Hey there, Hermione! - Fremione
5 A última vez
Notas iniciais
POV — Fred -
Eu queria acordá-la! Queria acordá-la e lhe dizer que tudo ficaria bem! Abraçá-la e nunca mais soltar, ficar com ela em meus braços, com meu mundo em meus braços. Mas eu não podia... Harry e Rony precisavam de mim. Os babacas foram capturados e estão presos na Mansão Malfoy. Como eu sei disso? Pode parecer incrível – e é! – mas Draco Malfoy em pessoa me contou. Na verdade, ele está aqui agora, me esperando no andar de baixo, junto com Dobby, o elfo, para que possamos ir até a Mansão e então, salvarmos aqueles dois babacas! Claro que eu estranhei quando Draco apareceu aqui. Quase o estuporei, mas ele foi mais rápido e gritou que os meninos tinham sido pegos. Depois de me contar toda a história, ele se foi e voltou com Dobby, que poderia, sem problemas, aparatar e desaparatar dentro da mansão protegida. Depois de bolarmos nosso plano, subi para me despedir do amor da minha vida, minha noiva que carrega meu filho. Sim, estamos esperando um menino que vai se chamar Anthony! Fui eu que escolhi. Hermione já está com sete meses então, pelos meus cálculos, os meninos conseguiram sobreviver três meses sem ela. Até que foi muito... eu tinha apostado em um! Eu suspirei e depois de beijar sua testa e deixar uma carta para ela em cima do criado-mudo, eu me afastei, indo embora enquanto pedia em meus pensamentos que Merlin protegesse minha família e me protegesse também, para que eu voltasse são e salvo para os braços de minha Hermione.
Quando eu pensei que teria sido tão não-difícil? Quer dizer, Rony quase morreu mas ainda assim, foi fácil! Aparatamos no porão, onde Harry, Rony, Luna e Olivaras estavam presos e Dobby aparatou com Malfoy, levando-o para onde deveria ir. Comentei com os garotos que assim que Dobby voltasse, iríamos embora mas então, um comensal apareceu e destruiu nossos planos, quando levou Rony lá pra cima, deixando os outros lá embaixo. Eu estava escondido na penumbra e não fui notado. Logo começamos a ouvir gritos e eu gelei. Estavam torturando meu irmão! Isso não poderia ser real! Entrei em desespero e então, depois de nos esforçarmos muito, já que a magia comum não estava funcionando com aquele maldito portão, Harry e eu conseguimos abrir o portão e ao sairmos, corremos seguindo os gritos de Rony que ecoavam pela mansão inteira. Eu já chorava, mas consegui soltar um “accio” e a varinha de Harry veio até nos. Agora, ambos estávamos armados e prontos para enfrentar o que fosse para salvar meu irmão. Quando chegamos na enorme sala, Rony estava encolhido no chão enquanto Bellatrix encostava sua varinha na temível tatuagem em seu braço, convocando o Lorde das Trevas que logo chegaria e nos mataria todos. Luna e Sr. Olivaras surgiram atrás de nós, junto de Dobby, que conseguiu nos defender e nos tirar de lá. Aparatamos na casa de Gui, mas Dobby foi atingido pelo punhal de Bellatrix e não sobreviveu. O clima era péssimo, mas eu enfim poderia ver o amor da minha vida.
Voltei para casa com Rony, Harry e Luna depois de alguns dias na casa de Gui sem que ninguém soubesse. Ao chegarmos, Hermione estava em prantos, ao lado de minha mãe, também em prantos. Ambas com olhos inchados e muito muito vermelhos. Não queria fazê-las sofrer, mas como não ajudaria os babacas? Ao nos ver, elas vieram correndo em nossa direção e eu abri meus braços, pensando que receberia um abraço de boas vindas... pelo contrário, recebi diversos tapas de ambas.
– COMO SE ATREVEU A SAIR DURANTE A NOITE, SE ESGUEIRAR PELOS CANTOS SEM ME AVISAR NADA! – elas diziam juntas – QUERIA NOS MATAR, SEU GRANDE IDIOTA? – isso foi Hermione quem disse.
– Amor, amor, amor! – segurei seus braços e a olhei fixamente – Amor, eu não podia contar pra você! Você não me deixaria ir, ou ia querer ir junto salvar os babacas, e eu não poderia deixar! Sei que você costuma se esquecer que o Anthony está ai dentro, mas ele está e você tem que se cuidar – a abracei e ela se calou. – Eu te amo e senti sua falta!
– Eu também senti sua falta! – ela sussurrou e ficamos abraçados por um tempo, até ela se desvencilhar de mim e correr para os meninos, batendo neles para em seguida abraçá-los forte, e depois falou com Luna. O Sr. Olivaras permaneceu na casa do Gui, porque ele estava muito fraco devido a diversas torturas que recebeu do próprio Lorde.
– Não vamos ficar por muito tempo – Rony disse, depois que estávamos todos sentados em volta da mesa, comendo a comida de mamãe. – Temos que ir para Hogwarts. Temos certeza que as ultimas horcruxes estão lá.
– Vamos com vocês – Hermione disse, empolgada e eu a olhei. – Não não! Não adianta, Fred! Eu sei que você vai e não vou me perdoar se ficar aqui, sentada, esperando você voltar para casa.
– Mi, não dá! Você já viu o seu tamanho? – Harry disse, e engoliu em seco depois de receber um olhar mortal de minha castanha. Ele pigarreou e eu prendi o riso. – Luna vai ficar com você. Vocês vão para a casa de Gui e Fleur. Eles estão com o Sr. Olivaras e a casa deles é totalmente protegida. Assim que conseguirmos destruir as horcruxes restantes, iremos nos encontrar com vocês.
– Vai ser divertido, Hermione – Luna disse, com um sorriso sonhador nos lábios. Divertido... certo...
– É, Luna... – Hermione murmurou de cabeça baixa.
Nos dois dias que se seguiram, fiquei a maior parte do tempo com Mione, mesmo quando estava bolando planos com os garotos. Não queria desgrudar dela ou do meu filho, porque só Merlin sabe quando nos veríamos de novo, não é?! Na nossa ultima noite juntos antes da minha pequena viagem, estávamos deitados, abraçados na cama, eu acariciava sua barriga e a beijava lentamente. Ela me abraçava e chorava, retribuindo meus beijos.
– Lembra da música que eu escrevi para você? – eu disse, enquanto a olhava fixamente. Ela assentiu. – Bom, eu vou voltar, meu amor... e seremos felizes para sempre juntos mas até lá – beijei o topo de seus cabelos emaranhados -, seja boazinha e não sinta minha falta!
– Oh, Fred! Eu te amo tanto! – ela disse, se aconchegando a mim o máximo que sua barriga permitia e eu sorri.
– Também te amo, Mi! Com todas as minhas forças. Me prometa que não vai se esquecer disso!
– Eu prometo... Mas tem que me prometer que vai voltar para casa. Para mim e para o Anthony!
– Eu estarei aqui, meu amor. Isso é uma promessa! E eu sempre cumpro minhas promessas – eu sorri e nos beijamos.
Aquela noite pareceu passar rápido demais e logo já estava na hora de partir. Depois do café da manhã, nos dirigimos até o local onde já podíamos aparatar e fomos todos – inclusive a mamãe – para a casa de Gui e Fleur. Eles nos receberam super bem e eu, Ron e Harry nos preparamos para ir embora. Depois de nos despedirmos de todos, foi a vez de Hermione. Ela se dirigiu primeiro aos meninos.
– Harry, tome muito cuidado! Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado fará de tudo para confundi-lo, para atraí-lo e para machucá-lo! Lembre-se das suas aulas de Oclumência! Por favor, não permita que ele te use! – Harry assentiu e eles se abraçaram muito forte. Depois que eles se soltaram, Mione se virou para o Rony e sorriu, abraçando-o. – Oh, Ron! Por favor, tome cuidado! Tente se lembrar das pronuncias corretas dos feitiços e da forma certa de balançar a varinha. Por favor, é importante! – Todos rimos e ela passou as mãos no rosto do ruivo que tinha as orelhas mais vermelhas que já vi na minha vida. Eles se abraçaram de novo depois que Rony prometeu se cuidar e então, o amor da minha vida virou-se para mim. – Freddy! – ela se jogou em meus braços e me abraçou tão forte... – Fred, por favor, me prometa que vai tomar cuidado, que vai voltar são e salvo para mim.
– Eu prometo meu amor! Não vou deixá-la. Nunca!
Engraçado como a vida é capaz de nos pregar peças.
Fomos para longe a fim de aparatar e a última coisa que vi antes de sumir no ar, foi minha Hermione sorrindo para mim, daquela forma mágica que apenas ela sabe sorrir.
Fale com o autor