He's Not Emma Swan.

2 Madly in love with Regina Mills


Notas iniciais
Ois, desculpem pela demora, mas eu tava toda enrolada com provas viagens etcccc. Sem mais delongas aqui vai o segundo cap. Ficamos muuuito felizes com as várias visualizações logo no primeiro cap! Então, voltamos depois de 84 anos como a nossa querida leitora Sabrina diz. SABRIS, DEUS É TOP! Espero que estejam gostando tanto quanto eu a Isa estamos... Falando nela, Isabelle thanks for being my homecoming queen. I love you. Boa leituraaaa, enjoy it! Ahhh, também se quiserem uma música para escutarem junto, tem essa: it's not over - daughtry, mas só porque a minha querida parceira colocou a fic em categoria songfic, hahaha.

Flashback On

O celular de Emma não parava de tocar e apitar com ligações e notificações de Regina se manifestando por todas as redes sociais que elas tinham em comum.

As provas finais haviam começado há dois dias e todos estavam na maior concentração e foco para fechar o ano. Mas Regina não via a melhor amiga pelos mesmos dois dias, desde a hora em que a loira esbravejou verdades para cima de Robin e saiu batendo os pés pelo refeitório da escola, e por isso Regina estava preocupada. Não apenas pelo fato de que ser a rainha do baile agora estava dependendo de um pedido de desculpas, mas também sentia falta — mesmo que só fossem algumas horas — de Emma.

"Mãe, vou à casa da Emma e volto para o jantar tá legal?" A morena pegou as chaves do carro na cozinha e falava com a mãe já saindo pela porta.

"Regina você já estudou hoje filha?"

"Sim, mãe. Quando eu deixo de estudar?" Ela revirou os olhos bufando.

"Nunca..."

"Então..."

"Tudo bem, vá logo."

Seu limite de saudade e criancice havia explodido, não valia a pena ficar brigada com Emma por algo tão idiota. Regina deu partida no carro, dirigiu até a porta da casa da amiga e lá chegando mandou uma mensagem de ultimato para ela.

'Estou a passos da porta da sua casa. Venha aqui fora para que possamos resolver isso como duas adultas e melhores amigas como somos, por favor.'

Alguns minutos depois se pôde ver Emma vestida com um short de academia e uma blusinha solta atravessar o jardim.

"O que você quer?" Disse friamente sem nem olhar nos olhos dela.

"Emma, quero conversar." Regina disse saindo do carro.

"Sobre o que Regina? Eu estava estudando." Cruzou os braços e a morena arqueou ambas as sobrancelhas.

"Jura que estudar é mais importante do que eu?"

"É desde quando Robin se tornou mais importante pra você do que eu."

"Emma!" Chamou atenção.

"Regina!" Emma chamou de volta.

"Quantos anos você tem?"

"Ah, então você quer mesmo brigar?" Regina se recompôs, respirou fundo e negou com um movimento de cabeça. Lembrou-se de que definitivamente não eram mais as menininhas que discutiam por sabor de sorvete ou uma boneca, agora os assuntos eram mais sérios e as consequências com certeza seriam mais drásticas e para Regina pensar em perder Emma já lhe dava uma bela gastrite nervosa.

"Não... Me desculpe. Eu não vim aqui para brigar, discutir ou qualquer coisa do gênero. Vim me desculpar em primeiro lugar. Por colocá-la nessa posição de contato com o Robin." Fitava ora a calçada fria ora os olhos azuis de Emma.

"Não estou puta por causa disso Regina. Eu faria a coreografia e o ensinaria, com toda a paciência do mundo. O único problema é que ele é um imbecil, e parece que só você não enxerga." Emma ainda tinha os braços cruzados e a raiva rondava cada centímetro de seu corpo.

"Emma!" Esbravejou.

"Desculpa. Eu não me conformo." Arrumou alguns fios de cabelo para trás e escutou a amiga respirar fundo novamente.

"Podemos ignorar isso? Por mim! Por favor... Eu o farei ficar calado, todos os ensaios, eu prometo. Você ainda faria por mim, Em?" Regina deu um passo à frente e juntou um pouco as sobrancelhas, ficando com aquela carinha convincente. Emma bufou, revirou os olhos e pensou umas quinze vezes em dizer não.

"Por você Regina. Só por que é você." Quinze vezes não foram necessárias, claramente. Foi atingida por um forte abraço é uma risada deliciosa em seu ouvido.

"Obrigada! Eu sabia que você não me deixaria! Eu te amo! Obrigada!" Foram repetidos milhões de agradecimentos e pequenos gritos acompanhados de abraços apertados e aconchegantes. Regina estava feliz novamente o que consequentemente (e infelizmente de outro ponto de vista) deixava Emma feliz também.

"Eu nunca te deixaria Regina. Nunca." Disse séria e causou um silêncio no momento. Continuaram abraçadas, porém Regina havia parado de surtar e apenas sentiu o significante abraço que a amiga estava lhe dando. Amiga...?

"Eu também não te deixaria, Em." A loira soltou-se do abraço e segurando as pequenas mãos de Regina levantou uma sobrancelha.

"É, eu não sei não."

"Como não?" A morena indignou-se.

"Regina se estivéssemos num incêndio e você conseguisse salvar apenas uma pessoa. Escolheria eu ou Robin?" O tom brincalhão com um fundo sério predominava na expressão de Emma.

"Você." Ela disse como se fosse algo muito óbvio.

"Está blefando." Emma semicerrou os olhos.

"Não estou não. Falo a verdade. Eu escolheria você Emma, sem dúvidas." Regina suspirou pelo que seria a quarta ou quinta vez durante aquela conversa. "Você esteve presente durante a minha vida toda, quem sabe até mais do que a minha própria mãe. Sempre me apoiou pro que fosse. E se não fosse, você me dava uma dura na cabeça e consertávamos juntas a situação. Você sempre gostou de quem eu era, gosta de quem eu sou e tenho certeza que gostará de quem eu ainda serei, você não exige de mim, você só me ama por ser Regina Mills. E eu nunca trocaria isso na vida. Por nada. Nós meio que, nos completamos sabe? Andamos juntas nessa. Né?" A loira apenas assentiu. "E eu amo o Robin, Emma. Eu amo ele e não posso dizer que não. Se eu negasse seria uma mentira. E apesar de ele ter uma grande parte de mim, não toda, mas grande parte, não me sinto segura, nem protegida. Às vezes o namoro me consome e admito que a sinceridade dele falha de vez em quando." Contou fitando o chão.

"De vez em quando?!" Ironizou Emma.

"Pega leve!"

"Desculpa..."

"Tudo bem... O ponto é que eu não o escolheria porque mesmo sentindo uma falta absurda dele, sei que nada nessa vida nem em outra substituiria você, Em."

"Odeio o quão boa você é com as palavras Regina."

"Ai... Me desculpe por isso..." Ambas riram e trataram de se abraçar novamente.

"Obrigada por ter vindo até aqui." Sussurrou em meio aos fios negros.

"Você é a minha melhor amiga! Eu iria atrás de você até o fim do mundo!" Apertou mais o abraço e desvencilharam-se.

"Onde é esse fim então para irmos e não voltarmos nunca mais?" Regina riu e Emma sorriu pela reação da amiga, porém ela não havia querido dizer menos do que aquelas palavras realmente significavam.

"Em..."

"Oi." Emma procurou as belas íris negras para encarar, mas Regina estava sem graça.

"Eu..." A expressão da amiga a entregou e logo Emma percebeu sobre o que ela estava tentando falar.

"Ah... Sim! Tudo bem. Já havia aceitado Regina. Vou cumprir a minha palavra. Começamos na quinta, que tal?" Deu um tiro em disparada e sorriu.

"Você é a melhor pessoa na face da terra! Já disse que amo você hoje?" Emma maravilhou-se com o majestoso e brilhante sorriso que apareceu no rosto da melhor amiga.

"Já. Mas nada mal ouvir novamente." Brincou, porém aquilo em algum universo da cabeça dela havia muita verdade. Sempre ansiava que Regina dissesse mais sobre "amar" e suas inúmeras variáveis.

"Amo você!" Sorriu com os lábios, sincera.

"Eu também te amo..."

"E então, na quinta que horas?" Rapidamente deixaram aquele assunto de lado, nenhuma delas estava afim chorar.

"Depois do almoço vou pra sua casa?"

"Almoça lá." Regina convidou.

"Não..."

"Por quê?"

"Regina quem vai almoçar com você?" Aquilo não era óbvio? Emma quase revirou os olhos, mas controlou-se.

"Ah... Desculpa."

"Tudo bem. Avisem quando você e o "dois pés esquerdos" terminarem de almoçar, vou pra lá." Regina riu não querendo rir.

"Ok! Obrigada de novo, Em."

"Só. Por sua causa. Só por sua causa."

Flashback Off

Quinta-feira pela manhã

Primeiro dia de ensaio

Praticamente voei pelo corredor que dava na sala em que eu fazia prova levando um resumo em mãos e tentando lê-lo pela milionésima vez. Entrei desesperada dentro da sala sabendo que estava atrasada.

"Bom dia, Emma. Sente-se rápido." Srta. Blue disse-me rapidamente enquanto ela já segurava os testes na mão.

"Bom dia, me desculpe." Tomei meu lugar e observei a professora entregar as provas.

"Pss" Ouvi algo vindo do fundo da sala. "Psss" Novamente, um pouco mais longo. "Emma!" Agora um sussurro. Olhei para aquela direção. Era Regina. "Oi!" Ela acenou para mim e sorriu toda inocente. Aqueles sentimentos pesados e estressantes que estavam me rodeando desde o minuto em que despertei se esvaíram e eu pude sorrir. Mexi os lábios respondendo um "Oi". Ficava claro, então, mais uma vez, num minúsculo gesto, o quanto eu era apaixonada pelo sorriso de Regina e o quanto de mim ela tinha.

Voltei minha atenção para as provas que acabaram de serem colocadas sob a minha mesa e as completei em menos de três horas.

Depois daquilo me retirei da sala e fui para o gramado frontal onde eu sempre esperava Regina depois das provas. Ela logo saiu desfilando pelo corredor me fazendo involuntariamente sorrir.

"Como foi?" Ela disse ao sentar-se ao meu lado no banco.

"Bem! E você?" Sorria e me observava.

"Espero que bem também, estudei um monte..."

"Você sempre diz isso com essa mesma cara. Você foi bem." A encorajei e continuei lendo meus resumos.

"Qual sua próxima?"

"Filosofia."

"Só?"

"Minha última de hoje."

"Ok. Nos encontramos onde?" Aquele detalhe me fez lembrar o quão desagradável seriam minhas próximas tardes incluindo aquela.

"Lá na sua casa depois do almoço para podermos ensaiar."

"Sim! Certo. Eu te ligo. Boa sorte na prova." Regina levantou-se do meu lado e andou para longe. Eu a acompanhei com o olhar, abobada com seus cabelos esvoaçando com o vento, aquela calça jeans que realçava todos os centímetros de sua perna e não menos importante aquele sorriso constante o qual ela parecia ter no rosto vinte e quatro horas por dia.

"Pra você também, amiga." Desejei, porém inutilmente. Ela nem me escutava mais.

Esperei o sinal bater para me dirigir até a próxima prova daquele período quando um idiota-líder acompanhado de outros idiotas apareceu naquele corredor. Estavam rindo alto e fazendo um escândalo com as vozes. Ignorei e tentei passar reto sem trocar sequer um olhar com algum deles.

"Podem ir, eu tenho algo pra resolver." Adivinhem se o idiota-líder não iria me encher o saco...

Ouvi os passos dele se aproximarem e aproveitei a privacidade para revirar os olhos.

"Robin não me enche. Por que não ignorou e passou reto como sempre faz?" Sem parar de andar o mandei a merda implícita e educadamente.

"Porque olhar pra essa sua cara de nojo e ignorar Emma, é bem difícil." Ele andava ao meu lado fazendo inúmeras expressões irônicas.

"Essa "cara" é a única que eu tenho."

"Tá aí o motivo o qual ninguém gosta de você, loirinha." Queria o socar.

"Cala sua boca. Vai me irritar na Irlanda de onde você veio." Novamente mantendo a discrição, o mandei a merda.

"Não seria tão legal quanto ver você se importando com os sentimentos da Regina." Ele riu sarcástico e eu assustei um pouco com a informação. "Você acha que eu não percebo a raiva que você tem acumulada de mim por ter a tirado de você?"

"Ela te ama menos do que eu." Um fato do qual eu falava com a boca cheia.

"Mentira."

"Sim, mas é claro!" Eu insinuei cinicamente. "Até porque você é o único nesse lugar que mente sobre os relacionamentos que tem Robin. Você deveria crescer e aprender a lidar com a mulher que a Regina é e como ela merece ser tratada."

"Vai lá você cuidar daquela fresca." Tive de parar de andar com aquele comentário e me virar para ele.

"CALA BOCA! Se você falar um "ai" ruim dela eu te mato, Locksley. Eu juro que mato você." Coloquei o dedo indicador bem em seu peito.

"Fiquei com medo agora, loira..." Disse irônico e eu me irritei ainda mais.

"Você sabe que eu tenho raiva o suficiente para matar você." Continuei andando.

"É... Acho que só duvido que o faça." Com certeza aquela fora a frase que me fez perder o controle.

"Escuta aqui, Robin. Eu sou mulher, eu sou mais fraca, eu sou a melhor amiga da sua namorada. Mas não me subestime. Você pode se surpreender. Então se toca. Vamos ensaiar, nós três. Em paz. Lá, eu e Regina estamos liberadas para falar. Você? Não. Você vai ficar calado e bem bonzinho. Me entendeu bem?" Eu estava praticamente em cima dele e com o dedo indicador atolado em seu peito.

"Swan você tem sorte de eu gostar muito da Regina." Mentiroso da porra.

"Cala boca. Você nem ama ela tanto quanto ela te ama. Aliás, nem sei o que ela vê em você. E existem inúmeros pequenos detalhes que você sabe, se eu me informasse e fosse atrás realmente, eu acabaria com você Robin." Ele me seguia desenfreadamente e eu parei novamente. "Só escuta bem o que eu vou falar: você vai continuar andando por esse corredor e não vai dizer um piu sobre essa conversa para Regina." Ele assentiu. Quase sorri vitoriosa. Eu sabia que havia tocado em um ponto fraco: as mentiras dele. "Ah, mais uma coisa: espero que você morra até o dia do baile."

"Eu só desejo o mesmo." Semicerrei os olhos e virei-me. "E eu não vim da Irlanda Swan." Não pensei em olhar para trás, apenas levantei a mão direita com meu dedo do meio bem exposto e sorri.

Eu havia acabado de entrar no jogo, pronto, eu estava jogando sujo no campo de Locksley e não poderia mais recuar. Era agora ou nunca. E eu escolheria o agora. Lutaria até o fim por Regina nem que fosse a última coisa que eu fizesse.

Notas finais
se precisarem comentar algo a parte, nosso twitter é @lperrylla (eu) e @parrillakisses (a isa). beijocas