H.h
30 Capítulo 30 – Plano
Notas iniciais
[計画]
Capítulo 30 – Plano
O jovem Eiji andava se arrastando na chuva pelo pequeno e assombroso cemitério. Suas lápides góticas e inúmeras estátuas contribuíam para que qualquer um sentisse aquele clima. Um forte raio brilhou no céu e ele se assustou, cambaleou e caiu no chão. Todo sujo e mal arrumado, chorava como uma criança enquanto segurava uma rosa vermelha em uma das mãos. Tinha seus 16 anos, mas invés de aparentar juventude, parecia um trapo de humano, triste e esquelético. Levantou-se tremendo e com dificuldade. Aquele jovem havia percebido uma coisa: Toda a grandiosidade humana era frágil como um alfinete. Qualquer bela vida acabava com um sopro.
Eiji tocou a rosa no chão e a pisoteou várias vezes com raiva. Moveu-se como um zumbi para a lápide que se erguia a sua frente. Nela estava escrito em letras garrafais:
“Kousaka Rin”
Eiji havia perdido sua humanidade naquele instante. Caiu de joelhos, chorando, e balbuciou:
— Por quê?... Eu preciso mudar isso...
Abaixou sua cabeça até o chão, socou a pedra pura com seus punhos machucados e disse com raiva:
— Humanos são frágeis demais... Eu os odeio!
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Em algum típico lugar subterrâneo e desconhecido, dois grupos, ambos armados, discutiam certo plano:
— Então você realmente atendeu ao meu pedido e veio me procurar.
— Impressão sua, só vim brincar! ~
Dois homens, um alto e corpulento e outro esquelético e de média estatura, estavam acompanhados de seus respectivos grupos. Ambos apontavam suas armas um para o outro e ambos estavam com uma cara de quem teve uma terrível dor de barriga. O dois homens eram respectivamente: Ryuuji Makou e Keitamo Eiji. Um vestia um sobretudo negro que o fazia parecer alguém com extrema autoridade e o outro, estranhamente usava apenas jeans, camiseta e um casaco meia-estação, mesmo eu não sabendo o que isso seja.
— E então... Você sabe que a O.Z está planejando ataques massivos nos próximos meses, certo? Disse Makou.
— Sim, sim, não perco por esperar. ~
— Quando vai ficar pronto?
— “Aquilo”? Uhm, eu não sei. Nodoka-chan, como vai o experimento?
Nodoka-chan era a garotinha de cabelos roxos que bateu em Sano. Parecia alegre e sempre de bem com a vida, como uma chapeuzinho... Roxa. Ela riu para os dois homens e disse com uma estranha felicidade misturada com desprezo. (Mesmo não sabendo se alguém é capaz de sentir isso)
— Mais alguns meses eu diria, mas como sou um gênio, muito pouco tempo e poderemos começar a festa! ~
Eiji acariciou a cabeça da garota com satisfação e continuou: — Você ouviu nossa pequena, quando estiver pronto, poderemos continuar.
— Sim, continuar a evoluir...
— Sim, é uma necessidade humana, certo? Sempre necessitando de algum avanço. Mas, Ryuuji-san, me responda alguma coisa, você tem algum motivo para isso?
Ele olhou para o nada com os olhos vazios. — São histórias que estão trancadas no passado, acho que você é o que melhor me entende...
— Oh sim, entendo até demais...
De trás de Eiji, uma bela moça com bustos fartos e cabelo vermelho encaracolado, uma estranha e decotada roupa de freira e tudo o que você quiser, apontou uma arma para os soldados da O.H.D atrás de Makou.
— Ei, Eiji, essa falação esta me enchendo o saco, demais! Se não pararem logo, vou furar todos eles!
— Calma, calma, Freira-san, só me deixe entregar algo para o dragãozinho aqui. Eiji puxou do bolso um papel com uma foto e entregou para Makou.
— Por enquanto ele não causará problemas, mas essa criança pode ser um problema no futuro. A pessoa na foto era Nishi com uma cara engraçada.
— Sinceramente, acho que você é a única pessoa que pode me causar problemas, mas vou aceitar a recomendação. Eu ainda tenho muitos problemas para tratar, o paraíso me chama. Adeus.
— MATAR! ARGH! AJUDE! MATAR! ARGH! Gritou um homem vestido em um, sobretudo marrom, sujo e rasgado. Era alto e tinha cabelos emaranhados e castanhos claros, mais um do grupo de Eiji. Usava uma horrenda máscara branca com um sorriso maléfico e olhos tristes.
— Calma, Raki, acho que o grandalhão aqui tem um presente pra gente, certo? Disse eiji com seu sorriso perturbador. Makou, que se retirava, acenou para seus soldados e falou:
— Claro, pode ficar com eles, se quiser. Sou sempre gentil com meus clientes.
— Você o ouviu, Raki... Fique a vontade, nós vamos indo.
E então Eiji, Nodoka dos cabelos roxos, uma pessoa vestida com uma fantasia de batata, a peituda Freira-san e Rin, deixaram Raki para trás. Um grupo nada excêntrico.
Gritos foram ouvidos de trás e cada membro daquele grupo tapou o ouvido enquanto a carnificina durava, menos Rin.
— Rin, por que não tapou os ouvidos? Nodoka-chan perguntou inocentemente
— Por que ouvir significa que eu estou viva de novo e isso é maravilhoso e totalmente graças a você e Eiji-san! Sinto-me mais apaixonada por ele e cada vez mais feliz, vocês são tudo para mim! ~
— Fico feliz de ouvir isso, você vale muito para mim, Rin-chan. Respondeu ele, com uma cara alegre, que mais parecia uma raposa. — Se Raki vir chorar reclamando que nós o deixamos para trás de novo, digamos que ele quis ficar para brincar, Ok?
Todo o grupo falou um alegre: Ok! ... Menos Freira-san.
Depois de algum tempo, Raki veio correndo chorando para eles.
— Por que vocês me deixaram de novo? Por quê?
— Não disse que ele ia nos encontrar? Fiz ele para ter um farejo melhor do que o de um cão, sou um gênio, não sou?
Eiji ignorou enquanto olhava para sua frente com os olhos cerrados. Soldados da O.H.D residiam a sua frente, apontando suas armas exclusivamente para ele.
— Humanos? Nunca se dá para acreditar neles, não é? Rin, fique à vontade.
Ela sacou a espada e começou a cortar um por um, desarmando a emboscada. Quando ela se mexeu, pode se ver por uma saliência que se levantou de sua blusa, sua barriga costurada.
— Eiji-san, poderia me contar por que você odeia tanto os humanos? Eu gosto de fazer experiências com eles. Nodoka-chan agarrava o braço de seu amado mentor. Ele olhou para a garota de apenas 12 anos, mas muito astuta para receber a mensagem do que ele ia falar e sorriu.
— Bem, minha criança... Um dos motivos é que... Ele olhou para o soldado que vinha em sua direção e só com um movimento com a mão, fez o desgraçado perder a cabeça.
— Eles são frágeis demais!
Capítulo 30 – Plano: Fim.
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