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7 A Sala Mestra


Notas iniciais
Espero que gostem!!!

Entramos naquela casa abandonada e percebemos que as garotas já estavam nos esperando.

– Vocês estão bem, meninas?

Recebi um belo cascudo de Willow em resposta.

– Acham que a gente tá bem? Vocês panacas e até o Trevor nos deixaram sozinhas naquele beco esquisito e foram arrumar briga com quem não deve! Eu devia matar vocês dois! Levaram o meu Trevor pra se machucar!

– Calma Willow! Eles devem ter algum motivo pra isso! – retrucou Alice em minha defesa.

– Calma uma ova! Esses delinquentes! E tudo isso é culpa sua, Flint! Você deu a ideia! E agora a guarda real tá procurando vocês! Eu vou obliterar você, Flint Carrow!

– Parem com isso, agora! – berrou Fausto, com um tom ameaçador, assustador.

– Quem é você pra mandar em mim velhote? – resmungou Ethan

O velho tocou no rosto do Ethan de uma forma carinhosa. Os olhos dele pareciam brilhar. E então Ethan caiu no chão, desmaiado.

– O que você fez com ele, velhote? Acorde-o imediatamente! – gritou Trevor

– E o que você vai fazer se eu não acordar? – falou Fausto, agora com uma feição de sarcasmo bem acentuada pra um idoso.

– Por favor, Sr. Fausto! O que o senhor fez com ele? – falou Alice, chorando.

– Não chore minha linda. Não se preocupe. Só o deixei dormindo. Ele estava me irritando. Eu não consegui raciocinar com o barulho. Seu amigo vai acordar daqui a pouco.

– O que está acontecendo aqui, velho! Você só olhou nos olhos dele e o coitado desabou! Como? Responda! – berrei agarrando o colarinho da camisa do Sr. Fausto.

Ele tocou na minha barriga com um dedo e quando percebi estava voando e bati numa das paredes da casa. Antes de cair, pude ver a cara do pessoal de horror. Então tudo ficou escuro.

Quando finalmente acordei, vi que estava com a cabeça no colo de Alice. Senti suas lágrimas quentes molharem o meu rosto.

– Flint, você acordou! Graças a Deus! Quando o Sr. Fausto te empurrou, pensei que estivesse morto! Tá sentindo alguma coisa? – ela disse. Pelo rosto avermelhado e aspecto cansado, percebi que ela estava chorando há muito tempo.

– Só muita dor – resmunguei – Cadê aquele velho maldito?

– O velho maldito está aqui, Flint. – ele estava sentado numa cadeira de balanço artesanal – Acho que exagerei na força. Desculpe.

– Não aceito suas desculpas, velho maldito! Que merda foi aquilo? Onde a gente está? E quem é você, afinal? Um ser humano comum não pode ser.

– Relaxe. Responderei todas as suas perguntas. Mas primeiro precisa acima de tudo respeitar os mais velhos. – respondeu o velho

– Só respeito a quem me respeita! Eu só te fiz uma pergunta simples e você com um toque quase me mata! O que é você? – repliquei.

– Pare com isso, Flint! O Sr. Fausto nos salvou e nos abrigou aqui. Agradeça a ele! – falou Alice em tom taxativo.

– Onde estão os outros? Vai dizer que os fez desmaiar também?! – respondi

– Não. Eles estão em outro aposento. Willow e Trevor estão cuidando do Ethan. Acho que ele já acordou.

Parei um pouco pra pensar. O que esse velho fez? Por que a gente tá aqui? Mas que maluquice é essa? Meu corpo não para de doer.

– Não precisa ficar assim, Flint. Já disse que vou responder as perguntas de vocês. Alice, você pode chamar os outros aqui, por favor? Já está na hora de sair daqui. – falou o velho.

Alice saiu do quarto e eu fiquei sozinho com o velho. Escutei passos e Alice os outros entraram.

– Ethan, você está bem? – perguntei

Ethan parecia um morto-vivo, mas estava intacto.

– Eu acho que estou – ele disse. Daí viu o Sr. Fausto.

– O que você fez comigo, velhote? – ele gritou – Eu não me lembro de nada!

– Cale-se, Ethan. Prometo que contarei tudo, mas vamos sair daqui agora. – respondeu Fausto.

Ficamos encarando ele e não fomos notados. Daí saímos correndo pelo corredor. Estava um breu, mas o velho sabia onde estava saindo. Parecia que aquele caminho tinha sido usado várias vezes por muito tempo. Estávamos andando por uns vinte minutos quando vimos uma luz no fim daquele túnel. Tinha uma porta muito pequena na nossa frente. Sr. Fausto estava prestes a abri-la e Trevor falou:

– Aonde o senhor vai levar a gente?

– Vocês verão.

O velho abriu a porta. O que vimos a seguir nos deixou muito assustados e perplexos.

Uma sala enorme, do tamanho de um salão de festas, bem rústica, ornamentada. No meio dela tinha uma mesa retangular muito comprida, com exatamente treze cadeiras, seis de um lado, seis de outro e uma na ponta. Cada uma tinha uma cor diferente e tudo reluzia com a luz do sol refletindo pela janela.

– Crianças, essa é a Sala Mestra, onde os guardiões se reuniam com o Rei até eles desaparecerem a dez anos.

– Por que você nos levou pra cá? Estamos dentro do castelo Real, não é? – Disse Alice.

– Estamos ferrados. Se alguém nos pegar aqui... – Willow falava quando mais uma surpresa aconteceu.

Os nossos colares brilharam ao mesmo tempo e cinco das treze cadeiras começaram a brilhar na mesma intensidade. Estavam nos chamando. A sensação era reconfortante. O velho sorriu. Então ele tirou algo do pescoço pra nos mostrar. Era um medalhão cravejado de pedras que estava brilhando no seu pescoço também. Eu contei e tinha treze. O mesmo número de cadeiras daquela sala!

– Chegou a hora de lhes contar o verdadeiro motivo por estarem aqui, meus jovens. Sentem-se em seus lugares e prestem bastante atenção.

Notas finais
Obrigado!!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.