Heros Aphrodite

1 I - Mulheres Cobras Tentam Me Matar


Notas iniciais
Olá meios-sangues de plantão! Aqui quem fala é... Eu mesmo. Estou postando esse primeiro capitulo, por que eu realmente não queria morrer. Mas então... Boa Leitura! Espero que gostem!

Cap I – Mulheres Cobras tentam me matar.

Posso começar assim, meu nome é Tayler Westheart, pode me zoar eu não ligo, depois não chore se eu acertar sua cara com uma bola de basquete, como deve perceber eu sou o tipo de cara que não leva desaforo pra casa, os poucos que me zoaram, bem... Nunca mais fizeram algo parecido com ninguém, acho que foi por causa dos tantos dedos quebrados por mim, por causa do meu pavio curto não tenho muitos amigos, a maioria dos garotos eu não sei... Não chegam perto de mim, muito menos garotas, ouvir murmúrios quando passo pelo corredor é normal pra mim, é sempre a mesma coisa: “Olha lá o delinquente, dizem que ele já matou um homem” ou “É ele? O valentão daqui, fiquei sabendo que ele já foi preso e expulso de várias escolas”, realmente a única coisa verdadeira nesses rumores é que eu fui mesmo expulso de varias outras escolas, talvez por causa das minhas dificuldades, droga eu tenho dislexia e sou hiperativo só isso, percebo que as pessoas parecem me olhar com medo, não entendo... Minha aparência não é ruim. Spencer sempre me diz que tenho cara de bad boy e Denver sempre concordava com ele.

- Tayler!

Spencer Stok um dos meus poucos amigos, cabelos loiros cacheados pelo que parecia, mas ele sempre usava um boné para escondê-los e olhos azuis brilhantes, além de sempre usar aquele casaco da Gap azul todos os dias também, uma coisa estranha sobre ele é que adora comer, não tem um dia que o vejo sem nada na mão, mas nunca o vi gordo. Agora mesmo que ele me chamou, segurava um pedaço de pizza de pepperoni. Bati na mão dele e ele na minha em um comprimento.

- Onde está Denver? A aula de matemática já vai começar, e eu realmente não quero ficar na detenção de novo. – ele pergunta.

Entramos na sala da senhorita Pettroni, Denver entrou em disparada e se sentou, eu e Spencer o olhamos como se estivéssemos desapontados com ele, que sorriu e olhou pra frente, Denver é um carinha engraçado, cabelos ruivos rebeldes que como Spencer ficam escondidos por um boné, olhos castanhos escuros, quando o conheci, bem... Ele andava de um jeito estranho, a ponto de cair toda vez, o conheci ajudando a se levantar, mas uma coisa interessante é que nunca ganhei dele numa corrida.

- Hoje nós temos uma nova colega transferida, vejam que legal. – Prof. Pettroni disse com entusiasmo forçado enquanto chamava a nova aluna para dentro da sala, ela tinha um sotaque italiano, que às vezes me fazia rir – Entre querida.

Uma garota com longos cabelos loiros e olhos de uma cor bem esquisita, talvez cor de mel ou talvez dourado, entrou e se apresentou, seu nome era Melenie Dragon, quando ela disse seu nome ouvi risadinhas (não é a toa... Dragão?), ela era muito estranha a todo o momento ela olhava pra mim sempre com um sorriso, pensei em ter a ouvido sibilar, olhei para Spencer ele estava congelado com uma expressão de pavor no rosto, o que estava acontecendo? Olhei para Denver que olhava pra mim e para Spencer, olhei de relance para Melenie me assustei por um segundo pensei em ter visto uma calda dupla de serpente nela no lugar de suas pernas, então fitei a, continuava do mesmo jeito, talvez ela não tivesse tirado o olho de mim, pois continuava a me encarar com escárnio dessa vez, mas acho que o único que pode ver isso fui eu.

- Sente-se querida começaremos a aula.

Continuava a olhar pra mim, como se estivesse esperando a hora certa para me atacar, um papel amassado veio parar em minha mesa, olhei em volta Spencer continuava congelado e Denver fazia sinal para eu ler, então desamassei o papel escondido de baixo da carteira para não ser pego pela Sra. Pettroni. Nele estava escrito:

Preciso falar com você e com Spencer, no almoço sem falta, muito importante!

Não sabia o que Denver queria, mas eu precisava falar com eles sobre a nova aluna, havia algo muito estranho nela, e tenho certeza que Spencer também percebeu, pelo jeito como ele ficou quando a viu...

O sinal finalmente bateu, eu ia para o refeitório, quando vi que tinha esquecido meu livro de química em baixo da mesa, voltei para a sala, peguei meu livro e fui guardar em meu armário. Caso queiram saber o que tem dentro dele, lá eu guardo uma foto de minha mãe, ela me disse para levar que daria sorte, meus livros e cadernos, uma bola de basquete furada e um canivete, por precaução caso Denver queira se trancar em seu armário e esquecer o código, se entende o que digo. Olhei para o lado e dei de cara com Melenie.

- Olá, Tayler Wesssstheart, ssse eu ssssoubessssssse que iria te matar tão facilmente.

Eu me afastei, agora ela estava realmente sibilando, como uma cobra, e ela disse que iria me matar?! Olhei para a garota a minha frente, mas essa não era mais uma garota e sim, uma coisa, um monstro, não sei... Uma mulher cobra? Não tinha pernas, foi como eu vi na sala, tinha um par de caldas de serpente no lugar delas e era uma fêmea humanoide da cintura pra cima, peguei meu canivete lentamente, bati a porta do armário na cara de Melenie e comecei a correr, “O que era aquilo? Por que apareceu pra mim? Foi isso que Spencer viu?” Mais e mais perguntas vinham em minha mente, não conseguia pensar direito com aquilo me perseguindo, passava pelos alunos que nem se mexiam, não conseguiam ver o que Melenie era? Talvez vissem um garoto fugindo de uma garota normal, sou bem rápido ainda bem, consegui despistar o monstro, estava perto do refeitório, sairia daquele colégio depois de falar com meus amigos. Eu os vi sentados numa mesa afastada, vi Melenie na entrada do refeitório, corri o mais rápido que pude até eles. Parei bufando de cansaço, eles perceberam que era urgente e se levantaram.

- O que aconteceu? – Perguntou Denver.

- Melenie, ela é uma... Uma... Coisa. Não sei... Vamos sair daqui.

- Essa não...

Ouvi o som de uma cobra.

- Ela esta vindo, vamos!

Disse Spencer. Corremos um pouco, Denver me disse que precisava pegar alguma coisa em seu armário, uma flauta... Como ele pode pensar em uma coisa dessas enquanto estamos fugindo de um monstro como aquele? Pegamos a bendita flauta dele, e íamos direto para a entrada de St. Ghelina High School, quando vimos mais duas mulheres cobras na porta de entrada eram iguais a Melenie, que estava bem atrás de nós.

- Essssstão encurraladossssss – Suas risadas de cobra davam arrepios em qualquer um.

- Três? – Eu disse – Como vamos acabar com essas... Coisas?

- São Dracaenae da Cítia.

- Como você sabe? Me diga que são hologramas.

- São dracaenae.

- Que droga Spencer.

Ele sorriu. Elas podiam atacar a qualquer momento, elas sibilavam, eu tinha que fazer alguma coisa, já que sou um grande idiota e meti meus amigos nessa confusão, “talvez eu consiga acertar uma delas com meu canivete”, foi o primeiro pensamento que tive, percebi que uma delas olhava para Spencer que sorria demais nessa situação pro meu gosto, depois ele começou a murmurar para que só eu e Denver ouvíssemos.

- Denver comece a tocar uma música para deixar os alunos confusos, Tayler pegue a dracaena a nossa frente com o canivete e eu vou atacar aquelas duas da porta, ao meu sinal.

Eu e Denver pelo que pode parecer ficamos muito confusos, do que ele estava falando? Queria mesmo que nós atacássemos as tais dracaenae. Seu olhar de determinação dizia tudo. Mesmo assim perguntei:

- Do que está falando? Ficou maluco?

- Só faça isso que eu disse, a não ser que queira virar almoço de monstro. Entendeu? Ao meu sinal.

- Como você vai atacar as dracaenae sem nada em mãos?

- Quem disse que não tenho nada?

Vi Spencer pegando algo debaixo de seu boné, uma presilha.

- Prontos? Agora!

Denver começou a tocar uma música estranha, as pessoas em volta começaram a andar em círculos, baterem umas nas outras, olhar pra cima como se tivesse alguma coisa lá, por um momento fiquei atordoado, e queria muito bater minha cabeça na parede, mas acordei, avancei contra a Dracaena, desferi um golpe em sua barriga, mas ela se esquivou com facilidade me levando direto ao chão, me concentrei, desferi mais um monte de golpes tentando acerta-la, cai outra vez, o monstro veio em minha direção, dei-lhe um chute na barriga que o levou longe, perdi minha concentração de repente quando olhei para Spencer, aquela presilha tinha se transformado em um arco, e uma aljava apareceu de repente em suas costas, ele acertou as duas criaturas em cheio as transformando em pó, olhou para mim em alerta, olhei para frente, a dracaena arrancou um dos bebedouros da parede e o jogou em minha direção, eu consegui rolar e desviar, Spencer atirou uma saraivada de flechas, exatamente cinco de uma só vez, e o monstro desviara de todas, estava chegando cada vez mais perto dele, eu ainda estava sentado no chão, decidi então fazer alguma coisa, me apoiei na parede e dei impulso, àquela hora eu não pensei em nada, senti meu corpo mais leve e sabia o que tinha que fazer, meu corpo pareceu se mover sozinho, um sentimento de força me rondou e então ataquei, corri em direção ao monstro mirando em seu estomago, desviei de seus ataques e depois ouvi um último sibilar de cobra, que se transformou em um amontoado de poeira. Sentei atônito e ofegante, Spencer me levantou e começou a me puxar para fora da escola, Denver nos seguiu e assim não paramos de correr mais.

- Minha casa é aqui perto podemos... – Parei bruscamente puxando meu braço, não iria ficar assim sem saber nada, além do mais de quem estávamos fugindo? Eu estava confuso e irritado por não estar entendendo nada.

- O que foi aquilo? Não vou a lugar algum sem explicações.

- Esclarecemos tudo quando chegarmos a minha casa eu lhe prometo. – Disse-me Spencer me olhando nos olhos, seus olhos brilhavam tanto que diversas vezes eu me senti hipnotizado por eles, não leve a mal... Sei que é estranho, nem eu consigo entender o que acontece, e nesse momento aconteceu a mesma coisa – Vamos logo Tayler eu estou com fome! – Voltei de meu transe. Suspirei indignado, ele começou a me puxar novamente.

Chegamos no apartamento de Spencer que era bem grande por sinal, apertamos o interfone, ele apenas disse “sou eu” e a porta foi aberta. Subimos ao terceiro andar, apartamento 311, na entrada havia um tapete preto escrito “Bem Vindo” em azul e ao redor do olho mágico na porta havia uns desenhos estranhos, provavelmente letras gregas e de repente eles começaram a se mexer e formar a palavra “Protegido”. Não era a primeira vez que acontecia algo assim.

- Mãe?

- Filha! Você aqui já? – Filha?

- N-não mamãe sou eu o Spencer.

Uma mulher com aparência de uns trinta anos apareceu, usava um vestido rosa claro e pantufas, seu cabelo castanho estava preso em um rabo de cavalo, seus olhos estavam cheios de preocupação em um azul celeste fortemente brilhante, como os de Spencer.

- Oh me desculpe... Denver?! — Ela olhou estupefata para ele.

- Senhora Vector? – Ele a conhecia?

- Droga, eu me esqueci disso. – Spencer estapeou sua própria testa.

– Quer dizer que... Não mesmo. Eu não acredito que você seja...

Denver apontava incrédulo para Spencer que apenas assentiu derrotado.

- Eu não estou entendendo mais nada, como é que você conhece a mãe do Spencer? – perguntei a Denver

- Talvez esteja na hora de te contar a verdade. – respondeu Spencer.

- Como assim?

Spencer tirou seu boné, seu cabelo era incrivelmente enorme, castanho e liso, como é que ele... “ELA? Spencer era uma garota?” Meu queixo caiu, agora que eu pensei, nunca ia ao vestiário quando tinha aula de Ed. Física, mesmo assim ainda não estava acreditando, que meu melhor amigo era na verdade...

- Uma garota? Eu não acredito... – comecei a rir do nada, estava surpreso demais.

- Te enganei direitinho Sr. Coração. – Spencer disse desapontado.

- Não me chame assim. – Ela também tirou o casaco azul da Gap, talvez o usasse pra esconder os seios, agora estava com uma camiseta lisa também azul desviei o olhar corado, não acredito que fui enganado esse tempo todo assim como Denver que parecia conhecer ela há mais tempo, eu estava irritado, mas lembrei-me de algo mais importante – Vocês dois ainda não me responderam, por que aquelas coisas queriam me matar?

A mãe de Spencer, Senhora Vector olhou o/a assustada e perguntou:

- Renna não me diga que ele também é um meio-sangue? Por isso está aqui Denver? Ele já devia ter sido reclamado não?

- Sim Srta. Vector me mandaram por que suspeitaram que houvesse um aqui, apesar de eu ter sentido haver outro – disse ele olhando para Renna/Spencer, a única coisa que sei era que não estava entendendo realmente nada – Então acho que os monstros sen...

- Esperem! Antes de continuarem podem, por favor, me explicar direito o que está acontecendo? O porquê de aquelas criaturas estarem atrás de mim, e porque acabaram de me chamar de Meio-sangue? – nunca fui muito paciente.

- Certo, Sr.Coração desculpe, bem... Resumidamente sabe aqueles deuses Greco-romanos, os heróis, monstros, aqueles mitos todos?

- Sim, por quê?

- Então eles são reais, deuses vivem até hoje em dia disfarçados, a prova disso é que você pôde ver as dracaenae.

- Não estou acreditando.

- Eu já menti alguma vez pra você por acaso? – Eu a fitei incrédulo.

- Quer mesmo que eu responda?

- Veja... Realmente eu não queria ter que mentir pra você, eu queria ajudar Denver a te proteger e minha mãe veio morar aqui então eu ficava mais perto dela também, se Denver descobrisse que eu estava aqui me mandaria voltar para o acampamento não é? – Ela deu uma cotovelada em Denver que assentiu com uma cara de dor – Ah lembrei como posso te provar que não estou mentindo! Sabe aquelas outras criaturas da natureza? Sátiros, Ninfas, Dríades e etc... – Eu assenti. Ela olhou para Denver que se afastava e agitava as mãos na sua frente freneticamente em sinal de negação, então ela baixou as calças dele. Eu cairia de tanto rir se não estivesse tão perplexo, no lugar de pernas humanas Denver tinha pernas de bode, Renna o derrubou e tirou seus tênis, no lugar de pés ele tinha cascos fendidos vi em sua cabeça um par de chifres médios. Não podia acreditar eu tinha um amigo bode e uma amiga que eu pensava que era um amigo, o que eu não sabia era que coisas piores vinham por ai.

- Ah cara...

Notas finais
Então o que acharam? Se achou bom pode me mandar um comentário, se não gostou deixe um comentário também! Gosto de reviews, então Valeu povo que leu até aqui! Ah sim! Se alguém encontrou algum erro, me avisem! Fuuui...