Hi, I'm Kat
13 staring at the ceiling
Notas iniciais
Mais é que ocorreram muitas coisas, as quais prefiro não falar!
Me desculpem por não atualizar aqui antes, nem mesmo avisar.
O capítulo está sendo postado bem rápido! Tenho que sair nestante e eu quis postar para vocês lerem alguma coisa.
Prometo que irei re-postar o capítulo e ele irá esta completo, lindo e certinho para vocês ok?
Entrarei sábado ou até amanhã. Atualizarei este e postarei mais outro.
Desculpa mais uma vez, eu queria ter postado antes, mas não deu!
Beijus
Sequei meus olhos inchados e levantei do chão. Sai correndo do banheiro, o sinal para o final do intervalo tinha acabado de tocar. Havia alunos correndo apressados, outros andavam calmamente pelo corredor.
Eu estava correndo olhando para cada rosto que via a frente, a procura de um em especial. Corri para todos os cantos daquele maldito colégio e nada do Trav em lugar algum. Me senti desesperada, eu senti que se não falasse com ele naquele exato momento, nada adiantaria falar depois, seria tudo em vão. Tentei tirar aquele pensamento de imediato, falhei descaradamente.
Assim que cheguei na minha sala, por sorte, o professor não tinha chegado. Tinha vários alunos em pé, alguns sentados lendo ou conversando. Fui para o fundo da sala imediatamente, onde quase sempre o Travis se sentava. Procurei entre os rostos e nada. Avistei o Felipe, o Adam e o André conversando nas típicas cadeiras.
Me adiantei e fui até eles.
- André, posso falar com você? — Disse o puxando sem esperar sua resposta. Os meninos me olhavam curiosamente.
- Kat, o que diabos... — Ele ia falando, antes que eu o cortasse.
- Você viu o Travis? — Perguntei ofegante. Não posso sair correndo por esse colégio enorme. As vezes me esqueço que sou uma sedentária, isso é quase suicídio, sério.
- Não. não o vi. O que está acon.. — O cortei novamente. Partindo para a porta da sala. Mais sem antes reparar que estranhamente o grupo da Patty-Vadia me encarava. Encarei-as também. Se você olhasse bem poderia ver faíscas saindo dos nossos olhos, de tanta raiva que os olhares transmitiam. Mas depois dessa troca de olhares mortais, todas elas me lançaram um sorriso travesso, como se tivesse ganhando uma guerra, não uma batalha. Foi assim que percebi que a Carlie não estava ali.
(...)
Estava encarando o teto fazia horas, ou minutos. Perdi a noção do tempo. Estava no meu quarto, ainda na casa do Adam. Faltavam exatos cinco dias para a Luísa voltar. Não estava nem o pouco animada com a sua chegada.
O Adam estava estranhamente chateado comigo, sem motivos aparentemente. Ele estava estranho comigo desde o incidente do quarto. Onde eu sumi por várias horas (eu estava na casa do Dré, mas ele não sabia) e bati a porta em sua cara (sem querer, eu juro).
Já faziam dois dias que eu não saia do quarto. E ninguém além do André ligou para o meu estado vegetativo.
O André me ligou algumas vezes me chamando para jogar, estranhamente neguei. Ele sabia que eu não estava bem, mas preferiu me deixar sofrer sozinha.
Como eu pude estragar a minha regra preciosa e única, de nunca, nunquinha me apaixonar. O que nunca seria quebrada na verdade, eu não gostava de ninguém, não tinha afeto por ninguém. E ai chega o Travis, fazendo eu reavaliar todos os conceitos sobre amor e afins.
Eu estava caindo num buraco escuro e não tinha certeza se ele estaria lá para me segurar. Parece que todas as regras, um dia, tinham que ser quebradas.
Olhar para a parede faz com que você pense mais, e pode acreditar, me fez perceber quase o óbvio. Eu acho que me confundi totalmente nesse últimos dias. Desde a aparição do Travis e consequentemente do Adam. Eu me confundi com o que eu achava de amor, eu criei minha própria armadilha.
Não consegue entender? Nem eu na verdade. Só que a partir do momento em que eu fui procurar o Travis naquele dia do colégio, eu pude perceber, que eu não o amava de verdade. Eu só tinha entrado num lugar escuro sem saber para onde ir. Eu tinha entrado nessas profundezas do amor e estava confundindo meus sentimentos descaradamente para mim mesma.
(...)
Naquele momento que o sorriso de Patty se espalhou em seu rosto e eu percebi que tinha algo errado. Não tinha visto a Carlie e tinha medo no que isso resultaria no final.
Rapidamente sai da sala e procurei entre os corredores, as salas, os ginásios. Nada. Não os encontrava em nenhum lugar.
Fui até a biblioteca. E finalmente achei eles. Para a minha tristeza. Em uma das fileiras de livros, pude ver claramente o beijo apaixonada entre Travis e Carlie. Ele passava suas mãos nos cabelos delas e ela fazia o mesmo movimente. Percebi naquele exato momento, que o Travis nunca me amaria como eu pensava que o amava. Naqueles segundos, percebi que a Carlie realmente gostava dele.
Estranho eu perceber isso num só beijo? Não, não é. A Carlie, como eu, nunca tinha se apaixonado. E ela sempre dizia que só iria beijar o menino que ela realmente gostasse. Eu acreditava naquelas palavras, como se acreditasse na minha própria existência, ela podeira ter me traído, me largado e ter me trocado como amiga. Mais nunca, nunca a Carlie mentiu sobre os seus sentimentos. Ela, nesse tempo todo em que ficou longe de mim, se manteve escondida atrás do grupo da Patty. Ela não falava o que sentia, mas também não mentia. Eu podia achar ela de tudo o que fosse, menos de mentirosa. Naquele momento em que vi os dois se beijando, percebi por que ela ainda continuava naquele plano infantil da Patty, a intenção dela não era me machucar e sim se aproximar do Travis.
Muito doido essa reviravolta? Sim, até para mim. De começo, achei que iria chorar por dias, mas simplesmente me virei daquele corredor onde tinha prateleiras de livros e fui caminhando calmamente para fora da biblioteca.
Mas, a Carlie havia me visto.
- K-at? — Disse gaguejando. Me virei lentamente. Odiava quando as pessoas me encaravam com curiosidade, o que acontecia normalmente.
- Meu nome. — Disse ao vê-los.
- O que faz aqui, kat? — Era o Travis, sua voz era doce e preocupada.
- Vim buscar um livro ora, estamos numa biblioteca não? — Perguntei zombateira.
Mais ninguém riu; — Kat, eu posso... — A Carlie ia falando, mas a interrompi.
- Está mesmo falando comigo Carlie? — Olhei para ela com curiosidade. — Não tem que me explicar nada, não agora. Já é tarde demais não achar? — Disse.
O Travis nós encarava sem entender bulhufas. Revirei os olhos. — Tô de saída, vejo que atrapalhei. — Sem esperar uma resposta dei meia volta e fui para a sala de aula. Meu dia foi normal como os outros.
Mais não irei mentir, minha conclusão de que a Carlie gostava do Travis e que eu realmente não gostava dele não veio de imediato. Só depois de algumas lágrimas e pensamentos sobre o assunto, minha mente se clareou e eu pude perceber tudo o que tinha acontecido.
(...)
A Carlie tinha vindo falar comigo depois do dia da Biblioteca.
- Kat, eu gosto do Travis. — Disse direta, com um olhar de tristeza.
- Eu sei. — Disse somente.
- Como?
- Eu era a sua melhor amiga, eu te conhecia como ninguém, melhor do que ninguém.
- Conhecia? — Perguntou com tristeza na voz.
- Sim, conhecia. Não te conheço desde o momento em que você virou as costas para mim e saiu com o grupo da Patty. — Disse com frieza.
Ela soltou um longo suspiro. — Eu te devo muitas explicações.
- As quais não quero ouvir agora, eu não me importo de você gostar do Trav. O caminho está livre, eu desisto dele Carlie. Como você desistiu de mim. — Dito isso dei por mim cancelada a conversa.
Eu me sentia um trapo esses dias. Estava cansada e nunca tinha pensando tanto. Ainda estava encarando o teto enigmaticamente.
Até que ouvi batidas na porta. Resmunguei algo e lentamente uma cabeleira apareceu na porta, juntos com lindos e profundos olhos verdes-mel; Era o Adam e estranhamente ao vê-lo ali, sorrindo docemente, meu coração saltou pela boca e um sorriso idiota brotou no meu rosto. Ela não parecia chateado comigo, para o meu alívio.
- Hey baixinha, você não sai desse quarto a dois dias, está tudo bem? — Perguntou ainda na mesma posição. Prestei bastante atenção no movimento dos seus lábios e no tom da sua voz, estranho, eu to bem estranha nesses dias.
- Oi gigante, pode entrar. Eu tô bem, só precisava dormir. — Disse e ele foi entrando no quarto. Sorri ao ver sua camisa do Avenged Sevenfold, estava com uma calça preta e seu All star, o qual me fez cair de cara no chão. Ele usava um touca preta, o deixando irresistivelmente lindo.
Ele se sentou no canto da cama, me fitando.
- Dormir por dois dias? — Perguntou, com um tom sério e brincalhão ao mesmo tempo.
- Talvez eu tenha pensado um pouco também. — Completei, ainda encarando o teto.
Ficamos em silêncio por vários minutos, ou segundos, não sei ao certo. Ele continuava me encarando, enquanto eu encarava o teto.
- Eu tô saindo, vou encontrar alguns amigos... — Disse para quebrar o silêncio. Eu fiquei calada e ele continuou.
- Quer vir? — A ideia de rejeitar o convite me passou a cabeça, mais eu não aguentava mais encarar aquele maldito teto.
- Me arrumou em alguns minutos. — Disse me levantando.
Notas finais
Talvez eu poste outro em vez de completar esse.
Beiju.
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