Hero - The blue Sparks

4 Capítulo 4: "Que o Treino Comece!"


Notas iniciais
Olá senhoras e senhores! desculpe pela demora para postar esse capítulo, tive uns problemas pessoais e crises emocionais, mas, aqui estou eu de volta à ativa!!! minhas aulas vão começar semana que vem então só vou poder pegar o PC nos finn's de semana... e os capítulos vão demorar um pouco pra sair. Quero agradecer pelos comentários positivos no terceiro capítulo e agradecer também a minha querida Lady Ami pela betagem desse capítulo e dos que virão brevemente! Obrigado pela atenção e façam uma boa leitura!!!

Pov. Jason

No dia seguinte, a doutora Rubbin invadiu minha ‘salinha particular’ carregando uma prancheta. Eu estava sentado como de costume, olhando para a parede e com a panturrilha direita sobre a coxa esquerda, mas dessa vez eu estava estalando os dedos no ritmo da música Back in Black do AC/DC e cantarolando o refrão que é mais ou menos assim:

Well i’m back!

Yes i’m back!

[...]

Well I’m...Ba-aa-aa-aaack, Ba-aa-aa-aaack!

Well I’m Back in Black! Yes, I’m BACK IN BLACK!

A Doutora entrou no clima e continuou a música depois do refrão.

– Não sabia que você gostava de clássicos do rock! – disse ela mexendo na haste dos óculos

– Sim, eu gosto dos clássicos, tipo AC/DC, Pink Floyd, Guns’n Roses... Eu acho que o Rock and Roll ainda é o melhor estilo musical já inventado – Disse eu me virando junto com a cadeira.

– Ainda bem! Minha cobaia tem cultura! – Disse ela, com um sorriso no rosto, levantando os braços e comemorando. Aquele gesto lembrou-medo jeito em que Jannet comemorava quando o time de futebol dela ganhava uma partida, ela é a minha melhor amiga desde o jardim de infância, e também a única pessoa que sempre esteve ao meu lado mesmo em momentos difíceis. Comecei a ter um devaneio...

Eu estava na frente a minha escola, mas algo estava errado, as pessoas estavam como estátuas de cera, nem os pombos se moviam, apenas eu conseguia me mover. Então eu andei em meio à multidão e fui em direção ao meu apartamento. Sim, eu já era emancipado e totalmente independente de pai ou mãe, ou seja, eu estava muito adiantado com relação aos estudos, já cursava faculdade e era tido como o gênio da classe que muitas vezes era visto como o “Nerd Indefeso”, que por sua vez, trabalhava no laboratório da Faculdade e que ganhou a bolsa integral da mesma por meio de uma prova muito rígida.

Chegando ao meu apartamento eu tenho uma surpresa um pouco agradável. A Dra. Rubbin estava sentada na minha poltrona com seu traje tradicional de cientista e suas pernas (cá entre nós, elas são bem torneadas) cruzadas como todas as moças sofisticadas fazem para não mostrarem a calcinha pela perna única da saia.

– Bem vindo de volta ao seu apartamento Jason! Sei que está um pouco confuso, mas, vamos ao que interessa. – ela retirou uma prancheta do colo e colocou em cima do braço da poltrona, então prosseguiu – Seu treinamento ocorrerá aqui, mas onde é aqui? Garanto que aqui não é seu apartamento, aqui é uma área da sua mente chamada popularmente de “subconsciente”, é para aonde sua consciência é mandada durante seu sono, ou seja, aqui é onde seus sonhos viram realidade literalmente. – Terminou sua explicação.

Meu apartamento não era tão grande, ele era um pouco simples, mas os móveis é que são as chaves do ambiente. Eu procurei decorá-lo com uma mesa de centro com tampo de vidro, um sofá tradicional cor azul escuro, uma estante MDF que está recheada com livros das séries; Percy Jacson e os Olimpianos, Os Heróis do Olimpo, Assassin’s Creed e Harry Potter. Tenho também uma poltrona de couro, na qual a Srta. Rubbin está sentada, um tapete felpudo cinza e uma TV 32. Uma porta na cozinha dá acesso ao meu quarto.

Em fim, eu me sentei no sofá.

– Como a doutora entrou aqui? – A perguntei, me aconchegando no sofá.

– Em primeiro lugar, eu tenho 20 anos e não mereço tal pronome de tratamento, e em segundo lugar eu tenho poderes psíquicos – ela ajustou os óculos que escorregaram pelo seu nariz.

– Eu tenho 17 anos, meu aniversário de 18 anos é daqui a dois dias e atiro faíscas pelos dedos, mas não há provas de que eu realmente faça isso... – Entrelacei meus dedos e apoiei meus antebraços nas minhas coxas.

– Não... Ainda não existem provas de que você possa fazer isso, pois você ainda não terminou seu primeiro dia de treino... – Ela se auto-interrompeu, levantou e tirou seu jaleco, jogando-o na cabeceira da poltrona e revelando uma camisa do Ramones. Logo após, sentou-se de novo e prosseguiu –... Depois do seu primeiro dia, sua nova habilidade vai se estabilizar e você poderá abraçar sua Jannet sem correr o risco de eletrocutá-la, ou seja, você sairá do cativeiro e retornará à sua vida chata, mas com uma condição... – Ela levantou o dedo indicador e o recolheu quase sincronizado com a parte da “uma condição”, que para mim soou como “vai trabalhar para a nossa corporação e blá, blá, blá...”. –... Você prestará serviços à nossa corporação e vai trazer mais informações sobre um esquema, que vai contra ao nosso protocolo e que está deixando meu chefe “puto de raiva”.

– Então eu passei de rato de laboratório à agente secreto? – Disse eu arqueando uma sobrancelha em tom de dúvida.

– Tecnicamente, acho que sim... Mas não se preocupe, eu vou estar te dando apoio, aliás, formaremos uma dupla, eu serei o cérebro e você os músculos. Preciso sair um pouco daquele lugar, estou cheia – ela apoiou o cotovelo esquerdo no braço da poltrona e pôs a mão aberta sobre a sua bochecha.

– Vou retribuir o café que você me deu te levando comigo pra investigação dessa “maracutaia” O.K?

– O.K! – Ela ficou feliz com a ideia de sair de lá, aliás, ela nem aparenta ter 20 anos pelo fato de ela ser abaixo da altura padrão de uma garota dessa idade, eu daria uns 1,65m de altura pra ela. – A propósito, você vai ganhar uma marca de identificação após seu treino, achei meio clichê, mas, ela vai representar sua habilidade, no caso, você ganhará um raio azul no braço.

– Espere, já que você também tem poderes e tal, você pode me mostrar sua marca?

– Claro! – então ela levantou da poltrona e virou de costas para mim, levantou os braços e retirou sua camisa devagar usando sua telecinese.

Ela olhou para mim por cima dos ombros, deu pra perceber que suas bochechas tinham ficado vermelhas igualmente ao seu cabelo, que agora estavam soltos e cobriam sua costa, mal dava pra saber se ela estava de sutiã ou não. Então ela virou-se, revelando uma renda negra, e um corpo perfeito, a essa altura eu ainda não tinha achado a marca dela. Então ela disse:

– Ombros! Tire seus olhos da minha renda! – então eu olhei para o ombro esquerdo dela e vi uma tatuagem onde havia um cérebro e três arcos iguais ao símbolo do sinal da Wi-Fi, o qual eu só consigo ver uma barra na tela do celular. Ela se aproximou e rasgou a manga esquerda da minha blusa, jogando o pedaço de trapo para longe.

– Senhorita Rubbin!? O que está fazendo comigo? – Eu perguntei meio inocente.

– Relaxe, nunca teve as roupas rasgadas por uma garota? – ela olhou em meus olhos e eu respondi corando as bochechas:

– Normalmente não...

Então ela sentou em meu colo e arranhou meu ombro esquerdo seis vezes, formando um raio na minha pele, e como num passe de mágica, o raio azul se formou a partir da arranhada.

– Está feito, essa é sua marca/selo de poder, por ela vamos saber desde sua localização até as coisas mais fúteis, tipo sua autoestima... – Disse Rubbin, ainda sentada em meu colo.

– Pronto, agora somos uma equipe! – Eu disse isso em um tom otimista.

– Agora vamos sair do seu subconsciente e voltar à realidade. Não se preocupe sua marca ainda vai estar aí, e não leve a mal caso eu esteja dormindo com a cabeça em seu peito ok? – ela sorriu meio sem graça, foi mais um sorriso bobo.

Antes que eu pudesse responder, ela tocou na minha testa e deitou a cabeça em meu peito. Voltei à consciência, havia anoitecido e eu estava num leito dentro da minha cela, eu não fazia ideia de que existia um leito ali, e como a Rubbin disse, ela estava adormecida sobre meu peito, seu jaleco e sua camisa estavam na cabeceira da cadeira e como no subconsciente, ela estava apenas com seu sutiã. Surpreendi-me ao presenciar aquela cena, e o mais impressionante era que eu não dei uma de Pikachu! Então o sono tomou conta de mim e eu resolvi seguir os passos de Rubbin e adormecer.

Notas finais
uuuh!.... Que selvagem heim Rubbin? Em Finn... o que acharam desse capítulo pessoal? Deixe sua opinião nos comments! não se esqueçam que eles são minha motivação para continuar escrevendo okay? Obrigado mais uma vez à Lady Ami Chaos pelo belo trabalho na betagem e espero contar com seu trabalho daqui em diante ;) Até o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.