ela digitou algo no computador e me olhou sorrindo.
- Claro, o doutor já vai chegar do almoço. Se quiser esperar no consultório. – falou sugestiva apontando para a porta. – falou.
- Vou esperar lá dentro então. – falei me dirigindo para sala.
Entrei no antigo consultório da Jess. Larguei a Soph no chão, que foi brincar e eu comecei a olhar em volta. Percebi que na mesa havia um porta-retrato com uma foto minha junto com a Jess quando eu estava grávida da Sophia, oposto que se esqueceu de levar quando recolheu suas coisas. Continuei analisando a sala, vi a nova plaquinha com o nome: Riley Canningan MD. Se não me engano é o médico que ajudou a Jess naquele dia. Peguei o telefone e disquei o numero do Alan, sem tirar os olhos da Soph que brincava distraída.
Alan é um garoto de dezoito anos que o John contratou para ser meu assistente, já que Elister esta em treinamento para missões em campo. Alan é super inteligente, já ganhou vários campeonatos da escola que envolvia ciências e computação. Fiquei até curiosa para saber como um menino tão inteligente decidiu virar assistente. Foi ele quem cuidou de tudo durante as duas semanas que eu não apareci na S.O.D.
- Fala chefinha. – falou ele assim que atendeu ao telefone.
- Preciso que descubra tudo sobre o doutor Riley Canningan. Entendeu? – perguntei.
- Sim. E para quando quer a informações? – perguntou.
- Em quinze minutos. – falei desligando o telefone, antes que pudesse protestar.
A porta se abriu revelando um homem alto, com cabelos bem arrumados e olhos verdes, vestido um jaleco branco. Ele sorriu quando viu a Sophia, que largou os brinquedos e veio em minha direção, sem tirar os olhos dele.
- Então você é a mãe super protetora, que não deixa as enfermeiras tocarem na Sophia? – falou sorrindo enquanto sentava-se na cadeira atrás da mesa de vidro.
- Sim, sou eu. Bom a Soph sempre consultou com a minha irmã, não me leve a mal, mas não sei nada sobre você então... – falei e ele fez uma careta. – Certo não precisa me olhar assim, sei que não sou uma mãe como as outras, mas eu prezo pela segurança da minha filha, então sem querer ser rude, mesmo que você não me conte eu posso saber informações sobre você. – falei pro fim. Ele fechou e abri a boca, com seus olhos fixos em mim.
- Ok. – falou piscando varias vezes, voltando sua atenção para a pasta que esta em cima da mesa. – Tudo bem, você não é uma mãe comum, isso eu tenho certeza. A Jess me deixou a par da sobre a Sophia. – ele parou e ficou me olhando. Suspirou e largou a pasta sobre a mesa. – Meu nome é Riley Canningan, tenho vinte e nove anos, minha esposa morreu há cinco anos, meus pais moram na Itália... –
- Antecedentes criminais? – perguntei.
Ele sorriu.
- Nenhum. Então, estou apto para cuidar da Sophia? – perguntou.
- Bom, eu não confio totalmente em você, mas... – me dei por convencida. – Tudo bem, pode sim. – falei.
Ele gargalhava enquanto caminha em minha direção.
- Do que esta rindo? – perguntei séria.
- Nada demais. É que geralmente as mães chegam aqui e largam seus filhos aos meus cuidados sem se importar se eu sou um serial killer ou não, já você quis saber até o numero da minha identidade. – falou rindo.
- Mas eu não pedi o numero. – falei, e reparei que a Sophia ainda o encarava séria.
- Tem razão. – fez uma careta. – Posso examinar a Sophia? Só para ela se familiarizar comigo, por que faz um tempo que ela esta me encarando com esses olhos azuis lindos. – falou ele.
- Claro. – deixei que ele a pegasse no colo. Na mesma hora meu celular tocou; Era uma mensagem do Alan.
Riley Canningan. 29 anos. Americano.
Perdeu a esposa a cinco anos em um acidente de carro.
Filho único e seus pais moram atualmente na Itália
Estudou em Harvard e já foi voluntário na África por um anos e a dois mora em LA.
Chefinha foi o máximo que eu consegui em 15 minutos – Alan.
“Esse cara nunca fez nada de errado?” – pensei.
- Senhora Calleigh... –
- Ledger. – o corrigi, logo estarei separada do Nathan, não tem necessidade de carregar seu sobrenome.
- Perdão? – me olhou confuso.
- Miah Ledger, mas pode me chamar de Miah – falei.
- A Sophia esta perfeitamente bem. – falou passando ela para meus braços.
- Muito obrigada, mas agora eu tenho que ir, ainda tenho que procurar um apartamento e... –
- Eu posso te ajudar, no meu prédio tem um apartamento vago, se você quiser eu marco uma hora com a corretora. – falou.
- E por que vai me ajudar? – perguntei desconfiada e ele riu.
- Eu gostei de você. – falou.
- Tudo bem, vou te deixar meu numero, então você me ligar quando conseguir falar com ela. – disse entregando meu cartão para ele. – Muito obrigada doutor Canningan. – falei abrindo a porta.
- Riley, pode me chamar de Riley. – falou. – Até mais Miah.
Concordo que foi super estranho, na primeira vez que nos falamos e ele já me ajudar a procurar um apartamento, mas acho que ele só queria ser simpático, até por que ainda uso minha aliança de casamento. Me senti bem com o Riley, mas parece que alguém não.
- Filha vamos para casa? – perguntei, mas ela não respondeu.
Eu estava decidida a parar de sofrer pelo Nathan e a melhor forma de fazer isso era voltar ao trabalho. Liguei para Alan, pedindo que ele marcasse entrevistas com algumas babás para cuidar da Sophia enquanto eu estiver na S.O.D.
Cheguei ao prédio do John e o Alan já estava m esperando.
- Vou ganhar por isso não é? – perguntou quando desci do carro.
- Claro, ficará livre de tomar um tiro no pé. – falei e ele sorriu sem humos. – Pega a Sophia para mim? – ele assentiu e tirou a Sophia do carro com a cadeira e tudo e fomos para o apartamento do John.
- Eu selecionei quatro babás que toparam fazer essa entrevista de emergência. – falou.
Abri a porta e John estava na sala vendo algum jogo. Endireitou-se no sofá quando viu Alan entrando atrás de mim.
- Se importa se eu fizer algumas entrevistas aqui? Estou procurando uma babá para cuidar da Sophia, estou voltando para a S.O.D amanhã. – falei e ele sorriu.
- Claro, tudo bem, mas eu vou participar dessa entrevista. – falou sério. – E ai Alan.
- Chefe. – falou Alan assentindo novamente com a cabeça.
Não demorou muito e as mulheres começaram a chegar. A primeira tinha por volta de trinta anos, cabelos em um loiro tingido. Até gostei de seu currículo, mas quando ela começou a olhar para o John percebi que ela não estaria ali para cuidar da Soph e sim para dar em cima do meu irmão. A segunda não precisou nem passar pela porta, já que assim que a Sophia viu a mulher começou a chorar, a terceira havia sido demitida do ultimo emprego por deixar a criança cair, enquanto falava no telefone.
- Nossa Alan, parabéns, só escolheu as melhores. – ironizei.
- Ainda tem mais uma. – falou.
Já ia desistir quando a campainha tocou, Alan correu para atender. Uma menina, com mais ou menos dezoito anos estava parada ali, tinhas cabelos loiros, estatura média, usava um pouco de maquiagem, o que destacava os olhos castanhos esverdeado.
- Entra, qual seu nome? – perguntei, quando percebi que Alan não parava de babar pela garota.
- Jane. – disse tímida. Fiz sinal para que ela se sentasse e foi o que fez. Ela não tinha referencias boas, mas havia trabalhado somente em uma casa, mesmo tendo apenas dezessete anos. Sophia que brincava no chão perto do sofá que eu estava sentada levantou-se e pegou um brinquedo levando até a Jane. Sophia nunca falava com estranhos, mas pelo visto havia gostado dela. (jane : http://www.coadjuvante.com/wp-content/uploads/2011/03/hilary-duff.gif)
- Acho que a Sophia já escolheu a babá. – disse John no meu ouvindo. Enquanto observava a Jane brincando com a Soph.
- Ok, Jane esta contratada. Você pode começar amanhã? – perguntei e ela assentiu sorrindo.
- Pode começar agora? – perguntou John e ela olhou surpresa, mas assentiu e voltou a sorriu. – Miah, Alan venham comigo. – disse John indo em direção ao escritório. Alan me olhou confuso, mas o seguiu.
- Então o que você quer? – perguntei.
- Agora que você achou uma babá e está disposta a voltar, vou te mandar em um trabalho em campo.
Notas finais
Dicas mais que perfeitas:
Dica1:"Que o Jogo Comece" - História pefeita, escritora mega fofa e simpática ^^
Dica²: "A Assassina em Mim" - Historia pefeita, escritora meio maluquinha, (mas só eu posso chama-lá assim. hunf') Mas super simpática.
*Leiam e se viciem como eu* kk'
Beijos e até o próximo cap.
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