Hexe

14 13. Escolha crucial


Notas iniciais
Bom antes de mais nada eu queria agradecer a dona TheDuff por me avisar sobre um erro de gramática que existia no capítulo anterior e que eu não havia notado antes de postar. E me avisem se por acaso acharem alguma coisa errada nessa capítulo, afinal eu não sou tão ninja assim! Boa leitura!

O gosto de cigarro, a boca macia e quente, as mãos que apertavam o meu corpo e me traziam cada vez mais e mais perto do seu. Era isso o que ele estava fazendo,

O que o Senhor Grisalho estava fazendo.

Eu estava tão estranha. O meu coração batia rápido, meu corpo estava queimando, meu cérebro estava embaralhado, mas o que mais vinha em minha mente era: "Continue, não pare nunca".

Eu já havia me sentido assim antes, muitos e muitos anos atrás, só que fazia tanto tempo que a experiência havia ocorrido que eu não lembrava mais como era. Peter me fez lembrar, ele era um bom professor.

Eu comecei a desabotoar a sua camisa enquanto ele acendia um cigarro e me esperava terminar aquela tarefa simples. Minhas mãos estavam tremendo. As dele também, percebi quando ele tentava acender o isqueiro. Demorou um pouco até ele conseguir. Ele tragou. O cheiro e a fumaça impregnaram o local, era como se o cheiro dele estivesse nas paredes, nas carteiras, nas cadeiras, em todo o lugar. Aquilo estava me enlouquecendo... de um jeito bom. Me excitava.

A camiseta caiu no chão, sorri com aquilo, pude ver seu tórax e os pelos prateados que nele existiam. Ele me segurou em seus braços e minhas pernas se enroscaram em seu corpo. Ele me colocou delicadamente na carteira que fica ao lado da porta (a carteira maior, a do professor no caso) e ela serviria bem. Minhas costas estavam deitadas nela, as pernas estavam fora dela. Peter estava bem perto de mim e ele se inclinou fazendo nossos rostos ficarem muito próximos um do outro... só que... por um segundo veio a incerteza, eu vi em seus olhos, mas não deixei que ela se manifestasse. O beijei de novo, ele retribui novamente, mas eu vi uma lágrima, uma tímida lagrima, descer pelo seu rosto.

Ele queria, mas ele estava dividido.

"Kate vs Christine" era isso que estava acontecendo. Era ela que o deixava dividido.

Eu limpei a lágrima que estava em seu rosto com um beijo. Ele sorriu, um sorriso triste, e se afastou alguns milímetros de mim e olhou meu rosto.

— Não... não posso... — Ele murmurou.

Eu não respondi, não havia necessidade. Eu o entendia. Se do nada a Amanda retornasse... se ela não tivesse morrido a séculos atrás... se ela vivesse eu ficaria em duvida. Meu cérebro estaria danificado de tanto pensar em quem escolher. "Peter ou Amanda?" isso martelaria em meu cérebro sem parar. Com certeza ele se sentia assim, eu não podia pedir demais dele.

Quando eu estava preste a dizer "tudo bem" a porta da sala se abriu, a porta que eu havia trancado, Peter e eu olhamos em direção a ela e o que vimos nos espantou... mais a ele do que a mim.

Christine estava ali olhando pra nós com um semblante perplexo. Ela ficou parada ali por um minuto, mas pra mim pareceu uma eternidade. Lágrimas começaram a descer de seus olhos, lágrimas de raiva, e ela começou a gritar:

— COMO PODE FAZER ISSO COMIGO!! — Ela limpou as lágrimas que permaneceram em seu rosto com rispidez. Ela saiu correndo daquele cômodo.

Peter se afastou de mim, pegou a camisa que estava no chão da sala, a vestiu, e saiu da mesma apressado enquanto tentava abotoar os botões que eu havia desabotoado.

E ele estava tão perplexo quando saiu que nem notou o mesmo faxineiro de antes com um molho de chaves em mãos parado ao lado da porta. Ele também estava perplexo com a situação.

— Olá — O cumprimentei rapidamente antes de sair da sala.

Agora nós três estávamos no corredor que dava as salas de aula, eu estava bem afastada deles é claro, mas dava pra sentir a tensão vindo dos dois. Estava contando com uma briga daquelas...

... Eu posso ser cruel as vezes.

— Christine espera! Me escuta por favor eu sinto...

Ela deu meia volta e o olhou, seus olhos estavam vermelhos pelo choro e a raiva estava estampada em seu rosto.

— Se você disser: "eu sinto muito" — Ela disse o interrompendo — Eu darei um tapa na sua cara! — Ela respirou fundo tentando se manter calma — Eu vou dizer uma coisa Peter, uma coisa importante então me escute bem... — Ele concordou com a cabeça, ela continuou — Eu vou sair do colégio agora e eu quero que você vá atrás de mim, mas se você for é pra valer, ok? Eu vou te dar essa chance e vou esquecer que um dia na minha vida eu vi essa... essa... PIRRALHA com você!

"Pirralha?" Pensei.

— Mas — Ela continuou — Se você não vier atrás de mim... bom... então acabou tudo entre nós e eu não voltarei atrás em minha decisão... — Ela foi até ele e beijou por alguns segundo aqueles lábios cheios de nicotina, que eram meus por direito, e se afastou do Senhor Grisalho — Só... faça a escolha certa... — Ela saiu do colégio com uma determinação que eu nunca pensei existir naquele ser humano.

Peter ficou ali, estático, e eu não sabia qual seria a sua ação seguinte.

Ele iria atrás dela ou ele decidiria, finalmente, que seria meu.

E eu o olhei tentando descobrir o que estava passando em sua cabeça.

Notas finais
Sigam o exemplo da Cupcake Assassino, Samara, Whatever, MiihChan & TheDuff: Comentem! Sempre gosto de ler a opinião de vocês!