Hey, whats wrong?
3 Tudo começa a dar errado, mas pelo menos tem chinchilas e porcos!
Notas iniciais
No dia seguinte acordei não com o despertador, mas com o barulho do celular tocando. Era engano. Que tipo de pessoa liga para alguém as 5 da manhã?!
Bem, como já estava quase na hora normal de acordar decidi levantar e ir me arrumar, quando terminei, desci para tomar café. Minha mãe estava em casa, então eu ela fez panqueca pra mim. Quando estava saindo de casa olhei o relógio e vi que eram 6:10. Ainda estava cedo, então resolvi ir até a casa de Amy e dar um susto nela.
Assim que cheguei, me encaminhei para a lateral casa, onde ficava a janela do quarto de Amy. Subo rapidamente colocando cada pé em um dos vasos de planta. Estava prestes a bater na janela, quando ouço ela conversando, aparentemente pelo celular:
–...Sarah, eu não posso, a Selena já está vindo...tá...acho que sim...você tem razão, eu ligo para a Selena e falo que eu quero ir para a escola sozinha...tá, tchau.
Fico atônita por alguns segundos e quase caio quando meu celular toca. Ainda bem que estava no modo de vibrar, por que se não Amy teria escutado seria um desastre.
–Alô? Oi Amy!
–Oi Sel, eu só liguei pra avisar que hoje o meu pai vai me levar para a escola.
–Por que ele vai te levar?
–Ele tava passando por aqui e resolveu me dar carona.
O celular ficou mudo por alguns instantes enquanto eu tentava entender o fato de que minha melhor amiga estava mentindo para mim:
–Tá -finalmente digo
–Te vejo na escola
–Te vejo lá
Saio correndo da casa de Amy o mais rápido que posso. Sento em um banco qualquer da rua e simplesmente fico vendo os carros passarem. Até ouvir uma voz conhecida:
–Sel? O que está fazendo aqui? -disse Charlotte
Sem perceber havia sentado em frente a casa de Charlotte. Que na verdade era bem bonita. Era uma tradicional casa de dois andares com uma fachada azul bebê e com jardim não tão florido quanto o de Amy, mais ainda assim era bonito. O que eu mais gostava era da casa na árvore construída por ela e seu pai em cima de um grande carvalho.
–Você está triste? -perguntou. Charlotte era uma menina um pouco baixinha, com cabelos ruivos e ondulados que iam até o ombro em tinha olhos castanhos esverdeados. Sua família era francesa e ela havia se mudado pra cá com 2 anos. Ela era minha segunda melhor amiga, ela era muito alegre e amável, todos a adoravam.
–Não -respondi friamente.
–Está sim- insistiu a menina.
E então eu cedi e acabei contando a história para ela. Charlotte era uma boa ouvinte, quando terminei de contar ela suspirou e disse:
– Será que você não está exagerando?
–Como?!
–Vocês são melhores amigas a anos, ela deve ter pensado que você não ia se importar se ela resolvesse ir para a escola com a Sarah.
–É, pode ser, mas acho melhor irmos logo para a escola.
Quando chegamos na escola Amy e Sarah já estavam lá, obviamente juntas e conversando, e Amy nem veio falar comigo quando eu cheguei, por algum motivo isso me dava uma imensa sensação de vazio.
Durante as aulas e no recreio mal falei com ela. E no fim da aula quando ela veio falar comigo, fingi que não ouvi a voz dela gritando meu nome e rapidamente saí da escola me dirigindo para a casa de Isa, para fazer o trabalho de matemática.
Eu, Alice, Jack e Charlotte chegamos quase que na mesma hora em frente a casa de Isa. Com casa quero dizer miniatura super detalhada de castelo. A família dela era uma tradicional família italiana e seus pais haviam se mudado pra cá à 7 anos, eles ainda tinham um pouco de sotaque. Na entrada da casa havia um portão com as iniciais BL (de Borelli, sobrenome da família) escritas em elegantes letras. Passando pelo portão havia um lindo chafariz com uma estátua no centro, um caminho de pedras nos levava até a casa e rodeando o caminho havia canteiros de flores com bonitas margaridas e rosas. A casa em si era de tijolo e tinha uma espécie de torre em uma das pontas. Assim que chegamos a casa havia uma senhora que parecia ser empregada da casa que disse:
–Por favor subam a escada e virem a direita para o terceiro andar.
Fizemos o caminho que ela orientou e nos deparamos com uma única porta de madeira no andar. Batemos na porta e ouvimos o som da voz da Isa pedindo para que entrássemos. O quarto dela era amplo e bonito e ao entrar reparei em duas coisas:
1- O quarto dela era a tal torre que eu tinha visto.
2- Havia uma gaiola com uma chinchila na mesa dela.
–Você tem uma chinchila de estimação? -perguntou Jack, como se tivesse lido meus pensamentos.
Jack era um menino alto, que tinha cabelos loiros dourado que iam até um pouco acima do ombro, tinha olhos castanhos muito claros e usava óculos. Ele era o melhor amigo de Luca e também era muito engraçado.
–Claro, chinchilas são fofas -respondeu Isa. Ela era um pouco mais baixa que eu e tinha cabelos lisos e castanhos claro que iam até um pouco abaixo do ombro e olhos castanhos. Era muito simpática e divertida, era muito bom te-la como amiga.
–Por que você não podia ter um animal normal, como uma gato ou um cachorro? -perguntei
–Ué, qual é o problema? Eu tenho um porco chamado Bacon! -exclamou Charlotte.
–Hahahaha, e você Alice? Me diz que pelo menos você tem um bicho de estimação normal! -disse rindo
–Kkkkkk, eu tenho um cachorro -respondeu ela e caímos no riso.
Alice era da minha altura e tinha o cabelo cabelo liso que ia até o meio das costas e que não dava para definir sendo loiro ou moreno, tava meio que num meio termo. Seu olhos eram de um verde muito bonito. Ela definitivamente era uma das mais malucas dos meus amigo e ficava o dia todo com o fone pendurado no ouvido, ouvindo musica, cantando e até mesmo dançando no meio da aula de educação física.
Quando terminamos o trabalho fui para casa e coloquei meu celular, que estava desde de manhã descarregado, para carregar. Tomei banho, jantei e estudei um pouco. Só quando fui deitar é que percebi que havia uma mensagem para mim.
Era de Amy:
–Preciso falar com você amanhã, é urgente!
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