Notas iniciais
Espero que gostem...

A mãe de Viktor me guiou por muitos corredores a casa era enorme e bem decorada, eu provavelmente teria aproveitado mais a visão, se não estivesse me sentindo assim tão tensa. Entramos em uma sala de estar, a senhora Krum sentou-se em uma ponta do sofá e tocou o assento ao seu lado.

— Sente-se. – Disse ela.

Quando me sentei ao seu lado, por longos minutos a mulher me falou sobre as mudanças que ela notara em Viktor desde aquele baile de inverno. Ela me contara como ele era antes daquilo e o quanto tinha mudado.

— Sou grata a você Hermione. Por muitos anos vi Viktor se afastar, ele nunca teve um relacionamento sério e temi que ele ficasse só quando eu morresse, o pai dele morreu quando ele era criança. Enfim, mas nos últimos anos Viktor já não sorri muito, tentei conversar com ele sobre o assunto, mas ele sempre se desviava. – A bruxa levantou-se e caminhou para uma janela grande de vidro. – Não sou tola, sei que meu filho andava sofrendo e sabia que apenas uma pessoa era capaz de magoá-lo e, essa pessoa é você Hermione.

Fiquei de pé pronta para explicar a situação, mas a mulher ergueu a mão para me calar.

— Por que veio aqui agora Hermione? – Perguntou ela olhando fundo nos meus olhos. Meu coração disparou.

— Vim porque há muitos anos eu desisti do amor de seu filho por medo, mas quando estava prestes a me casar com outro homem percebi que não conseguiria viver sem ele. Senhora Krum, por favor, me diga onde Viktor está. – Lágrimas se formaram em meus olhos enquanto eu temia que a mulher negasse esse meu pedido desesperado.

— Eu diria se soubesse. Infelizmente, depois de tudo que aconteceu Viktor se trancou até mesmo para mim.

Apoiei meu corpo na parede próxima a janela, senti-me tonta, meu estômago estava revirado. Tentei me controlar enquanto a mãe de Viktor me olhava com preocupação estampada em seus olhos.

— Há uma coisa que posso fazer. – Disse a senhora ergui os olhos para ela. – Venha comigo.

A mulher me guiou por um corredor repleto de fotos de Viktor pelo caminho, disse a mim mesma que o encontraria enquanto andava.

— Quando começou a jogar quadribol profissional, Viktor costumava fugir de casa algumas vezes, ele simplesmente sumia sem me avisar, então eu comecei a rastreá-lo. Acabei descobrindo que ele sempre ia para a mesma região.

Ela parou de falar e abriu a porta, para o que me pareceu um escritório particular. A bruxa andou pelo escritório tateando as prateleiras de livros, até que pegou um deles, o livro era grande e de couro.

— Aqui está. – Disse ela pegando um papel de dentro do livro. Ela o desdobrou e pude ver o que parecia a planta baixa de uma casa.

— Não entendo o que isso... – Então vi um ponto chamado Viktor Krum andando por um corredor. – Isso é um mapa do maroto?

— O que é um mapa do maroto? – Perguntou a mulher.

— O pai do meu amigo Harry criou um mapa de Hogwarts junto com uns amigos e o mapa mostrava exatamente o que as pessoas estavam fazendo, esse mapa funciona da mesma forma? – Perguntei.

— É parecido. Viktor trouxe esse mapa para casa um dia e eu o encontrei enquanto vasculhava as coisas dele, então fiz um feitiço para localizá-lo e desde então esse mapa faz exatamente isso, mostra o que Viktor faz quando está nessa casa.

— Então a senhora não tem nenhuma pista de onde essa casa está?

— Sei que fica em algum lugar na cidade, sempre fui uma mãe muito preocupada, então fiz outros feitiços a procura dele. Sei que essa casa fica na parte mais afastada da cidade. Provavelmente é uma casa de fazenda, talvez Viktor tenha comprado essa casa como refugio até mesmo contra mim. Espero que tenha ajudado ao menos um pouco. – Falou ela.

— A senhora me ajudou muito. – Afirmei. – Se importa se eu ficar com o mapa?

— Não. – Disse ela. – Espero que você o encontre. Viktor te ama Hermione, eu não diria isso se não tivesse certeza.

— Eu sei. Também amo eu filho. Só lamento ter percebido isso tão tarde.

— Não é tarde. – A mulher segurou minha mão livre do mapa e sorriu. – Ache-o, diga o que sente por ele e sejam felizes juntos.

— Farei isso, nem que eu tenha que virar a Bulgária do avesso. Obrigada pela ajuda.

Abracei a senhora a porta, ela me indicou onde fica a prefeitura da cidade, para que eu procurasse as plantas baixas das casas da cidade. Com alguma sorte eu encontraria a casa e o seu endereço.

Caminhei quase correndo em direção à prefeitura, carregava o mapa nas mãos tentando memorizar os detalhes da construção, eu teria uma longa busca pela frente, assim que entrei na prefeitura guardei o mapa em minha bolsa. Uma mulher atrás do balcão estava com um telefone no ouvido, ela ergueu o dedo pedindo um minuto e eu assenti.

O que deveria ter sido um minuto estendeu-se por um bom tempo, no começo achei que ela falasse algo sobre o trabalho, mas após tantos risos, comecei a prestar atenção a conversa, ela falava algumas palavras que eu não conhecia, mas pelo contexto geral falava de uma festa.

— Com licença. – Falei em búlgaro. A mulher me olhou irritada. – Preciso saber sobre uma casa.

Ela bufou e murmurou algo ao telefone. Em seguida colocou no gancho e me encarou com raiva estampada em seu rosto, sem a menor vontade de escondê-la.

— Eu preciso ver a planta baixa de uma casa, o nome do proprietário é Viktor Krum. A casa fica na parte afastada da cidade.

— Você sabe o endereço? – Perguntou a mulher.

— Não, a mãe do proprietário que é meu amigo pediu para eu vir aqui encontrar o endereço. Ela o tinha, mas perdeu e preciso resolver umas coisas com ele.

A mulher não pareceu convencida, mas não questionou. Ela levantou-se da cadeira e caminhou até que passou de uma porta. Fiquei parada, esperando que a mulher voltasse, esperando que ao menos dissesse para eu ir embora, mas momentos depois a mulher voltou trazendo uma caixa consigo.

— Esse Viktor Krum é algum famoso, certo? Muitas mulheres o seguiram aqui da ultima vez que ele veio. É um homem difícil de esquecer. – A mulher deu uma piscadela para mim. – Nessa caixa estão às plantas baixas de todas as propriedades do senhor Krum.

Ela abriu a caixa e a vasculhou.

— Aqui, está. – Ela tirou três plantas baixas da caixa, as folhas estavam plastificadas. – De qual dessas casas você está procurando.

Olhei as plantas, elas eram muito pouco diferentes, mas por um cômodo pequeno no canto inferior esquerdo da casa vi a que estava procurando.

— É esta. – Falei. – Pode me dar o endereço?

A mulher mordeu o lábio como se pensasse no assunto.

— Não se preocupe você não vai ter problemas com isso. – Afirmei com um sorriso que esperava ser encantador.

— Tudo bem. – Ela foi até o computador e digitou algumas coisas, mas a tela estava voltada contra mim. Uma folha foi impressa.

A mulher me entregou a folha e eu saí da prefeitura.

Notas finais
Feliz ano novo... Até o próximo... :)