Elizabeth McAdams estava caminhando até à escola, quando sentiu uma leve e estranha sensação de estar sendo seguida. Olhou para trás, ninguém, parou, tentando procurar um rosto, nada, não havia ninguém observando-a. Elizabeth voltou a olhar para frente e levou um susto.

–Droga, Nathalie!

–Desculpe, queria ter certeza que era você. O que houve?

–Nada. Eu só estava pensando que eu deveria voltar para casa.

–E porque você faria isso?

–Eu esqueci algo importante.

–O que?

–Meu telefone.

–Deixa eu tentar ligar pra você.

–okay, então.

Nathalie pegou seu celular e discou o número de Elizabeth. O celular de Elizabeth tocou.

–Ah! Está aqui. Que bom, assim eu não preciso voltar para casa. — Mentiu Elizabeth, descaradamente.

– Ótimo, já que estou aqui, vamos juntas para escola!

E assim, Elizabeth e Nathalie caminharam juntas para escola. Por um momento Elizabeth esqueceu a sensação de estar sendo observada.

Nathalie e Elizabeth chegaram na escola, atrasadas. Há pelo menos 15 minutos. A escola estava vazia. As melhores amigas estavam perto de subir as escadas, quando ambas sentiram estarem sendo observadas. Estava perto. Mais perto. Mais perto. Mais perto. Mais perto. Mais perto. Agora, estava à um passo. Ambas não conseguiam sair do mesmo lugar. Nathalie estava tentando se acalmar, mas por alguma razão, não conseguia.

–O que vocês duas estão fazendo aqui?- Gritou a voz desconhecida.

Nathalie virou. A sensação de desespero desapareceu. Agora estava calma de novo.

–O-oi diretor. — Falava Nathalie com vergonha.,

–Por que vocês não estão na aula?

–Por que estávamos pegando nossas notas. Como o senhor pediu ontem.

–Eu pedi para pegar ontem e não hoje.

–Ontem não dava pra pegar, eu tinha algo muito importante para fazer.

–Tipo como ir à uma festa do time de futebol?

–Que festa do time de futebol?

–A festa da vitoria do time de futebol, cujo, você é a namorada de um dos jogadores e Elizabeth é a namorada do capitão de futebol.

O diretor olhou para Elizabeth. Ela ainda estava de costas. Parada. Imóvel. Ela simplesmente paralisou.

–Elizabeth?- Perguntou o diretor.

Ela continuava parada.

O sinal tocou.

–Muito bem, agora, vão para sala de aula, estão perdendo aula.

O diretor foi embora. Elizabeth continuava imóvel.

–Lizzy, acabou.

Elizabeth continuava imóvel. Nathalie deu um tapa de leve no braço.

–Lizzy?

Nathalie, então, a balançou fazendo Elizabeth acordar.

–Por quanto tempo fiquei imóvel?

–Tempo o suficiente para escapar da bronca do diretor.

Elizabeth olhou para trás.

–O que foi?

–Nada. Senti uma sensação estranha.

As duas subiram as escadas e chegaram à sala de aula.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.