Hey, I Love You, Seaweed Brain!
10 Voltando pra você.
Notas iniciais
Primeiramente queria me desculpar pela demora de postar. Eu estava sem criatividade e já estava ficando louca por causa disso e espero que vocês me entendam :(((
E, por último, esse capítulo é a conversa tão esperada. Sim, é percabeth e sim, vocês vão até sonhar com isso! (só que não...) hahahahaha!
Depois de estarmos longe o suficiente e aquele silêncio constrangedor instalar-se entre nós eu respirei fundo. Contei até cinco. Olhei para o céu e desejei ser um pássaro, para poder voar dali e não olhar para trás. Mas, agora que eu tinha começado, tinha que terminar.
Eu precisava ser direta. Agora, observando seu corte de cabelo perfeito e o seu jeito diferente – de um modo bom – de andar, eu sabia em que "botão" eu precisava apertar.
Apesar de ter esse rolo com Jason, nesse momento de aperto, eu comecei a entender uma coisa. E era isso que eu tinha que saber.
-Percy, o que você sente por mim?
Meu tom de voz estava calmo, neutro, inalterável. De início, a expressão de Percy ficou rígida, mas logo relaxou. Ele olhou para mim e eu percebi que a cor dos seus olhos estava mais viva do que eu já tinha reparado.
-Porque você quer saber? – ele perguntou, analisando minha expressão. Será que eu denunciava algo que nem eu mesma sabia?
-Responda a minha, primeiro – eu disse rápido. Arrependi-me, pois talvez pudesse ter mudado o rumo da conversa e gerar uma discussão com ele, mas isso não pareceu afetá-lo. Ele ia responder.
Ele respirou fundo e olhou para o horizonte. Ele não queria me olhar?
-Eu... – ele fez uma pausa, e eu decidi não intervir. Precisava dar espaço. – Não tenho muita certeza.
-Por quê? – eu perguntei um pouco incomodada. Ou melhor, intrigada.
-Você quer saber mesmo? – ele perguntou, e me encarou. Seus olhos já eram o bastante para mim entender: isso estava crucificando-o.
Eu assenti.
-Você quebrou o meu coração, Annabeth. – ele fez uma pausa. – É isso.
Foi como se eu estivesse em um desenho animado e aqueles pianos pretos caíssem em cima de mim, me transformando em uma panqueca. Ou qualquer coisa parecida.
Meu coração quebrou-se instantaneamente. O motivo? Eu ainda não tenho certeza. Mas eu estava lutando comigo mesma pra não chorar. Ou lutando para não abraçá-lo.
-Eu... Nem sei o que dizer. – eu estava atordoada demais para falar alguma coisa. Eu não conseguia olhar pra ele.
Ele sorriu.
-Agora, responda a minha pergunta.
Ah, sim, a pergunta, eu pensei. O que eu digo?
-Você estava estranho comigo. Eu estava preocupada e um pouco chateada, também. E agora eu sei o por que.
-Mas acho que isso não vai fazer diferença, né?
Senti um aperto no meu coração.
-Eu não sei.
Ele ficou sério.
Comecei á me lembrar, então, de algumas coisas.
“Você deve ser a Annabeth.” Ele disse, quando nos conhecemos.
“Se você não me procurar, eu te procuro.” Ele me disse uma vez, enquanto eu desabafava com ele e ele tentava me animar.
-Percy, você vai me perdoar, algum dia? – e foi só isso que eu consegui perguntar.
Ele sorriu para mim.
-Você quebrou o meu coração. Mas, apesar disso, ele é seu.
Eu sorri para ele. Não sabia se foi por causa de alívio. Ou se foi por saber que o coração dele é meu. E o meu...
-O meu é seu. – eu disse para ele.
Ele me olhou surpreso. Até eu estava. Talvez olhando através dos meus olhos pra ter certeza de que eu não estava brincando com ele.
-Por favor – eu implorei. – Diga alguma coisa.
Ele riu.
-Eu estou achando isso tão...
-Estranho? Diferente? – eu adivinhei.
Ele concordou.
-Mas eu aceito o seu coração.
Eis uma confissão, agora:
O que eu sentia por Jason, depois disso, pareceu insignificante. Acho que foi só impulso do momento, ânsia de ser aceita e ser amada por alguém. Mas isso agora parecia ser uma simples ilusão, e eu esperava que ele pudesse me perdoar por esse transtorno emocional.
E, vê-lo ali, parado perto de mim, dizendo todas aquelas coisas. Se eu não sentisse tudo isso eu saberia que os meus sentimentos por ele não passam de amizade. Mas acontece que, quando ele disse que o coração dele era meu, eu senti aquelas malditas borboletas no estômago.
E eu não podia mais esconder isso. Quando eu o conheci eu fiquei encantada, mas eu tentava negar. Porque eu sempre tive esse problema de não me arriscar. E, o Jason estava ao meu alcance. Percy já era diferente: esperava ser correspondido.
Eu não posso, ainda, dizer que eu o amo. Porque eu não tenho certeza. Mas eu não quero afastá-lo e nem dar a entender que eu não estava interessada. Nossa, que confuso! Mas é a pura verdade.
AH, Percy Jackson...
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