Hi, I'm Kat

31 The wedding


Notas iniciais
NÃO ME MATEM, please.
Leiam o capítulo, comentem e olhem as notas finais! beeeeijos s2

Ele dormia calmamente sobre o chão frio de madeira, a respiração estava calma. Eu me senti um pouco envergonhada, devo admitir. Levantei-me, catando as roupas que estavam espalhadas na sala. Vesti-as e liguei o meu celular. Algumas ligações perdidas. Já estava de noite. Respirei fundo. Não queria acordar o Adam, então fiquei sentada olhando-o dormir. Sua respiração estava tranquila, eu me sentia estranha, não mudada, mas estranha. Meu celular tocou mais uma vez, era o meu pai. Resolvi atender.

- Oi pai. – Disse sem animo

- Oi filha, onde você está? Ta tarde e você não me deu notícias. – Falou num tom preocupado.

- Oh sim, eu estou com o Adam, resolvemos passear hoje. Logo vou pra casa. Eu preciso falar com você pai.

- Está bem, sobre o que quer falar?

- Da possibilidade do Adam ir morar comigo e a Carlie. – Soltei direta sem rodeios.

Ele tossiu e contive a risada. – Um garoto morando com vocês duas? Não sei Kat. Preciso conversar com você e depois com a família dele... – Revirei os olhos.

- Ok, nós falamos amanhã, então?

- Claro! Boa noite e não chegue tarde está bem?

- Já está tarde, pai. Beijo. – Ele soltou uma risada e eu desliguei em seguida. Respirei fundo mais uma vez. Preciso ir para casa. Levantei-me e fui em direção ao Adam, me agachei e o beijei pelo rosto, primeiro nas bochechas, depois na ponta do nariz e fui variando nos locais e logo ele estava sorrindo. Abriu os olhos preguiçosamente e à medida que olhava ao redor sorria ainda mais, como se as lembranças estivessem surgindo a cada piscada dos olhos. Deitei-me ao seu lado, encostando minha cabeça sobre seu tórax. Pude ouvir as batidas do seu coração e senti sua respiração. Ele acariciava meus cabelos, passando a mão da raiz até as pontas coloridas de azul e rosa. Eu me sentia tranquila, me sentia bem. Passei meu braço sobre seu abdômen, o apartando firmemente, se formando um abraço desajeitado, mas completamente perfeito. Éramos desajeitados, mas como eu o amava.

- Está tudo bem, linda? – Perguntou como num sussurro, mas ele tinha falado firmemente. Balancei a cabeça. Não tinha necessidade de falar. Ficamos assim por alguns minutos, até que me desenrolei do abraço e levantei estendendo a mão para levanta-lo junto. E ele fez questão de botar toda a força para eu não conseguir levanta-lo, só para pirraçar.

- Boa noite! – Ele disse com a cabeça abaixada para olhar nos meus olhos. Eu me sentia paralisada com aquela aproximação, a ternura de como ele me encarava, o brilho que seus olhos transmitiam. – Boa noite, amor. – Sussurrei de volta, selando nossos lábios num beijo terno e apaixonado.

O Adam botou sua calça e pegou seu celular. Logo fechei a porta atrás de mim, verificando se tranquei direito.

- Aquela sala nunca mais vai ser a mesma. – Disse rindo e o Adam me acompanhou.

(...)

Eu estava realmente nervosa em fazer aquilo. O cara me encarava como se fosse tirar tudo que estivesse sobre a minha cabeça. Ai Deus, por que fui aceitar isso mesmo? – Pensei. Enquanto o cara, cujo nome não me lembro, me encarava impaciente com uma tesoura de cabo rosa e um pente na sua outra mão. Estava com um pequeno arrependimento de tomar aquela decisão. Mas seria agora ou nunca, mas pra falar a verdade, o nunca parecia bastante tentador...

- Então garotinha, da pra ser ou tá difícil? – Perguntou o cabelereiro de modo arrastado. É eu resolvi cortar o meu cabelo, ele está batendo quase na minha cintura.

Soltei o ar que estava prendendo e resolvi confiar no maníaco da tesoura.

- Se você ousar se quer fazer merda no meu cabelo, vou te perseguir e cortar os seus órgãos com essa tesourinha rosa, entendeu? – A Carlie soltou uma risadinha, pois é, ela foi a que mais me persuadiu a fazer essa evidente loucura.

- UI, esta bem garotinha...

- Isso inclui me chamar de garotinha também. – Falei ríspida. Eu estava um poço de mau humor, por conta da ‘pequena’ discussão que tive com o meu pai sobre ele achar imprudente eu ir morar com o meu namorado num apartamento sem supervisões. Ele realmente acha que eu vou dar à louca e viver estilo Skins? Fala sério né! E depois tive outra ‘pequena’ discussão com a Luísa sobre ela querer me fazer usar um vestido rosa no seu casamento. Nem morrendo que eu iria usar aquela coisa. A única coisa boa nessa discussão é que a Julieta ficou no meu lado, ela realmente não ia concordar com nada no casamento e tenho certeza que ela vai fuder com alguma coisa até lá. Por isso tive uma ‘pequena’ discussão com ela também. Sério, ela não pode destruir o sonho dos velhos em se casar.

Enquanto o maníaco da tesoura cortava o meu cabelo e eu tentava não chorar ao ver tufos de mechas coloridas caírem no chão, a Carlie tagarelava sobre as férias e meu aniversário, que estava perto.

- Então, planos? Poderíamos fazer uma festa no apartamento, o que acha?

- Não até o velho voltar para Londres, ele vai pirar comigo se fizermos uma festa sem nem um mês de moradia no apartamento.

- O que sugere?

- Não faço à mínima, essas coisas fica para você. – Olhei no espelho de sobressalto para a Carlie e ela tinha um sorriso como se soubesse de algo grandioso.

- Ta, o que você está pensando?

- Nada não. E as férias?

- A gente podia alugar alguma casa de praia ou algo do tipo e ir o pessoal todo.

- Ótima ideia, que tal combinarmos algo amanhã com todo mundo?

- Por mim tudo bem.

- Mandando as mensagens. – Sorri, é eu estava ficando animada com isso.

- EI, cuidado com o meu cabelo! – Disse e o maníaco me lançou um olhar e depois voltou a atenção no trabalho. Depois de alguns minutinhos, tive mais horas de tortura. Ele lavou e fez várias outras coisas no meu cabelo. E eu não iria botar mais as minhas lindas mechas de volta. “Um visual mais maduro, você vai amar” Disse o louco. Pintaram minhas unhas, de preto, não abri mão disso, não ia usar rosa nem fudendo. Depois eu fui o shopping com a Carlie, não entendi o proposito disso, mas foi até bom, acabei comprando alguns all stars que estava querendo e umas roupas novas. Depois comi parecendo uma louca.

Meu celular tocava na bolsa, o peguei e vi que tinha umas duas ligações do Adam.

- Hey, amor. – Disse assim que ele atendeu.

- Então, como foi ai com a Carlie?

- Acho que você vai gostar do resultado. – Disse sorrindo. – Onde você tá?

- Andando de skate com os meninos, Ta afim? – Perguntou.

- To no shopping com a patricinha aqui. – A Carlie me lançou um olhar maldoso e eu sorri. – Mas já estávamos indo, te ligo pra saber se ainda estiver ai.

- Tudo bem, te amo, beijos.

- Também te amo. – E desliguei.

- Olha só para você, quem diria que a Kat viraria essa menina apaixonada que é hoje. Aiai... – Falou Carlie zombeteira. Revirei os olhos.

- Você não pode falar nada. É a mesma coisa com o Travis. – Ela riu concordando. Pegamos nossas coisas e fomos para casa. A Luíza se mudava semana que vem e seu casamento seria nesse sábado. Já estava arrumando algumas coisas para a mudança. As aulas acabariam em duas semanas e depois, férias.

Nem posso imaginar como o tempo passa rápido e o quanto ele foi sacana comigo esse ano. Nem eu mesmo me imaginava como eu sou hoje. E eu me sentia muito feliz. Tomei um banho e depois coloquei uma calça preta que comprara e um all star vermelho, com a blusa do RHCP. Ajeitei meus cabelos. Agora eles estavam um pouco mais abaixo dos ombros, eles ondulavam nas pontas e tinham fios mais claros. Ele estava lindo, tenho que admitir. Peguei meu skate e fui me encontrar com o Adam na pista.

A reação dele ao ver o meu cabelo não foi tão diferente da minha. Ele tinha amado e falado o quanto eu estava linda. É, eu corei. Não acredito que ele tinha esse poder sobre mim, ainda;

Logo quando estávamos indo para casa o Adam começou a falar sobre o meu pai.

- Ele esteve lá em casa hoje.

- O que? – Falei olhando para ele.

- É, conversou com minha mãe e tudo.

- Ta de brincadeira com a minha cara, o que ele disse exatamente?

- Sobre eu ir morar com você e a Carlie. – O Adam tinha uma expressão de que não ia passar de uma ideia. Meu pai provavelmente não aceitou e muito pouco os pais do Adam. – Eles conversaram e no final, ele acabou cedendo. Parece que irei me mudar com você. – Ele olhou para mim e sorriu. Meu coração bateu mais forte.

- Está zoado comigo? Isso é sério? – Falei surpresa, mal podendo acreditar.

- Eu não poderia falar mais sério. – O Abracei lhe beijando em seguida.

- Isso vai ser demais.

- Espero que sim. – Disse.

(...)

- Pessoal, nós poderíamos ficar na casa de praia dos meus pais. Eles iram viajar nas férias e não se importariam. O que acham? – Perguntou o Adam. A mesa continha Travis e Carlie, André, Filipe, eu e o Adam.

- Então fechado, não precisamos mais ficar preocupados em achar um lugar. Dar para ficar todo mundo? – Perguntou André.

- Da, tranquilo.

- Então daqui a duas semanas partimos para a casa de praia passa nossas férias lá. – Disse Carlie animada.

Parecia que tudo estava se encaixando aos poucos, Adam e eu, o pessoal, o colégio, minha família e minha vida.

(...)

- Você só pode está de brincadeira com a minha cara, Luísa! – Disse andando de um lado para o outro, impaciente. – Eu te disse que não iria usar essa coisa, pelo amor, não faz o meu estilo e é horrível. – Disse enquanto ela estava parada enfrente ao espelho, sendo maquiada.

- Você não tem opção querida, você e a Julieta terão que usar ele, querendo ou não. – Revirei os olhos e encarei mais uma vez a minha tortura. O vestido era de seda rosa claro, longo batendo nós pés, a manga caia sobre os ombros. – Ande logo, o Jorge ainda tem que te maquiar e fazer a maquiagem. – ótimo, pensei.

Peguei o vestido de mal gosto e fui me trocar o meu quarto. Tinha várias pessoas passando pra lá e para cá, segunda coisas e verificando outras. Tomei um banho e logo pus o vestido, ponto o salto alto prata que a Luísa trouxe. Pus uns acessórios de prata, colar e um brinco médio. Então fui até o quarto da minha mãe, fazer a bendita maquiagem e penteado.

A maquiagem não foi tão diferente do vestido. Rosa, com detalhes dourados. O batom? Rosa claro. Maravilha. No final, fiquei na frente de um grande espelho que me dava uma visão do resultado completo. A Luísa apareceu logo atrás, sorrindo, seus olhos tinham um brilho que eu só vira em poucas vezes na vida, quando ela vinha me visitar em meus aniversários.

- Você está tão linda, filha. – Disse, alisando meus cabelos soltos onde as pontas estavam onduladas e caiam sobre meu ombro e busto. Reprimir-me para não chorar, mas naquele momento eu queria desabar feito um bebê. Virei-me encarando-a. Ela estava deslumbrante, tinha uma trança de lado com pequenas flores brancas enfeitando o penteado, estava maquiada com tons de marrom, na sua boca ela pôs um tom fraco de rosa. Ainda não vestira o vestido, mas mesmo assim estava linda. Por impulso, ou vontade, abracei-a firmemente. Não me lembro da última fez que fiz isso, mas foi há muito, muito tempo. Ela finalmente reagiu e entrelaçou seus braços sobre mim, retribuindo com a mesma firmeza.

- Eu... Eu... Hã, eu te amo, mãe. – Disse e pude a sentir sorrindo e me abraçando ainda mais forte. – Me desculpa. – Senti meus olhos pesarem e enfim, caíram lágrimas sobre meu rosto cheio de maquiagem rosa e logo ela também estava chorando.

- Oh Kat, eu que tenho que me desculpa. Eu te amo tanto, filha. Você não tem noção... – E assim nos separamos. – Se o Jorge nós ver estragando sua “obra prima” irá nós matar. – Disse se referindo a maquiagem. Sorri.

- Querida, você viu o meu vestido? Ela estava bem aqui em cima. – Falou procurando sobre a cama e no guarda-roupa.

- Não o vi. Mas, lembro que estava ai mesmo. Vou comer alguma coisa, esse negocio de casamento está me estressando. – Disse e a Luísa riu e voltou a procurar, resmungando como um vestido daquele tamanho poderia ter sumido. Fui em direção ao meu quarto quando vi uma cena não muito legal. Era Julieta, com o vestido da Luísa e uma enorme tesoura em sua mão e ela estava fazendo o vestido virar um trapo. Entrei imediatamente em seu quarto.

- O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO?- Gritei fazendo-a virar de surpresa, aposto que ela agora percebeu que se esqueceu de fechar totalmente a porta, pois olhou para a porta agora escancarada depois para mim. Ela arregalou os olhos e se tornou severa logo depois.

Se pós de pé, ainda segurando a tesoura em sua mão. – Eu não permitiria esse casamento.

- Você é louca. Larga já essa tesoura, Julieta.

- Chegou tarde, Katrina. O vestido está arruinado. – E sorriu.

- Porque você fez isso? O que a Luísa fez para você? – Perguntei fervendo de raiva.

- Ela roubou o meu pai da minha mãe e de mim. E ainda persuadiu meu pai para me trazer para esse lugar, eu a odeio! – Disse.

Revirei os olhos. – Como você pode ser tão egoísta? – Falei. – Eu não conheço sua mãe, muito menos você e seu pai. Mas, minha mãe o ama e ele também a ama, então para de tentar estragar tudo. Não quer ficar aqui? Ótimo, vai ficar com a sua mãe. Agora não fode com a vida dos outros. Agora você vai até a minha mãe e dizer à merda que você fez.

- Acho que não. – Disse sem se abalar com o que eu disse. – Você, vai ser a culpada.

- Como é? Garota você fumou? Que merda é que você tá dizendo... – E nesse momento a Luísa me chamou e a Julieta foi rápida, jogando a tesoura em minha direção, se eu não pegasse, com certeza iria acabar me furando e se eu desviasse ia me bater em algum móvel. Então segurei a tesoura e a Julieta saiu correndo no quarto. A tempo de a Luísa me ver, com uma tesoura na mão e seu vestido todo rasgado.

- O... O que é isso Kat? Meu vestido! – Falou a Luísa arregalando os olhos ao ver o estado do seu ex-vestido de noiva perfeito. Ela passou por mim e se ajoelhou sobre o tapete, pegando o vestido em suas mãos. Soltei a tesoura que segurava e com a zoada da queda ela olhou para a tesoura no chão, depois para mim. Seus olhos lacrimejavam.

Eu tentei chegar perto dela, mas logo ela se levantou.

- NÃO CHEGUE PERTO! – Gritou. – VOCÊ ARRUINOU MEU VESTIDO! COMO PODE? – Disse chorando, dessa vez sem ligar para a maquiagem ou em me escutar.

- Luísa... – Tentei falar mais eu estava tão assustada, tudo aconteceu tão rápido... – Por favor, me escuta, não é que você está pensando...

- Eu entro no quarto e vejo meu vestido todo destruído e você com a tesoura na mão. Não tem como escapar Katrina. Sai da minha frente.

- M-mãe...

- SAI! – Gritou, eu estava tão atordoada que sai imediatamente do quarto, minhas mãos tremiam e tinha lágrimas no meu rosto, mas logo a raiva tomou conta de mim. Eu iria aniquilar a Julieta. Procurei na casa inteira, mas nenhum sinal dela. Eu estava destruída e não sabia o que fazer. Subi até o meu quarto, a Luísa tinha se trancado no quarto dela e revezava entre gritar no celular e chorar intensamente. Tirei o vestido, os saltos e pus uma calça e uma blusa qualquer, calçando o meu sapato e pegando meu celular e skate rapidamente. Descendo as escadas com cuidado para não tropeçar e cair de tão nervosa que estava. Tive tomar cuidado para desviar das pessoas que andavam de um lado para o outro.

Eu ia à maior velocidade que podia. O centro da cidade não era tão longe da minha casa. Eu estava tentando não passar por cima dos pedestres ou sair voando na frente dos carros. Mas por fim cheguei à loja, por sorte não tinha fechado para o horário de almoço. A avenida era cheio de lojas de casamento e afins. Por fim entrei e logo uma atendente veio me receber.

- Eu preciso de um vestido de noiva urgente, para agora. – Disse. A atendente ficou alarmada e começou a me ajudar a escolher.

(...)

Abri a porta e vi uma cena não muito boa. A Luísa estava no sofá conversando com o seu noivo e a Julieta estava no seu lado, supondo que estava dando apoio. Meu sangue ferveu.

- O que você está fazendo aqui, Kat? – Perguntou a Luísa de forma magoada e cheia de raiva. A Julieta me fuzilou com os olhos e o Derek me olhava com aquela expressão “obrigada por estragar o meu casamento.”. Não era uma expressão feliz, pode crer.

Respirei fundo. Todos ainda estavam vestidos e faltavam alguns minutos para o casamento começar, provavelmente logo os convidados iriam para a igreja. A festa seria aqui, por isso todo aquele pessoal andando para lá e para cá.

- Derek, posso falar com você? – Perguntei, a Julieta me lançou um olhar de que iria me matar a qualquer segundo. Ele olhou para a Luísa e depois veio até mim. Fomos até a cozinha.

- Eu preciso que você vá para a igreja. Vou falar com a Luísa, ainda irá ter o casamento. – Disse, séria.

- Kat, o vestido... Você o destruiu completamente.

- Não fui eu. – Disse confiante e esperançosa que ele acreditasse, ele me olhou confuso e soltou o ar que estava prendendo.

- Eu vou fazer o que você esta me pedindo, mas não estou fazendo isso por que acredito em você. Só espero que você consiga resolver o que estragou. – Falou saindo da cozinha. Revirei os olhos, depois teria que conversar com ele sobre a diaba que ele chama de filha. Agora, a Luísa.

Fui até a sala e o Derek não estava. Pelo jeito ninguém percebeu que eu segurava o vestido dentro de uma sacola. Ótimo. Escondi a sacola logo atrás do balcão da cozinha.

- Juju, posso falar com você só mais um minutinho? – A Luísa tinha cara que não estava entendo nada. Mas, apesar de relutante, a Julieta veio. Dessa vez a fiz vir até os fundos da casa comigo. Ela não reclamou, provavelmente com medo de a Luísa ouvir o que eu iria falar e ela também.

- O que diabos você está tentando fazer, Kat? – Perguntou furiosa e podia jurar que iria ver espuma saindo da sua boca de tanta raiva que ela tinha. – Meu pai saiu de casa sem falar nada.

- Eu pedi que ele fosse para a igreja! Eu comprei outro vestido. – Seus olhos se arregalaram, ela olhou para as minhas mãos, mas não tinha nada. – Onde está?

- Você não vai pegar ele na dispensa, eu não vou deixar. – Nesse exato momento ela foi correndo para a dispensa da casa. E logo que ela estava lá dentro procurando o vestido eu bati a porta, trancando-a. Ela esperneou assim que percebeu o que eu fiz, gritou e bateu na porta. Mas ninguém a ouviria dali. Por sorte, ela não levou celular.

Voltei para a sala e a Luísa ainda estava no mesmo lugar, tinha passado na cozinha e peguei o vestido. Sentei ao seu lado, dessa vez ela não gritou para eu ir embora, parecia esgotada. Ela me encava de um modo que eu não podia distinguir.

- Não fui eu. – Eu disse, mas parecia que ela não ia acreditar em mim.

- Eu não sei o que você que eu diga, parece que seu argumento não é válido. Cadê todo mundo?

- Foram para a igreja e você também vai. – Disse e antes que ela pudesse argumentar, abri a sacola tirando o vestido. Ele era tomara que caia, corte em V, definia o corpo até a cintura e ficava grudado no corpo, na cintura tinha um laço de seda branco e logo o vestido se soltava, em plumas.

Ela estava sem acreditar no que via, e tomo por mim, também fiquei assim quando vi aquele vestido, ele simplesmente era perfeito.

- Kat, e-u não sei o que falar... Como? – Disse ora olhando para mim e ora olhando para o vestido.

- Não fale nada, preciso que vá lá para cima e se vista. Vou procurar o maquiador para refazer a maquiagem ok? – Ela olhava para mim e queria dizer, mas alguma coisa, mas acabou subindo como pedi. Joguei-me no sofá, exausta. Mais meu descanso não durou muito, a campainha tocou logo. Forcei-me a levantar para atender.

Era o Adam. E cara, ele estava lindo. Usava um terno preto, sem gravata com uma blusa creme leve. Acho que me apaixonei por ele de novo naquele momento. Ele me olhou e riu.

- Você está linda, mas tem certeza que é adequado para o casamento? – Falou.

- Muito engraçado, depois eu explico. Preciso me arrumar, vem. – Disse o puxando para cima. Virei-me rapidamente, quase trombando com ele. – A proposito, você está lindo. – Falei sorrindo e o beijando.

Então fui me arrumar para ir ao casamento da minha mãe.

Notas finais
Primeiro: O que acharam?
Segundo: Comentem
Terceiro: Ainda to fazendo os capítulos finais e o epílogo, provavelmente só vai ter mais um capítulo, desculpem a demora. Mas nessa semana, sem falta, Kat vai chegar ao fim.
Postarei a sinopse da minha nova história no último capítulo.
Beijos e até!