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3 O Passeio


Notas iniciais
Aí está o capítulo três! Leiam e comentem!!!!!

Em meados de outubro, fomos avisados de um passeio-aula para Greenwich, para melhor entender sobre paralelos, meridianos, latitude, longitude, pontos cardeais, ou seja, Geografia. Eu não gosto muito de Geografia, mas não podia desleixar nos estudos. Tinha que manter as notas excelentes. Sim, eu estudo e sou um dos melhores da turma. Terceiro lugar, mais precisamente. Em geral não fico chateado. Entretanto, há um grande problema que me incomoda: O Trevor, em pouco tempo, já era taxado como um dos melhores da escola! Uma coisa se deve admitir: ele é muito inteligente. Isso não vem ao caso agora.

Consegui autorização dos meus pais assinada e chegou o grande dia (Oh, que saco!). Mas tenho que ir. O trabalho que a professora passou vale metade da nota do semestre. E ela é muito chata! Então várias turmas foram. Inclusive Alice, que sentou perto de mim, como sempre, deixando os marmanjos enfurecidos e com inveja, e a minha linda Willow, que mesmo depois de várias tentativas de chamá-la pra sair, sempre levava bolo. Mas ainda não tinha desistido. E para ficar ainda melhor (pra dizer o contrário), os meus piores pesadelos também estavam por ali: Ethan e sua corja, e Trevor, sempre fechado.

Depois de andarmos por três horas só vendo coisa chata, a professora nos mostrou a escultura que marca o meridiano de Greenwich, que vemos no mapa como “o ponto zero da Terra”. Ela afirmou que há uma força magnética que deixa as bússolas desorientadas. Até que achei interessante.

Ela (a professora) misturou os alunos e dividiu em grupo de cinco, dizendo que era pra ficarmos em círculos ao redor da escultura e tentar sentir o magnetismo que rondava por ali. Na verdade era pra juntar pessoas de personalidades diferentes para se unirem naquele momento e conversar.

Por coincidência (infeliz, por sinal) o meu grupo seria o último da fila. E estavam comigo para minha alegria Alice e Willow, e para minha maior tristeza, Ethan e Trevor. A professora pediu que fechássemos os olhos e sentir essa tal “força magnética” naquele bloco de pedra. E pra acabar de ferrar, dar as mãos em volta da maldita escultura. Mas fomos obrigados a fazer. Por sorte eu peguei nas mãos das meninas. Observei Willow fazer uma careta, como se minhas mãos estivessem cheias de lixo. Ethan no começo não queria fazer aquele ritual ridículo e desnecessário, depois, por muita insistência, acabou fazendo, resmungando. Trevor não estava nem aí como sempre, mas se juntou a nós. A professora se afastou da gente e foi pro ônibus com os outros. Disse que tínhamos exatamente cinco minutos, e depois voltar pra lá.

Então, demos as mãos circulando a grande pedra e fechamos os olhos simultaneamente naquele silêncio. E aconteceu algo inacreditável.

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Notas finais
Espero que tenham gostado! Continuarei escrevendo e postando com certeza!