Durmo tranquilamente depois de um banho demorado, pois fiquei naquele lixo imundo para fugir de um policial filha da puta já que alguém aqui fica matando e estuprando por ai...

( — Não fale assim como se não fossemos a mesma pessoa, assim eu fico magoado. )
– Vai se foder, eu pensei que você era legal, mas vi que só me usou.
( — Mas você quem tem esse instinto, eu só uso ele. )
– Por que?
( — Porque... bom... porque eu quero, porque eu extraio isso do fundo do seu coração, e obedeço suas ordens involuntárias. )
– Sua existência é inútil para mim, por que como você mesmo disse, é algo obscuro que eu quero no meu subconsciente, não que eu quero fazer realmente!
( — sim sim, mas... Eu existo para fazer o oposto da sua pessoa sabe. )
– Então se eu fosse uma pessoa má você iria fazer o bem?
( — Se a pessoa inconscientemente desejasse o bem, sim )
– E se a pessoa fosse tímida você faria ela ser impulsiva?
( — Se ela sentisse vontade no subconsciente dela, sim. )
– Então eu vou começar a fazer o mal e você fará o bem...
( — Mas você não estaria fazendo o mal por gosto, mas sim obrigação, então continua sendo uma pessoa boa. )
– Seu palhaço de merda!
( — Seu humano normal. )

Meu diálogo comigo mesmo é interrompido pela porta que recebe batidas intensas.

– Calma, já estou indo... porra.

Logo após abrir a posta vejo um homem grande com farda de um policial de alto escalão, com olhar serio.

– Sr. Style?
– Boa tarde chefinho.
– Style, eu não estou aqui como seu amigo, temos denuncias, vídeos, fotos, e outras evidencias, de que você é o assassino de que procuramos!
– Os, eu sou um policial, como posso fazer crimes, você deve ter as pistas de pessoas que me odeiam.
– A câmera de segurança movida a gerador da casa da família que você assassinou e estuprou revela claramente que você esteve lá. Mas, um pouco diferente.
– Eu não fiz nada.
– Foi quem então? Seu lado mal, não me faça rir.
– Bom.... foi exatamente isso.

Meu ex chefe me olha sério, pensando se acredita ou não em mim.
Mas antes de eu saber a resposta eu apago.
Recordo minha consciência um tempo depois com meu ex chefe me acordando, mas eu não consigo mover meu corpo, dou um soco nele e chuto sua cara e me levanto rapidamente, e logo vou para a janela, não sei porque ele quer que eu veja tudo isso, Bryan maldito.

– EU NÃO SOU UM ASSASSINO! – Foi a ultima coisa que consegui falar antes de Bryan fazer nós nos jogarmos da sacada de ponta cabeça.

Logo eu desmaio com o impacto em algo, ou alguém.
Não sei como, mas me acordo em uma sala, acho que estou em um hospital, ou na cadeia, ou nos dois.

– Hey acordou então novato. – Disse um cara do meu lado, provavelmente um detento.
– Isso não é meio obvio? – Aparentemente não estou com bom humor.
– Você a recém chega aqui e quer dar uma de fodão para cima de mim?
– Eu não quero dar uma de fodão, você que está se sentindo inferior a mim e quer me intimidar.
– ...
– Estou certo de que acertei.
– Bom, de fato, mas enfim, porque você está aqui? Bateu o carro? Ultrapassou o sinal? Você não parece ser o tipo de pessoa que faz coisas erradas.
– Eu matei uma família.
– Caralho, você não flor que se cheire, vou até dormir agora.
– E estuprei...
– Não vou dormir não.

Eu me sentia com uma raiva muito grande por estar aqui, nessa jaula medica.
E para piorar vem o mesmo cara de antes, tirando o dente quebrado ele continua com a mesma cara de merda.

– Senhor Style, está se sentindo melhor? – Pergunta ele como se ele se importasse.
– Sim, por quê? Vai me deixar apodrecendo aqui mesmo.
– Não senhor, seu crimes vão leva-lo para o campo de execução...