Hey Lord!
7 Sua governanta, aflita
Notas iniciais
Pov. Keyko
Engoli a seco, e ouvi alguém batendo na porta. A pessoa disse que quem ele havia chamado chegara. Então o diretor disse que poderiam entrar. Ninguém mais que Sebastian apareceu na porta, com o secretário(a) agarrado em seu braço.
"Uma palavra? FUDEU"
Ele parecia mais sério do que de costume. Ele "desgrudou" o secretário(a) de seu braço, entrou e fechou a porta. Ele se sentou em ao meu lado, o diretor ajeitou os óculos, e o encarou olhos nos olhos.
- Sebastian Michaelis- ele disse sério
- Willian Spears- ele disse no mesmo tom
"Eles se conhecem?"
- Bem, você é o novo tutor da garota certo?
- Sim
"Como assim tutor? Que eu saiba minha guarda ainda é da família Hiroshi..."
- Devo lhe informar que a senhorita Keyko criou um pequeno tumulto hoje, e não foi algo que poderíamos deixar passar
- Entendo, parece que pelo que o senhor havia me dito, ela esmurrou uma de suas colegas, certo?
Ele assentiu.
"Esmurrei? COLEGA?!"
- Eu realmente peço desculpas, ela tem esse tipo de problema desde a infância
- Eu sei, e pelo que vi ela já frequentou psiquiatras, correto?
- Sim
"Mas o que mais eles sabem sobre mim? O dia que eu menstruei a primeira vez também? Que saco!"
- Desculpe, eu entendo o motivo para ela ter perdido a calma, e pelo fato de isso poder ser um problema psicológico, ela não será suspensa, mas terá uma advertência e um pequeno pacote com dez consultas no psicólogo da escola
- Que!?- discordei, e num tom alto- desculpe- voltei ao meu normal para não parecer mal educada- aquilo foi um acidente, não quero voltar a ir nesses lugares, as pessoas irão me achar doida
- A senhorita não é louca, irá apenas conversar com o psicólogo mais nada
Cruzei os braços, enquanto ele dava um pequeno papel para o mordomo assinar.
- Certo, esta liberada para voltar a aula assim que o sinal bater novamente
Assenti e acompanhei Sebastian até a porta principal do colégio.
- Sebastian...- eu chamei num tom baixo e um pouco preocupado
- Hm?
- Que história é essa de novo tutor?
- Bem, não é nada de mais... A família Hiroshi passou sua guarda para mim
- MAS EIN?- perguntei assustada- Como assim? Do que você ta falando? Porque?
- Eles iriam te contar em breve
- Mas... Como assim? Me explica isso- eu disse aflita
- Pelo que eu soube, eles conseguiram o contato de alguém importante da família que ainda mora no Japão, e em breve iram voltar para lá
Eu arregalei os olhos.
- E você não é japonesa, não pode morar la legalmente
- Claro que posso! Eles me adotaram, sou da família deles!
- Keyko me escute, é melhor pra você ficar na Inglaterra, foi aqui que você nasceu, sua casa é aqui- ele disse num tom carinhoso, muito estranho
- NÃO! Eles não podiam ter feito isso!- uma lágrima caiu no canto de meus olhos- Eu quero ficar com eles, eles são minha família...
- Não, não são- ele disse sério- sei onde esta sua família de verdade, e não são eles
Eu o olhei pra ele com a expressão mais confusa possível, não estava entendo, como assim família de verdade? Me disseram que eu fui encontrada na rua, não há como um mordomo saber quem são meus pais.
- Como?- sequei a lágrima enquanto ele ia em direção a porta
- Você ainda não esta pronta para saber sobre isso, te contarei logo, agora volte para sua sala, conversaremos sobre isso mais tarde
Ele saiu, me deixando confusa, com um milhão de pensamentos, aquilo só poderia ser um pesadelo, minha família adotiva não faria isso. Não me deixariam a tutela de qualquer um. Ou aquilo era uma pegadinha ou tem algo muito estranho nessa história.
Eu então voltei para sala quando o sinal tocou, entrei e fui recebida por olhares assustados, outros me vaiavam, e a garota, aquela maldita garota, fingia-se de vítima para
suas amiguinhas.
***
Pov. Ciel
Bateu então o sinal da segunda aula, alguém abriu a porta, eu sentava no fundo, como sou relativamente baixo, não vi. Mas pelos olhares e vaias, era Keyko com toda certeza. Ela entrou e veio em minha direção, sua carteira era bem ao meu lado. Ela parecia triste e confusa, mas eu não irei perguntar isso a ela, não agora.
A aula foi um inferno, as pessoas não paravam de falar, e jogar bolinhas de papel nela, algumas eram em mim, e nelas estavam escritas coisas como "cuida do seu monstrinho, mestre" ou "não sabia que viado agora tem guarda costas". Eu ignorei, e enfim a aula acabou.
Saímos juntos da sala e em silêncio. Então eu resolvi perguntar, o que havia ocorrido.
- Keyko... Esta tudo bem?
- E-esta bocchan... desculpe, não sei se viu aquilo, mas se viu, eu juro que foi um acidente, não consegui me segurar
- Eu vi sim... Você deu uma bela lição naquela menina, e teve sorte por não ter sido suspensa- eu sorri tentando consola-la
Então a única coisa que eu vi foi ela chorando, não pensei duas vezes e fiz algo que eu nunca havia feito antes, eu a abracei, eu não era tão baixo quanto antes, ela era mais baixa que eu, então encostei minha testa em sua cabeça.
- E-ei, o que houve?
- Eu... eu- ela estava surpresa com minha reação, seu rosto estava muito vermelho- eu estou confusa- ela retribuiu o abraço- não sei o que esta havendo
- Tem haver com eu ter visto o Sebastian passando pelo corredor?
- S-sim
- Me conta, o que houve, sou seu amigo lembra? Quero te ajudar
- Eu, só quero uma explicação lógica para minha família ter passado minha guarda para seu mordomo
Arregalei os olhos, mas que raios ele assinaria uma coisa dessas, porque deram a guarda dela? Ela vai morar na minha casa agora? Alguém vinha no corredor, em nossa direção, eu a soltei.
"GRELL!?"
- Senhorita, suas consultas começam hoje mesmo, por favor me acompanhe?- ele a chamou e me encarou
- Consultas ?- perguntei
- É, o diretor disse que eu não seria suspensa, mas teria que começar a ir ao psicólogo da escola, Sebastian ja sabe, mas avise ele por mim por favor
Assenti e segui meu caminho de volta para casa.
***
Pov. Keyko
Eu segui o secretário(a) até a sala do bendito psicólogo. Eu realmente não queria ir, mas fui. Ele bateu na porta e saiu me deixando la parada. Um homem bem alto, cabelos curtos e brancos, olhos cinzas que pareciam ser azuis, com um aspecto estrangeiro, abriu a porta e pediu para que eu entrasse.
Ele tinha um sorriso muito simpático, e usava alguma coisa na testa, acho que se chama bindi, ele deve ser indiano. Ele apontou para uma poltrona cheia de almofadas fofinhas, indicando para que eu me sentasse.
- Olá senhorita Keyko, me chamo Agni, prazer- ele estendeu a mão para mim e eu o cumprimentei
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