Heróis também podem sangrar.

31 1 ESPECIAL - Entre tapas e beijos.


Notas iniciais
Olá meus leitores queridos *-*
Há quanto tempo hein?
Waaaah, demorou um pouquinho mas cá estou com os capítulos especiais que prometi pra vocês xD.
Bom, como eu ando um pouco ocupada eu não sei ao certo quando postarei o próximo especial.
Serão um total de cinco especiais e cada um será focado em um casal da trama: (No entanto, o capítulo inteiro NÃO será dedicado a apenas um casal, e sim somente terão um maior destaque).
Esse é o primeiro capítulo e o foco é nas trapalhadas do Suigetsu e da Karin... xD
Ficará mais ou menos assim:
1 Especial: Suigetsu ♥ Karin.
2 Especial: Neji ♥ Tenten.
3 Especial: Sai ♥ Ino.
4 Especial: Naruto ♥ Hinata
E por fim e provavelmente o mais longo... *-*
5 Especial: Sakura ♥ Sasuke.... *000000000*
Mas como eu disse antes, embora o foco de cada capítulo seja um casal, os outros também participaram com peso em todos os enredos ♥

A música do capítulo será uma OST de Naruto e ficará postada nas notas para quem quiser escutá-la :D

Link: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=0k3onazsn_Q

Báh, chega de falar né?
Boa leitura a todos!

\"\"

O vento soprava toda a poeira que havia pelas ruas daquela vila fantasma, chegando até mesmo a assoviar, ecoando pelo vazio daquele local desabitado.

De repente a velha porta de madeira da pequena casa, — que parecia estar caindo aos pedaços —, foi aberta sozinha:

— Kyahhh! — gritou a jovem ruiva pulando de cima do rapaz estirado ao chão, apanhando rapidamente a sua blusa jogada sobre o monte de palha e pondo-a a sua frente para esconder os seios.

— O que? O que aconteceu? — o garoto de cabelos branco-azulados indagou olhando para a garota.

— N-Nada demais! Deve ter sido o vento que abriu essa porta velha... — a mulher se levantou, caminhou até a porta e fechou a mesma com força, de forma que ela quebrou, caindo ao chão.

— Parabéns, mulher estúpida! Agora não tem mais porta... — ironizou o rapaz entediado.

— Calado, Suigetsu! — ela o olhou com uma cara feia. — A-Aqui nessa vila nem tem ninguém mesmo, podemos pintar e bordar que jamais saberão disso... — ela expôs confiante, no entanto, foi interrompida.

— Hoho, mas e os fantasmas? — inquiriu em tom de deboche.

— C-Como assim fantasmas? — ela perguntou engolindo a seco, vestiu a blusa e correu até o garoto, ajoelhando-se ao seu lado.

— Ora, Karin... Isso daqui é uma vila fantasma, lembra? — indagou enfadado.

— S-Sim, mas é fantasma porque está inabitada, c-certo? — ressaltou um pouco incomodada.

— Ehhh... Pelo visto você não sabe de nada... — ele murmurou desinteressado, se levantou e abotoou a calça.

— Espera aí... Não sei do que? O que você quer dizer com isso? — questionou aparentemente apavorada.

— Não é nada demais... Embora, seja... Ah, deixa pra lá! — vestiu a camisa, apanhou a espada sobre o monte de palha ao chão e deu de costas para a jovem, saindo da casa.

— Desgraçado, a-agora eu quero que você me conte essa história direitinho! — ela ordenou pegando os óculos jogados num canto do cômodo e ajustando-os em frente aos olhos. — Volta aqui! — ela correu até o rapaz.

— Aí mulher, eu já disse que não é nada demais, esqueça! — pediu irritado.

— M-Mas eu... — ela foi interrompida.

— Qual é... Karin? Não me diga que você está com medinho? — inquiriu virando-se para ela, olhando-a com sarcasmo.

— C-Claro que não, seu idiota! — ela vociferou fula de raiva. — E-Eu só... Queria saber, só isso... — ela contou olhando para o lado, envergonhada.

— Aí, você é uma Tsundere medonha! Não é nada bonitinho... — desdenhou assustado.

— Você é um grosso, seu estrupício! Só me irrita... E eu achando que depois “disso e daquilo” que fizemos agora a pouco você iria se apaixonar por mim, mas não, você... — foi interrompida.

— Hehe... Sinto muito lhe informar, mas “aquilo” não foi grande coisa! Aliás, na próxima tente com um cachorro, quem sabe ele se apaixona por você... — zombou contendo a risada.

— O que... — ela parou e abaixou a cabeça, calada.

Dez segundos depois:

— Né, Karin, eu tava só de... — ele começou a falar, mas foi interrompido.

— MORRA! — ela berrou furiosa, olhando-o com sede de sangue e partiu pra cima dele.

— Espera Karin... Calma... Eu só tava... — ele avistou ela agarrar um poste fincado no chão ali perto, arrancá-lo do solo e levá-lo na direção dele. — CACETE, ela arrancou o poste do chão? — ele indagou arregalando os olhos. — Da onde ela tirou tanta força? — inquiriu-se apavorado, dando alguns passos para trás.

— É um poste bem pesado... — ela comentou, tremendo as pernas. — Mas isso é pra você ver o quanto eu quero te matar, seu puto! — ela rosnou com um olhar maligno. — Vou fazer você virar merda, desgraçado! — ela começou a correr atrás dele, sem demonstrar dificuldades enquanto carregada o poste consigo.

— Ahhh! — ele gritou transtornado e logo saiu correndo.

Aqueles dois ainda tinham algumas contas a acertar e Karin, tinha uma forma um tanto peculiar em resolver os seus problemas com Suigetsu.

(...)

Em meio aos destroços do fundo da churrascaria alguns se levantavam com dificuldades e a loira se descabelava buscando pelo namorado perdido em toda aquela bagunça:

— Sai... Meu amor... Cadê você? — ela indagava aos berros, retirando alguns pedaços de madeira do caminho.

— Né, Ino-san... Você está em cima dele... — comentou a morena de olhos aperolados um pouco preocupada.

— AHHHH! Meu Deus... — a loira saltou para o lado e agarrou o moreno em meio aos destroços, começando a estapear o rosto alvo dele. — Acorda, acorda... Não morra, acorda! — ela gritava freneticamente, executando tal agressão.

— I-Ino-san, batendo com essa força nele... O pobrezinho não vai acordar nunca! — avisou a morena apavorada.

— Báh... O que eu faço então? — perguntou atemorizada.

— Primeiro você deveria tirá-lo daqui... Espera, cadê o Naruto-kun? — Hinata indagou um pouco temerosa e escutou um murmúrio vindo debaixo de si. — N-NARUTO-KUN? — com o rosto completamente vermelho ela observou que estava encima do amado.

Transtornada a morena levantou-se de supetão e acabou chutando a cara do loiro, que desmaiou instantaneamente.

— AHHH! Acorda Naruto-kun, acorda... — a jovem começou a esmurrar a cara do namorado.

— Né, Hinata... Desse jeito você vai matá-lo! — comentou a loira incrédula.

— Ai meu Deus, ai meu Deus... O que eu faço então Ino-san? — a garota deixou de espancar o garoto desacordado e passou a andar em círculos, sobre os escombros.

— A primeira coisa que você deveria fazer é parar de andar encima da gente aqui... — Kiba, que ao lado de Lee, estava debaixo dos destroços que eram pisoteados pela morena, vociferou irritado.

— K-Kiba-kun, gomen ne... Não f-foi minha intenção, eu... Eu... — atordoada ela voltou para o lado do loiro. — NARUTO-KUN... ACORDA, Naruto-kun! — voltou a berrar dessa vez sacudindo o rapaz pelos ombros.

Enquanto isso, um pouco mais a frente do estabelecimento destruído:

— Que problemáticos... Sobrou até pra mim! — resmungou o preguiçoso se levantando. — Mas fala sério Temari, você não precisava ter feito isso... — advertiu entediado.

— Humpf... Eu não me arrependo! Esses pirralhos que falam o que querem precisam de punição! — impôs prendendo o leque às costas.

De repente a loira se levantou e apontou para a outra:

— É isso que o Shikamaru disse sua bruxa velha... Você não deveria ter feito isso, olha só pro meu amado Sai, o encosto da Hinata e o resto... Você foi longe demais! — petulante, a garota enervada rugiu.

— Que saco... Ino, essa sua boca é uma desgraça... — murmurou Shikamaru já prevendo o futuro desastroso.

— Hey, espera aí... Como assim? Nós somos o resto? — indagou Kiba fulo de raiva.

— I-Ino-san, Naruto-kun não é um encosto! — retrucou a morena com os olhos marejados.

— Bruxa velha... Bruxa velha... BRUXA VELHA? — ela passou a olhar malignamente para a jovem Yamanaka. — Vou matar todos vocês! — a mulher cega de ódio apanhou o leque e o abriu novamente, dando início ao segundo “round”.

Com certeza, depois daquele dia Suna ficaria em dívida com Konoha e Gaara, o atual Kazekage, se descabelaria por causa da má conduta de sua tão “responsável” irmã mais "velha".

(...)

O céu alaranjado do entardecer refletia-se nas águas daquele mar e o pôr-do-sol, que parecia imergir no oceano, iluminava de forma tênue a lateral dos jovens que, entre algumas risadas, conversavam com nostalgia sobre algumas coisas do passado:

— Né, Sasuke-kun... Porque você agia como se me odiasse e vivia dizendo que eu era irritante? — indagou um pouco sem graça, olhando para o lado.

— Você não era irritante... Você ainda é irritante! — ele expôs inexpressivo. — Mas não, eu nunca te odiei por causa disso... Apenas te tratei como eu tratava todos que se aproximavam de mim, afinal, eu era um vingador e devia me portar como tal! — contou tranquilamente.

Eu... Ainda... Sou... Irritante? — ela inquiriu-se chocada em mente. — E-Entendo... — ela murmurou irritada.

— Hum... — ele passou a olhar para ela pelo canto dos olhos, mantendo-os fixados nos olhos dela que, verdes, pareciam quase transparentes devido aos fracos raios solares que cintilavam em sua direção.

— Sasuke-kun... Olha lá! — repentinamente a garota de cabelos róseos parou de caminhar e apontou para frente.

— Hum? — o rapaz deixou de fitá-la, olhando no rumo que o dedo dela indicava. — Ah, sim... Estamos quase chegando! — ele percebeu que já dava para avistar terra firme.

— Até que enfim! Aliás, eu conheço esse caminho... Lá é o País das Ondas, certo? — perguntou incerta.

— Exato! — ele confirmou indiferente.

— Ehhh, o que faremos lá? — perguntou confusa.

— Não faço ideia... — respondeu apático.

— Hãn? Então porque estamos indo pra lá? — indagou transtornada.

— Se eu soubesse... Acho que não te diria! — confessou impassível.

Que frio... Nem parece aquele cara que estava chorando igual criança no meu ombro, até algumas horas atrás... — ela pensou incrédula. — Hum... Eu n-não estou compreendendo bem a situação! A informação está vaga demais para que eu possa chegar a alguma conclusão... — expôs com ironia.

— Hum... — ele ignorou, prosseguindo o trajeto como se nada tivesse acontecido.

Que grosseiro... Maldição! Acho que o choque que levei vendo-o tão vulnerável daquele jeito naquele instante, por um momento, me fez esquecer que ele ainda é o mesmo Uchiha Sasuke... — ela resmungou em pensamento.

Embora os dois tivessem se entendido e esclarecido algumas coisas, ainda faltavam verdades, talvez omitidas pelo nervosismo, ou até mesmo a timidez. No entanto, quem sabe a estadia que teriam no pacífico País das Ondas, iria mostrar-lhes o quão íntimo eles poderiam se tornar um do outro e talvez, até mesmo mostrá-los através da convivência, a intensidade de seus sentimentos.

(...)

À noite iluminada apenas pela frágil luz da lua era o cenário sombrio da cena onde a jovem de cabelos ruivos alcançou o rapaz de cabelos branco-azulados para matá-lo e antes que lhe metesse o pesado poste na cabeça, parou um pouco para recuperar o fôlego:

— Aí, mulher... Sério mesmo que tu correste atrás de mim por todas essas horas carregando esse poste enorme? — inquiriu com um olhar zombeteiro.

— Humpf... Eu já te disse que irei te matar, espere apenas eu recuperar o ar! — avisou ajeitando os óculos na frente dos olhos.

— Francamente! Sabe... realmente no início, eu corri de você porque tipo, te ver arrancando o poste do chão foi demais pra mim e me assustei pra caralho... E acabei me esquecendo de uma coisa, embora eu tenha me lembrado dela no meio do caminho e não dito nada apenas pra te fazer correr, só que não imaginava que você não se daria conta disso, por todo esse tempo... — comentou surpreso.

— Desgraçado, do que você está falando? — perguntou a ruiva nervosa.

— Mulher estúpida, eu posso me liquefazer... Baka! — ele lembrou-a, com sarcasmo.

— O-O que... — ela largou o poste, que sucumbiu ao chão e levantou poeira. — MALDIÇÃO! — ela agarrou os cabelos e enlouqueceu.

— Hehe... Na boa, você é chata, mas é hilária! — ele começou a rir da cara de transtornada que a garota expressava.

— SUIGETSU! Você me deixou correr tudo isso segurando esse poste e não disse nada? EU QUERO TE MATAR... — ela correu e pulou encima do rapaz, jogando-o ao chão e começou a esmurrá-lo. — MORRA... MORRA... MORRA...

— Aí, você está careca de saber que nós podemos ficar assim a noite toda que no fim, a única cansada será você! Porque ainda insiste em me bater? — ele inquiriu entediado, liquefazendo-se enquanto recebia os socos frenéticos da mulher.

— É porque eu ainda tenho esperança de que um dia irei te matar! — ela vociferou enervada. — Você é um maldito desgraçado que vive tirando sarro da minha cara, me irritando e eu te odeio... Te odeio muito... — ela rugiu prosseguindo com aquela agressão inútil.

Mulher estúpida! Acho que algum dia eu crio coragem e digo que a amo! Mas até lá, ainda quero irritá-la muito mais... — ele pensou entediado. — Aí, Karin... Bate, bate, bate mais... Isso... Vamos, aí mesmo... Que delícia, hum... Ah... — ele começou a provocá-la fingindo sentir os tapas.

— P-Para com isso seu filho da puta! — ela corou violentamente, interpretando de forma maliciosa os gemidos suspeitos do rapaz.

A relação daqueles dois era um tanto interessante, visto que embora passassem o tempo todo brigando, ou até mesmo se matando, eles ainda assim sempre acabavam juntos, mesmo que não fosse da melhor forma e que na maioria das vezes, entre tapas e beijos, a convivência fosse um porre para ambos os lados.

Notas finais
TADAMMM

O que vocês acharam? Se divertiram? Mataram a saudade da fic? Odiaram?
Nháaa... Muitíssimo obrigada a todos que leram o capítulo e assim que puder, eu voltarei com os próximos especiais e claro, deixarei o melhor ( ao menos o que eu mais gosto, SasuSaku) para o final *-*

Kissus de chocolate pra todos!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!