Heroína Por Acaso
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Prólogo
“Onde está sua filha?” A corporação perguntou ao meu pai e eles ouviram um silêncio profundo.
“Onde ela está?”. Eles insistiram aos berros.
“Ela está em segurança”. Respondeu meu pai temendo minha morte.
“Eu ou deixar um pouquinho mais claro: qual a localização de Alice Thomas neste momento?”. Disse um dos homens apontando uma arma ao meu pai.
“Vocês nunca a encontrarão!”. Ele respondeu com um sorriso no rosto e essas foram suas últimas palavras.
Capítulo 1
Vou lhe contar a história da minha vida, quero dizer, uma parte dela, afinal só tenho 16 anos, certamente você não vai acreditar, mas, te juro que é a mais pura realidade.
Meu pai sempre foi encarado como louco, mas, eu não conseguia enxergar a realidade, pois era muito pequena e inocente. Minha mãe se foi quando eu tinha 2 anos e então comecei a viver com meu pai. Ele era completamente obcecado por histórias de heróis com super poderes. No início, quero dizer, até meus 7 anos de idade eu achava que sua obsessão eram apenas historinhas para eu dormir, mas, com o tempo eu fui crescendo e deixando a inocência no meio do caminho, e então percebi que ele realmente acreditava naquelas histórias bobas, e que ele achava mesmo que eu iria desenvolver super poderes e que ele me protegia tempo inteiro de uma “corporação de caça as bruxas” como eu supostamente era. Automaticamente comecei a brigar e ignorá-lo, resolvi morar com meus avós quando tinha 13 anos e em menos de 1 mês eu e meu pai nos tornamos estranhos.
Há um ano atrás no dia 11 de novembro, recebi a notícia de que meu pai havia falecido, e pra falar a verdade eu nem sequer me senti triste pelo ocorrido.
Como um amor tão profundo entre pai e filha pode acabar em 8 anos?
Capítulo 2
Naquele dia completava um ano da morte do meu pai, meus avós tinham ido fazer compras e eu estava sozinha no apartamento quando a minha melhor amiga Clarisse bateu a campainha e frações de segundo depois de eu ter aberto a porta entrou eufórica a fechou e disse:
“Shopie, eu fiquei sabendo sobre seu pai e sinto muito, mas, tem que sair daqui, eles estão atrás de você, e vão chegar em questão de tempo”.
“Eles quem Clarisse ?”
“A corporação!”.
Ela começou a enfiar minhas roupas numa mala freneticamente enquanto dizia tão rápido como um flash.
“Isso é brincadeira por acaso? Meu pai morre e você vem fazer uma piadinha sobre a obsessão maluca dele?”
“É sério Alice, tem que vir logo antes que seja tarde!”.
“E agora resolveu me chamar pelo nome?”
Ela parou por um momento, e disse calma enquanto olhava nos meus olhos:
“Só te chamava de Sophie por segurança, e você sabe disso!”.
“Não, eu não sei você falou pra todo mundo que esse era meu nome e acabou se tornando o meu nome mesmo! Por sua culpa todos me chamam assim agora!”.
E então a campainha tocou novamente, nós nos entreolhamos rapidamente e ela disse:
“Não abra essa porta!”.
“Fique aqui!”. Respondi caminhando até a porta antes que ela pudesse me impedir.
Eu abri e na minha frente havia dois homens altos e fortes que mais pareciam dois ‘armários de portas abertas’.
“Alice Thomas, somos da corporação e viemos te tirar daqui, não está em...”.
Eu revirei os olhos e tentei fechar o que eu tinha acabado de abrir, mas um dos homens colocou o pé direito entre a porta e a parede impedindo que eu a fechasse. Dei as costas à porta e disse olhando para minha melhor amiga:
“O que foi agora Clarisse contratou o teatrinho por acaso?”.
Ela arregalou os olhos e foi quando eu percebi que o homem que havia impedido que eu fechasse a porta estava apontando a arma na direção exata à do meu ouvido enquanto o outro prendia os meus braços com uma das mãos e usava a outra para tampar minha boca.
“Como estava dizendo não está em segurança viemos te tirar daqui e levá-la ao laboratório enquanto...”.
“A solte!”. Ordenou Clarisse com uma arma prateada em mãos.
“Ou então eu atiro” Ela completou.
E foi minha vez de arregalar meus olhos.
Capítulo 3
Eu juro que fiquei sem palavras como assim minha melhor amiga tinha uma arma?
“Eu já mandei soltá-la”. Silabou Clarisse trêmula.
“Você é a guardiã”. Disse o homem que estava com arma em punho com tom de nojo.
“Fez um ótimo trabalho, mas, acaba por aqui”. Disse outro homem me levando para o corredor do prédio.
“Vou contar de um até três e se não largá-la eu atiro. 1 ... 2...”. Ela nem disse três e atirou nos dois homens e um grito agudo saiu da minha boca e ecoou pelo prédio.
Os dois homens caíram ao chão e eu fiquei lá, paralisada em choque como uma completa idiota.
Então Clarisse colocou a mochila nas costas, pegou-me pelo pulso e nós duas saímos correndo pelas escadarias do prédio. Naquele momento eu me encontrava a ponto de surtar estava completamente maluca, não tinha entendido completamente nada que acontecera lá em cima! E aparentemente ninguém estava disposto a me explicar.
Nós estávamos correndo por entre todo bairro passávamos derrubando tudo que estava à mostra em lojas, revistas, maçãs, tudo. Eu gritava Clarisse, mas, ela estava me ignorando por completo. E foi quando finalmente chegamos a um pátio deserto que tinha azulejos brancos cobertos por todo o chão, que ela parou de me ignorar e perguntou em berro:
“O que foi?!”.
Eu lancei a ela um olhar penetrante. Mas, na verdade eu não sabia por onde começar.
“Co-omo você pode atirar naqueles homens ino-o-ce-entes?”.
“Inocentes? Francamente Alice eles, estavam tentando te matar!”.
“Ma-as, eles não sabiam o que estavam fazendo!”. .
“Você acha mesmo?!" Ela berrou, fez uma pausa e em um tom calmo voltou a falar. "E eu não os matei, apesar de que eu deveria, eles só vão ficar desacordados por uma hora!”.
“Será que pode me explicar o que foi aquilo?!”. Perguntei incrédula.
“Não, não eu sinto informar que não vai dar tempo!”. Disse uma terceira voz.
E quando me dei conta estávamos cercadas por um bando de pessoas com armas prateadas em punho.
Depois disso não me lembro de mais nada.
Notas finais
OBS.: Essa história é baseada em minhas idéias malucas sobre o UNIVERSO .
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