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3 Intrusos Reais
P.O.V. Lorde Charles.
Os boatos sobre o vilarejo de Daggerhorn chegaram aos ouvidos do Rei Edward. E fomos mandados para verificar.
O vilarejo era todo fortificado, as casas tinham enormes espinhos de madeira que foram colocados lá para proteção.
Os portões se abriram sozinhos e nós passamos. Uma garota saiu e sem querer atirei nela com a besta, mas a flecha parou a centímetros do rosto dela.
—Tenha mais cuidado com essa coisa.
A flecha caiu no chão.
—Então as histórias são verdadeiras?
—Quais delas?
—Sobre haver uma bruxa morando nesse vilarejo. Defendendo ele.
—Você não iria até o inferno para defender seu lar? Sua família? Seus amigos?
—Sim. Iria. Você é só uma menina.
—Eu não fiz nenhum tipo de pacto demoníaco ou coisa assim. Eu odeio esse esteriótipo. Eu sou uma bruxa, eu tenho magia, eu nasci com ela assim como a minha mãe.
—Qual é o seu nome bruxa?
—Elena e o seu cavaleiro?
—Eu sou Lorde Charles.
—E o que um Lorde faz no nosso humilde vilarejo?
—Estou aqui á mando de vossa majestade o Rei.
—E o que vossa majestade o Rei deseja?
Perguntou ela com raiva.
—Conhecer a bruxa de Daggerhorn.
—Qual delas? Eu ou a minha mãe?
—Ambas.
Ela chamou a mãe e nós as levamos até a presença do Rei.
—Majestade.
—Trouxeram a bruxa?
—Melhor. Trouxemos duas. Mãe e filha, aparentemente os poderes são hereditários.
—Duas! Isso é que é um prêmio! Elas são tão poderosas quanto dizem?
—Não sabemos. Mas, eu vi a filha parar uma flecha sem usar qualquer meio físico.
—Tragam-nas!
—Ai, não me empurra idiota!
—Elena!
—Desculpe.
—Então vocês são as bruxas de Daggerhorn?
—Somos. E você, é um dopplegganger do meu pai?
—Houve outra mulher antes de mim, seu pai teve um filho com ela.
—Somos irmãos?
—Não. Mas, são parentes obrigatóriamente.
—Sua filha e eu somos parentes?
—Sim. Você não é bruxo, Henry é mortal e a mãe do outro filho dele também.
—Qual é o seu nome jovem bruxa?
—Eu sou a Elena Lazar. Meu pai é caçador de demônios, mas era ferreiro antes disso. Meus pais se apaixonaram e minha mãe fez dele um imortal. Sendo assim ele é um dos rostos que lançou milhares de duplicatas como você.
—Gostaria de ver uma de suas habilidades mágicas.
—Quer que façamos um feitiço. Precisaremos de velas, o máximo que conseguir arrumar.
Elas duas carregavam um livro cada uma. E cada uma lançou um feitiço diferente.
—O que você fez? Não há nada diferente.
—Há sim. O seu Castelo está protegido, há uma barreira em volta dele, podem atirar qualquer tipo de coisa nesse castelo que a barreira vai repelir, bruxos das trevas podem tentar passar que a barreira vai repelir, podem tentar lançar qualquer feitiço maligno que a barreira vai repelir. Á menos é claro que a bruxa ou o bruxo já esteja aqui dentro. Se o feitiço for lançado de dentro ai não tem o que fazer.
—Interessante. Teste o feitiço General, atire uma pedra no Castelo. Eu quero ver.
P.O.V. Rei Edward.
Deu pra ver a barreira quando a pedra bateu nela. A pedra bateu e voltou.
—Fascinante.
Aquela jovem bruxa. Elena, ela era linda. Tem a face de uma boneca de porcelana, os cabelos negros como o ébano, a pele branca como a neve e os lábios vermelhos como o sangue.
—Elena ficará aqui para me servir, nada lhe faltará.
—Você vai me tirar da minha família?!
—Como ousa levantar a voz para mim bruxa?!
—Como ousa tentar me tirar da minha família?!
As chamas das velas subiram numa altura inacreditável.
—Elena, você deve ficar.
—Mamãe?
—Deve ficar. E lembre-se! Nenhum homem pode forçar uma mulher a ficar com ele se ela não quiser! Nenhum ouviu?! E muito menos se essa mulher for uma Petrova. O sangue da antiga linhagem dos viajantes necromantes de Asheron corre por suas veias. Você é mais poderosa do que imagina.
—Lembrarei-me mamãe. E de tudo o que me ensinou.
—Claro que sim. Pode ser a diferença entre a vida e a morte algum dia.
—Até logo querida. Eu poderei visitar a minha filha não é?
—É claro senhora Lazar.
Ela se despediu da mãe e a senhora Lazar foi embora de volta para o vilarejo.
P.O.V. Elena.
Estou aqui a uma semana, o Rei me enche de presentes, jóias e vestidos, mas eu me sinto tão só.
Eu curo os doentes, encontro os desaparecidos, ás vezes mortos, ás vezes vivos. Sinto saudades da minha casa, minhas amigas.
Todas as noites eu me sento na beirada da janela, olho para o céu e canto a música que a minha mãe me ensinou. Talking to the moon.
Eu sinto algo ruim vindo. Algo realmente ruim.

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