Hi, I'm Kat
5 My friend and I need help too. (Completo)
Notas iniciais
Você não deve ter entendido bulhufas do acontecido anterior mais eu vou te explicar. Eu fiquei com raiva, sim isso é bem normal para mim. Mas dessa vez era uma raiva diferente, eu odiava a Carlie por motivos bem aceitáveis e eu estava começando a aceitar o Travis como amigo, ai ele vem e começa a andar com ela e seu grupinho idiota? É sacanagem né? Eu tive vontade de chorar de tanta raiva que eu tava sentindo daquele idiota. Eu tenho muita mágoa e raiva da Carlie e isso nunca vai mudar. Eu espero que o Travis volte ao normal e pare de andar com o projeto de Barbie falsa.
Alguns dias se passaram, o Travis continuava me tratando como sua namorada e eu bate várias vezes nele. Eu e o Adam andamos muito de Skate nesses dias, eu posso até dizer que somos amigos, o que é estranho, eu não faço amigos fácil assim.
Finalmente o último dia do namoro falso.
– Finalmente irei ficar livre de você, Trav. — Disse jogando minha mochila no chão e me jogando na cadeira na sala de aula.
– Nossa, pensei que gostasse da minha companhia. — Ele disse dando um sorrisinho malicioso e lançando uma piscadela. Revirei os olhos.
– Como ta pessoal? — Disse Filipe sentando na minha frente.
– Bem.. — Quando eu olhei para frente ele ja estava dormindo, o Lipe tem sério problemas.
Ficou eu, o Adam e o Travis conversando.
– Gente, cadê o Dré? — Perguntei. E os dois deram de ombos.
– Trav você mora com ele e não sabe onde ele ta? — Perguntei.
– Pois é... — Ele disse olhando pro chão, depois pro teto...
– Dá pra parar e me dizer onde ele ta? — Falei séria.
– Ele não quis vir para a aula hoje.
– Posso saber por que?
– Não.
– Me fala.
–Não.
– Me fala trav.
– Não.
– Me fala.
– AAAAAAAAAAI! Por que você fez isso kat?
– Vai me falar onde ele está ou quer tomar outro beliscão?
– Ele não me disse, só falou que não ia para a aula.
– O que houve?
– A namorada...
– Ai meu deus. — Disse me levantando e pegando minha mochila, sem nem ao menos esperar o Trav terminar de falar, mas antes eu eu pudesse sair o Adam segurou a alça da minha mochila.
– O QUE FOI? — Disse me virando com raiva.
– Kat, a onde você vai? — Perguntou o Adam com um tom de...preocupação? Ta, to viajando.
– Eu tenho que procurar o André dan, depois a gente se fala, meu amigo precisa de mim... — Disse indo correndo e ouvindo o professor gritar alguma coisa, ignorei e continuei correndo. Vi que o porteiro não estava prestando atenção, então sai pela porta rapidamente.
Ta, vou falar um pouco da namorada do André. É uma vadia. Pronto! Isso se resume a tudo o que ela é, mas o André gosta muito dela (o que eu não entendo) e eu já imagino o pior disso tudo.
Eu sabia onde o André estava. Nós tínhamos um esconderijo (Eu, o André e o Felipe) Era um prédio bem antigo e abandonado. Achamos sem querer ele e resolvemos ficar com ele, sim isso é loucura, mas quem se importa? Arrumamos o último andar, lá botamos coisas que gostamos, pichamos a parede... Enfim, eu tenho certeza que ele estava lá.
Peguei um táxi e rapidamente tinha chegado. Subi as escadas e lá estava ele. Sentado olhando a maravilhosa vista. Sorri aliviada, se ele não estivesse lá não saberia onde procurar.
– Te achei. – Disse. Andando em sua direção. Ele estava de costas e se virou. Seu rosto estava inchado, ele tinha chorado. Ele deu um meio sorriso e se voltou a vista de novo. Sentei do seu lado. Não disse nada.
– Ela me traiu Kat, com o jogador de basquete lá do colégio dela. Acredita? Ela me traiu, ela é uma vagabunda. Mas eu a amava tanto. Por que ela fez isso? Eu fui um namorado bom pra ela, não fui Kat? – Eu ia o deixando falar, mas logo vi lágrimas caindo pelo seu rosto e o abracei. Eu geralmente não fazia aquilo, mas eu não podia mais vê-lo chorar por causa daquela menina.
– Você é tudo o que ela não precisa Dré, ela precisa de alguém do nível dela, não alguém tão perfeito como você. – Ele me apertou mais forte, eu fiz o mesmo. Nossa como eu queria passar toda dor dele para mim, parece idiotice, mas o André não merecia sofrer nunca. E vê-lo destruído daquele jeito me matava por dentro.
Ficamos vendo a vista por muito tempo. Até que ele se levantou.
– Vamos, eu to morrendo de fome e preciso jogar. – Sorri, ele voltou.
Fomos para a casa do André. Chegando lá o Trav, o Adam e o Felipe já estavam lá e adivinha... Jogando.
– Depois eu sou a viciada. – Disse ao ver as três estátuas olhando para a TV.
O resto da tarde a gente jogou, comeu, brigou, fez competição... O André parecia muito melhor.
Estava tudo lindo até que o meu celular tocou.
– Filha, onde você está? O colégio me ligou falando que você saiu correndo da aula... Onde você está? Aconteceu alguma coisa? Por que não me ligou? – Ela falava sem parar, essa mulher só me liga pra ficar falando coisas rápidas demais para eu poder processar na minha mente.
– Calma Luísa. Eu já estou indo para casa ok? – Revirei os olhos e desliguei depois. – Tenho que ir meninos. – Disse e fui pegar minha mochila.
– Eu vou indo com você Kat. – Disse o Adam, assenti. O André veio falar comigo antes deu sair.
– Valeu Kat. – Disse e sorrindo logo depois. Ele me deu um abraço e eu retribui.
Eu e o Adam fomos andando até em casa. Conversamos alguma coisa e logo chegamos.
– Skate amanhã? – Ele disse indo até a porta de casa.
– Claro.
Assim que entrei em casa, a Luísa veio falar comigo.
– Eu to bem e eu tive que ir falar com o André. Só isso. To subindo. – Disse subindo as escadas.
– Kat, você precisa me falar mais as coisas.
– Não eu não preciso. – Disse me virando e a encarando.
– Eu sou a sua mãe. – Falou tomando postura.
– Ah claro, agora você é. Onde estava a minha mãe quando eu caí de Skate pela primeira vez? Quando eu precisava conversar sobre coisas de menina? Onde estava a minha mãe no dia das mães quando eu queria dar um presente para ela, mas não pude? Onde estava a minha mãe na reunião dos pais? Onde tava a minha mãe pra me dar um abraço? Onde é que tava a minha mãe quando eu precisava de alguém para chamar de mãe? – As palavras iam saindo da minha boca. Tudo que estava entalado na minha garganta desde o dia que eu vi a Luísa. Eu podia ficar o dia todo falando coisas, mas peguei meu skate no meu quarto e desci. Ela não disse nada. Só estava com a cabeça baixa.
– Aonde você vai? – Ela disse antes deu abrir a porta.
– Vou ir para um lugar bem longe de você. – Disse batendo a porta logo depois.
Eu não tinha ninguém para falar, ninguém para ligar. O André já tinha seus problemas e o Felipe não é muito de ouvir. Eu não conhecia o Travis para falar qualquer coisa e muito menos o Adam.
Eu só tive uma única amiga com quem eu realmente achava que pudesse confiar e contar tudo mais sabe o que aconteceu no final?Ela me abandonou e fez o pior que podia fazer, mas isso é outra história.
Sempre fui eu e eu. Nunca realmente precisei de alguém. Pelo menos eu acho que não. Mas hoje, eu precisava de alguém.
Eu fiquei horas na pista de Skate, ouvindo música. Até que começou a chover. E fui andando para casa. Vocês já tentaram andar de skate na chuva? Não tente, por que eu já tentei e deu merda. Por isso fui andando para casa. E na metade do caminho minha roupa estava colada no corpo, meu cabelo uma merda. Não tinha ninguém na rua, literalmente. Só uma doida segurando um Skate.
Cheguei finalmente em casa e fui para o meu quarto. Troquei de roupa e fui dormir. Nem sempre a vida é fácil.
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