H.h
31 Capítulo 31 - Reunindo Forças
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Capítulo 31: Reunindo Forças
Qual é o conceito de força? O que é ser forte? Qual é a diferença entre força e ser realmente forte? A maioria das pessoas pensa que só ter força o torna forte. Há inúmeras raças no mundo que poderiam apagar um humano em questão de segundos, mas, elas têm um problema: Não sabem ser verdadeiros predadores, não são fortes o bastante. Os humanos são frágeis como formigas, mas eles souberam sobreviver e crescer, devastando os demais e tomando o poder. Há um único ponto em que eles falharam, quiseram ser fortes demais e não notaram que sua enorme ambição, era a causa de sua possível total destruição...
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Sano, que estava encostado em uma viga de um corredor de um pequeno prédio, vestia o tão temido uniforme de soldado da O.H.D. Sua respiração podia ser sentida fortemente contra a máscara de gás, o que o fazia parecer um robô. Bateu continência para a tropa que passou e torceu para que eles não reparassem muito nele. O céu parecia uma tela branca esperando ser pintada, sem nuvens, sem cor, vazio.
Os soldados em volta de Sano falavam italiano e alguns o inglês, pareciam atordoados com alguma coisa que rondava aquela pequena base e corriam para todos os lados. Ele botou o indicador direito no ouvido e apertou o botão que acionava o microfone do uniforme.
— Sano na linha.
— Posição?
— Atrás das torres de guarda, ao lado do prédio de controle.
— Situação?
— Alguns guardas rondando os corredores.
— Ok, aguarde próxima ação ao toque. Karen fora da linha.
Ele retirou a mão do ouvido e ficou parado por um momento. Botou a mão no bolso. Dele tirou uma faca enferrujada, com um grosso cabo e a lâmina um pouco curvada. Começou a fita-la, viu seu reflexo no pedaço de metal e disse:
— Olha pra mim, pareço até algum personagem melancólico e vingativo de filme ou algum anime. Bem... Ignorando isso, onde diabos ele deve estar?
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O arrastar dos corpos podia ser ouvido de longe, parecia que a pele de quem era arrastado era como se fosse cortada com um ralador de queijo. Mas ninguém iria querer estar perto daquele lugar para ouvir. Em algum lugar de uma cidade suja, havia um apartamentinho mal-pintado que era ofuscado pela ponte gigante que se encontrava à frente. Mesmo com três andares, aquele lugar conseguia ser mais apertado do que um corredor de uma loja em dia de liquidação, só que sem as mulheres histéricas.
— No-do-ka-chaaaan ~ Tenho dois presentes para você! Eiji puxava dois sacos que obviamente tinham corpos dentro, ambos batiam e rebatiam na escada. Chegou ao extremo do corredor e bateu na porta.
— Posso entrar?
O corredor continuou no desconfortável silêncio.
— Nodo... A porta voou e levou o magro Eiji consigo.
Do quarto, saiu um ser humano desfigurado e com os olhos brancos. Sua pele estava ressecada e descascando, sua boca estava maior que o normal e se assemelhava bastante a um zumbi, mas se diferenciava por algo, ele ainda estava consciente. Soltou um urro de dor e bateu a cabeça na parede, cambaleou para esquerda e se dirigiu a Eiji. Este se levantou e puxou uma faca do bolso, e, quando a criatura investiu com a mão, este a puxou e a trouxe para perto de si, perfurando sua garganta. Retirou lentamente e se desviou do corpo que caiu no chão, gemendo. Eiji limpou a faca com uma engraçada cara de nojo e suspirou.
— Outro que deu errado, onde está sua genialidade, Nodoka?
Adentrou o quarto e deu uma pequena olhada em volta. Ali, vários corpos que mais pareciam manequins estavam pendurados em um canto. Havia também uma maca, equipamentos estranhos, e, do outro lado, um adorável quarto de menina. Na cama, Nodoka parecia uma boneca dormindo.
— Pena que eu perdi a capacidade de admirar algo, se não eu diria: Que adorável.
Eiji riu consigo mesmo e tirou outra faca da manga. Cabo grande, enferrujada, lâmina curvada, a mesma que Sano carregava sempre consigo. Fitou seu reflexo e disse com desdém:
— Parei de admirar... E comecei a odiar.
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Sano e Karen corriam dos inúmeros soldados que vinham atrás deles, depois de ser descoberto, a estratégia complexa e muito bem feita era: “ Correr pra não morrer”.
— Karen-chan, posso fazer uma pergunta? Disse Sano com a respiração afobada.
— Não é uma boa hora para isso!
— Dane-se, vou perguntar. Por que diabos estamos invadindo uma base aleatória da O.H.D?!
— Idiota! Aleatória é a noção que você tem da realidade! Sua cara de descontentamento era até engraçada. — Hmm... Deixe me explicar, basicamente, aqui é onde atualmente estão os mais perigosos que se encontravam na Prisão de Gelo.
— Mas ela não explodiu junto com meio mundo?
Ela socou sano, era impressionante como os dois fugiam e conseguiam ter uma conversa aleatória ao mesmo tempo. — Cale-se e me deixe continuar! A O.H.D já sabia do ataque, ela está em todos os lugares, então decidiu guardar seus “tesouros” em uma base desconhecida.
Sano olhava para ela com os olhos cerrados e uma cara alegre.
— Isso não me interessa! Já disse que você é linda? ~
— Só não te enforco por que estamos em perseguição. Agora suba em mim!
— Oh! Já querendo acelerar as coisas? E ele foi pego por Karen transformada em lobisomem.
— Que selvagem! Faz até minha barbicha esvoaçar ao vento! Acho que vou me apaixonar, Karen-chan! ~
— Seja inconveniente outra hora e agora atire para trás!
Ele obedeceu e começou a atirar, derrubando um pouco da linha de frente de perseguidores. Sentiu um vento passar por cima de sua cabeça e viu o território à sua frente explodir, havia um gigante tanque negro perseguindo eles.
— O que eles querem com agente? Anda mais rápido, peludinha!
Karen deu um golpe com o rabo no rosto de Sano e parou repentinamente. Do céu, quatro lindas figuras que se assemelhavam a pássaros negros caíam e, em poucos segundos, colidiram com o chão, levantando uma imensa massa de poeira. Esses quatro eram: Mark, Arthur, Alicia e Al. Os últimos vampiros exibindo suas gigantes asas de morcego e fazendo um show no céu.
Karen e Sano chegaram até o lugar da colisão e viram um pequeno compartimento despedaçado. Os perseguidores pararam atrás e o tanque atirou contra os dois. Da massa de poeira, um vulto gigante saiu. Ele se botou a frente dos dois e segurou a bala do tanque com uma mão, a tocando de volta. Depois disso, correu e levantou a carcaça do mesmo e tocou nos soldados.
— YOOOOOO!
A criatura tinha seus 3 metros de puro músculo e uma pele branca com pinturas vermelhas no corpo, tinha um cabelo ruivo, grande, com dreads, e estava sem camisa. Por seu corpo, dezenas de correntes estavam presas.
— O QUE FAZEM AQUI?
Passos foram ouvidos da grande massa de poeira que baixava e pode se ver os quatro vampiros recolhendo suas belas asas negras e andando galantemente, enquanto sua pele voltava para cor normal.
— Ajax, não grite, meus ouvidos são sensíveis... Disse al, enquanto botava seus típicos óculos escuros para proteção.
— NÃO VOU LHES AGRADECER POR ME SOLTAR POR QUE NÃO É TÍPICO DE MINHA RAÇA, MAS, POR QUE ME SOLTARAM?
Ele tirou as mãos do ouvido e continuou:
Viemos aqui para reunir forças, se dispõe a nos ajudar?
— CLARO, NÃO É A TOA QUE ME CHAMAM POR OUTRO NOME... FORÇA!
Capítulo 31: Reunindo Forças: Fim.
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