Notas iniciais
Espero que gostem...

Fui até o hotel e tomei banho, já estava escurecendo quando saí da banheira, peguei um vestido preto longo, de mangas longas e uma abertura na lateral direita. Vesti-o de frente para o espelho enquanto observava o mesmo se ajustar em meu corpo, calcei meus sapatos de salto, o único que trouxe.

Saí do prédio e aparatei. Surgi em uma rua onde estavam vários muros altos, os números estavam marcados nas paredes, caminhei pela rua escura ouvindo o barulho dos meus saltos ecoarem no silêncio, a noite estava fria.

Tirei o mapa da casa dele de dentro da bolsa. Peguei a varinha.

— Lumus.

O vi parado no mesmo ponto de um cômodo que deduzi ser um banheiro. Respirei fundo, por um momento precisei ver que ele estava sozinho, que não encontrara outra pessoa nesses minutos em que não olhei o mapa.

O número da casa dele era 106 de acordo com o papel que a mulher da prefeitura me dera. Observei a rua, o muro para o qual estava de frente nesse momento tinha o número 100, caminhei observando os outros, então a rua terminava em terrenos baldios.

O feitiço de ocultação que ele estava usando era realmente poderoso. Suspirei e comecei a ponderar minhas opções, então um barulho num dos terrenos me chamou atenção, olhei para eles forçando a visão para ver no escuro.

— O que uma garota bonita faz aqui sozinha há essa hora? – Disse um homem saindo de lá. O homem alto estava com um objeto na mão que pelo escuro não pude ver o que era, com a mão esquerda pegou o cigarro que estava em sua boca deu uma ultima tragada e soltou o cigarro no chão, pisando em cima dele.

— Você vai assustá-la assim Peter. – Disse outro seguindo-o para fora da escuridão, então mais deles surgiram.

Havia ao menos dez deles, peguei a varinha e deixei-a ao lado do corpo.

— Melhor não chegarem perto de mim. – Alertei.

— Não vamos te machucar, apenas vamos nos divertir. – Disse outro deles. Ergui a varinha apontando para o ultimo deles que falou, eles estavam a pouco mais de um metro de mim.

— ESTUPEFAÇA. – Gritei. O homem foi jogado para longe.

— Sua bruxa. – Gritou um deles.

— Vão chegar perto de mim novamente? – Perguntei. – Mandei não se aproximarem.

— Não aceito ordens de uma garota. – Disse outro e deu um paço à frente em minha direção.

— Petrificus totalus. – O homem ficou paralisado e seu corpo caiu.

Os homens hesitaram, eles ficaram parados onde estavam, mas não pararam de me encarar, mantive a varinha firme apontada para eles, se ao menos conseguisse ver o Viktor, se ele estivesse aqui, ficaria mais fácil imobilizar todos e apagar suas memórias.

Algo bateu em meu braço por trás de mim fazendo-me derrubar a varinha. Senti uma dor forte percorrer meu braço, xinguei-me por não ter prestado atenção as minhas costas, um dos homens se aproximou e chutou minha varinha para longe de mim enquanto eu segurava o braço direito com a mão esquerda.

— Então você não usa magia sem sua varinha não é? – Questionou um deles.

— Vai pagar para ver? – Perguntei erguendo minha mão esquerda em um blefe.

O homem mais alto do grupo inclinou a cabeça para direita e sorriu.

— O que acham? Vale a pena correr o risco?

Os outros riram e caminharam em minha direção, o homem que me dera uma pancada no braço agarrou meus braços e outra onda de dor percorreu meu braço direito. É Hermione você lutou contra bruxos das trevas e agora está presa por um grupo de trouxas.

Pisei com o salto no pé do homem que estava me segurando, bati com o cotovelo direito nele, mas a dor percorreu meu braço novamente antes que eu pudesse ter outras reações, o homem que falara primeiro me acertou um tapa, fazendo-me tropeçar para me equilibrar. Olhei para o chão procurando minha varinha ela estava a pouco mais de um metro de onde eu estava. Se eu tentasse correr até ela, eles me atacariam com certeza, então tomei uma atitude pouco inteligente.

— Seu filho da mãe, desgraçado. Vou matar você. – Falei.

O homem acertou-me no rosto novamente e me joguei no chão, apanhei a varinha sem que percebessem, o homem que me acertara no rosto estava perto de mim, ele se agachara para me observar.

— LEVICORPUS. – Gritei. o homem voou e caiu de uma altura que provavelmente quebraria alguns de seus ossos. Apontei para o homem seguinte e o estuporei, lancei feitiços praticamente às cegas até que todos estavam no chão.

Levantei-me e fui até os homens um a um lançando feitiços para esquecerem, desse encontro. Quando terminei com eles encarei os terrenos baldios ao meu redor, senti-me derrotada.

Minha atitude seguinte não foi à escolha mais inteligente que já fiz em toda minha vida, mas ainda assim reuni todo o ar que pude nos pulmões e gritei:

— VIKTOR...

Notas finais
;) então o que acharam?