Hermione e Vitor. Amor além do tempo...
16 Beauxbatons
Notas iniciais
Sonserina e Grifinória dividiriam a sala para a primeira aula de feitiços. Alvo e eu seguimos para os lugares a frente da turma, o garoto ruivo Marcos Weasley nos encarou quando passamos. O professor estava de pé sobre a mesa.
Enquanto os alunos tomavam seus lugares, o professor permaneceu em silêncio, ele parecia cansado e muito preocupado. Não tirou os olhos do chão parecia contemplar, um tempo de trevas há muito, por muitos, esquecido. Alguns minutos se passaram desde que todos tomaram seus lugares e um silêncio terrível perpetuou pela sala. Eu pigarreei.
— Professor? — Chamei, mas ele não me ouviu. — O senhor está bem? — Inquiri falando mais alto.
— Sim senhorita? — Então ele ergueu os olhos e tentou conter a surpresa em seu rosto ao perceber os muitos rostos o encarando preocupados. — Gostaria de... dar boas-vindas a todos. Vejo muitos rostos semelhantes a pessoas que foram e ainda são muito queridas por todos aqui. — Ele fez uma pausa e respirou fundo enquanto olhava cada um de nós, demorando-se um pouco mais em Alvo.
"Mas lamento dizer crianças, que estamos novamente expostos a perigos ainda desconhecido e... a nossa diretora, pediu-nos para avisá-los que está terminantemente proibido a vocês saírem dos dormitórios de suas casas durante a noite."
Ele fechou os olhos e sacudiu levemente a cabeça como que para espantar as lembranças ruins.
— Hogwats já passou por muitos momentos difíceis e fico feliz em dizer que sobrevivemos a todos eles. E tenho fé que passaremos por este também.
Ergui a mão.
— Sim. Senhorita?
— Thalia Krum. Professor, o meu irmão me disse que Hogwarts e Durmstrang foram duas de apenas algumas poucas escolas que não foram atacadas. Isso é verdade?
— Infelizmente sim. Muitas escolas foram atacadas. Hogwarts e Durmstrang têm meios de segurança mais fortes que a maioria, Durmstrang mais do que nós, ouso dizer. Poucos conhecem realmente a localização daquela escola.
E durante grande parte da aula, nós discutimos sobre essa possível ameaça, infelizmente o professor não quis nos contar as suspeitas que eles tinham, sobre o bruxo que estava por trás dos ataques, apesar de nossas tentativas de contorná-lo e persuadi-lo a nos contar.
O resto da manhã foi quase tão terrível quanto, assim que saímos da sala e todos seguiram para o almoço, tomei um caminho diferente, fui ao corujal e enviei uma carta para William. Minha esperança era que em Durmstrang eles não escondessem as coisas dos alunos como faziam aqui.
As aulas da tarde foram chatas e na aula de voo alguns alunos riram da minha falta de talento em voo (característica da minha mãe) como expliquei a todos. E no começo da noite sentei-me numa poltrona perto da lareira, esperando a resposta a minha carta.
— Você está bem? — Perguntou Scorpion sentando-se a minha frente, engoli em seco.
— Por que eu não estaria?
— Achei que estivesse com medo. Depois de tudo o que foi dito... — Ele olhou ao redor e inclinou-se na poltrona, para falar de modo a apenas eu ouvi-lo. — Teve notícias de Durmstrang?
— Como você sabe que eu tenho alguma relação com Durmstrang?
— E quem não sabe que o filho de Viktor Krum está em Durmstrang? — Rebateu.
— Bela observação, mas não tive notícias do meu irmão, ainda.
Alvo entrou no salão comunal da Sonserina e observou confuso a minha conversa com Scorpion. Então sentou-se ao meu lado.
— Ainda estou esperando a resposta. — Falei antes que ele perguntasse.
— Tudo bem... — Ele encarou Scorpion por um momento e então começou a falar. — Estão dizendo que houve uma coisa em comum em todos os sequestros.
— A névoa. — Scorpion revirou os olhos.
— Não, um tipo de feitiço, alguns alunos disseram ter ouvido esse feitiço sendo sussurrado.
— Que feitiço? — Questionei, pronta para dar um discurso detalhado sobre ele, uma vez que desde que aprendi a ler eu os estudo.
— Um feitiço que ninguém conhece.
— E por que isso não está sendo divulgado? — Scorpion perguntou.
— Porque acreditam que esses alunos estavam confusos, algo na névoa os confundiu.
Duas corujas entraram voando na sala e pararam a nossa frente, puxei o meu pergaminho e Alvo fez o mesmo com o dele. Uma investigação estava sendo feita em Beauxbatons, William não deu detalhes da investigação, imaginei que ele não soubesse mais do que contou.
— O que diz? — Scorpion me perguntou.
— Minha tia Fleur está sendo investigada. — Alvo falou ainda sem tirar os olhos da carta.
— E a sua? — Scorpion questionou.
— Nada além do que Alvo falou. Por que sua tia está sendo investigada? — Questionei preocupada com ele que parecia prestes a vomitar.
— Ela é ex-estudante de Beauxbatons. Além disso algumas estudantes da época em que ela esteve lá, criaram um feitiço de névoa muito semelhante com o que está sendo usado nos ataques. Faz sentido, afinal os primeiros ataques foram em Beauxbatons.
— Então é possível que o estudante que está por trás de tudo isso, seja ex-estudante de Beauxbatons. — Concluiu Malfoy.
— Sim. — Falei respirando fundo. — Aparentemente é mais que possível.
O tempo pareceu parar, meu coração estava acelerado enquanto muitas perguntas se formavam em minha cabeça. Um ex-estudante de Beauxbatons está por trás dos ataques, alguém que conviveu com a senhora Fleur Weasley, repassei tudo isso em minha mente várias vezes e havia uma pergunta que não me deixava em paz: Por que sequestrar os melhores alunos?
Relembrei dos detalhes que estudei sobre a guerra contra Lorde Voldemort, em tudo que li, sempre se dizia que o Lorde das Trevas reuniu seguidores, esse bruxo não pareceu ter usado a mesma estrategia.
— Meu avô era comensal da morte. — Scorpion comentou fazendo Alvo e eu encará-lo. — Ele é o homem mais covarde que eu já conheci.
— Seu pai chegou a ser um comensal. — Alvo rebateu.
— Meu pai era um tolo, ele queria poder e achava que com o Lorde das Trevas conseguiria isso, mas no fim se não fosse pelo seu pai, ele não estaria vivo.
Levantei-me da poltrona e puxei a varinha, a sala comunal estava cheia, mas os estudantes mais velhos quase nunca ficavam próximos dos primeiranistas. Alvo e Scorpion me encararam surpresos.
— Sei que estão sequestrando os melhores alunos, mas me esforçar em ser a pior não vai me ajudar. Vou treinar o feitiço de levitação e alguns dos feitiços o nosso livro. — Expliquei, logo Scorpion também estava de pé e com a varinha firme na mão.
— Ela tem razão. — Ele falou para Alvo que o observava.
Juntos praticamos o feitiço de levitação por alguns momentos. Até que Alvo se juntou a nós e logo todos os primeiranistas estavam reunidos conosco para treinar. Os alunos mais velhos nos observavam e as vezes davam uma dica de como mover a varinha. Se houvesse uma guerra seriamos deixados de lado, porém isso envolve todos nós e o melhor a se fazer, é nos prepararmos.
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