Hey You!
1 Cap 1 - MUSTACHIO!
Notas iniciais
Olá! Sou Ray, estudo no terceiro ano do ensino médio, tenho notas horríveis, sou apenas um pouco tímida. Minha amiga sempre me chamou de debochada e sarcástica, o que eu não nego nada sobre meu sarcasmo.
Estou solteirona encalhada desde meu nascimento, e acho que estou pura... Acho...
Tenho um gato e adoro cabelos de "emo"... Não, eu não ouço screamo ou coisa do gênero, só acho aquele estilo de cabelo bem legal!
Atualmente estou à procura de um lugar para guardar meus cadernos que deram para mim, só estudos...
Hoje vou lhe contar, entrar na escola é uma coisa, outra coisa é ser encalhada e ver um monte de casaizinhos do primeiro ou segundo ano esfregando na minha cara.
Mas o que importa é que tenho minha mãe!
Ela sim é uma... Tá bem, isso não presta!
Bom, leitor, estou acabando com minha falha introdução de mim mesma, até o próximo capítulo!
Começando o dia...
5:30 a.m
*Triiiim* <~ Som de despertador
_Maldito seja este despertador — resmunguei enquanto me virava e cobria o rosto com o travesseiro.
_ACORDE RAIO DE SOOOL — apareceu meu querido e lindo pai saltitante retirando meu cobertor._HOOORA DE ACORDAR PARA IR ESTUDAAAR — cantava serelepe.
_Hoje é domingo, pai. A única hora que vou ter que acordar hoje é para ir comer! — resmunguei_Boa noite — falei puxando o cobertor das mão do meu precioso parente.
_Ray... — cochichou de forma doce._Rayza se você não levantar agora eu não vou deixar você comer pudim como sobremesa! — tentou me chantagear
_Eu tenho meus meios — bocejo_Good Night!
_LEVANTE AGORA DESTA CAMA, SE NÃO VOU LHE FORÇAR A CONVERSAR SOBRE TRICÔ COM SUA MÃE DURANTE DOIS DIAS SEM DORMIR! — tentou novamente me fazer sair da cama.
_É uma boa chantagem... Pena que eu posso fugir...
_Mas Raaaay — choramingou_Raaaaaay, Raaaaaaaaaaaaaaaay. — se ajoelhou perto da cama segurou minhas mãos e fez biquinho.
_Ok, eu saio! — ele festejou_Mas com uma condição!
_Qualquer coisa querida, desde que vá para a escola!
_Como eu disse é domingo! Minha condição é me deixar ir para a rua comprar uma coisinha...
Ele deixou os olhos entre abertos e me encarou desconfiado:
_Tudo bem! Eu deixo, mas vá com alguém pelo menos... — Sempre que ele hesita, eu sinto uma pontada de medo, porque sempre deixa a impressão de que está tramando algo._Leve o Peter com você! Ele iria adorar sua companhia! Principalmente que moram ao lado -não falei? Ele deve estar planejando algo com o nosso vizinho, Bob.
_Mas o Peter me odeia, pai!
_Que nada, é apenas um garoto tímido!
_Sei, e o Buda mora no nosso quintal! — me sentei na cama tirando o cobertor de cima de mim.
_Pooor favooor, querida! Sabe quanto tempo você não arranja um amigo. Vá!
_Eu tenho a Julli! Ela sempre foi uma grande amiga. — me levantei da cama e fui em direção ao banheiro.
_Por mim! Por seu presente de Halloween. — choramingava do outro lado da porta.
_Quem demônios recebe presente no Dia das Bruxas? — coloquei pasta na escova de dentes.
_Você se for ser ao menos simpática com o Pete!
_Jha esbá ho abelivando? — falei enquanto escovava os dentes.
_O que?
Cuspi e retirei a espuma.
_Já está o apelidando? — suspirei_Olha aqui pai, eu não sou simpática com quem me odeia, mas como você quer tanto que eu vá sair com ele, eu vou! Mas tenho outra condição!
Peguei a escova de cabelo e dei uma pequena escovada.
_Você vai ter que me dar no mínimo um agrado por dia até chegar Outubro.
_Mimadinha — murmurou
_Eu não sou mimada, você é que é teimoso, estou apenas esperando que tenha recompensa!
_Certo, vá se aprontar para a escola, hoje é segunda-feira. Não tente me enganar, meu celular tem calendário!
_Ok. Desculpa, me confundi, sabe que não sou tão malandra assim. — falei empurrando-o para fora do meu quarto.
_Ohayo! — me deu um beijo na bochecha e saiu sorridente.
_Otou-san, ohayo! — tentei falar.
~Alguns minutos depois da enrolação para achar a blusa do uniforme~
~Roupa da lindja Ray, para não dar uma de estilista, vou descrever o que eu uso na escola: Touca de lobo, cabelos soltos, blusa do uniforme, casaco, calça skinny e tênis All*Star.~
Desci as escadas rapidamente com a mochila nas costas, peguei uma torrada com geleia e fui em direção da porta.
_Espere um pouco aí mocinha! — meu pai falou
_Já estou indo — larguei a maçaneta da porta e o abracei.
_Quero beeeijinho — choramingou com um biquinho.
Lhe dou um beijo em sua bochecha e corro para a porta novamente.
_Tchau pai!
_Tenha cuidado!
Fechei a porta e andei para o metrô.
A rua era extensa e cheia de casas pequeninas, nossos vizinhos em sua maioria eram idosos e salariados. Estou morando com meu pai que é "separado" de minha mãe. Agora seu atual casamento é com sua mão direita e sua amante, a mão esquerda... Estranho.
Ao chegar perto da estação me encontro com Peter, que aparentemente parecia estar com vergonha ou nervoso, porque seu rosto estava corado, olhando para o chão e mexendo constantemente suas mãos.
Após entrar no "trem", me lembro do favor de hoje de manhã com meu pai, e resolvo puxar assunto, coisa que sou horrível:
_Olá! — sorri
_O-oi Ray-san. — O...k.... Ele está estranho demais!
_O que tem de novo?
_Coloquei um outro piercing, desta vez no lábio inferior...
_Sério? — me animei _Deixe-me ver!
_N-não dá! — se mantinha encolhido
_Como não?
_Eu fiz escondido.
_Hãn? Como assim, no lábio é bem legal, nos meus 15 anos eu fiz um também! — sorri mostrando os furos.
_Ainda usa?
_Claro! Mas só do outro lado do lábio, pois o cara furou errado, aquele viado! — Peter riu, e se endireitou na cadeira, ficando ereto.
_Ray, você é bem legal! Gostei de você! — o "trem" parou e ele sorriu
_Haha, obrigada! Também gostei de você! — Quando fui me levantar, ele puxou meu braço e me beijou.
Claro, como uma digna anta, eu paralisei e o vi sorrir de canto, podendo ver claramente seu piercing em formato de argola no lábio.
_Obrigada... Até! — me soltou e saiu do "trem" acenando para mim.
Apenas tomei conta de que estava viva depois de perceber que o trem ainda está parado e poderia se mover a qualquer momento.
Acho... Que fui enganada...
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