Herobrine: Verdade ou mentira?
1 Amizade
Notas iniciais
O vulto se movia como um espectro nas sombras feitas pelas árvores de eucalipto. Ele se sentou num toco de árvore. Se lembrava do que aconteceu.
Era como se fosse ontem.
Ele estava dormindo em sua cama feita de lã azul. De repente vários barulhos de explosão o acordaram. Se levantou rapidamente e ingeriu uma dose de poção da agilidade 8:00. Correu para o centro da vila. Vários seres estranhos se moviam nas sombras. Um de pele verde e roupa rasgada azul atacou ele. Babava pelo lado esquerdo e tentava estraçalhar Hero. Ele se esquivou e gritou:
–Pai! Mãe!
Eles chamaram ele. Um ser com um arco se desmanchou em ossos depois de ser atingido por uma espada de ferro. Leela e Sherf, pais de Hero passaram a mão na cabeça dele:
– Filho... pegue a profecia- Então um ser verde de quatro pernas e sem braços entrou. Não conheciam nenhum dos seres. Mas esse começou a piscar e inchar como dinamite. Hero puxou os pais que haviam sido lançados por uma explosão. Começou a levar eles para o abrigo. Conseguiu, mas morreu na tentativa de salvar seus pais.
Ou quase.
Uma pessoa lhe deu uma poção para prolongar a vida. Não poderia morrer por velhice. Mas a poção começou uma mutação em Hero. Ela era feita a base de ervas especiais sem fungo do nether. Mas alguém tinha posto sal. A mutação fez Hero ficar de olhos luminosos e brancos. Ele saiu do abrigo e correu para a floresta. Sua vila estava em paz.
TSSSSSSSSS.
Já ouvira esse som, pensou ele acordando do transe. Naquela noite em que quase morreu. Ele iria morrer essa? Não. Girou e cortou dois creepers ao meio com uma espada de pedra. Seus olhos luminosos ficaram vermelhos de lágrimas.
Ele decidiu que era hora de ir para casa. Ele foi por outro caminho e seus olhos luminosos e brancos
se encheram de dúvida. Uma casa? Nessa floresta? Tudo bem subterrânea, mas dentro da floresta, exposta assim? Feita de tábuas da selva. Ele entrou na casa e examinou. Abriu um armário e viu que duas pessoas moravam lá. Talvez uma menina de dezessete e um homem de dezesseis.
Subiu um andar e encontrou uma pequena cozinha com um armário/baú em cima da pia cheio de batatas. Um aroma de cenouras assadas enchia o ar. Uma espada de ferro estava em cima de uma cama de lã verde-limão. Em outra vermelho-escura estava uma picareta de ferro. Num baú continham picaretas de ferro e pedra, espadas de ferro e uma tigela de ensopado de cogumelos. Descobriu um banheiro limpo e seco. Também um quarto com túnicas de couro e elmos de ouro.
Ele saiu pelas portas do fundo e encontrou uma plantação e alguns estábulos com cavalos, porcos e galinhas. Uma mina iluminada estava fechada com portas de madeira. Ele entrou e viu duas pessoas minerando. Pedregulho caía no chão e eles pegavam. Encontraram um minério de ferro que mineraram. Herobrine se escondeu e viu eles passarem cansados. A mulher entrou na casa e o homem matou duas galinhas. Ele pegou alguns cogumelos numa casa fechada e escura com chão de pedregulho e fez duas tigelas. Entrou na casa e trancou a porta. Herobrine entrou abrindo a porta e trancando novamente. Mas um grito o impediu:
–O He-he-roobrineee. Socorro Steveeee.
–Calma!- disse Herobrine, enquanto ela apontava um faca de ferro para ele.- Não vou te machucar!
Ela baixou a faca e um homem entrou no quarto. Ele soltou um grito estrangulado e a mulher impediu ele.
–E-ele disse que não vai nos machucar. Mas levante a espada.
Os dois levantaram as espadas e Herobrine soltou uma pequena lágrima luminosa. A mulher parecia sua mãe. Tinha olhos castanhos da cor roxa. Usava uma camiseta sem mangas que deixava a barriga de fora, azul. Uma saia que chegava aos joelhos, azul-arroxeada. Seus cabelos estavam em cascata e
eram marrons-escuro. Já o homem parecia a si mesmo, mas sem olhos brilhantes.
–Aquilo é... uma lágrima Leela?- perguntou Steve, o homem. Herobrine começou a chorar. Aquele era o nome da sua mãe.
–Ele está... chorando...
Herobrine viu uma pontada de surpresa e de pena, que acontecia com sua mãe quando alguém chorava...
–Você é filha de Leela e Sherf?
–Sim... como sabe?
Ele abraçou ela, e a surpresa foi tão grande que ela empurrou Herobrine. Ele disse:
–Você é minha irmã.
Ela disse:
–M-m-mas o que?
Herobrine contou a sua história. Ele disse que não era mau. Que não matava. Que ele era usado como lenda para explicar o que as feras faziam.
Steve disse:
–Que história. Você é normal? Só não envelhece, só tem olhos brilhantes?
Herobrine piscou e seus olhos ficaram normais.
–É.- Ele piscou novamente e o brilho voltou.
Eles conversaram. Herobrine disse:
–Posso morar com vocês?
Eles assentiram e então herobrine saiu da casa.
Algumas horas depois ele voltou com duas bolsas cheias e um baú portátil.
–Peguei minhas coisas. E não, não tenho itens de diamantes. Mas tenho dois peitorais de ferro.
Eles pegaram os peitorais e vestiram. Eles estavam desgastados e com arranhões. Um pedaço de ferro perto do quadril estava soltando na do Steve. Mas fora isso estavam boas. Herobrine pegou uma adaga de ferro e colocou num cinturão da sua armadura de couro cheia de buracos. Tomou um gole de leite num copo de madeira. Um pequeno brasão de ouro escapava de uma bolsa. Ele cobriu e tomou o resto do leite. Deu um abraço na irmã, um aperto de mão em Steve, que namorava sua irmã, e foi dormir. Depois de um tempo acordado ouviu explosões. Pegou sua adaga de ferro, sua túnica de couro e um elmo de ouro. Ouviu outra explosão e correu para baixo. Ativou seu único poder: Um avatar azulado segurando uma adaga de ferro. Tinha dois metros de altura. Ele se desprendeu do corpo de Herobrine e foi na frente, imitando seus movimentos. Cinco creepers, seres de quatro pernas e nenhum braço, que explodiam, estavam parados nas frente deles. Seu rosto vazio encarou sua irmã. Ela estava sem movimentos e o creeper piscou e quase explodiu Leela, mas Herobrine puxou ela. Ele mandou o avatar cortar os creepers, e quando foram cortados eles se desmancharam em pólvora.:
–Essa foi minha terceira fez que faço essa transformação. Da primeira para segunda fiquei nove anos sem fazer nada. Da segunda para terceira, ou seja, até agora, dois anos. Mas significa que vai demorar um bom tempo para fazer de novo. Desde os cinco anos estou na floresta.- disse ele, fazendo com que ficassem admirados.
Ele se deitou de novo e dormiu.
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