Tay olhava para o oficial de policia seriamente. Ele não estava gostando nada daquilo. Ele rapidamente olhou para Savannah que só sorria. Ela olhou para o chefe de policia, e depois para Tay.

— Bom, nós nos vemos amanha. Qual seu nome mesmo?

— Tay. — Respondeu ele seriamente

— Ah, Tay. Nos vemos amanha. Até mais. — Ela acenou, e Tay apertou os punhos

— E ai Tay, vamos embora? — Perguntou Ted se aproximando

— É. Eu acho que é melhor..

Tay e Ted saíram do prédio comercial farmacêutico e entraram no carro preto. Tay dirigiu velozmente. Sua expressão estava seria por todo o trajeto. Ele não estava gostando daquilo nem um pouco, mas o que ele poderia fazer? Discutir com o chefe de policia? Ele apertou os dedos no volante e não demorou muito até estacionar seu carro na garagem. Tay saltou para fora do carro e saiu rapidamente indo até o elevador. Ted correu para acompanha-lo. Eles entraram no elevador.

— Ei cara, o que foi?

— Me obrigaram a trabalhar com ela. — Reclamou Tay

A porta se abriu e ele saiu do elevador, se dirigindo até a cozinha. Era espaçosa com moveis brancos brilhantes, com uma mesa de preda redonda no meio da cozinha. Ele abriu a geladeira e pegou uma garrafa de cerveja.

— Com ela quem? Eu não estou entendendo..

— Com a Savannah! Quem você achou que era?

— Mas ela não é perita?

— E bióloga. O chefe de policia insistiu porque querem que ela saiba mais sobre o cofre e o sistema de segurança.

— Ah.. Mas veja pelo o lado positivo.

— E qual é? — Tay olhou para ele

— Ela é uma mulher bonita. Trabalhar com alguém assim, não deve ser ruim, não é?

— Eu preciso te lembrar que aquele vilão que roubou o protótipo estava na casa dela e você foi atacado?

— Parece que alguém invadiu a casa dela.

— Por que eu não engulo isso? — Tay deu um gole na cerveja

— Bom, no seu lugar, eu me aproveitava. Talvez eu apareça na sua sala mais tarde.

Tay o olhou seriamente e Ted sorriu.

No dia seguinte, já havia amanhecido. Tay se levantou da cama. E vestiu uma camisa azul escura básica e calça jeans. Ele saiu do quarto e desceu as escadas. Manley sorriu para ele.

— Bom dia senhor.

— Isso que vamos ver.

— O que houve, senhor?

— O chefe de policia está me obrigando a trabalhar com uma mulher que é suspeita para mim, Manley.

— Mas essa pode ser uma boa oportunidade para o senhor ficar de olho nela.

— É. Eu não tinha pensado nisso. Obrigado Manley.

Mais tarde na universidade, Tay se aproximou do refeitório. E viu Ted com um copo na mão, e um pequeno grupo afastado. Ele se aproximou de Ted.

— O que está havendo?

— Bem, a novata está fazendo uma movimentação. — Sorriu Ted

Ele olhou para o grupo e viu Savannah sorrindo. Uma mecha do cabelo estava um pouco para frente. Ele olhou para ela, e ela olhou para ele, e depois olhou para os homens que estava conversando. Tay olhou para o lado. Ele se virou de costas e entrou até na sala dele e vestiu um jaleco. Na sala havia vários projetos tecnológicos. Ele estava de costas para a porta, olhando um quadro cheio de cálculos e a porta abriu. Savannah estava com um jaleco branco e uma vasilha. Ele fechou a porta.

— Desculpe a demora.. Eu trouxe sanduiche de creme de amendoim.

— Não me importo com seu atraso, você nem deveria estar aqui. — Respondeu ele, de costas, olhando para o quadro

— Você sempre trata as pessoas tão bem assim?

— Não. Por isso eu gosto de trabalhar sozinho. E sou pior com quem eu não confio. — Tay olhou para ela, com seus olhos castanhos brilhantes

— Acho que você entendeu errado. Eu não pedi que confiasse em mim. Eu vou deixar o creme de amendoim na mesa. Trouxe para você.

— Não precisa. Obrigado.

— Entao... No que está trabalhando? — Perguntou ela, se aproximando do quadro

— Estou desenvolvendo um sistema de segurança para o banco de Tecnocity.

— Espero que não seja igual aquele que você criou. — Brincou ela

— Pode dispensar as brincadeiras?

— Desculpe.. Quer saber? Eu vou ali beber agua no corredor. Quer um pouco?

— Não. Obrigado.

Savannah saiu da sala e Tay olhou para o sanduiche de amendoim. Ele não confiava nela, e aquela situação estava o deixando incomodado. Mas Manley tinha razão. Essa era uma boa oportunidade para ele saber mais sobre ela. Savannah entrou novamente na sala e Tay olhou para ela.

— Entao.. Você é bióloga não é? O que você estuda?

— Bem, eu adoro animais, mas estudo o DNA. E ouros componentes biológicos do corpo.

— Que interessante..

— E é. Obrigado.

— E como virou perita?

— Não sei dizer. Era algo que me interessava, sabe?

— É. Você parece se interessar bastante por crimes. — Comentou Tay desconfiado

— Eu vou visitar o laboratório de biologia. Depois eu volto aqui.

Savannah saiu da sala e Tay olhou para a porta.

Horas mais tarde, era de tarde, quase anoitecendo. Dark Aqua caminhava na floresta atras do protótipo, mas não achou nada. O apartamento deles era próximo da floresta. Ela havia procurado por dias e nada. Será que o patrulheiro tinha achado o protótipo? Ela pensou. Enquanto caminhava, ela viu mini poça de agua no chão. Ela achou estranho porque não tinha chovido. Ela olhou em volta e ouviu um riso. Ela se virou de costas e viu um homem de cabelos cor gelo até o pescoço, com regata branca e calça branca e olhos verdes rindo em cima da arvore. Ela o olhou e ele saltou da arvore ficando na frente dela.

— O que faz sozinha no meio da floresta?

— Por que todos tem mania de perguntar isso? — Perguntou ela seria

— Eu não sei que todos. Sou novo na cidade. Acabei de chegar.

— Quem é você?

— Bem, eu sou conhecido como Snow. — Ele estendeu a mão no e fez uma mini escultura de gelo

— Você tem poderes de gelo? — Perguntou Dark Aqua surpresa

— E você gracinha? O que é?

— Sou Dark Aqua. Uma... Heroina. — Disse ela hesitante

— É mesmo? Não tem cara de heroína. Você me parece.. Alguém que gosta do perigo, não uma garota boazinha combatendo o crime.

— Você não sabe nada sobre mim.

— Tanto faz. Eu cheguei não tem uma hora e já veio um cara robotizado atrás de mim.

— Ele tem esse habito. — Murmurou Dark Aqua

— Lá vem ele. — Apontou Snow

O patrulheiro voando se aproximou dos dois e encarou o homem de cabelo cor gelo.

— Quem é você?

— Sou Snow. E você, lata de sardinhas?

— Como é que é?! — Exasperou o patrulheiro

— É. Um cara vestindo uma armadura dessas, deve estar um calor ai dentro não é? Posso cuidar disso para você. — Cutucou a armadura

— Sai de cima. — Empurrou o patrulheiro

— Ah que pena. Enquanto eu vagava pela floresta eu achei algo interessante. — Ele mostrou o protótipo

Dark Aqua e o Patrulheiro encaravam o homem misterioso que sorria segurando o protótipo.