Hi, I'm Kat
25 And things are getting worse
Notas iniciais
Gente eu tava doente, por isso não postei antes )):
Eu queria agradecer a Mah Araújo pela linda recomendação que ela fez. é por causa dessas leitoras que eu ainda escrevo e posto os capítulos. É sempre bom saber que você gostam da minha escrita. Muito obrigada de coração! Eu to muito feliz s2s2
Ta ai mais um capítulo pra vocês, espero que gostem e comentem!
– O que diabos você está falando Luísa? — Disse.
– Vem cá querida, se sente no sofá conosco, assim poderemos conversar. — Falou calma.
– Não, eu não vou me sentar. E pode parar de me chamar de querida? — Gritei, irritada.
Ela suspirou, como se já soubesse das minhas reações e como se já esperasse aquela conversa.
– Tudo bem. — Ela assentiu. — Eu conheci o Derek numa das minhas viagens. — E foi ai que eu me lembrei daquela viagem que ela fez e que voltou totalmente feliz. — E desde de já estamos namorando. — Ela disse, somente.
– Só isso? Eu chego de viagem, me deparo com esses ai que eu nunca vi na minha vida e você só me diz isso?
– O que mais quer que eu diga? Oh sim, você vai gostar muito da Julieta. Vocês são da mesma idade. Ela é uma menina adorável. — Olhei para a loira alta que estava sentada do lado do tal Derek e fiz uma careta.
– Eu te odeio, Luísa. — Disse com todas as minhas forças. Se eu continuasse ali, era bem capaz de sair batendo em todo mundo. Peguei a minha mochila que estava no chão e subi as escadas. Indo para o meu quarto. Ela não me chamou ou falou qualquer coisa. Quando estava no fim da escada, vi que ela conversava com aqueles dois. Sem nem se abalar com o que eu dissera. Ela nem se quer se importou com a minha viagem. E quer saber de uma coisa? Que se foda a Luísa e sua indiferença.
Mais no fundo machucava. Machucava tanto, mas nunca eu admitiria. Deitei na cama. E não demorou muito para que o Adam tomasse conta dos meus pensamentos. Ainda não acredito em tudo que aconteceu nas últimas semanas. Fiquei um tempo encarando o teto do meu quarto, até que ouvi o toque do meu celular.
Cai da cama enquanto tentava pegar a mochila. — Ótimo. — Pensei.
Quando olhei, era a Carlie me mandando mensagem.
– Oie kat! Como foi sua viagem? :))
Não pude deixar de sorrir. Era tão bom tê-la de volta como amiga.
– Perfeita. Preciso sair, sorvete?
Não demorou muito e ela me respondeu.
– Claro. Te vejo na sorveteria de sempre. Bjs
Botei uma calça, tênis e um moletom. Sem esquecer a bolsa, a chave e o celular. Quando desci a "Família feliz" ainda estava na sala.
Passei pela sala sem dizer um único 'oi' e quando já estava abrindo a porta a Luísa falou comigo.
– Está saindo Kat? — Disse. — Vai aonde?
– Sair. — Falei e bati a porta atrás de mim. Suspirei. Tomara que isso só seja um caso e que ela não invente de se casar.
Fui andando até a sorveteria que ficava perto de casa. Eu e a Carlie sempre tomávamos sorvete ali. Era como se fosse uma tradição. Sempre quando uma precisava desabafar, chamava a outra e íamos tomar um pouco de sorvete.
Chegando lá a Carlie já tinha chegado. E me esperava sentando no banquinho perto da mesa de madeira.
– Oi. — Disse e a abracei.
– Você tá bem? — Ela perguntou.
– Vamos pegar o sorvete. — Falei.
– Oi seu Luís, como tá? — Disse Carlie.
– Vou bem, vou bem. E como as mocinhas estão? Quanto tempo não viam tomar um sorvete aqui juntas. — Demos um sorriso sem graça e escolhemos o sabor do sorvete. Depois sentamos na cadeira e começamos a conversar.
Respirei fundo. — A Luísa ta com um namorado e bem, ele tem uma filha. — Disse tudo de vez. Os olhos da Carlie se arregalaram.
– Como assim? Quando você soube disso?
– Logo quando cheguei de viagem, encontrei a nova família conversando na casa da Luísa.
– Puta que pariu. Como ce ta?
– To com vontade de voltar pra casa do meu pai, só isso!
– Kat...
– Ta, eu to com raiva. Ela mal me conhece, mal liga pra mim e já está com outra família? E eu? Como eu fico? — Carlie me deu um olhar confortante e me abraçou.
– Você tem eu e os meninos. E o Dan. Você não ta sozinha nessa.
(...)
Acordei sem nenhuma vontade. Peguei o uniforme, pus uma meia-calça e peguei meu casaco.
Antes de sair do quarto, peguei minha mochila, meu celular e as chaves. Fiquei conversando com a Carlie até tarde. Falamos sobre a viagem e sobre outras coisas.
Eu não pude ficar mais que feliz com isso. Minhas rotina no colégio continuou normal. A Luísa queria que eu voltasse a ir de carro para o colégio. Mas eu dispensei. Quem preferia ir de carro ao invés de ir de moto, com o namorado?
Só os loucos.
Assim que chegamos no colégio o Adam segurou na minha mão. Eu estava tão nervosa e não me pergunte o motivo. Eu só estava. Quando entramos na sala, vários pares de olhares foram para a gente e depois para a nossa mão entrelaçada. O Adam nem se abalou e me conduziu até o fundo da sala, onde a gente senta. Os meninos já tinham chegado e a Carlie estava conversando com o Travis.
– KAT! — Disse André se levantando para me dar um abraço. Parece que depois que eu comecei a 'amar' eu fiquei mais carinhosa. — Sério isso Kat? -.
O Felipe fez o mesmo e depois estávamos conversando sobre vários assuntos. Ah sim, o grupinho da Patty não existe mais, quando a rainha se foi, todas se separaram e teve algumas até que saíram do colégio para estudar com ela. Bando de sem Cérebro.
O professor chegou e Felipe já estava dormindo, Travis e a Carlie não paravam de conversar e o Adam prestava atenção na aula. Eu fiquei desenhando. Aula de matemática ninguém merece né?
O resto do dia foi bem normal. E logo eu e o Adam estávamos no estacionamento indo até a sua moto.
– Eu vou me dar muito mal na prova amanhã! — Disse.
– Quer que eu te ajude a estudar? — Me virei e dei uma sorrisinho. Ele riu e me abraçou. Depositando um beijo nos meus lábios.
Ficamos andando de moto um pouco antes de ir pra casa. Assim que chegamos ele guardou a "Joana".
– Te vejo depois do almoço. — Falou passando os braços pela minha cintura e me puxando para si. Depois nós nos beijamos por algum tempo e por fim ele entrou.
Suspirei. E entrei em casa pelo fundos. Não tinha ninguém na cozinha e assim que fui para a sala, me deparo com a Julieta conversando animadamente com a Luísa.
– Ai Ju, você vai amar o colégio. Fico feliz que tenha gostado da minha sugestão. — Disse a Luísa animada, com um sorriso divertido.
– O colégio é perfeito, principalmente agora! Você já contou para a Katrina? — Disse sorrindo um pouco quando falou meu nome. Me segurei muito para não avançar naquela garota e arrancar cada fio loiro daquela cabeça dela.
– Ainda não. Nós nos falamos pouco, mas assim que ela chegar do colégio conta a novidade. — Elas não tinham me visto e resolvi ficar ali mais um pouco.
– Você vai adorar seu novo quarto. Decorei ele do modo como você me falou, espero que goste.
– Vou adorar, mesmo sem ver. — Espera ai. O QUE?
Alguém bateu na porta e a Luísa se levantou para abrir.
– Oi amor. — Ela disse, dando um beijo no Derek. Já posso vomitar?
– Olá meninas. — Falou. Mas ele não me viu. — Então, vamos almoçar?
– Claro. — Disse Luísa, a Julieta se levantou em seguida e todos foram para a mesa.
Por que eu ainda achei que ela se importaria? Por que diabos eu achei que eles iram dar por falta de mim? Ah lembrei, por que eu sou uma idiota que ainda tem expectativas.
Adentrei a sala e todos eles se viraram para mim.
– Olá Kat, vem almoçar com a gente. — Fui até a cozinha, abri o armário, peguei uns salgadinhos, refrigerante e chocolate. Dei uma última olhada e disse antes de subir a escada:
– Não quero atrapalhar a família. — E subi. Ninguém disse nada. Mas quando cheguei no topo da escada e olhei para trás. Eles conversavam normal. Que grande novidade não é?
Fui para o meu quarto e liguei o som no volume máximo e comecei a devorar meu "almoço".
Depois que comi, desliguei o som. A tempo de ouvir a campainha. Abri a porta e desci rapidamente as escadas. A Julieta estava na porta, sorrindo olhando para o Adam. Ele estava com os cabelos molhados, jogados para a frente. Tava com uma blusa azul e calça jeans preta. E eu estava quase matando a Julieta com o olhar.
– Oi, a Kat está? — Perguntou o Adam, mexendo no cabelo. Ele sempre fazia isso quando estava com vergonha.
– Ta sim, entra. — Disse a Julieta. Revirei os olhos.
– Oi amor. — Falei, indo em sua direção e lhe dando um beijo. Preciso dizer qual era a cara de Julieta? Me segurei para não rir, sinceramente. Ela tava bufando de raiva. Puxei o Adam até o meu quarto.
– Se aquela garota der em cima de você de novo... — Disse com raiva. Ele riu.
– Kat Evans está com ciúmes? — Ta de brincadeira que ele ta me provocando né? Lhe lancei um olhar mortal, o que fez ele rir mais ainda. Chegou bem perto e me beijou.
Minhas costas encostaram na porta do quarto. Foi um beijo...quente. E eu não via nenhum sinal de que iria parar. Até que algum infeliz bateu a porta. Eu e o Adam nos separamos em um pulos e depois rimos. Então eu abri a porta. E era a Luísa.
– O que você quer? — Disse ficando séria.
– Eu quero falar com você, filha. — Disse simpática, dando um sorriso para o Adam. Que retribuiu.
Revirei os olhos. — Não pode ser outra hora? — Ela negou com a cabeça.
– Ta, então fala. — Ela respirou fundo e sabia que eu contaria tudo para o Adam de qualquer modo, então falou.
– A Julieta ira morar com a gente, eu vou me casar e ela estudará no seu colégio?
– COMO É? — Disse me enchendo de ódio.
– Kat, você tem que entender..
– Eu não tenho que entender nada Luísa. Já não basta eu ter que vir morar com você? Que porra você que de mim? Eu já cansei da sua indiferença, cansei de fingir que eu não ligo. Se você não quer ser minha mãe? Tudo bem. Eu aguento, como aguentei esse anos todos. Mas botar aqueles dois ali, aqui dentro, é demais.
– Kat...
– Eu não quero falar mais nada Luísa! SAI DAQUI! SAI, SAI! — Disse empurrando ela para longe. Ela estava com os olhos arregalados e o Adam me segurou. Eu em debatia para tentar me soltar, mas não conseguia. Ele era mais forte do que eu. Nessa hora as lágrimas não pediram permissão para sair. Eu chorava muito. E a última coisa que eu ouvi foi:
– Eu sinto muito.
– Não é o bastante. — Eu disse e o Adam bateu a porta. Me levou até a cama e eu fiz do seu colo meu travesseiro. Enquanto ele acariciava meu cabelo. Eu chorei muito naquela hora.
E nunca tinha ficado tão arrependida de ter chorado tanto. A Luísa não merecia a minha dor. Depois de algum tempo enxuguei as lágrimas e me levantei.
–Kat. — O Adam falou, calmo. — Fui até o banheiro lavei o rosto e voltei para o quarto.
– Vamos estudar, preciso passar naquela maldita prova.
– Kat, tudo bem você não quiser estudar agora.
– Não Adam, vou pegar o livro. — Ele assentiu e passamos o resto da tarde estudando. Ele me passava algumas atividades e me ajudava nos pontos onde eu não conseguia fazer os cálculos.
Mais doloroso do que sofrer, é ter que fingir que está tudo bem, enquanto você está morta por dentro.
Mas quer saber? Eu já estava acostumada.
Notas finais
Beijo s2
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