Heroes
7 [Parte I - It starts with ULTRON] Capítulo 5 - Party (I/II)
A música ecoava no largo espaço quer era a sala comum da torre. Pessoas enchiam o espaço, algumas ocupando a superfície do bar, outras reunidas em pequenos grupos nas suas próprias conversações. Risadas enchendo o espaço a cada poucos minutos.
Steve estava mais do que agradecido que, naquele dia, Tony não decidira colocar metálica ou eletrónica a rugir nas colunas. Leves músicas de jaz, blues e pop a servirem como fundo para as conversas cruzadas e para o som das tacadas na mesa de bilhar.
Ele definitivamente apreciava aquele pequeno momento de paz, quando o mundo não precisava que ele fosse Capitão América. O soldado vestido com as cores dos Estados Unidos, de escudo no braço e o mundo nas costas. Então, naquele momento de paz tudo o que Steve tinha de fazer era sorrir a aproveitar o seu momento de glória enquanto arrasava Sam em mais um jogo bilhar.
— Volta! Volta! – este dizia entusiasmado após mais uma tacada, fazendo Steve sorrir. Sorriso que se desenvolveu numa grande gargalhada quando a bola não atingiu o seu alvo.
Sam fez um som de desaprovação, libertando um A sério? sob a sua respiração, enquanto um dos veteranos presentes na festa lhe dava uma encorajadora palmada no ombro. A cena fez com que Steve gargalha-se com mais vontade.
Não demorou muito para que Sam desistisse, pousando o taco com um suspiro em cima da mesa de bilhar.
— Há alguma coisa que tu não consigas fazer?
O capitão ofereceu-lhe um sorriso tímido.
— Um par de coisas na verdade.
— E porque é que eu tenho dificuldade em acreditar nisso?
Steve não pode evitar rir-se em retorno.
— Vá lá, mau perdedor. Vamos buscar uma bebida. – tentou animar o amigo, colocando a mão no seu ombro e guiando-o em direção ao bar.
— Oh! Tu pagas? – Sam perguntou com uma sobrancelha erguida e um sorriso trocista e tudo o que Steve pode fazer foi a abanar a cabeça. Definitivamente ele sentira saudades do amigo naqueles últimos meses.
Foi apenas após terem coletado uma bebida para Sam no bar, que disse muito animadamente ao bartender para colocar na conta de Steve (o que fez com que ganhasse um olhar incrédulo por parte do jovem rapaz que servia as bebidas), que Steve começou a contar a mais recente aventura dos Avengers. Não era incomum para o grupo procurar e destruir bases da Hidra e definitivamente Sam parecia apreciar ouvir as histórias que sempre pareciam ter algo de incrível.
— Parece ter sido uma luta do inferno. – Sam disse enquanto se moviam entre os convidados. – Peço desculpa por ter perdido isso!
— Se eu soubesse que iria haver um tiroteio eu teria definitivamente ligado para ti. – o loiro devolveu com um pequeno sorriso.
— Oh não. Eu não lamento na verdade. Estou apenas a tentar parecer forte. – oh, claro, como é que Steve não adivinhara? – Eu estou muito feliz a perseguir pistas no nosso caso de pessoas desaparecidas. – E Steve não podia agradecer-lhe o suficiente por isso. – Ser um Avenger é o teu mundo.
E sempre seria, ele não pode deixar de pensar com um certo quê de amargura. Ele nascera para proteger, para ser o soldado na linha da frente. Mas seria ele apenas isso? Um soldado destinado a lutar até ao fim da sua vida?
— E o teu mundo é de loucos. –Sam completou enquanto paravam numa das varandas superiores, apreciando a multidão que se divertia em baixo.
— No entanto tão humilde. – Steve respondeu prontamente.
— Já encontraste uma casa em Brooklyn? – o ex soldado perguntou antes de tomar um gole da sua bebida.
— Eu não acho que possa pagar uma casa em Brooklyn. – e havia uma certa amargura nas suas palavras.
— Tu sabes, o nosso lar é o nosso lar.
— Lar não tem de significar um lugar.
Ambos se viraram na direção da voz, surpreendidos pela intromissão. Steve sentindo-se ainda mais surpreendido quando encontrou Elia, que não via desde a noite anterior. Esta usava um top de alças preto que desaparecia sob uma saia brilhante dourada. Uma discreta maquiagem cobria a sua expressão marcada pelo cansaço e pelas poucas horas bem dormidas. O cabelo caia-lhe pelas costas em ondas soltas, no entanto parecia mais curto e de alguma forma mais saudável.
— Desculpem. – a agente pronunciou-se de novo com um sorriso tímido no rosto. – Não pretendida intrometer-me na conversa.
Steve ofereceu-lhe um pequeno sorriso que esperava ser tranquilizador. Não lhe escapou despercebido, pela sua visão periférica o sorriso traquina que se apoderou do rosto de Sam. Viu com ligeiro divertimento o amigo esticar a mão na direção da morena e dizer num tom absurdamente galanteador:
— Acredito que ainda não tivemos o prazer de nos conhecer. Sam Wilson.
Elia ergueu uma sobrancelha e Steve pode perceber que pelo seu olhar que ela se encontrava divertida perante a situação.
— É um prazer conhecer pessoalmente o famoso Falcon. – viu-a responder num tom divertido enquanto também estendia a sua mão em forma de cumprimento – Elia Steal.
Os olhos de Sam arregalaram-se.
— A rapariga que foi encontrada em Sokovia?
E Steve teve de conter a vontade de bater no amigo.
— Sam. – disse-lhe num tom de aviso, mas Elia abanou-lhe discretamente a cabeça e mostrou-lhe um pequeno sorriso que lhe dizia que não tinha qualquer importância.
Elia dirigiu então o seu sorriso para o ex soldado.
— Essa seria eu.
Sam teve a decência de parecer envergonhado:
— Lamento imenso.
A agente ofereceu apenas um sorriso, posicionando-se ao lado do loiro e apreciando também a multidão que se aglomerava abaixo deles. Steve acompanhou o movimento, apoiando os braços na grade de proteção, optando por olhar o céu pouco estrelado visível por uma das enormes janelas.
— Quando a Nat me disse que haveria uma festa eu estava à espera de tudo, mas tenho de admitir que isto não fazia parte do tudo.
Steve soltou uma risada sob a sua respiração, ouvindo Sam rir-se ao seu lado.
— O Stark gosta de se exibir, isso é certo. – Sam respondeu antes que o loiro tivesse oportunidade de dizer o que quer que fosse.
— Ele comemora todas as vossas vitórias desta forma? – ela preguntou de forma descrente. – A vossa vida deve ser uma festa!
— As coisas seriam mais fáceis se assim fosse. – as palavras estavam fora da sua boca antes que Steve pudesse impedi-lo, e o tom ligeiramente áspero que continham não lhe passou despercebido. No entanto, o olhar que Elia lhe dedicou não tinha qualquer sinal de mágoa ou desconforto. Tudo o que ele podia ver nos olhos esmeralda era simpatia e compreensão.
— Bem, eu estou a divertir-me bastante, mas está na hora de ir. O caso de pessoas desaparecidas requer a minha atenção amanhã cedo. – Sam disse repentinamente, fazendo com Steve e Elia olhassem na sua direção. Steve dedicou ao amigo um sorriso agradecido e deu-lhe um curto abraço em forma de despedida.
Elia escolheu despedir-se com um sorriso e palavras educadas:
— Foi um prazer conhecê-lo, senhor Wilson.
O sorriso que Sam lhe dedicou era tão aberto que Steve temeu as palavras que sairiam da boca do soldado.
— O prazer foi meu. Talvez possamos ter uma conversa mais elaborada um dia destes, quando ambas as nossas apertadas agendas o permitirem. Talvez um café?
A expressão de Elia mostrava o divertimento pelas tentativas de galanteios de Sam.
— Talvez um dia. – ela respondeu-lhe de forma enigmática.
Steve não pode evitar abanar a cabeça enquanto o amigo se afastava com um sorriso que rivalizava com o de alguém que tivesse acabado de ganhar a lotaria.
— Peço desculpa por isto. O Sam por vezes não tem filtro.
Elia voltou a admirar a multidão que desfrutava da festa com um pequeno sorriso antes de lhe responder.
— Não tem qualquer problema. Ele parece ser uma pessoa divertida de se ter por perto.
— Definitivamente ele é. – Steve concordou, voltando a apoiar-se na grade.
Um momento de confortável silêncio passou-se entre os dois antes de Elia voltar a fazer-se ouvir num tom de voz hesitante.
— Não me querendo intrometer, e não tens de responder se não o quiseres, mas o Sam falou num caso de pessoas desaparecidas… — as palavras da morena pairaram no ar numa pergunta inacabada. O super soldado suspirou. – É só que… Se eu poder ajudar de alguma forma…
Steve ponderou as suas palavras, apercebendo-se pela primeira vez de que havia muito do que se passara nos últimos meses que eram um completo mistério para a agente.
— Alguma vez ouviste falar de alguém chamado Bucky Barnes? – perguntou, tentando perceber o que é que a agente sabia sobre aquele que fora em tempos o seu melhor amigo.
Não esperara o sorriso algo que carinhoso que viu nos lábios de Elia. E, com toda a certeza, não esperara ser respondido com outra pergunta.
— Durante o tempo que passaste na SHIELD, alguma vez ouviste falar na Parede de Honra? – Steve abanou a cabeça negativamente, confuso com a pergunta. – Cada edifício considerado de importância para a agência tinha uma réplica. Tratava-se uma espécie de monumento aos agentes que deram a sua vida em defesa dos outros. Por ordem de um dos fundadores da SHIELD, o nome do Sargento James Barnes foi o primeiro a ser gravado na Parede. – um ligeiro aperto formou-se no coração de Steve, sabendo perfeitamente que fundador teria dado essa ordem. – Eu levar-te-ia a uma das Paredes, mas acho que já não há nenhuma para ver.
O olhar de absoluta tristeza que encontrou no rosto de Elia levou a que pousasse uma das suas mãos sobre uma das mãos da morena, no que ele esperava ser um gesto de conforto. Viu-a abanar ligeiramente a cabeça, como para dissipar memórias e sentimentos definitivamente não adequados para uma festa.
— Eu cresci a ler sobre os feitos que tu, James Barnes e os restantes Howling Comandos fizeram durante a Guerra.
— Ler? – Steve perguntou confuso, procurando na sua memória se alguém haveria, alguma vez, mencionado livros ou documentos sobre as façanhas dos seus companheiros durante aquele tempo.
— Sim. Eu passei muito tempo da minha adolescência, demasiado tempo segundo Fury, trancada nos arquivos do Treskelion. Havia lá vários documentos e relatórios guardados pela SSR redigidos durante a Segunda Guerra Mundial. Muitos dos relatórios diziam respeitos às missões levadas a cabo pelos Comandos. – uma expressão solene apoderou-se da face feminina enquanto Elia olhava na direção de Steve – Eu lamento imenso pelo que aconteceu Steve.
E aquela era a deixa para o super soldado largar a bomba.
— O Bucky está vivo Elia. – os olhos da agente arregalaram-se, surpresos, mas uma outra emoção encontrava-se de tal forma enterrada nas iris verdes que Steve não foi capaz de decifrá-la. – A Hydra experimentou nele quando toda a unidade foi capturada. O que quer que eles tenham feito ajudou-o a sobreviver à queda e permitiu que eles o capturassem.
— Ele foi prisioneiro da Hydra durante todo este tempo?
Steve assentiu.
— Eles apagaram as memórias dele de alguma forma… — a dor que se apoderava dele sempre que tocava no assunto era audível nas suas palavras, mas foi com surpresa que sentiu a pequena mão de Elia pousar do seu braço, sendo ela a oferecer conforto naquele momento. – Eles transformaram-no no Winter Soldier.
Uma sombra de medo passou pelos olhos de Elia. E tão rápido como apareceu, desapareceu. Steve não a teria visto de todo se não estivesse tão atentou aos olhos que pareciam cativar sempre a sua total atenção. Não importava o quão serena estivesse a expressão da agente, Steve começou a perceber naquele momento, os olhos dela traiam sempre as suas emoções.
— Conhecê-lo. – não era uma pergunta e a afirmação fez com que o olhar de Elia fugisse do seu, novamente treinado no andar inferior.
— Todos os agentes ouviram, em algum ponto, falar do Winter Soldier. Em Sokovia, nos meus primeiros dias… Eu recordo-me de ouvir o nome, foi assim que percebi que ele estava de alguma forma ligado à Hydra. Mas eu nunca imaginei que ele fosse… — um suspiro passou pelos lábios da morena e esta fechou os olhos antes de encarar Steve novamente. Os olhos com as emoções tão escondidas que Steve não pode deixar de se sentir algo alarmado. – Eu lamento imenso Steve. Se houver algo que eu possa fazer para ajudar por favor não hesites em pedir-me.
Ele não pode deixar de lhe dedicar um sorriso agradecido.
— Sabes, eu acho que serias uma excelente adição para a equipa. – viu Elia olhá-lo de forma confusa pela repentina mudança de tópico. – Eu li o teu ficheiro. Nós teríamos sorte em ter-te do nosso lado.
— Eu não sei se fui talhada para ser uma Avenger. Eu sou uma agente Steve, é a única coisa que sei ser.
— Isso não significa que não possas ser algo mais. Porque é que não pensas sobre o assunto?
Elia hesitou antes de responder.
— Tudo bem, eu prometo pensar sobre isso e dar-te uma resposta.
— Leva o tempo que precisares para pensar. Não há pressa.
A agente mostrou um pequeno sorriso, um pouco do peso da conversa anterior a sair dos ombros de ambos.
Uma alta risada chamou a atenção de Steve, reconhecendo imediatamente o trovejante som como pertencendo a Thor. Um rápido olhar pela sala deixou-o saber que o Deus do Trovão se encontrava perto de um dos bares rodeado pelos soldados veteranos que Tony tinha feito tradição serem convidados paras as festas na Torre.
Foi quando sentiu movimento ao seu lado que se apercebeu que Elia também observava Thor interagir com os idosos com um sorriso terno.
— Veteranos? – ouvi-a perguntar, ao que acenou positivamente como resposta.
— O Stark convida-os sempre. Diz que é para me manterem companhia.
A baixa risada da morena confundiu-se com as altas gargalhadas de Thor.
— Porque é que eu não me consigo decidir se ele está a ser simpático ou a chamar-te velho?
Steve riu-se perante a pergunta.
— Tenho a certeza que ele me está a chamar velho. – e no entanto o sorriu não saiu da sua face. Ouvir e partilhar histórias com homens que também tinham vivenciado os horrores da guerra era estranhamente terapêutico para o super soldado. – Gostarias de conhecê-los?
O sorriso de Elia só podia ser descrito como encantador.
— Seria uma honra.
Steve estendeu a mão, indicando a Elia que seguisse na sua frente. Observou-a, enquanto caminhava com ela, aproximar-se do bar e pegar em duas cervejas recentemente abertas. A morena tomou um pequeno gole de uma das garrafas enquanto passava a outra a Steve, que lhe agradeceu. Gargalhadas dominavam a conversa entre o asgardiano e os veteranos quando ambos ficaram próximos do grupo.
— Ora, ora. – um dos veteranos, Arnald, exclamou ao ver o par – O nosso capitão está bem acompanhado esta noite. Namorada?
O super soldado não pode evitar o ligeiro, quase impercetível rubor, que passou pelo seu rosto. Foi rápido a negar a constatação do velho sargento.
— Não. Não. – disse rapidamente – Futura colega de trabalho, espero.
— Pelo menos apresenta-nos a dama, rapaz!
A risada de Elia fluiu pelo espaço, enquanto Steve se sentia cada vez mais embaraçado. Pelo menos, pensou, parecia ser fonte de entretenimento para a jovem agente.
— Elia Steal. É um prazer conhecer-vos cavalheiros. – ela apresentou-se estendendo a mão na direção de Arnald para o cumprimentar.
Foi então a vez de Steve de se sentir divertido perante o espanto da morena quando o ex-soldado lhe pegou na mão e a levou aos lábios, depositando um pequeno beijo.
— O prazer é todo meu, senhorita. Sargento Arnold Davis, ao seu inteiro dispor.
— Marines? – ela perguntou, surpreendendo o idoso.
— Urah! – foi a resposta entusiástica.
Rapidamente todos os veteranos seguiram o exemplo de Arnold, apresentando-se a Elia e brindando-a com um beijo na mão. Steve tomara Elia pelo tipo de mulher difícil de fazer corar, mas estava incrivelmente divertido por estar errado. Talvez estivesse a passar demasiado tempo com Natasha.
A conversa voltou a fluir tão depressa como fora interrompida, com Thor a continuar a deliciar o grupo com histórias de batalhas travadas noutros planetas e com uma enorme quantidade de perguntas a Elia. Thor parecia entreter-se especialmente com as respostas da rapariga aos avanços descarados de um ligeiramente intoxicado Coronel Thomas.
A conversa só foi novamente interrompida quando Thor retirou um pequeno frasco de licor e despejou um pouco do seu continuo no copo que tinha na mão.
— Eu tenho que experimentar um pouco disso. – Arnold disse, preparando-se para estender o seu copo.
— Oh, não, não. – Thor respondeu. – Isto envelheceu durante mil anos, em barris fabricados com os destroços da frota de Brunhilde. – Steve olhou septicamente para o copo quando o asgardiano lho colocou na mão, cheirando o seu conteúdo. – Não é destinado a homens mortais.
— Também não o era a praia de Omaha, loirinho. Para de tentar assustar-nos, vá lá! – Thomas interveio, fazendo sinal para que Thor colocasse o licor no copo que tinha à sua frente.
Steve e Thor trocaram um olhar, o deus perguntando silenciosamente ao super soldado se devia conceder o pedido, recebendo um encolher de ombros.
— Está bem. – acabou Thor por concordar, colocando licor em ada copo que lhe foi extendido. O seu olhar recaiu por fim na agente que bebia pequenos goles da sua segunda garrafa de cerveja enquanto observava divertida a cena. – Lady Elia? – perguntou mostrando o licor.
— Oh não, eu passo desta vez, obrigada. — a agente aproximou-se então de Steve, falando-lhe num tom secretivo. — Eu tenho um pressentimento. Um pressentimento não muito bom.
— Eu também. – Steve respondeu-lhe no mesmo tom, baixando o olhar para encontrar o dela. Partilharam então uma silenciosa risada enquanto batiam copo e garrafa num brinde antes de tomarem um gole das respetivas bebidas.
A bebida passou suavemente pela garganta de Steve, deixando para trás um sabor adocicado e um agradável calor. Mas os seus olhos arregalaram-se quando a bebida atingiu o seu estômago, onde pareceu espalhar-se como um intenso incêndio num terreno de folhagem seca. Olhou admirado para o copo.
— Steve? – a voz preocupada de Elia fê-lo voltar o seu olhar para o dela.
— Eu acho que era capaz de ficar bêbado com isto.
Uma bebida capaz de deixar bêbado um super soldado, cujo metabolismo é quatro vezes mais rápido que o de um homem comum, não era realmente bebida para um comum mortal. Então, não demorou muito que os veteranos que tinham insistido em provar o licor tivessem de ser levados por alguns dos empregados contratados para a festa, tendo ultrapassado em muito o nível de ligeiramente intoxicados.
— Thor. – Elia pronunciou-se – Nunca me ofereças desse licor.
E a poderosa gargalhada do deus do trovou foi ouvida em toda a divisão.
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