Hermit
1 Capítulo 1 - O tédio da Rainha de Ouro
Introdução
Hermit, nome dado ao mundo onde Humanos, Elfos, Bestas, Sereias, Anjos e Bruxas co-habitam. As Bruxas, senhoras da magia Negra, raça mais poderosa em questão de força mágica e durabilidade em batalha, no primeiro período da historia de Hermit declararam guerra às outras raças para terem maior parte do território de Hermit, quase conseguiram, porém com a interferência dos anciões, a guerra sofreu uma pausa com as bruxas tomando todo o continente do oeste sendo essa a metade da parte terrestre de Hermit, enquanto humanos e Elfos dividiram o continente leste.
As Bruxas acordaram com os anciões que o tratado de interferência duraria apenas dois períodos, ao concluir desse acordo elas poderão atacar novamente se assim quiserem.
Os Anjos, que habitam o continente flutuante, Falconreach, não participaram dessa primeira guerra, juntamente com as Sereias, que habitam Atlantis, situada ao extremo polo norte de Hermit.
No segundo período, os humanos buscaram especializar sua habilidade magica, a qual eles chamam de “Alquimia”, a única raça capaz de dominar todos os atributos, mesmo que em baixa escala.
Ao tentar mudar as características de sua raça atribuindo habilidades animais ao gene humano, acabaram criando a nova raça de Hermit, as Bestas, porém as bestas não tinham equilíbrio da magia, tinham magia fraca e podia controlar apenas o atributo verde, após alguns anos após sua criação, começaram a sofrer certos preconceitos e discriminações, acabaram abandonando o reino humano e criaram sua própria vila que com o tempo se tornou cidade e consequentemente, tomaram o titulo de reino, apesar de terem se excluído do reino humano, continuaram tendo relações amistosas, os humanos ofereceram de bom grado a área da floresta negra onde se situaram.
Os elfos, senhores da magia da Branca, tem sua capital sob a árvore de Ur, essa arvore pode ser vista a quilômetros de distância ela confere grande poder aos elfos, sendo eles a segunda maior força em Hermit. Seus guerreiros são excelentes em combate a longa distância, sua presença na primeira guerra foi essencial para adiar os avanços das tropas terrestres das Bruxas.
Capitulo 1 – O tédio da Rainha de Ouro
Maya, a rainha de ouro estava em seu quarto, observando da janela o seu reino, as pessoas fazendo seus trabalhos, a monotonia era grande, os comerciantes já não gritavam tanto para vender seus produtos, os soldados não tinham a postura de sentinela, as crianças não corriam pelas ruas, apesar da riqueza do reino da Bruxas, alguma coisa faltava, e a bruxa sabia o que era.
- Ahh! Que chatice – Buscou um lugar para sentar-se e ficou a pensar, logo em sua porta bate Ingrid, a dama de prata
- Minha irmã? Posso entrar? – Diz Ingrid.
- Sim, entre, o que houve minha irmã?
- Já reuni as oito guerreiras assim como me pediu.
- Excelente Ingrid, vamos até elas.
Na sala do conselho, as oito bruxas estavam sentadas ao longo de uma mesa que estava situada no centro da sala, ao perceberem a chegada da rainha, todas levantam-se e prestam continência a rainha.
- Honras a rainha – Diz Ingrid abrindo caminho para Maya
- Salve rainha de Ouro! – Todas ao longo da mesa bradam.
Maya e Ingrid tomam a ponta da mesa e fazem sinal para que as outras sentem-se, as duas ficam de pé e Maya começa a discursar.
- Minhas irmãs, há dois períodos, nossas mães quiseram dominar Hermit, e quase conseguiram se não fossem aqueles malditos anciões hoje seriamos soberanas de Hermit, mas hoje o maldito acordo acabou e os anciões não existem mais, podemos novamente terminar o que nossas mães começaram.
- Me desculpe minha rainha – Diz Rosy, imperatriz vermelha – Os anciões podem até não existirem mais, porém seus armamentos ainda existem
- Rosy, das cinco armas anciãs, uma está conosco, a Cólera, a Excalibur está com as Sereias em Atlantis, os Elfos tem a Julgamento, os Anjos estão com a Mjonir e a Apocalipse está com os humanos.
- Mesmo assim, isso não nos deixa em desvantagem? Se declararmos uma guerra será somente nos contra o mundo, quatro armas contra uma nossa.
- Minha cara, lhe contarei uma historia do primeiro período, sabe como conseguimos a cólera? Creio que não, minha mãe, a primeira rainha derrotou o ancião que a portava.
Todas a olhavam espantadas e curiosas, especialmente Ingrid
- Como nossa mãe conseguir derrotar um ancião e tomar sua arma minha irmã? – Perguntou Ingrid
- Ela me contou em seu leito de morte, as armas exigem muito dos usuários, e cada arma tem um golpe final, o golpe final da Cólera é a absorção de toda a magia do oponente, o ancião conseguiu infligir o ataque com sucesso na primeira rainha, mas ele não sabia que ela possuía a magia do coração negro... – a rainha logo é interrompida por Ingrid
- Coração negro!? Aquela magia que rouba sua vida?
- Isso mesmo minha irmã, agora o porquê de sua morte eu lhe direi agora, ela me deu o restante de sua vida para me conferir o coração negro sem que eu perdesse o resto de minha vida, essa é a marca do que estou falando – Maya tira suas vestes mostrando em suas costas grandes círculos com desenhos assimétricos formando a figura de um enorme “V” com asas.
As Bruxas conversam entre si
- Rainha, queres dizer então que o coração é um outro reservatório de magia? Se fores por que ele não foi esvaziado com o golpe final da cólera? – Pergunta Iris, a luz do sol.
- O coração negro não é uma magia comum, ao invés de utilizar o combustível comum para fazer nossas conjurações ela usa nossa própria vida, no meu caso ela está armazenando a vitalidade de minha mãe, e o uso de seu poder não me afetará, mas claro que a única arma que pode drenar nosso poder está em nossas mãos – Diz Maya vestindo sua roupa.
Ingrid fica indecisa quanto às palavras da Irmã ela a encara como se desconfiasse de suas palavras. As outras bruxas que estavam presente discutem entre sim.
- Vejo que está incomodada minha irmã, algo lhe aflinge? – Pergunta Maya
- Não irmã, não é nada – mudando a cabeça focando na mesa.
- Enfim, vocês não precisarão dar suas vidas para conseguirem o coração negro, nossa força é o suficiente.
- E depois quando conseguirmos o nosso objetivo minha rainha, o que faremos depois? – Pergunta Evelyn, a bruxa da floresta.
- Eu quero apenas sair do tédio, encarem como um jogo, quando vencermos, nos deleitaremos com a nossa vitória, tornaremos todas as raças inferiores a nós, os nossos escravos
Todas as presentes, tornam-se de pé prestam continência e bradam: — Salve Rainha de Ouro.
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