Notas iniciais
Olá leitores do meu coração, er... no capítulo anterior eu disse que o próximo prometia, ar...de fato, eu fiz esse com muito carinho, porém, se eu fosse até a parte que eu queria o capítulo ia ficar muiitoooo grande (o que não é do meu feitio), daí resolvi transformar a continuação desse em um "novo" capítulo.

Enfim, espero que gostem.

OBS: Capítulo reeditado (melhorado)!

Boa leitura!

Er... nada não, já ta quase acabando, vamos lá! — ela disse mergulhando a colher na sopa enchendo-a outra vez.

(...)

A loira tropeçou propositalmente enquanto seguia o moreno, caindo na direção do mesmo:

— Ino-san?! — ele inquiriu surpreso, pegando-a rapidamente impedindo-a de se chocar com o chão. — Tudo bem contigo?

— Ah... Sai-kun, eu é... apenas tropecei — ela disse se recompondo e arrumando o decote de maneira insinuante. — Obrigada! — agradeceu tomando o rumo do corredor novamente, porém como o rapaz não havia expressado nenhuma reação, ela parou no meio do caminho e olhou para trás: — Qual o seu problema? — indagou ela o olhando incrédula.

— Hãn? Meu... problema? — ele perguntou com cara de “não entendi”.

— Sim, o seu! Affs... vou direto ao ponto — impaciente ela aproximou-se novamente do garoto e apontou o dedo para o mesmo. — Tenho três perguntas pra você.

— Er... e quais são?

— Primeira, você tem namorada?

— Não.

— Segunda, gosta de alguém?

— Não.

— Terceira, me acha feia?

— Er... não.

— Então você é... gay?! — ela concluiu assustada.

— Claro que não, aliás foram quatro perguntas e porquê dessas interrogações? — ele indagou indiferente.

— A última não foi uma pergunta, foi uma conclusão. Como não é gay? Eu tropeço, quase mostro meus peito e tú nada, porra! Incrível como não expressou nenhuma reação — disse inconformada.

— Er... — arregalou os olhos espantado. — Eu é... er, eu nem reparei.

— Hahaha... não me venha com essa, e que fique avisado — ela o analisou de cima a baixo com um olhar maliciosamente maléfico —, você é minha presa, não vai escapar de mim! — avisou passando a língua no lábio superior da boca, logo mordendo levemente o lábio inferior.

Ela virou-se para o rumo que antes seguia e pôs-se a sair daquele local, deixando para trás um moreno com cara de tacho.

— Que mulher estranha! Será que todas são assim? — ele inquiriu à si mesmo confuso.

(...)

À beira da pia a rosada desligava a torneira em seguida pegando um pano de prato sobre a mesa e secando suas mãos no mesmo.

— Ai ai, prontinho. Já almoçamos e a louça já está lavada... er, tenho que ir! — ela concluiu deixando o pano sobre a mesa, pegando uma bandeja e seguindo até o quarto do rapaz.

Ela abriu a porta e adentrou o mesmo:

— Sasuke?! Eu vou dar uma saidinha, preciso procurar uma planta — ela avisou colocando uma jarra com água e um copo na mesinha ao lado da cama.

Então ela se aproximou do Uchiha sentando na beirada de seu leito.

— Não faça nada insano, ok? — ela perguntou preocupada acariciando delicadamente a face do jovem sentado com o mesmo olhar distante de ultimamente.

Ele apenas a olhou e assentiu levemente com a cabeça.

— Eu volto logo, no máximo uma ou duas horas! — ela disse se levantando e saindo do cômodo.

Passaram-se algumas horas e nada da garota retornar. Ainda na cama o rapaz deitado fitava o teto pensativo.

Conforme o tempo passava, a tarde ia se findando em um pôr-do-sol que tornava o céu alaranjado, adentrando pela janela suas luzes fracas iluminavam o rosto do garoto fulgurando seu preocupado olhar.

(...)

A morena de coques havia finalmente regressado à pousada com o Hyuuga ao seu lado carregando várias sacolas abarrotadas de armas. Suas lâminas afiadas e reluzentes expostas nas aberturas eram assustadoras.

— Chegamos! — ela disse adentrando a sala.

— Aff... Tenten, como você pôde me abandonar aqui? — a loira inquiriu indignada.

— Eita... eu já voltei, relaxa.

— Vamos, quero conversar com você — pegou a amiga pelo braço e seguiu arrastando-a consigo pelo corredor rumo ao seu quarto.

— Neji, coloque as coisas no meu quarto! — ela falou alto antes de sumir pelo corredor com a amiga.

— Aff... — o moreno de olhos perolados resmungou jogando as sacolas sobre um sofá e sentando-se noutro.

Alguns minutos depois outro rapaz abriu a porta e adentrou a sala.

— Yo! Sai, Neji, er... o resto do pessoal ainda não chegou? — perguntou pingando de suor olhando ao redor.

— Além do Neji, a Tenten e a Ino estão num quarto, Shikamaru tá ajudando o Chouji a preparar o jantar com os peixes que eles trouxeram, er... acho que só falta mesmo o Naruto-kun que saiu junto com a Hinata-san e o Kiba-kun que foi com o Shino-kun pro meio da mata e os dois ainda não voltaram.

— Você está enganado Sai-kun, eu fui o primeiro a voltar! — disse Shino que apareceu atrás do garoto.

— Er... eu, não tinha te visto aí, desculpe.

— Tudo bem, eu... — o garoto de óculos escuros foi interrompido.

— Espera aí! Você disse que o Naruto saiu com a Hinata-sama? — o Hyuuga indagou aparentemente aterrorizado.

— Vish! Vou ir tomar um banho, até mais — Lee se despediu saindo do cômodo.

— Er... bem! Olha lá os dois chegando — o rapaz mudou de assunto apontando para a porta.

— E aí pessoal... er — calou-se quando viu a cara de assassino do Neji.

— Aonde você levou a Hinata-sama? Hinata-sama, o que ele fez com você? — perguntou furioso.

— Er... n-nada Neji nii-san, apenas passeamos um pouco — ela respondeu acanhada.

— Hum, Hinata-sama não costuma mentir, ok então, mas que fique avisado — ele falou apontando para o loiro —, se alguma coisa acontecer à ela, eu acabo com você!

— Aff Neji, claro que nada irá acontecer à ela enquanto eu estiver junto, a protegerei com a minha vida se preciso for.

— Humpf... acho bom mesmo! — bufou pondo-se a caminhar rumo ao corredor.

— D-Desculpa N-Naruto-kun, isso é culpa minha, eu é... — ela foi interrompida.

— Não é culpa sua não Hina-chan, relaxa, quem te levou pra lá fui eu.

Hum... será que isso é o que eles chamam de amor? — inquiriu à si mesmo em pensamento Sai que assistia a cena.

— E mais uma vez eu fui ignorado — murmurou Shino cabisbaixo.

(...)

O rapaz deitado sobre a cama olhava na direção da janela, que pela escuridão da noite, apenas dava para enxergar a fraca luz do Luar refletida nas vidraças.

Ela disse que não demoraria mais que duas horas, ela saiu após o almoço, já anoiteceu e ela ainda não voltou! Será que aconteceu algo? Ou será que ela... — pensou e suspirou tristonho. — É mais que normal que ela me abandone, afinal, eu represento o perigo para todos aqueles que ela ama — murmurou desiludido.

Sentou-se encostado na cabeceira da cama, encolhendo-se e abraçando as pernas, colocando o queixo sobre os joelhos, com um semblante depressivo, quando escutou o barulho da porta sendo aberta e passos se aproximando.

— “Tadaima” — disse àquela voz familiar que soara tão doce para seus ouvidos.

A garota que adentrara o quarto escuro do rapaz acendeu a luz.

— Hãn? — ela estranhou ao notar uma lágrima solitária cair discretamente de um dos olhos do garoto. — Er... você está bem?

— Hum?! — ele inquiriu assustado logo passando a mão e secando o rastro da gota em seu rosto. — Acho... que tô resfriado — ele disse sem jeito olhando para o lado. — Você disse que logo voltaria — falou já esticando as pernas por debaixo do cobertor.

— Er... — ela se aproximou e sentou-se na beirada da cama. — Hoje eu fui mais longe, cheguei do outro lado da colina e adentrei uma área da mata fechada de difícil acesso em busca de uma planta e como esse tipo de mata costuma confundir a gente, eu meio que me perdi no caminho... hihi — ela deu uma risadinha sem graça após a explicação. — Ok! Pode me criticar — concluiu suspirando cansada olhando para o lado.

— Hum...

— Hehe... já que parece que você não tá afim de me esculachar, vou aproveitar o momento pra sair de fininho, antes que o seu “mau-humor” adormecido resolva dar as caras por aqui — ela disse se apoiando com as mãos na cama para se levantar, porém, foi impedida pelas mãos do rapaz que a segurou.

Então ele ajeitou o travesseiro no colo da rosada e deitou sobre o mesmo.

— Hãn? — ela indagou confusa, teve a sua mão pega pela do rapaz que colocou-a sobre seus cabelos.

Entendendo o que o garoto quis dizer com aquele gesto, ela nada lhe perguntou, apenas se amparou na cama com o outro braço cuja mão estava livre e começou a fazer cafuné no jovem Uchiha.

— Eu... fiquei preocupado! — ele falou baixinho em seguida fechando os olhos.

Notas finais
E aí? Gostaram? Odiaram? Sintam-se a vontade para me criticar, elogiar ou até mesmo perguntar sobre a fic.

Beijos e até mais./