Hey there, Hermione! - Fremione
3 Presente de Hermione
Notas iniciais
POV — Fred -
Quando a música acabou de tocar, Hermione chorava e sorria e eu sorri, passado uma mão pelo rosto dela.
– Gostou? – perguntei, apreensivo.
– Se eu gostei? Oh, Fred! – ela se jogou em meus braços, enchendo meu rosto de beijinhos e me abraçando forte – Eu amei!
– Que bom... – sorri, aliviado – Tenho mais um presente...
– Mais um? – ela me olhou com os olhos brilhando. Seria o melhor presente de TODOS!
– Sim.
Me virei no sofá e peguei uma caixa pequenina, em seguida me virei e, fingindo que cai, me joguei no chão.
– Fred! – ela se adiantou para mim – Você está bem?
Eu abri a caixinha e me virei para ela com um gigante sorriso no rosto, vendo seus olhos baterem na aliança e brilharem ainda mais.
– Hermione Jean Granger, eu te amo mais que tudo e quero passar o resto da minha vida ao seu lado! Então... – ela levou as mãos à boca, chorando – Quer se casar comigo?
Hermione parecia paralisada e eu esperei pacientemente até ela conseguir retirar as mãos da boca e responder, sorrindo.
– É tudo o que eu mais quero, Friederich Weasley!
Eu soltei a respiração que nem tinha notado estar prendendo e sorri novamente.
– Sério?
– Acha que eu mentiria sobre isso? – ela deu risada, inclinando lentamente a cabeça para o lado, quase apoiando-a no ombro.
– Não, eu só... – suspirei e retirei a aliança da caixinha, pegando a mão esquerda dele e colocando no dedo anelar, vendo-a se moldar ao dedo da minha futura esposa. – Eu só fiquei com medo – Sorri e beijei seu dedo antes de olhá-la fixamente. – Eu te amo tanto, Hermione!
– Oh Fred! – ela segurou meu rosto e abriu um lindo sorriso – Eu te amo mais do que tudo, meu amor – ela abaixou a cabeça e respirou fundo. – Nós seremos felizes, não é Freddie?
– Com toda certeza, meu amor! Seremos imensamente felizes assim que essa Guerra acabar.
Hermione continuou de cabeça baixa e eu estranhei um pouco sua atitude. O que será que estava acontecendo?
– Meu amor? Aconteceu alguma coisa? Você está bem? – acariciei seu rosto e ela ergueu a cabeça, com um meio sorriso nos lábios.
– Freddie, eu... – ela mordiscou o lábio inferior e eu me sentei ao lado dela no sofá, incentivando-a com o olhar, a falar o que quer que fosse – Eu estou com medo! Dessa guerra, desses tempos... Medo pelos meus amigos, medo pela minha família que já nem sabe mais quem sou, — ela suspirou antes de continuar – medo pela sua família que se tornou minha ao longo dos anos, medo por você, medo por... – ela voltou a abaixar a cabeça e apoiou as mãos no colo – nós!
– Mi, não tenha medo! Eu vou te proteger de tudo! – me aproximei mais dela, até ser capaz de sentir seu calor em minha pele, e acariciei seu rosto, erguendo-o para poder olhar fixamente para seus olhos – Eu sempre estarei com você, meu anjo. Não importa onde e nem quando. Estarei com você! Não deixarei que nada aconteça com você, entendeu? NADA! – dei ênfase à última palavra.
– Acho que... – ela sussurrou – que está na hora do seu presente, Friederich.
Eu sorri, e ela retribuiu, mas seu sorriso era fraco e eu estava apreensivo.
– Fred, eu juro, juro por tudo, que não estava nos planos, que não foi de propósito e nem nada disso. Eu não imaginei que aconteceria, eu simplesmente... – ela se silenciou e eu me arrepiei. Do que ela estava falando? Será que ela...
– Hermione, você... – respirei fundo – Você por um acaso me traiu?
– O QUE? – ela arregalou os olhos – FRED! Como se atreve a pensar algo assim de mim? Eu JAMAIS faria algo assim! Que ultraje! Oras... – tapei a boca dela com um beijo e logo a soltei, vendo-a balançar a cabeça para retomar os pensamentos. Eu sorri.
– Bom, se não me traiu, então porque tantas desculpas, meu amor?
– Fred, eu... – ela mordiscou novamente o lábio inferior e meu sorriso foi sumindo aos poucos, minha alegria dando espaço para a tremenda curiosidade que Hermione estava causando em mim, mas desta vez, não a interrompi e esperei até que ela encontrou as palavras certas para dizer o que quer que quisesse dizer – Eu estou grávida, Freddie!
Arregalei meus olhos e fiquei sem palavras. Eu ouvi direito? Grávida, ela disse? Com toda certeza? Com todas as letras? A frase completa? Ela disse mesmo? Quê? Eu vou ser pai? Eu... NO MEIO DE UMA GUERRA???
– Freddie? Freddie, meu amor? Freddoca? – ela acariciou meu rosto e eu a escutava, mas não encontrava minha voz para respondê-la. No meio de uma guerra! E não uma guerra qualquer... Uma guerra contra Você-Sabe-Quem! – Diz alguma coisa, Friederich! – ela estalou os dedos na frente do meu rosto diversas vezes e eu suspirei.
– Gr-gr-grávida, Mi? – eu sussurrei.
– Sinto muito, Fred. Eu... Como eu disse, não foi planejado, mas... naquela nossa última noite juntos, nós... nós não nos protegemos e... – ela mordiscou o lábio, nervosa em se explicar – e eu comecei a sentir enjôos durante as aparatações com os garotos, mas achei que fosse normal... até começar a sentir enjôos com as comidas que estávamos acostumados a comer. Harry e Ron acharam que eu estava doente, mas obviamente que não podíamos ir para o St.Mungus. Não podíamos correr o risco, não é? Os enjôos começaram a vir acompanhados de tonturas excessivas e leves desmaios. Eu e os meninos estávamos desesperados e Ron queria te contar o que estava acontecendo, mas eu não deixei. Não queria te preocupar. Então decidi passar pela A Toca antes de mais uma viagem atrás das Horcruxes e você já estava viajando com George com a rádio, então eu sabia que você não estaria por lá. – ela me olhou e soltou um longo suspiro – Sua mãe soube no momento em que me viu! Ela me olhou e disse: Hermione Granger, você está... Está grávida? – disse Hermione, em uma péssima imitação da voz de minha mãe. Tão péssima que me fez abrir um sorrisinho, o que pareceu alegrá-la. Grávida! – Eu não tinha suspeitado até então... Cheguei a pensar que meu atraso se devia ao fato de toda a tensão que me rodeava... Mas foi fácil associar a tromba ao elefante – ela deu de ombros. – Sua mãe tinha guardado, não me pergunte o porquê, um teste de gravidez trouxa no quarto. Provavelmente mais um dos objetos de estudo do seu pai, e me deu. Eu fiz e o resultado foi positivo. Sua mãe então chamou o médibruxo da família, e ele também confirmou. Estou prestes há completar quatro meses – o amor da minha vida levou as mãos até sua barriga e a acariciou com cuidado, sorrindo. – Sinto muito, Fred! Sei bem que não é a hora e nem o lugar ideal para se ter um filho... Mas aconteceu e eu... eu estou tão feliz! – ela prendeu o lábio inferior com os dentes e acho que estava esperando alguma reação minha. Eu também estava esperando alguma reação minha! REAJA FRIEDERICH WEASLEY!
– Mi, eu... – respirei fundo e sorri – Eu estou muito feliz! Eu juro que estou, eu só... É como você disse: Não é a hora e nem o lugar ideal para se ter um filho.
– Eu sei, Fred!
– Deixe-me falar, meu amor – segurei suas mãos e ela assentiu. – Você está correndo um grande perigo, ao viajar com Ronald e Harry atrás de Horcruxes, agora que está grávida... Claro que você sempre esteve correndo perigo e isso sempre me matou, mas agora... Agora não é apenas você! – acariciei suas mãos – Quero que me prometa que vai ficar aqui n’A Toca com a minha mãe. Ela vai cuidar bem de você e A Toca é protegida. Você estará segura aqui!
– Fred...
– Mione, por favor! Por favor por favor por favor por favor! Você sabe muito bem que eu não pediria para desistir dessa missão suicida se não fosse realmente importante. Hermione, é do nosso filho que estamos falando! – segurei seu rosto e a forcei a olhar no fundo dos meus olhos e ver todo o meu desespero. Seus olhos se encheram de lágrimas, mas hey... os meus já estavam vazando! – Mi, eu jamais poderia me perdoar se algo acontecesse com você... Imagina agora com o nosso filho! Eu vou no seu lugar. Vou com os garotos atrás das Horcruxes que faltam. Vou com eles até o fim do mundo se for preciso, mas você vai ficar aqui, em segurança!
– Fred, eles precisam de mim! Você por acaso consegue imaginar Ronald Weasley fazendo feitiços de proteção? Ou Harry Potter? Eles não conhecem nem os básicos praticamente. Como espera que eu os deixe a ver navios? – ela começou a chorar, acompanhando-me.
– Você me ensina! Mi, pensa bem! E se, Merlin que os livre, vocês forem capturados por comensais, sei lá, daqui a dois meses... Você com uma barriga enorme. Imagina o que Você-Sabe-Quem faria com você! Você é a melhor amiga de Harry Potter e ele sabe muito bem que Harry jamais a deixaria morrer. Ele a usaria para atrair o Harry e depois a mataria. Mataria a nós três! – eu chorava de soluçar – Mi, eu não posso te perder. Não posso viver num mundo onde você não está presente! Não dá! Não consigo.
– Shiiiiiiiii... – Hermione me puxou, me fazendo deitar a cabeça no colo dela, e começou a acariciar meus cabelos, enquanto me embalava lentamente – Shiii Freddoca, eu estou aqui. Está tudo bem... – ela também chorava, mas estava bem mais controlada que eu, que chorava como um bebê, “sonhando” acordado, com um mundo onde Hermione já não mais vivia. Eu não suportaria! Eu morreria junto! – Me desculpe, eu estou aqui. Não vou a lugar algum, meu amor. Vou ficar aqui, como me pediu. E você vai ficar comigo, porque eu não quero passar por essas mudanças sozinha, ok? – eu assenti. Ela ficaria! Eu faria o que fosse preciso para que ela ficasse. Mesmo que, para isso, eu tenha que abandonar George e nossa rádio clandestina. Eu faria. Faria isso por Hermione assim como ela estava fazendo isso por mim. E mais, por nosso filho!
Fiquei com esse pensamento na cabeça até que a ultima coisa que vi foi Hermione, deitada ao meu lado no grande sofá da sala de casa e a última coisa que ouvi foi um “Eu te amo, Freddoca!” antes de cair no sono.
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