H.h

15 Capítulo 15 - Bem-vindo ao Canil


Notas iniciais
Aparição dos lobisomens e um velho conhecido de uma certa mansão. (Capítulo 4, Bad Job)

[犬小屋にようこそ]

Capítulo 15 – Bem-vindo ao Canil

Três soldados da O.H.D corriam desajeitadamente por um mar de folhas. A floresta tinha árvores extremamente altas e que mesmo no inverno, continuava a exibir suas lindas folhas vermelhas.

Um deles tropeçou de repente em um galho caído no caminho. Os outros dois continuaram correndo, ignorando o parceiro. O homem atormentado não conseguia se mexer, havia torcido seu pé. Começou a ouvir rugidos, olhava para o lado e não sabia da onde vinha, começou a se arrastar no chão. De repente, das árvores, um ser gigante e negro pulou em sua frente, não parecia estar sedento por sangue e aparentava estar bastante controlado. O homem atirou contra ele algumas vezes, mas sem sucesso. O lobisomem o fitava e o rodeava, analisando sua presa. Ele se segurou em uma árvore e levantou-se com dificuldade, tentando fugir. O lobisomem pareceu o deixar ir. Depois mais alguns momentos de perseguição, gritos de horror foram ouvidos e o lobisomem apareceu com uma cabeça desfigurada na boca. O motivo que ele deixou-o fugir? Por que sem nenhum esforço, a presa se torna sem graça.

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Os homens encapuzados tinham pressa para apagar suas fogueiras e rastros de que haviam feito um acampamento ali. Não apagavam de uma maneira convencional, faziam isso com a mão completamente desprotegida e sem expressar dor no rosto.

Depois de algum tempo, estavam todos com suas capas cor amarelo queimado prontos. Entre eles, uma jovem deslumbrante com os lábios manchados de um líquido vermelho se encontrava. Tinha a pele morena e os cabelos totalmente negros, envolvidos em um rabo de cavalo que ia até sua cintura. Seus brilhantes olhos verdes e bustos e pernas hipnotizantes davam a ela um ar totalmente selvagem. Chamava-se Karen e era a única mulher restante da raça dos lobisomens.

Os homens olhavam para ela com olhares de desejo, mas ainda não aceitavam a idéia de que eram inferiores a ela.

Ao longo dos tempos, várias experiências foram feitas para concertar a ausência de autocontrole de sua raça, mas sempre falhavam. Era o único mal que os impediam de serem superiores. Tentaram começar a experiências com as mulheres que tinham filhos descendentes de sua raça. Depois de uma modificação para torná-la lobisomem ou uma “bioloba”, o resultado deu certo e conseguiram manter o autocontrole, sendo extremamente úteis para prosperar a raça. Em um ato cruel, a O.H.D, que já havia dizimado quase todos eles, declarou que isso era um ato para levantar vantagem e acelerar a evolução e as exterminou cruelmente. Karen era ainda pequena quando isso aconteceu e foi a única sobrevivente.

Eles estavam se deslocando silenciosamente por que carregavam uma pessoa fraca e qualquer batalha poderia deixá-la mais em risco. Haviam acampado ali dois dias, os soldados da O.H.D estavam em seu encalço, mandando eles em missões de reconhecimentos para a morte.

Karen pegou uma garrafa de água e adentrou uma pequena barraca que ainda estava montada no meio daquela multidão apressada. Ali, um velho brincava com algumas pedrinhas e fazia-as flutuarem em volta dele.

— Hey, Tetsuo é seu nome, não é? Trouxe sua água. Disse ela.

— Me chame de Harry Truman a partir de agora, não quero mais viver escondido.

— Não vai agradecer?

Ele coçou o pouco cabelo que lhe restava e disse: — Me desculpe, é que fazia tempo que não via beleza igual a sua.

Ela corou e desconversou.

— Então, do quê estamos fugindo?

— De uma organização que tentará os dizimar totalmente daqui algum tempo e causar o fim a todas as raças, inclusive a sua. — Eu, me sentindo responsável por ter iniciado isso, decidi dedicar o tempo que me resta para formar algum tipo de resistência.

— Você fala da Organização Zero?

O velho riu e disse: — Não, minha filha, absolutamente não. Eles são a nossa única salvação e é quem estamos tentando encontrar. Ele suspirou, ajeitou os óculos, olhou diretamente para ela e disse:

— Eu falo da O.H.D.

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Sano se deixava carregar pelos soldados no corredor do avião. Estava com suas roupas surradas e totalmente machucado. Havia tentado resistir aos soldados, mas eles eram inúmeros e alguém havia aparecido para impedir sua fuga. Não acreditava que ela iria o trair assim, mas não pode fazer nada. Sabia por que estava sendo preso. Havia descoberto a verdade e ia largar aquele inferno para continuar sua vida sozinho. Mas não teve tempo de avisar seus companheiros e agora o futuro era incerto.

Abriu-se a traseira do pequeno avião de transporte e ele fechou os olhos tentando se proteger da luz. Olhou em sua volta, com certeza não tinha como alguém chegar de navio ali. Mesmo em pleno dia, as ondas continuavam a aterrorizar qualquer um.

Sentiu o frio extremo, mas não era do ambiente. Era das centenas de olhares que recebia. Soldados da O.H.D estavam o observando com suas fardas pretas e máscaras de oxigênio com seus fones de ouvido.

Foi arrastado até um deles que parecia coordenar aquele aterrorizante lugar. A pessoa usava um sobretudo de inverno e uma boina negra. Tirou a máscara e ali, após quatro anos, Sano arregalou seus olhos novamente. O rosto era o mesmo, o cabelo agora solto e sua pele estava mais pálida. Esboçava um sorriso grande e cruel no rosto. Olhou para Sano, fazendo-o tremer.

— Seja bem-vindo ao inferno de gelo, Sano-kun... Disse a bela Rin.

Capítulo 15 — Bem vindo ao Canil: Fim

Notas finais
Próximo capítulo: Invasão.