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10 Capítulo 10 - Perseguição
[追求]
Capítulo 10 — Perseguição
O vento ecoava calmamente na noite. Mesmo com barulho ensudercedor do organismo vivo chamado cidade, o clima de solidão continuava o mesmo. Em uma das várias vias isoladas de Tóquio, as câmeras registravam o quase inexistente movimento.
De repente, uma moto negra passou por ali com uma velocidade imensuravelmente alta, fazendo as câmeras explodirem. Essa era a essência do Motoqueiro Negro.
O barulho ensurdecedor que mais parecia um relinchar de cavalo deixava o ambiente selvagem. Outra moto o perseguia com velocidade comparável. Nela, duas pessoas com trajes pretos estavam montadas. A que estava atrás, pulou repentinamente a frente do motoqueiro. Ele ia atropelá-lo e o partir ao meio. De um modo surreal, parando de uma velocidade máxima ao zero, ele freou e parou rente a pessoa. Ela sacou uma katana e tentou o golpear. Este pulou da moto, usando ela de alvo, que virou um tipo estranho de fumaça negra. A moto perseguidora parou atrás dele, fazendo um cerco impossível de se livrar. As duas pessoas se livraram dos capacetes e ali, Sano e Sakurai sorriam maliciosamente.
— Não ligo que tenham nos tirado do caso. Hoje eu corto esse Filho da Puta!
Gritou Sakurai, avançando contra o motoqueiro. Este defendeu o golpe com o braço e se torceu de uma maneira elasticamente impossível quando Sano atirou nele.
— Você tem nos causado bastante trabalho, desgraçado. Disse ele, rendendo o motoqueiro com uma adaga no pescoço. Ele continuou quieto. Pareceu olhar para o lado e afundou no chão. Apareceu atrás de Sakurai e o socou fortemente nas costas. Ele esboçou um típico sorriso seu e golpeou o motoqueiro, cortando sua cabeça fora. O corpo caiu no chão de bruços, e a cabeça rolou para longe. Sano levantou o cadáver decapitado e o olhou com desprezo.
— Tantas cantadas eu poderia dar. Mas tive que perder meu tempo com você.
Nesse momento, o corpo se mexeu e o socou na barriga e depois o chutou nas partes baixas, fazendo-o cair no chão. Golpeou Sakurai, este se defendeu com a Katana. O decapitado a apertou com a mão e a fez quebrar em inúmeras partes. Socou seu peito e depois chutou sua cara. Fazendo-o cair para o lado.
O motoqueiro decapitado saiu cambaleante e juntou sua cabeça no chão, limpou o capacete e se sentou na moto que havia se materializado ali. Soltando um riso medonho enquanto fugia.
— Eu ainda vou te castrar para me vingar, motoqueiro retardado! Gritou Sano, se levantando com dificuldade.
Sakurai, em uma cena rara, esboçou um sorriso no rosto e disse. Enquanto olhava para o véu escuro da madrugada.
— Isso me deu nostalgia dos tempos antigos.
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Uma pequena história:
Duas motos perseguiam um Youkai em uma estrada longe da cidade. Duas pessoas montadas em cada uma. Sano, Sakurai e Eiji e Rin.
Sano e seus cabelos ruivos esvoaçam no vento e sua barbicha ainda não havia crescido. Sakurai estava emburrado como sempre. Enquanto Eiji, com sua pele pálida como a de um morto e seus cabelos pretos nem tão longos o deixavam com cara bizarra enquanto ele brincava com uma faca, sorridente. Rin, a capitã da divisão oito era a mais velha ali. Risonha como sempre, deixando seus cabelos pretos amarrados em um rabo do cavalo. Isso a deixava com uma cara de encrenqueira, exatamente o que ela era.
Os jovens tinham 16 anos. Menos Sakurai, que tinha 14. Não aparentavam ligar para seu trabalho. Estavam ali por mérito e se divertiam mais do que o normal. Depois de encurralar o Youkai, Eiji fez o trabalho sujo, o cortando em partes.
Um dia, houve uma briga entre Sano e Eiji, a divisão parecia com os dias contados. Depois de Rin bater neles e obrigá-los a fazer as pazes, tudo parecia correr normal. O fato era que os dois amavam Rin e os dois tinham ideais diferentes de como seguir com o futuro da divisão.
Em um dia chuvoso Sano e Eiji brigaram de novo. O resultado foi:
Sano com lágrimas nos olhos ; Eiji com uma faca ensanguentada na mão e Rin estendida no chão, morta. Eiji desapareceu depois daquilo e Sano jurou que iria vingar sua amada senpai. Desde então, ele tem tentado entrar em missões que levam a Eiji, mas sempre é afastado misteriosamente.
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Nishi subia a rua de sua escola enquanto o pôr do sol caia sobre o horizonte. O acontecimento com Aki-chan tinha o abalado mentalmente e o deixado transtornado. Uma pessoa normal teria se suicidado. Mas ele decidiu seguir em frente. Não querendo se vingar. Até agora, ele não tinha nenhum objetivo em vida, e não havia descobrido um ainda. Mas ele tinha uma certeza: Queria acabar com aquilo.
Mesmo sendo repentino e sem pensar, isso já havia afetado a vida dele muitas e muitas vezes e ele estava determinado.
De repente, uma figura familiar parou a sua frente. O motoqueiro da outra vez estava barrando seu caminho. Ele desceu da moto e parou a frente de Nishi. Não havia reparado que tinham quase a mesma altura. Seu instinto disse para golpeá-lo, mas foi interrompido por um gesto que parecia de paz. O motoqueiro o seguiu em silêncio até o fim da subida e parou a sua frente de novo. Aquela figura misteriosa refletia a luz do sol com uma magnitude diferente.
Ele tirou o capacete e ali, uma mulher de beleza estonteante sorria para ele. Ela mostrou a língua, apresentando o zero tatuado ali. Tinha cabelos totalmente negros e repicados e sua franja ressaltava seus lindos olhos grandes e cinzas.
Nishi ficou sem palavras e antes de agir, ela o beijou.
Sentiu seu corpo amolecer. Pensou que seria atacado que nem antes, mas não. Ela o largou e abri uma parte do macacão, deixando visível um sensual decote. Piscou os olhos e falou maliciosamente:
— Se você sobreviver ao evento de amanhã, lhe darei um presentinho.
Capítulo 10 — Perseguição: Fim.
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