No laboratório do patrulheiro, ele se concentrava tentando entender o que aquele protótipo fazia. Ted, seu braço direito tentava ajuda-lo sem sucesso. Não havia nada ali que informasse sobre o protótipo fora que o mesmo estava desaparecido.

O ambiente estava frio, mas era um clima até um pouco comum no laboratório. Havia vários fios espalhados pelo laboratório. Ted estava do lado dele, olhando para a foto, e depois olhou para o patrulheiro.

— Por que você não leva essa foto para a universidade? Talvez tenha algo lá que possa ajudar.

— Eu tenho a mais alta tecnológica disponível de Tecnocity. Se no meu laboratório eu não consegui a resposta, não vai ser na universidade. — Respondeu o patrulheiro

—É. Mas eles tem algo que você não tem.

— E o que seria? — Perguntou o patrulheiro

— Historia. Na universidade pode ter uma historia por trás disso.

— Humm.. Bem pensado, Ted. Vamos para lá agora mesmo.

— Bora. Só vou pegar minha jaqueta.

Na parte sul da cidade, Donn estava deitado com as mãos no peito, deitado na cama do seu apartamento minúsculo e bagunçado. Savannah estava sentada ao lado dele. Donn sorriu para ela, e a olhou um pouco descrente.

— Então, como planeja se infiltrar no meio dos heróis?

— Eu já não disse que eles não conhecem a Dark Aqua?

— E eu já não falei que sua ideia é idiota?

Savannah se levantou irritada.

— Ok, Donn. Você tem outra ideia?

— Tenho. Levante a bunda da cadeira e vá achar o protótipo antes que aquele herói pegue.

— Eu estava cuidando de você! — Exaltou Savannah

— Não preciso de cuidados. Eu sei me virar sozinho. — Disse ele friamente

— Quer saber? Ótimo. Você que sumiu o protótipo, não eu.

— Mas isso porque você não conseguiu rouba-lo primeiro.

— Eu estava esperando a hora certa de agir!

— Você demorou demais, e eu agi. Agora você precisa ser útil e pegar o protótipo.

— Quer saber? Eu vou agir do meu jeito.

— Ou seja, vai fracassar mais uma vez.

Savannah mordeu o lábio. Ela fechou os punhos e os apertou.

— Mas não serei culpado pela sua inutilidade. Eu irei ajudar do meu jeito. — Donn se levantou com dificuldade

— Ah é? Como? Você mal está se aguentando em pé. — Provocou Savannah

— E isso prova o quanto sou útil até mesmo debilitado.

— Vou seguir com o meu plano. — Ela se virou de costas e saiu do apartamento

Na universidade, Tay estava um pouco apreensivo. O local era grande, com vários prédios e campos. Tay estava no refeitório, com varias mesas brancas, e maquinas de comida. Ele se sentou em uma mesa enquanto Ted pegou uma garrafa de agua e se sentou na mesa.

— Vamos no departamento de historia e antropologia ver se achamos alguma coisa.

— É, eu sei.

— O que você está esperando?

— Honestamente? Eu não sei. Só que... A historia por trás desse protótipo me incomoda. Eu não sei o que esperar.

— Isso não é divertido? — Perguntou Ted sorrindo

— Tanto faz. Vamos ver isso. Eu fiz copias. Vá para o departamento de historia, e eu vou para o departamento de antropologia. Agiremos mais rápido assim. — Tay entregou um papel para Ted

— Ok. Estou indo para lá. Estou achando tudo emocionante.

Ted se afastou caminhando para o departamento de historia e Tay balançou a cabeça. Ted não tinha poderes e ajudava nas analises e encobri-lo quando ele precisava. Ted era um engenheiro da universidade. Ele ajudava Tay a criar algumas armas, mas foi difícil para ele se abrir para Ted, considerando que Ted não era do tipo que levava as coisas muito a serio. Mas, surpreendentemente Ted levou seu segredo a serio, e mais do que isso, propôs ser seu aliado. Tay abaixou a cabeça, segurando o papel, se lembrando de como conheceu Ted.

"Em um dia de trabalho normal, Tay estava sentado isolado no refeitório, já que o mesmo não tinha amigos. O refeitório estava movimentado porque o pessoal do setor estava organizando uma festa depois do expediente. Tay nunca fora convidado para festas. Ele não era popular o bastante. Caso fosse convidado, seria o garoto que ficaria no canto da festa observando tudo.

Ele observava o movimento do refeitório até ver um homem loiro de cabelo liso até a metade do pescoço comemorando a festa. Que idiota, Tay pensou. Ele estava conversando com todos e se divertindo. Ele viu Tay sentado no canto observando e foi até ele.

— E ai irmão, o que está fazendo ai?

— Humm... Só estou acabando o meu lanche e vou voltar para o laboratório.

— Espera ai, você não vai a festa hoje a noite?

— Por que eu deveria? — Perguntou Tay se levantando

— Porque as gatas curtem isso, saca? Elas não vão vir até você, você terá que ir até elas, ou será um completo solitário. — Ted deu um tapinha no peito de Tay que observou seu gesto

— Hummm.. Obrigado pela observação, eu acho. Vou indo, com licença.

Tay se afastou indo para o laboratório, de cabeça baixa. Ted não entendeu sua reação, e perguntou para um colega próximo:

— O que deu nele?

— Ele cresceu sem pais. Ele é muito sozinho, tanto que evita o máximo trabalhar com outros cientistas. Acho que ele já é um solitário.

— Ah... — Murmurou Ted, olhando para o local onde Tay tinha ido

Horas mais tarde, Tay estava caminhando em uma esquina um pouco escura perto da universidade. A esquina era mal iluminada. Ele ouviu alguém chamando ele, ele se afastou um pouco para procurar quem estava o chamando. Ele viu Ted com uma garrafa de cerveja na mão.

— Não quer mesmo ir para a festa? Está super divertido.

— Não. Fique com os outros bêbados. — Respondeu Tay, ainda caminhando

— O que é isso, orfaozinho? Se você não se socializar, não terá ninguém no mundo, do mesmo jeito que não tem pais.

Tay apertou os punhos e olhou para ele.

— Por favor, retire o que disse.

— Eu não estou falando por mal, sabe? Mas, se nem família você tem, por que não se socializar e conhecer pessoas novas?

— Eu não quero! Vá curtir sua festa, suas garotas, e me deixe ser o solitário órfão que eu sou! — Gritou Tay

— Calma cara, não precisa ficar tão bravo. Só tentei ajudar.

— Você não está ajudando em nada.

Tay começou a caminhar, e ouviu um grito e o barulho de uma garrafa caindo no chão. Ele se virou e viu dois homens armados segurando Ted pronto para assalta-lo. Ted gritou por ajuda, olhando para Tay que correu. Os homens estavam mascarados, e um deles jogou Tay no muro, fazendo ele se machucar. Ted naquele momento ficou com medo, podia ver nos seus olhos. E então de repente um homem com uma armadura azul correu até os homens os golpeando. Eles caíram o chão. Ted olhou para o patrulheiro chocado.

— Você.. Você é aquele que todos estão falando, o patrulheiro. Você me salvou! Obrigado!

— De nada.

— Ainda mais depois que um idiota me deixou para morrer...

O Patrulheiro apertou os punhos e se virou.

— Aproveite o restante da sua vida.

Um assaltante que estava observando tudo com uma arma laser e atirou na direção do patrulheiro. Ele bateu o corpo no muro. O assaltante correu. Ted ficou chocado, ao ver uma fumaça em volta e correu na direção do patrulheiro para ajuda-lo, mas ficou mais surpreso ainda ao ver a parte da armadura que cobria seu rosto que estava derretida. Era Tay. Ele o olhou com os olhos arregalados.

— Você?

— O que? — Ele tocou na parte derretida da armadura no rosto

— Você é o cara estranho do refeitório! Você é o patrulheiro! — Exasperou Ted

— Shh.. Fique em silencio. Ninguém pode saber disso. Se bem que poderia acabar com você agora mesmo, e garantir minha identidade.

— Heróis não matam. — Disse Ted confiante.

— Tem razão. Mas não sou herói. Sou um justiceiro. — Ted ao ouvir isso, engoliu em seco

— Fica frio cara...

— Quer saber? Não vou perder meu tempo com você. — Ele se virou de costas

— Espera ai.

— O que foi? — Ele o encarou

— Você vai sair assim? Quero dizer, você é incrível. E você me salvou.. Mesmo eu sendo um.. Babaca com você. Quero te ajudar no que puder.

— Você não pode me ajudar.

— Na verdade, posso. Sou um ótimo engenheiro. Podemos juntos criar uma armadura mais resistente que essa para isso não acontecer de novo. E ai, o que me diz? Sou Ted, falando nisso.- Sorriu Ted

— Tay.

E assim fizeram. Com ajuda de Ted, Tay conseguiu criar uma armadura mais resistente, com propriedades luminosas, mais resistente a lazer, e outros tipos de arma, praticamente impenetrável. Ted ajudou Tay não só a guardar sua identidade, mas lhe deu algo que Tay não sabia que precisava: Um amigo. "

Tay balançou a cabeça e caminhou até o departamento de antropologia. O corredor era estreito. Ele se aproximou de uma sala e bateu na porta branca. Um homem velho de cabelos brancos, olhos castanhos, atendeu a porta.

— No que posso ajudar? — Perguntou o antropólogo

— Eu queria saber se o senhor tem informações desse item. — Tay mostrou a foto para ele

— Hummm.. Acho que eu já vi algo parecido em uma expedição que eu fiz, mas não tenho os registros aqui, quer entrar?

— Eu gostaria muito. E então, o senhor o viu? Onde? — Perguntou Tay fechando a porta

— Eu o vi há muito tempo atrás quando tive um problema na expedição, mas se não fosse por ele..

— Ele quem? — Perguntou Tay

— Homem de ferro. Ele estava com esse protótipo.

Tay ficou com uma expressão seria, olhando para ele.