H.h

13 Capítulo 13 - O Incidente das Quatro Horas II


[4時間の事件 II]

Capítulo 13 – O Incidente das Quatro Horas II

As luzes vermelhas infestavam o céu. Prendendo a atenção por toda a cidade.

De repente, o caos começou. Pessoas corriam para todos os lados, deixando seus carros no meio da rua, causando inúmeros acidentes.

Das ruas, centenas de soldados com fardas pretas e rostos protegidos com máscaras de oxigênio se moviam. Os policias comuns logo faziam continência e se retiravam. Estavam pesadamente armados e preparados para ameaça que vinha do céu. Era a O.H.D em ação! As luzes começaram a descer repentinamente em inúmeras partes da cidade. A batalha havia começado.

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A motoqueira vestiu o capacete e subiu na moto, se dirigindo com velocidade extrema pra onde as luzes caíam. Al e seus companheiros largaram seus guarda-chuvas e óculos escuros e a seguiram correndo em uma velocidade igual.

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Taikou saiu correndo pelas escadas e Nishi o seguiu, perguntando:

— Onde diabos pretende ir?

— Lá onde as luzes caíram

— Deixe disso! Não somos os Power Rangers!

— É como se fôssemos!

E ele acelerou a corrida, fazendo Nishi o perder de vista.

Os professores tentavam acalmar os alunos, mas seus esforços eram em vão. Pareciam uma manada de elefantes assustados que corriam de um perigoso caçador.

Nishi saiu do campus da escola em direção à subida. Mudando de idéia após ver a imensa multidão que ali descia.

Decidiu seguir para a rua do outro lado, mesmo hesitando ao ver as chamas que subiam lá no alto.

Olhava para um lado e para o outro, a procura de Taikou.

Atravessou a rua e soltou um grito quando uma van preta quase o atropelou Abriu-se a porta e dali, duas pessoas com fardas militares pretas o pegaram e tocaram para dentro.

Não conseguia nem pensar direito com todo aquele caos. Tentou reorganizar sua cabeça e olhou em volta. Kurohime-san o fitava friamente, acompanhada de quatro pessoas. Dentre elas, Mitsu olhava para o lado, evitando o olhar dele. No outro lado, um ser baixinho estava com uma máscara de gás e brincava com um grande explosivo. Um homem afro-americano alto, que se assemelhava a Jimi Hendrix, ouvia música alta em um fone de ouvido e Myazaki-san, com seus óculos garrafais, sorria como sempre. Ainda não a perdoava por ter feito o design do seu novo uniforme baseado em um gato. O fato era que ela amava gatos e baseava seus projetos neles.

As cinco pessoas viraram para o lado enquanto Nishi vestia seu uniforme.

— Alguma pista do que são as luzes? Perguntou ele.

— Infestação de zumbis que nem nos games! Disse Mitsu, com os olhos brilhando, parecendo crer na idéia. (Só ficava expressiva quando falava sobre games)

— A central já previa esses ataques. — Na sede mundial, receberam uma notícia da prisão de gelo de que haveria chances de um ataque terrorista nos próximos dias acontecesse. — E parece que está acontecendo. Disse Kurohime.

— E então? O que são?

O homem com os fones de ouvido abriu um dos olhos e disse com convicção:

— São paranormais.

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As luzes se assemelhavam a esferas quando vistas de perto. E ali, pessoas com capas pretas e capuzes que cobriam todo seu rosto se residiam dentro. Espatifavam-se contra o chão, criando pequenas crateras.

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Sakurai banhava a rua de sangue. Cortando cada um que saísse das esferas e o atacasse. Mesmo sendo paranormais, não eram como os da outra missão. Só conseguiam flutuar e explodir pequenos objetos, se tornando fracos no combate corpo-a-corpo.

Um deles fez um movimento com a mão, o levantando e tocando-o contra o chão.

Levantou um carro e tocou. Sem sucesso, o carro foi cortado ao meio e o atacante também.

— Parecem formigas! Disse Sano, enquanto chutava um deles no chão. Aproximavam-se rapidamente. Flutuando e jogando latas e outros objetos neles. Apesar de serem fracos, eram cansativos.

Ele sacou suas duas pistolas prateadas e atirou contra a manada.

As balas paravam no ar ou eram ricocheteadas. Ele puxou suas duas adagas e fez com que começasse o show.

Cortou um por um, jugular por jugular. Fazendo o sangue jorrar e eles caírem lentamente.

Um deles se levantou e levantou uma viga de concreto. Antes de tocar em Sano, recebeu um tiro na cabeça, caindo no chão e recebendo a viga por cima logo depois.

Sano olhou para cima do prédio que veio o tiro e viu Haruki sorridente.

— Haruki-chan! Venha aqui receber meu am... Ela o interrompeu, atirando no chão para amedrontá-lo.

— Calado.

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Os paranormais se tocavam como Kamikazes contra os vampiros e a motoqueira. Eles pareciam estar se divertindo com isso, pelo menos Al estava.

— Ei, não devíamos acabar logo com isso? Disse Arthur.

— Venha e brinque conosco. Disse Al, estranhamente feliz.

De repente, um deles atirou uma camionete nele, acompanhado de outros objetos pesados. Acertando-o em cheio.

Os carros começaram a se mexer e foram arremessados no ar. Al saiu dali com um olhar maléfico.

Só que havia algo de diferente, sua pele estava negra e seus dentes e unhas totalmente afiados.

No ar, golpeou cinco deles e logo que caiu de volta para o chão, viraram pó.

— Parece que é hora de dar uma esquentada nas coisas. Disse ele.

— Era o que eu esperava. Disse o jovem cabeça de panela.

E agora, todos estavam iguais a Al. Com a pele negra, dentes e unhas estranhamente maiores e sedentos por sangue.

A motoqueira subiu na moto e se retirou rapidamente, dizendo:

— Preciso ajudar certa pessoa.

Mark, o grandalhão de dois metros, agarrou um paranormal no ar e arrancou sua cabeça com uma mordida.

— Ei Mark, deixe um pouco para mim. Disse Alicia, com um braço na boca.

Arthur, comendo calmamente um corpo, disse olhando para Al. Que estava destroçando paranormais e rindo.

— Parece que sou o único normal aqui.

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Taikou mesmo desarmado, quebrava facilmente o pescoço de alguém com um chute. Havia treinado muito nos últimos meses e agora, se sentia como um verdadeiro super-herói.

Havia pedido para que as pessoas saíssem imediatamente dali. Desde que o caos começara, ele tinha dado conta dos paranormais. Mas agora, uma garotinha estava indefesa chorando no canto enquanto ia ser atingida por um poste que um deles havia atirado. Não poderia salva-la! Estava longe demais!

De repente, uma pessoa segurou o poste e golpeou o paranormal que havia atirado com o mesmo. Era Nishi! Junto com Mitsu, Kurohime-san (Ele soubera quem ela era realmente depois de Nishi ser ferido) e mais três pessoas que ele desconhecia.

Antes que pudesse dizer algo, levou um soco dele.

— Desgraçado! Como ousa sair correndo do nada!

— Desculpe, eu estava empolgado.

— Como você sabia que haveria isso?

— Intuição feminina. Brincou Taikou. — Acabei ouvindo na O.H.D sobre um suposto ataque terrorista. Por favor, não conte para ninguém. Quebrariam cada dedo meu se descobrissem o que eu ouvi lá.

Antes que percebessem, uma dúzia de esferas vermelhas estava cercando-os.

O homem afro-americano deu um passo à frente e disse:

— Hei manos, morram...

E em um salto espetacular, puxou uma espada e cortou um por um no ar. Caiu em cima de um prédio e pulou até o chão, cortando os que sobraram em um único golpe para baixo.

— Essa é a força de um componente das melhores divisões americanas. Comentou Kurohime-san.

Um estrondo se ouviu. Do lado oeste da cidade, os gigantes azuis começaram a invadir. Os soldados da O.H.D estavam armados com lanças-misseís e derrubavam-nos com facilidade. Mas eles continuam a vir em grande número, destruindo tudo o que viam na frente.

Um deles adentrou onde Nishi estava.

A figura baixinha com a máscara de gás pegou um tipo de arma extremamente maior que ela e atirou contra o gigante, acertando-o no ombro, fazendo o cair no chão.

— Oh! Formidável!Bakuretsu-san! Exclamou Myazaki.

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A motoqueira corria em alta velocidade enquanto se desviava dos braços dos gigantes. Sabia quem poderia estar por vir. Também sabia que não era coisa boa.

Olhava para os prédios destruídos, carros jogados no meio da rua e pessoas correndo aterrorizadas. Pensava como a mídia trataria aquilo.

Mesmo que não fosse mais humana, ainda se preocupava com eles.

Um gigante passava por ali e ela, em uma manobra arriscada, passou pelo meio de suas pernas, saltando da moto. Esta se espatifou contra um prédio, virando fumaça negra.

A sua frente, viu uma garota caída. A ajudou a se levantar e notou quem era. Mitsu, ali, estava determinada em lutar.

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Sano, Sakurai e Haruki estavam exaustos da batalha. O evento que já durava quase uma hora parecia ter durado infinitamente mais. Mesmo assim, os atacantes não paravam de vir.

De repente, um batalhão de soldados da O.H.D chegou ali.

Usaram um tipo de lança-chamas que soltava chamas da cor azul. Espantando os paranormais como insetos.

Eles se separaram em dois grupos. Dando espaço a alguém.

Ali, um velho careca acompanhado de um velho cachorro andava enquanto passava uma extrema autoridade. Mesmo de olhos fechados, parecia ver tudo a sua volta. Usava uma roupa típica de monges, só que branca e estava de pés descalços. As pessoas o chamavam de Grande Buda. Nome apropriado para o comandante geral da O.H.D japonesa. Já que era calmo e controlado, se revelando só quando preciso. O grande cachorro velho se transformou em Okiba-san, que parou um pouco atrás dele.

Sakurai sussurrou baixinho:

— Vovô...

Então, ali, o velho sacou sua katana e a levantou no ar. Respirou fundo e girou duas vezes e a bateu no chão com extrema força. Abriu os olhos e disse:

— DESAPAREÇAM!

Nesse momento, as esferas por perto explodiram com seus componentes. Alguns gigantes caíram e outros começaram a fugir. As esferas que sobraram começaram a alçar vôo. Saberiam que se ficassem ali, seriam aniquilados pela força descomunal que ele emitia. O velho parecia ter ganhado tudo só com a força mental.

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Perto de Nishi, enquanto inexplicavelmente as esferas luminosas subiam. Uma azul descia. Carregava um brilho maior e uma extrema magnitude.

A motoqueira tirou o capacete. Sua cara era de aflição.

Da esfera luminosa, saíram duas pessoas com as capas comuns dos paranormais que estavam ali e uma figura branca e fantasmagórica. Ela esboçava um grande sorriso no rosto, com seus dentes brancos. Brincava com uma faca em uma das mãos enquanto na outra segurava uma cabeça decapitada.

— Maldito açougueiro. Disse ela.

— Ora, ora, já não é mais humana. Por que ainda os defende?

Nishi e os outros assistiam a cena sem mover um músculo. Até que o homem que se assemelhava a Jimi Hendrix disse com uma voz fria:

— Hei mano, some da minha frente. E o atacou.

Quando ia cortá-lo, a pessoa moveu uma das mãos aleatoriamente para frente. O atacante pareceu parar. O homem estalou os dedos e a cabeça de um dos mais fortes das divisões americanas foi arrancada e ele caiu morto.

— Mais uma para minha coleção. Disse ele, sorrindo.

— Desgraçado! Desapareça da minha frente! Gritou ela, criando um braço feito de sombras gigantesco e indo atacá-lo.

Quando ia ser atingido, a esfera azul desapareceu, junto com ele e seus guarda-costas. E um susurro vindo do nada foi ouvido:

— Eu estarei observando. As peças foram organizadas, o jogo está para começar.

Ela caiu ofegante no chão e sussurrou:

— Maldito Eiji...

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A cidade estava completamente destruída. O recebimento daquilo no mundo era inesperado. O incidente das quatro horas, como ficou conhecido, abalou o globo inteiro e atiçou as organizações espalhadas por ele. Nishi não sabia, mas, aquilo só tinha sido a largada inicial para a grande guerra que estava por vir.

O pôr-do-sol reluzia como sempre no horizonte, parecendo ofuscar toda destruição que havia sido causada ali.

Nishi andava ao lado de Mitsu e da motoqueira negra, enquanto os outros o seguiam atrás. Estava completamente exausto, não via a hora de tirar aquele uniforme ridículo e tomar um banho.

— Você ficou linda com o cabelo preto. Ele comentou para Mitsu.

Ela o ignorou e olhou para o lado, triste.

A motoqueira pareceu perceber a infelicidade da garota e disse em um tom malicioso.

— Ah? Então era isso que preocupava a senhorita. — Não se preocupe, eu só o beijei para deixá-lo atento. — Não sou digna dele.

Aproximou-se de Mitsu e a deu uma rasteira, fazendo a cair nos braços de Nishi e ocasionalmente, beijando-o sem querer.

— Satisfeita? Disse ela, subindo na moto que havia se materializado ali. — Aliás, garoto, esse é seu presentinho. Espero que fique feliz com ele, realmente pensou que ia dar algo “a mais” para você?

— Espere Motoqueira-san, posso lhe perguntar uma coisa?

— À vontade.

— Qual é seu verdadeiro nome?

— Nome? Eu não tenho um, mas... Se quiser, me chame de H.H. E ela saiu tranquilamente com a moto pela cidade destruída.

— H.H?Perguntou-se ele, confuso.

Viu Mitsu agarrada nele, com uma cara inexpressiva, mas totalmente vermelha. Quando notou, deu um passo para trás e disse:

— D-desculpe.

A motoqueira sentia o vento contra ela. Perguntava-se o que Eiji queria ali. Sabia que estava tramando algo. Mas por ora, não se preocupou. Tirou o capacete para sentir o vento bater em sua cara. Pensativa, ela disse para si mesmo.

— Nome? Não sou digna de um. — Aliás, não sei mais do que sou digna, desde aquilo...

Capítulo 13: O Incidente das Quatro Horas II: Fim.

Notas finais
Próximo capítulo: Projeto H.H