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20 Presa a Você
Notas iniciais

Um distante som fez com que Anne acordasse, ela olhou para a cama ao lado e percebeu que Kate ainda não havia ido dormir, ela se levantou decidida a lhe dar uma bronca e traze-la nem que fosse a força para o quarto.
Ela desceu as escadas e andou pela casa a procura de Kate, mas não a encontrou, ela passou pela porta do quarto de Ryan e imediatamente veio a ela o pensamento de que ele poderia ter conseguido sair, ela tentou abrir a porta mas ela estava trancada, Anne pegou sua arma e deu dois tiros na fechadura a quebrando, a porta foi aberta e ela atirou na parede chamando a atenção de Ryan, que se virou para ela. Ela ficou assustada ao ver Kate inconsciente, ela temia que ela estivesse morta, passando a mirar em Ryan.
–Acho que você errou.-Disse ele observando o disparo que atingiu a parede.
–Eu posso acertar, se eu quiser.-Ela manteve a arma apontada para ele.
–Então vai em frente, atira.-Disse ele se levantando e a olhando ameaçadoramente.
–Você sabe que eu não quero fazer isso.-Disse ela hesitante.
–Não se preocupe, eu sei que eu não seria o primeiro que você mata, ele era o que? Seu namoradinho?-Perguntou ele num tom irônico
–Como você sabe disso?-Perguntou ela sem se dar conta de que havia baixado a guarda.
–Eu sei de tudo, enquanto você não sabe de absolutamente nada.-Ele se aproximou dela e arrancou a arma dela e lhe deu um empurrão fazendo com que ela caísse sobre a mesa de centro, ele caminhou até ela mas foi surpreendido com um soco .
–Por que não briga com alguém do seu tamanho?-Disse James fazendo sinal para que Anne saísse da sala e corresse até Kate.
–E você acha que e páreo para mim?-Perguntou ele dando um sorriso irônico.
–Eu acho que sou.-Respondeu James.
–Você não poderia estar mais enganado.-Ele se levantou e passou a mão pelo lado do rosto que havia recebido o golpe.-Até que foi um soco decente.
Ryan desviou do segundo soco de James e lhe deu um golpe nas costas o fazendo cair no chão, ele havia notado que Ryan estava muito mais forte do que o normal, aquele golpe parecia ter sido capaz de quebrar alguns de seus ossos, antes que ele pudesse se recuperar sentiu algo puxa-lo pela gola da camisa o fazendo levantar. Ryan o empurrou para o meio da sala lhe dando diversos socos pelo rosto e no estômago, James tentava reagir mas ele não era páreo para Ryan que estava tão mais forte, ele sentiu seu corpo bater contra a janela de vidro e teve uma ideia, assim que Ryan lhe desferiu mais um soco James o bloqueou segurando o braço de Ryan o forçando a trocar de posição, fazendo com que ele ficasse ao lado da janela, James imediatamente se afastou alguns centímetros e deu um chute no peito de Ryan fazendo com que ele atravessasse a janela e caísse na varanda da casa.
A queda fez com que Ryan sentisse uma dor tremenda, ele estava machucado pelo vidro, mas nem isso o fez parar, ele não tinha controle algum sobre seu próprio corpo, ele se sentia como um robô programado para matar e naquele momento seu alvo era James que acabava de sair pela porta indo em sua direção. James caminhou até ele, mas assim como Ryan estava sofrendo pelos golpes que já havia recebido, ele estava certo de que Ryan não reagiria tão cedo, porém foi surpreendido com um soco de Ryan que o fez cair pela escadaria até o jardim.
Ryan caminhou lentamente até James, ele tentava se levantar com dificuldade, Ryan estava convencido de que havia ganhado aquela luta ele virou James fazendo com que ele olhasse para ele, ele pegou a arma que havia pegado de Anne e mirou em James, mas antes que ele pudesse atirar sentiu algo lhe atingir seu pescoço e em seguida sentiu seu corpo adormecer mas antes de perder a consciência, olhou para trás e percebeu que Pamela havia atirado um dardo tranquilizante .Ela correu até ele que em poucos segundos caiu desacordado.
–Você esta bem?-Perguntou Pamela ajudando James a se levantar.
–Eu vou ficar, precisamos ver a Kate.-Eles correram até o quarto.
–Kate, acorda,acorda.-Gritou Anne tentando acordar a amiga que permanecia inconsciente.
–Ela ainda está viva.-Disse Pamela após checar os batimentos cardíacos de Kate.
–Vamos Kate, acorda.-Disse Anne dando leves tapas no rosto de Kate fazendo com que ela finalmente reagisse.
–Eu não morri?!-Disse Kate tossindo enquanto passava a mão pelo pescoço machucado.
–Você é mais forte do que parece.-Disse James dando um rápido sorriso.
–Bom isso tudo me deu uma ideia.-Disse Pamela fazendo com que todos olhassem para ela.
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–O quê?! Não, nem pensar.-Gritou Anne andando irritada.
–Você tem que entender que não temos escolha.-Explicou Pamela.
–Que palhaçada! Sempre a uma escolha, e nós escolhemos que não.-Disse Anne ainda mais irritada.
–Você sabe que a escolha não é sua.-Disse James.
–James, cala a boca senão eu te mato.-Ela lhe deu um olhar furioso.
–Eu sei que ela e sua amiga e você está preocupada, mas ela pode ser a única capaz de fazê-lo voltar ao normal.-Disse Pamela tentando convencê-la.
–Tranca-la dentro do quarto com um louco psicopata não vai cura-lo, só vai fazer com que ele termine o que começou na noite passada.
–Alguma coisa de errado aconteceu, ele jamais tentaria mata-la.-Suspirou James sentindo seu corpo ainda dolorido pela luta.
–Tem muita coisa de errado acontecendo, ele quer matar todos nós, deve existir uma outra maneira de ajuda-lo.E nós vamos encontra-la.-Disse Anne ainda relutante em aceitar a proposta de Pamela.
Kate permanecia sentada em silêncio diante dos três que brigavam sobre o que fazer, ela se sentia desolada, sem saber o que fazer, ela pensou que poderia ajuda-lo mas estava enganada, ele tentou mata-la na noite passada, ele estava se tornando o monstro que ela tanto temia e ninguém, nem mesmo ela poderia impedir, pensar nisso lhe provocava uma imensa dor, ela não conseguia deixar de se culpar por tudo aquilo, se ele não tivesse ido atrás dela naquele campus, se ela não tivesse brigado com o Kevin, ou bebido tanto, ele não precisaria ter a salvado, eles nunca se conheceriam, ele não estaria sofrendo.
Lágrimas vieram aos seus olhos, ela se sentia dominada pela culpa e a discussão daqueles três a atormentavam ainda mais, ela se levantou e correu para longe, até o jardim onde se sentou e começou a chorar compulsivamente, de repente todos os momentos que viveu com Ryan vieram a sua mente, desde que eles se conheceram ele a salvou e ela nunca demonstrou gratidão alguma, ela nunca o aceitou como ele era e agora ela o havia perdido para sempre.
–Kate.-Disse Anne parando diante dela a olhando arrasada.
–Eu me odeio.-Disse Kate se levantando e abraçando Anne.
–Por que está dizendo isso?- Perguntou Anne a abraçando sem entende-la.
–Tudo o que está acontecendo com ele agora, é culpa minha.-Disse Kate se afastando chorando sem parar.
–É claro que não.
–Se eu tivesse morrido naquela noite no campus, ou quando o Blaine veio atrás de mim, ele não estaria sofrendo agora.
–Kate levou as mãos até o rosto.
–Não diga isso, Kate você não entende que nada disso e culpa sua.-Anne se aproximou dela e puxou suas mãos a olhando séria.
–É claro que é, eu sempre fui uma imbecil com ele, eu me metia em problemas e ele era obrigado a me salvar, por minha culpa ele levou um tiro, teve que ficar contra a própria irmã, e agora esta sendo torturado, e tudo isso por minha culpa.-Gritou Kate tentando se desvencilhar de Anne que a segurava.
–Kate já chega! Você tem que parar de fingir que não esta vendo o que esta diante dos seus olhos.-Gritou Anne ainda a segurando.
–Do que você esta falando?-Perguntou Kate.
–Você sabe porque ele fez tudo isso por você, ele te ama.-Disse Anne.
–Isso é ridículo! Ele me odeia.-Disse Kate com visível desprezo.
–Não, ele não te odeia,só esta fora de controle e por mais que eu odeie o plano da Pamela pode dar certo.Você tem que ir até la e dizer a verdade, dizer o que você sente por ele, seja sincera consigo mesma.--Anne se afastou a soltando.
–Você acha que isso pode funcionar?-Perguntou Kate secando as lágrimas e dando a amiga um olhar esperançoso.
–Sim, porque a única pessoa que pode salva-lo é você.-Sorriu Anne.
–Obrigado, e por favor seja sincera com você mesma e com o James também.-Disse Kate retribuindo o sorriso.
–Como assim?-Perguntou Anne se fazendo de desentendida.
–Você sabe.-Kate sorriu e se afastou indo em direção a casa.
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Kate se aproximou da porta que permanecia trancada desde a noite passada, nem Pamela ou James chegaram perto dela e nenhum som foi feito do lado de dentro, Ryan provavelmente já havia acordado e não estava mais acorrentado, mas apesar do risco dele conseguir escapar novamente ela não receou em deixar claro que estava ali.
–Ryan, sou eu, eu sei que o que aconteceu ontem não foi culpa sua, eu sei que não fez aquilo por querer. -Disse ela, Ryan sentiu seu coração gelar ao ouvir a voz dela.- Na verdade eu nunca te culpei por nada, desde que nos conhecemos você tem me salvado e eu sou grata a você por isso, então por favor, me deixe te ajudar agora.
Ela permaneceu em silêncio por alguns minutos apenas esperando uma resposta, mas Ryan não estava disposto a dizer uma palavra sequer, ele não estava mais sob o controle do chip, mas se lembrava perfeitamente do que aconteceu a noite passada, ele se odiava pelo que fez a ela, e estava decidido a mantê-la o mais longe possível, mesmo que isso significasse convencê-la que ele era um monstro. Ela andou agoniada pela sala e observou o diário de seu pai sobre a mesa e novamente se aproximou da porta.
–Sabe você me lembra o meu pai, quando eu era criança tudo o que eu queria era poder ficar perto dele, mas ele nunca permitiu, ele se trancava no escritório o dia inteiro e eu acabava tendo que conversar com uma porta, como agora, conforme o tempo foi passando ela se afastou mais e mais e quando ele morreu, já era tarde, ele estava distante demais para que eu pudesse alcança-lo.-Ela fechou os olhos e deixou que algumas lágrimas caíssem, ao perceber sua pausa ele logo deduziu que ela chorava e isso o fazia sofrer mais ainda.-Por favor, não faça como ele, você não precisa,passar por isso sozinho, eu estou aqui, não me obrigue a ver você se afastar a cada dia.
Ao ouvir sua voz chorosa ele se odiou ainda mais, ele tinha falhado com ela e agora ela sofria ao seu lado e ele não poderia fazer nada, ele tinha que se manter afastado, ele se levantou caminhando até a janela respirando fundo desejando que ela fosse embora, mas de repente a porta se abriu e Kate entrou se trancando no quarto e jogando a chave por debaixo da porta ficando presa com ele.
–O que você está fazendo? Eu posso te matar.-Gritou ele furioso.
–Me mate de uma vez, porque ver você sofrer está me matando aos poucos.-Gritou ela tão furiosa quanto ele.
–Você está jogando a sua vida fora por uma causa perdida.-Lamentou ele.
–Pode ser, mas eu não vou desistir de você.-Disse ela confiante.
–Isso é ridículo.Sai daqui.-Disse ele num tom áspero.
–Eu não vou a lugar nenhum, eu vou ficar nesse quarto com você, até você se curar ou me matar.
Horas se passaram, e eles permaneciam trancados no quarto, porém Ryan permanecia distante sem dirigir uma palavra sequer a Kate que parecia ainda mais decidida a ficar naquele lugar o tempo que fosse preciso. Ela estava sentada no chão em frente a porta de braços cruzados cantarolando para irritar Ryan como ela costumava fazer na época em que eles viajaram juntos fugindo da Fênix, ele estava sentado da mesma forma que ela do outro lado do quarto, ele já estava ficando impaciente, não por efeito do chip mas aquele era ele mesmo, ela parecia ter o poder de faze-lo se sentir ele mesmo, ao levar o olhar até ela percebeu algo que lhe trazia uma dolorosa lembrança.
–Mesmo depois do que eu fiz, você ainda vem atrás de mim sabendo que pode morrer.-Disse ele observando o pescoço dela que permanecia ferido.
–Você pode se achar um monstro sem coração mas eu sei que está enganado, por isso eu não tenho medo de você.
–Uau!Você é tão corajosa.-Disse ele num tom irônico.-Pelo jeito você é mais forte do que parece para sobreviver.
–Eu gosto de pensar que uma parte de você não queria me matar.
–Que gracinha! Mas você esta extremamente enganada, eu queria te matar sim, e então finalmente ficaria livre do dever de te salvar.
–Não importa o que você diga, eu não acredito.
–Quem diria que a garota medrosa se tornaria a mais corajosa a ponto de tentar me salvar.
–Eu aprendi isso com você.-Sorriu ela.-Eu posso te fazer algumas perguntas?
–Bom já que eu estou preso aqui com você e não tenho absolutamente nada para fazer, pode.
–Pelo menos o seu cavalheirismo permanece intacto. Por que quando decidiu fugir da Fênix me levou com você?
–Porque seria mais fácil encontrar o Pen drive com você.
–Por que levou um tiro por mim?
–Porque você é mais útil viva do que morta.
–Por que ficou comigo depois do acidente?
–Você faz perguntas demais.
–E por que me beijou depois de ter dito que não gostava de mim?
–A onde quer chegar com essas perguntas? Não vai conseguir nada com isso.
–Na verdade eu vou sim, de todas essas perguntas não teve uma que você tenha respondido com sinceridade.
–Ah não?! Então o que eu deveria ter dito? -Perguntou ele com desprezo.
Que tudo isso que você fez por mim, foi porque uma parte de você mesmo negando se preocupa muito comigo.
–Se você quer se enganar.-Disse ele revirando os olhos.
–Sabe Ryan, quando eu fui embora, eu desisti de você, eu não queria mais te ver, eu não confiava mais em você, porque achei que tudo o que fez ate aquele momento era porque você era um bom soldado, com o dever de me proteger, mas mesmo depois do que eu te disse você ficou ao meu lado no hospital, não me abandonou um minuto sequer.
–E quem te disse essa mentira?
–O medico e as enfermeiras do hospital, quando eu acordei eles me perguntaram a onde estava o meu namorado apaixonado que esteve todo o tempo ao meu lado, e ficou tão feliz ao saber que eu acordaria.
–Por que você faz isso?Por que não me deixa em paz?-Gritou ele se levantando.
–Por que eu não vou permitir que você se torne um monstro, eu não vou desistir de você.
–Por que?
–Porque é isso que a gente faz quando ama alguém, e você pode até não acreditar, mas eu te amo.-Disse ela o olhando desviar o olhar.
–Você tem um péssimo gosto para homens.-Disse ele tentando fingir não se importar com o que acabara de ouvir.
–Eu sei, mas eu não mando no meu coração.
–Você não entende, eu não posso controlar isso.-Ele sentiu suas mãos tremerem e uma pontada em sua cabeça.
–Você pode sim.
–Ah!-Ele gritou levando uma das mãos a cabeça, Kate tentou se aproximar, mas ele fez sinal para que ela parasse.
Ele fechou os olhos tentando manter o controle, da ultima vez ele havia tentado mas acabou falhando, porem desta vez se ele não conseguisse ele com certeza a atacaria e ele não permitiria que isso acontecesse, involuntariamente seu punho se fechou e o chocou contra a janela a estraçalhando, Kate tentava parecer calma mas o temor era inevitável, Ryan permanecia lutando contra aquilo que o dominara tantas vezes, ele se virou para ela que estava em pé em frente a porta, sem poder controlar seu corpo ele caminhou até ela, mas antes que pudesse se aproximar o bastante para machuca-la caiu de joelhos resistindo ao máximo, sua cabeça parecia estar a ponto de explodir, quanto mais ele resistia mais a dor se intensificava, ele ergueu brevemente seus olhos e amaldiçoou Kate ao vê-la ir até ele.
–Vá embora.-Gritou ele abaixando a cabeça.
–Não, eu não vou te deixar.-Disse ela levando uma de suas mãos ate seu rosto o fazendo olha-la.
Ele olhou relutante para ela e sem se dar conta se perdeu naquela imensidão azul que eram os olhos dela, por mais perigoso e cruel que ele fosse, ela tinha o poder de desarma-lo por completo, perto dela ele se esquecia das coisas ruins que havia feito, agora ele conseguia entender porque ela tinha feito aquelas perguntas, ela queria que ele se lembrasse das coisas boas que já fez.
–Você não pode pensar que é um monstro, você fez coisas ruins mas também fez muitas coisas boas.
–Eu não posso lutar contra o que eu fiz, isso é mais forte do que eu.-Suspirou ele.
–É claro que pode, basta que você pare de pensar que é um monstro.-Disse ela o olhando confiante ao perceber que ele parecia estar voltando a si.
–O que eu sou então?Perguntou ele voltando o olhar para ela.
–Você é...um herói.-Sorriu ela.
–Eu? Um herói?-Perguntou ele cético.
–Sim, meu herói.-Ela o abraçou, e pela primeira vez depois de tanto tempo ele sentia que possuía total controle sobre seu corpo e tudo graças a ela.
–Kate...eu menti para você.-Disse ele em tom baixo.
–Mentiu sobre o que?
–Eu não te odeio.
–Não?!-Perguntou ela dando um rápido sorriso.
–Não! Eu nunca te odiei.Quando você estava em coma eu tive a experiência de viver em um mundo sem Kate Collins, e ele era uma droga. Mas quando o médico me disse que você ia acordar eu senti uma felicidade sobrenatural, foi como se o meu coração estivesse parado aquele tempo todo e quando soube que você ia voltar ele voltou a bater intensamente.E finalmente nesse momento eu me dei conta do óbvio, Eu te amo Kate.
–Você me ama?!-Perguntou ela sem conseguir esconder a surpresa e emoção que sentia.
–Como não amar?!Você é a garota mais linda,inteligente,divertida e corajosa que eu já conheci, olha o que você fez comigo,graças a você eu consegui me controlar,se eu sou o seu herói você com certeza é a minha heroína.-Disse ele dando um sorriso que ela não via há muito tempo.
–Hum...então meu herói me salve da dor que você me causou.-Disse ela sorrindo.
Ele acariciou seu rosto e pela primeira vez nenhuma preocupação,culpa ou temor o atormentavam a única coisa que tinha em sua mente e diante de seus olhos era ela, Kate era tudo o que ele queria, o que ele mais amava, ela o salvou e finalmente nada poderia impedi-los de ficar juntos, ela não desistiu dele e agora mais do nunca ele não a deixaria ir de novo, ele a puxou para si, assim que seus lábios se tocaram um intenso e feroz se iniciou, finalmente depois de tanto tempo ela poderia toca-lo sem temor algum, suas mãos deslizaram pelos braços dele, pelo ombro em seguida seu rosto até seus desgrenhados cabelos castanhos. Ela sentiu as mãos dele por entre seus cabelos e tendo-o tão perto daquela forma, fez com que a lembrança da trágica noite anterior evaporasse por completo, aos poucos eles se afastaram mantendo suas testas coladas.
–Eu amo você.-Sussurrou ela.
–Eu amo mais.-Sorriu ele.
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James estacionou o carro em frente da casa e desceu caminhando com certa dificuldade, devido ao ferimento na perna que recebeu durante a briga na noite passada, ao se aproximar da entrada ouviu um barulho que vinha de trás da casa, ele caminhou cautelosamente até o local e ficou surpreso ao se deparar com Anne que estava sentada na grama e parecia chorar.
–Eu não acredito! Anne Miller chorando.-Disse ele fazendo com que ela levantasse assustada.
–Sério que você quer me perturbar agora?!-Disse Anne exasperada dando as costas para ele.
–Foi brincadeira! O que houve?-Ele a puxou pelo braço impedindo que ela prosseguisse.
–Nada.-Disse ela desviando o olhar ao secar as lágrimas.
–Eu duvido, com você nada é sempre alguma coisa, agora fala.-Disse James lhe dando um olhar sério.
–Você é muito intrometido.-Resmungou ela.
–Eu sei faz parte do meu charme.-Disse ele dando um sorriso cafajeste.
–Idiota!-Disse ela sorrindo.-É a Kate, ela e como uma irmã para mim, e eu detesto vê-la sofrendo.
–Ai, esses amigos só nos dão trabalho.-Suspirou ele.
–E falando em amigos, como você está?-Perguntou Anne notando que ele estava mancando.
–Eu estou ótimo, apesar de sentir como se todos os meus ossos estivessem esmigalhados, a minha perna provavelmente estar quebrada, e o meu melhor amigo ter virado "Jason", mas tirando tudo isso eu estou maravilhosamente bem.
–Impressionante! Mesmo vivendo num caos você ainda consegue fazer piada.-Sorriu ela.
–É, eu deixei o papel de cara problemático pro Ryan e preferi ser o amigo engraçado e otimista.-Disse ele dando um sorriso de canto.
–Bom se você é o cara engraçado,Ryan o problemático, Kate a corajosa, qual é o meu papel?-Perguntou ela.
–Você pode ser a louca, histérica, irritante.-Disse ele rindo.
–Eu não deveria te dar atenção, você é um imbecil.-Disse ela irritada.
–Mas acho que esperta combina mais com você, é você com certeza é o cérebro dessa equipe.
–Nós somos uma equipe?-Perguntou ela.
–É claro, somos tipo o quarteto fantástico só que sem os poderes e no lugar do coisa temos você.
–Se eu não te conhecesse diria que fez isso só para que eu parasse de chorar.-Disse ela rindo.
–Foi por isso mesmo, você não fica nenhum pouco bonita chorando.Mas sorrindo você fica linda.-Disse ele a admirando.
–Isso foi um elogio?-Perguntou ela arqueando uma sobrancelha.
–Não, só foi um...é...-Gaguejou ele.
–Eu não me esqueci do que aconteceu no Canadá.-Disse ela colando as mãos na cintura.
–Ah! Como poderia, você matou alguém.
–Eu estou falando do beijo que você me deu.
–Ah! É mesmo, aquilo foi meio por impulso.-Disse ele coçando a nuca.
–Eu sei perfeitamente o que foi, só basta você admitir, você gosta de mim?-Perguntou ela se aproximando dele.
–Hum...defina gostar.
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