Herobrine - A Lenda

2 Temp. 1 Cap. 1 - Acordando.


Notas iniciais
Neste capitulo nosso heróis libertaram uma entidade adormecida chamada Herobrine, o que será que acontecera em seguida.

DIAS DE HOJE

Eu estava deitado no banco do pátio da escola; o sol batia em meu rosto, e por mais estranho que possa parecer, era gostoso. Sempre passava horas dentro do laboratório; um pouco de melanina seria util.
Eu era o único aluno da turma que já havia terminado a prova de poções. Não entendia como o resto da galera tinha tanta dificuldade para fazer uma poção de agilidade (ela deixava bem, hum... superligado). Era simples: bastava um fungo de nether e açúcar. Fazer uma mistura base com fungo, aquecer a 315 graus, inclinar a vasilha a 45 graus, retirar as sobras e acrescentar açúcar. Pronto.

Poucas coisas na vida eram mais fáceis...

Ainda assim, meus três melhores amigos estavam na sala fazendo a prova. Gustavo devia estar chorando de medo de um nota baixa, querendo só jogar lolzin. Marcelo, certeza, devia estar atirando os olhos para todos os lados em busca de alguma cola. E Carlos, ah, não há como falar mal do Carlos... certeza que eles estava fazendo o melhor.

E eu? Bem, olhando o todo, eu sonhava ser cientista e realizar as maiores descobertas do mundo Mine. A alquimia começava a ser tornar valorizada por aqui e eu tinha boas chances de me dar bem. Por mais que minha mãe gostasse de pegar no meu pé por, às vezes, ficar o dia inteiro na internet.

— Ei, Maikon, seu filho da mãe — Marcelo chegou gritando de longe -, obrigado pela cola que você não me passou.

Ele se jogou no banco, em cima das minhas pernas. Esse era Marcelo: sempre muito carinhoso... Reclamei de dor e sentei, para evitar que mais alguém pulasse em cima de mim.
Gustavo vinha logo atrás, com aquela maldita camiseta do Homem-Aranha. O moço nem tirou os olhos do celular e se espremeu na ponta do banco. Carlos estendeu a mão e sentou no chão. Ninguém havia se cumprimentado direito no começo do dia, quando chegamos à escola. Todos estavam tensos demais. O professor Anisso adorava chegar cedo na sala para contar suas façanhas com os experimentos.

— Na boa, Gustavo, a gente já lhe avisou... — comecei.

— Esqueça, mano, eu falei isso agora — cortou Marcelo.

— Ah, me deixa...

— Gustavo, de verdade... nada contra... mas parece que você está usando um sutiã por cima da blusa — ponderou Carlos.

— NÃO É UM SUTIÃ! — retrucou Gustavo, largando o celular. — Eu já falei que são...

Nós o interrompemos e falamos juntos:

— Os olhos do Homem-Aranha; HAHAHAHA!

Gustavo fez sua cara feia de sempre: nariz torcido, sobrancelhas erguidas e bico ridículo.

— E você, Maikon, parece o Garfield, de tão preguiçoso!

— Os pais dele cortaram o Deadpool... e agora só mandam quadrinhos educativos ou recreativos — respondeu Carlos, segurando o riso.

Eu franzi a sobrancelha, não entendi nada.

— Ele não lhe contou? — perguntou Marcelo, e nem esperou a resposta para completar. — Essa anta ia mandar uma mensagem no nosso grupo. Com uma foto de uma cena do Deadpool estraçalhando uns caras e um monte de xingamentos. Fale onde você mandou isso Gustavo

— No... no grupo da minha família...

HAHAHAHAHAHAHAHAHA!

— N-Ã-O A-C-R-E-D-I-T-O! — gritei
Vou dizer uma coisa: parar de rir foi muito mais difícil que terminar aquela prova de poções. Só conseguimos mesmo quando, de repente, com um expressão séria e voz um tanto quando viciante, Carlos nos chamou a atenção:

— Moços, vocês viram isso?

"Jovens são encontrados mortos em vilarejo histórico próximo a cidade."

— Isso ai não foi onde a gente fez aquela aposta? — perguntou Gustavo

— Sim, foi lá. Duas semanas atrás?

— Ei, Maikon, seu Zé, você tem os vídeos. Pegue ai no seu celular, vamos ver.

Peguei meu celular, digitei a senha 2003 e abri o vídeo;

HORAS DEPOIS

Os quatro estavam atrás da pequena construção de pedra que dava acesso a uma antiga mina. A entrada era proibida. Mais cedo, quando passaram por ali com a turma, o professor Anisso disse que o local era amaldiçoado emitia uma risada maléfica péssima, que não fez ninguém rir. Depois, seguiram para um tipo de igreja malcuidada e com uns símbolos estranhos na parede, onde uma mulher, trabalhava lá, contou a história do vilarejo.

Anisso, mais empolgado que qualquer um dos alunos, ergueu a mão e perguntou sobre uma lenda antiga e misteriosa. A mulher, mascando um chiclete que parecia ocupar toda a sua boca, fez beicinho, balançou a cabeça em negativa e ignorou a pregunta do professor. Depois disso, todos foram liberados para lanchar.

CHEGANDO NA VILA

— Não, não, vocês vão... eu fico aqui, não desço lá nem por Aslam — disse Gustavo olhando para Maikon, que filmava tudo.

— Deixe de ser Zé, Gustavo — reclamou Marcelo.

Carlos fez um sinal de calma e interveio:

— Gustavo, temos que ir todos juntos... Somos amigos em todas as horas.

Maikon, curioso como qualquer cientista (ou melhor, protótipo de cientista), já estava sem paciência, porque o intervalo era curto. Faltou pouco para não arrastar o amigo pela camisa do Homem-Aranha que Gustavo nunca tirava do corpo. Mas respirou fundo, acalmou-se e disse:

— Seguinte, moço. Uma aposta. Se você entrar e fizer tudo sem reclamar, eu lhe dou meu Han Solo, aquele que você ama.

— O Han Solo?!

O brilho dos olhos de Gustavo denuncio que a aposta estava aceita.

— Caramba, até eu queria — disse Marcelo, indignado.

Com cuidado para que ninguém os observasse, os quatro entraram no lugar proibido.

De início, sentiram uma leve penumbra pelas escadarias lisas e malfeitas. Cair ali seria facinho. E foi o que aconteceu com Gustavo: um tombo que fez rolar alguns degraus e reclamar com se houvesse caído do terceiro andar de um prédio.

Marcelo tampou a boca de Gustavo e Carlos chegou para ver se tinha algum machucado. Só uns ralados no braço, nada demais. Nada demais... tudo era demais para alguém como Gustavo, que só não chorou porque sentiria mais vergonha do que a dor.

— Tudo bem, Gustavo? — perguntou Maikon.

Com uma má vontade que só aquele fã do Homem-Aranha poderia ter, ele respondeu:

— Eu não vou morrer antes de colocar as mãos naquele Han Solo!

O celular quase caiu das mão de Maikon de tanto que riram com aquela mistura de moleque mimado, marrento e determinado. Ajudaram-no a levantar e seguiram até o salão.

O lugar era mal iluminado, mas havia algumas luzes espalhadas. E, uau! As paredes e pisos eram de pedra bruta; tinha uma dimensão estranha, como se houvessem sido amassadas, destruídas por dentro. À frente de onde estavam, duas mesas de cada lado com inscrições e desenhos estranhos.

— Isso... isso é ouro — disse Maikon.

Ele percebeu o choque dos três amigos. Maikon sempre fora um tipo de líder para o grupo, e apesar de todas as brincadeiras, sua opinião era sempre considerada como verdadeira.

Ao se aproximar das mesas, ele direcionou a câmera para a parede e descobriu uma espécie de tumba decorada com pedras brancas e brilhantes, cheia de ilustrações que pareciam simular um poder ancestral, algo inimaginável para o mundo em que viviam.

— Serio, gente, vamos embora, por favor! — pediu Gustavo, que mal conseguia falar direito.

Entre uma palavra e outra, soltava um gemido esquisito e constrangedor.

Os outros dois amigos se aproximaram da tumba.

— Vamos abrir?!? — questionou Marcelo, com certa dúvida na voz, querendo se certificar de que não fariam nada do tipo.

Ninguém estava lá muito confiante. Gustavo andava para trás, afastando-se o máximo que podia. Carlos permaneceu em silencio, sem deixar claro o que pensava.

— Sim! — decretou Maikon — Vou filmar tudo, e se acontecer alguma coisa, pode nos deixar famosos, sair na TV, quem sabe até escrever um livro, fazer um filmes sobre essa caverna. Vamos abrir, sim.

— Tem certeza? — perguntou Carlos. — A gente não sabe o que é isso, Maikon... Todos esses desenhos... Sei lá, acho meio idiota abrir isso.

— Por favor, moço, não... beleza, eu entendo que voces então com medo, mas isso pose ser uma história para contarmos o resto da vida, um livro para escrevermos. E outra: com tudo o respeito, você é inteligente demais para acreditar nessa besteira, Carlos. Não existe nenhuma evidencia cientifica para termos medo disso!

— Você nunca assistiu Invocação do mal, né? Nem tudo é ciência, Maikon — retrucou Gustavo, mais irritado do que os outros poderiam prever.

Maikon respirou fundo, colocou as mão na cintura e pediu desculpas pelo jeito com havia falado.

— Eu nunca fiz nada na minha vida que me fizesse falar "Uau, veja isso!". Cansei de só fazer coisa babaca! Por favor, vamos fazer isso juntos.

Marcelo sorriu com o canto dos lábios e concordou. Carlos ergueu as sobrancelhas e mandou um "Ok!". Os três olharam para Gustavo, que permaneceu imóvel, até Maikon soletrar H-a-n S-o-l-o, o que fez o amigo dar um grito de raiva e andar até a tumba, colocar a mão na lateral e sentir um medo que nunca havia sentido.

Se os filmes estivessem certos, neste momento um monstro ou espírito seria libertado e acabaria com a vida de todos eles. Os outros se aproximou. O medo de qualquer um ali estava muito na cara, inclusive na cara do cientista, autor da ideia.

—1... 2... 3... — contou Maikon, enquanto segurava a câmera com a mão esquerda -, já!

Os quatros empurraram a tampa da tumba para o lado.

Vazia.

Até que uma pedra branca no canto brilhou uma, duas, três vezes, e se apagou para não mais acender.

Nada mais aconteceu.

E por nada mais acontecer, Gustavo, enfim, voltou a respirar como uma pessoa normal, enquanto só restou aos outros três um cara meio "então tá, né", de sobrancelhas erguidas, como quem esperava que algo impressionante acontecesse.

Saíram da mina, com cuidado para não serem vistos, e seguiram o professor, que fez sua última pergunta para a mulher que trabalhava na vila:

— É verdade que abaixou de tudo isso está enterrado Herobrine, o ser mais cruel, maligno e destruidor do nosso mundo?

Notas finais
Obrigado por ler, se achou legal e interessante, recomende ele essa história para seus amigos. Obrigado!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.