Heróis também podem sangrar.
13 Emboscada!
Notas iniciais
Novo capítulo, espero que gostem.
OBS: Capítulo reeditado (melhorado)!
Boa leitura!
— Hehe... Uchiha Sasuke? Será? — inquiriu animado. — Nos aguarde, garoto sharingan!
(...)
Havia parado de chover ao anoitecer. A noite estava clara, a jovem então adentrou o quarto.
— Sasuke-kun?! — chamou num tom de voz suave, parada na soleira da porta.
— Hum? — inquiriu fitando-a com cara de tédio.
— Eu tô saindo, preciso procurar uma planta muito valiosa para os meus estudos, no entanto ela é noturna, então esse é o melhor horário para achá-la, do contrário, com o amanhecer do dia é quase impossível localizá-la, enfim, talvez eu demore um pouquinho. Não vá cometer nenhuma loucura, ok? — ela perguntou preocupada.
— Tudo bem! Eu vou dormir — disse se deitando e virando para o canto.
— Hehe, tá cedo hein? Ok, ok, durma bem! — ela falou já se retirando do cômodo.
A garota então saiu da casa e pôs-se a caminhar pela trilha. Assim que a mesma já estava a uma boa distância, em um lugar não muito longe dali, atrás de um arbusto a observar, estavam os shinobis.
— Podemos ir agora chefe? — indagou cauteloso.
— Não se esqueçam do plano! — alertou.
No mesmo dia mais cedo:
O homem preocupado, analisando de longe o pequeno e provavelmente confortável chalé situado mais adiante, logo após o campo aberto:
— Será que ele tá lá mesmo, hein chefe?
— Lembram-se daquela jovem de cabelos rosas que vimos na varanda?
— Hum, sim “e”?
— O ninja rastreador levantou os dados dela, ela é ex-companheira de time do Uchiha Sasuke, seu nome é Haruno Sakura, kunoichi e iryou-nin de Konohagakure, discípula da “Densetsu no Sannin”, Senju Tsunade a “Godaime Hokage”! — explicou entediado.
— Ou seja... problemas! — concluiu o outro entristecido.
— Vish! É foda mesmo hein? Treinada por Tsunade-hime? Nem imagino o tamanho da força dessa menina — falou o terceiro homem se juntando a conversa.
— Enfim, eu tenho um plano! — disse o chefe. — Parece que ela está em missão, então uma hora ou outra ela terá de sair dali e quanto o fizer, nós emboscaremos o Uchiha lá, ele ainda deve estar se recuperando, creio que não deva ser tão difícil. Mesmo assim, chamarei por reforços... — terminou a frase e assoviou.
Logo um pássaro pousou em seu braço esquerdo, ele pegou o bilhete e amarrou-o em uma das pernas da ave e soltou-a lhe enviando ao líder solicitando reforços. — Agora sim! Vamos, sigam-me! — ordenou correndo em disparada até a casa.
(...)
Em meio à escuridão noturna, caminhavam lado a lado pela trilha o homem e a pequena menina:
— Nii-san?! — ela chamou se virando para o outro enquanto andava.
— Diga Yuki-chan! — disse gentilmente.
— Nunca iremos achar os seus companheiros? Já estamos andando há dias e nada! — ela falou voltando a seguir caminho.
— Er, não sei quando, mas tenho certeza que os acharemos — afirmou convicto.
— Hey... nii-san! Venha aqui, rápido — pediu, a menina que estava mais a frente. — Olhe lá! — apontou o dedo logo esboçando um enorme sorriso.
— Nossa! Não sabia que tinha um vilarejo por aqui, devemos ter andado demais — concluiu pensativo.
— Ahhh está havendo um “matsuri”! — disse ela com os olhinhos brilhantes. — Vamos lá ver! — falou pegando no braço do mais velho e o puxando em direção ao local.
Eles caminharam por alguns minutos até adentrarem completamente o lugar, seguiam pelas ruas, admirados com as luzes coloridas que iluminavam a noite, espalhadas por todos os cantos, havia muitas barraquinhas.
— Eu quero comer “takoyaki”! — ela pediu correndo até uma barraquinha que vendia o mesmo.
No entanto, parou antes de chegar lá, virou-se para trás encarando o mais velhos com olhar pidão de cãozinho abandonado.
— Nii-san... você tem dinheiro?
— Hahaha, vamos! — conteve a risada e pegou na mão da menina levando-a para satisfazer sua vontade.
De fato, esse não era o único desejo da pequena, porém, isso ele só iria descobrir daqui alguns metros quando cruzasse com outras barraquinhas pelo caminho.
(...)
Passeavam de mãos dadas sob a luz da Lua, em um silêncio constrangedor:
— N-Naruto-kun! — chamou, ficando com o rosto ruborizado. — Nós já estamos caminhando há um bom tempo, mas você ainda não disse uma palavra sequer, você realmente queria conversar comigo? — ela indagou confusa.
— Eh... H-Hinata, Hyuuga Hinata! — proferiu virando-se para a jovem e encarando o seu olhar.
— Hãaan?! — a garota corou violentamente.
— Er... eu preciso ser mais formal — murmurou se ajoelhando e pegando uma das mãos da morena. — H-Hina-chan! Você a-aceita ser minha n-namorada, oficialmente? — perguntou com dificuldade, seu rosto estava enrubescido.
— Hãaaaaaan?! — ela inquiriu alto logo não suportando o calor e a vermelhidão de sua face, então a mesma pareceu explodir, soltando fumaça e a morena ficou petrificada.
— H-Hina, Hina-chaaan?! — chamava, passando a mão em frente os olhos dela tentando chamar-lhe a atenção. A morena acordou do seu estado de transe.
— N-Naruto-kun?! Então isso não foi um sonho? — inquiriu para si mesma chocada e logo indo de encontro ao chão.
— Ah não Hina, de novo não! Logo quando eu crio coragem? Nem pensar! Agora eu tô puto, trate de acordar! — dizia chacoalhando a morena inconsciente.
— Eu não quero acordar! Se eu acordar tudo isso terá sido mentira — ela respondia apertando com força os olhos fechados.
— Sua “baka”! Não tem ninguém mentindo aqui, é a realidade — falou começando a fazer-lhe cócegas na barriga. — Vamos! Levante!
— Hahaha... tá, tá, eu me rendo! — ela começou a rir logo se levantando.
— E então? Qual a sua resposta? — indagou ficando frente a frente com a jovem.
— Claro que minha resposta é sim, no entanto, só quero que me prometa uma coisa!
— O quê?
— Nunca, em hipótese alguma me abandone, “onegai shimasu”! — ela pediu de joelhos e curvando-se ao garoto.
— Quê isso Hina? Levante-se! — disse a ajudando a ficar de pé novamente. — Isso não é algo que você precise me pedir assim, eu juro por tudo que há de mais sagrado nesse mundo que quero ficar com você para sempre!
— Naruto-kun... eu — já com os olhos marejados, abraçou-o com força não contendo o choro —, eu te amo!
— Eu te amo também, Hinata! — confessou segurando as lágrimas, tentando não chorar.
(...)
Ajoelhada no meio da estrada, a garota de cabelos róseos colhia uma planta interessante que avistara no local:
— Hãn?! — sentiu um arrepio na espinha. — Que sensação foi essa? — perguntou a si mesma logo se lembrando do selo que ocultava a presença da casa. — A chuva de ontem? Será? Éh plantinha da noite, você terá de esperar! — disse voltando-se para trás correndo de volta rumo à casa, colidindo-se contra alguns galhos no caminho, preocupada. — Pode ser só besteira da minha cabeça, mas e se... er, não custa nada verificar né?
Passado quase uma hora a garota chegou em casa dando a volta na mesma e notando que realmente o selo havia se rompido, certamente por causa da força do temporal de mais cedo. Ela pegou o papel que ainda estava úmido e seguiu até a porta, abrindo a mesma. Paralisou-se com o choque.
— SASUKE?! — proferiu aterrorizada com os olhos arregalados e instantaneamente cheios de lágrimas.
Notas finais
#Notas:
"Matsuri": Algo como festival.
"Onegai shimasu": Algo como "por favor".
Enfim, beijocas e até mais.=D
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