Hermione E O Seu Passado Desconhecido.
22 Capítulo 21 - Terá que pedir mais do que desculpas
Notas iniciais
Eu iria postar hoje mais cedo só que eu fui pro colegio, fiquei até as 1 e vinte lá, depois fui pra casa de uma amiga fazer trabalho e cheguei agr.Nem fui no violão agora a tarde.
E eu quero mais recomendações lindos,estou ficando desanimada.
Espero que gostem do novo cap.
Pov. Hermione Black.
...
- Hermione. É melhor você se trocar, já estamos chegando. – Harry falou tirando dos meus pensamentos.
Assenti sem dizer nada peguei minhas vestes e sai da cabine indo para o banheiro me trocar. Aumentei o passo para que ninguém conseguisse me barrar no caminho.
Já trocada, voltei para minha cabine no mesmo instante que o trem parou. Vi todos os Grifinórios em pé pegando suas coisas. Peguei minha mala e descemos.
— Tudo bem Mione?- Gina perguntou aparecendo do nada.
— Céus Gina...Quer me matar do coração? Não apareça do nada. – tentei parecer descontraída.
— Não mude de assunto. – Gina me pressionou.
Dei de ombros deixando claro que eu não iria responder e fomos em direção a carruagem.
— Hermione. – Harry me chamou. – Se você estiver assim por causa do Malfoy...
— Harry Potter não mencione a doninha. – falei irritada.
Eu tinha orgulho, e ele me magoou e isso não iria ficar por aquilo.
Chegamos às carruagens e vi Blás, Pansy e Malfoy me olhando. Joguei um olhar de desprezo pra ele e me abracei a Harry que estava rindo da cara da doninha.
Subi e me sentei ouvindo a linda risada de Blásio atrás de mim.
— O que aconteceu Hermione?- Harry perguntou baixo o bastante apenas para eu ouvir.
— Malfoy e eu brigamos. – revirei os olhos.
— Isso já percebemos. – Rony disse. – Mas por que?
Revirei os olhos.
— Ele ficou bravo comigo dá pra acreditar? Que hipócrita nojento. – resmunguei. – E depois de uma longa briga eu disse pra ele nem mais olhar pra mim.
Virei o rosto para que eles não percebessem que lagrimas se formavam em meus olhos.
Percebendo meu estado nada mais disseram, respeitaram meu silencio e as vezes Harry me abraçava para querendo dizer que estava comigo, sempre estaria.
Chegamos e fomos direto para o salão comunal. Todos conversavam mais quase nenhum ouvia a conversa dos outros, pois as vozes eram altas e abafavam umas as outras.
— Vou indo ok? – falei virando em direção a mesa da Sonserina.
— Não quer ficar na Grifinória conosco? –ele perguntou.
Disse que não com a cabeça. Mesmo que eu tenha sido daquela casa sei que vários integrantes já não me suportam por ser Sonserina.
— Tem certeza? – Rony que estava ao seu lado insistiu.
— Sim Rony. – dei um sorriso torto. Eu o amava muito. – Não se preocupem.
Os beijei no rosto e fui em direção a mesa da Sonserina sentindo meu coração apertar e minha respiração acelerar.
A me ver Pansy sorriu me incentivando a sentar com eles mais passei reto indo para o outro lado da mesa com a cabeça erguida. Vi Pansy jogar um olhar malvado para Malfoy e se levantar vindo até mim.
— Oi Mione. – ela cumprimentou e se sentou ao meu lado.
— Oi Pansy. – falei sorrindo.
Eu não podia ficar brava com ela, minha briga era com a fuinha loira e não com a minha melhor amiga.
— Você deveria perdoar ele. – Pansy sugeriu.
Estreitei os olhos.
— Nem que Merlin desça a Terra e me implore. – disse convicta. – Ele feriu o meu orgulho.
— Nunca pensei que seu orgulho fosse tão importante assim. – ela disse. – Nunca demonstrou.
Pensei por um segundo no que ela falou. Sim, era uma verdade. Nunca liguei muito para o meu orgulho, sempre tentei perdoar todos e ser da paz. Esse lado Sonserina não era nada legal.
— Então agora sabe. – respondi. – Então recebeu alguma noticia de Paul?
Seus olhos brilharam e um sorriso se estendeu por seu rosto.
— Sim. – ela afirmou. – Antes de embarcar no trem, ele disse que estava com saudades e queria me rever logo.
A vi suspirar e apoiar a cabeça no braço em cima da mesa feliz.
Continuamos a conversar sem tocar no assunto Malfoy para não brigarmos.Eu estava ouvindo tudo atentamente ate que uma ave grande e negra entrou no salão indo em direção a Harry deixando uma carta e depois veio até mim.
— Para mim? – passei a mão em suas penas e tirei o pergaminho. – Obrigado.
Vi Pansy curiosa para ver o que estava escrito, abri o pergaminho e comecei a ler.
...
Hermione.
Como você vai? Chegou bem a Hogwarts?
Sei que nos vimos hoje de manhã mais já estou com saudades, é maldade você me deixar com dois homens que parecem mais duas crianças. Mas sei que você tinha que voltar para o castelo e eu entendo.
Da para acreditar que cinco minutos depois que voltamos da estação Tiago e Sirius resolveram pegar as bolas de quadribol e acertaram o quadro da senhora Black, que ficou reclamando horas a fio. Foi bem estressante.
Adivinha quem veio me visitar? – estreitei os olhos e dei uma olhada para a mesa dos professores. – Severo, Tiago não ficou nem um pouco feliz quando chegamos e o vimos lá mas acabou deixando eu conversar com ele. Foi de partir o coração, ele começou a chorar e me pedir perdão que tudo era culpa dele. E sabe, no final eu o perdoei. Por tudo, sei que deve ter sido horrível para ele depois que morri.
E antes que eu me esqueça eu já sei o que vou fazer amanhã, irei na casa de Petúnia, como será que ela vai reagir ao saber que não estou mais morta? Não se preocupe, amanhã a noite mandarei uma carta contando como foi lá.
Tenho que ir, to vendo que Sirius e Tiago estão planejando alguma coisa e tenho que impedi-los de fazer outra idiotice, nem parece que são adultos.
Cuide do Harry para mim.
Beijos amoré.
Lilian Potter.
...
Sorrindo olhei outra vez para a mesa dos professores e vi Snape. Seus olhos estavam inchados mais poucos perceberiam pois já faz horas que chorou e seus cabelos negros cobriam o vermelho.
Corri meus olhos para a mesa da Grifinória e vi o moreno sorrindo para a carta e levantou os olhos procurando os meus. Dei um sorriso que logo ele retribuiu. Eu estava verdadeiramente feliz por Harry, a coisa que ele mais queria estava acontecendo.
— DE quem é? – Pansy perguntou.
Voltei meu olhar para ela.
— Lilian. – respondi.
Pansy deu um sorriso torto.
Continuei a jantar enquanto ouvia minha amiga contando de como foi lindo o beijar em baixo daquele céu cheio de estrela. Se Blás ouvisse isso com certeza pirava.
— Vamos. – Pansy falou se levantando.
— Pode ir na minha frente. – falei me levantando também. – Vou falar com o Harry.
Ela assentiu e foi atrás do Malfoy e Blás que também estavam indo para a masmorra da Sonserina.
Suspirei e fui em direção a mesa da Grifinória, fui com a cabeça erguida atrás dos meus amigos. Mesmo recebendo alguns olhares frios.
— Oi Hermione. – abaixei a cabeça e vi quem era.
— Oi Simas. – parei um minuto. – Como foram as férias?
— Otimas. – ele respondeu sorrindo. – E as suas?
— Muito boas, passei ela com o Harry. – falei. – E falando nele, tenho que ir nos falamos depois tudo bem?
Ele assentiu e eu voltei a andar. Harry já estava se levantando.Fui até o seu lado e perguntei:
— Então o que a Lily disse?
— Sabia que Sirius e meu pais jogaram um balaço no quadro da senhora Black? – ele disse rindo.
— Ela me contou. – eu disse rindo com ele, era tão surreal. – Não podem deixar os dois sozinhos por cinco minutos, parecem duas crianças.
Harry sorriu animadamente.
— Idêntico ao moreno que eu conheço. – insinuei.
— Não faço idéia de quem você esta falando. – ele disse ingênuo. Até que ergui a sobrancelha. – Esta insinuando alguma coisa? EU sou um anjo. – ele continuou quando eu comecei a rir.
Rony e eu rindo e Harry fingindo de magoado.
— Boa noite senhor Weasley, senhorita Black e Potter. – ouvimos uma voz que nunca pensamos ser amigáveis, pelo menos não conosco. – Espero que as férias tenham sido satisfatórias.
Nós três trocamos olhares um perguntando o motivo de Snape ser gentil conosco.
— Foram muito boas professor Snape. Obrigado por perguntar. – respondi ao ver que nenhum dos meus amigos responderia. – E as suas?
— Ótimas. – ele respondeu com um sorriso bobo nos lábios. – Se me dão licença tenho que ir.
E o professor se foi nos deixando em um silencio perplexo.
— Só eu estou confuso aqui? – perguntou Rony enquanto Neville se juntava a nós.
— O que aconteceu? – ele perguntou.
— Snape. – Harry e eu respondemos juntos.
— O que tem ele? – Neville perguntou confuso.
— Ele foi gentil. – Harry respondeu.
Rony olhou pra mim com a careta de confusa quando Neville começou a rir.
— Estão de sacanagem né? – ele perguntou ainda rindo. – Snape nunca foi gentil, muito menos com Grifinórios. Sem ofensa Hermione.
— Tudo bem. – falei baixinho.
Aquilo foi muito estranho.
— Estamos falando serio Neville. – Rony disse olhando para um ponto vazio. No mesmo instante o moreno parou de rir.
— Quem morreu? – ele perguntou.
— Acho que ninguém. – falei. – As férias devem ter sido muito boas mesmo, para ocasionar tal milagre.
E lembrei que na carta Lily havia dito que conversara com Snape e o perdoara por tudo que ele fez.
Bingo.
Era essa a razão de tanta felicidade para o professor, ele estava feliz com que sua melhor amiga o perdoara por ocasionar sua morte.
— Eu tenho que ir. – falei para os meninos. – Tenho que me recuperar do choque.
Os três riram e se despediram.
Voltei para a masmorra da Sonserina ainda perplexa. Isso sim foi coisa estranho muito estranho ver o professor tão feliz, fora do ciclo da vida.
Sorri e passei pelo quadro da Sonserina entrando no nosso salão comunal. Poucos alunos estavam lá entre eles Malfoy, Pansy e Blás. Ele e Pansy sorriram ao me ver entrar, Vi a coluna de Draco enrijecer e ele se levantar do sofá e vir em minha direção.
Merlin eu não estava preparada.
— Hermione. – o loiro me chamou. – Precisamos conversar.
Parei e o encarei sem dizer nada.
— Eu sei Mione, eu fui um idiota, bastardo não deveria ter falado tudo aquilo pra você e você não é uma traidora de sangue. – ele falava tudo tão rápido que eu tinha que prestar muita atenção para ouvir tudo o que ele dizia para entender. – Me perdoa, por favor.
Revirei os olhos.
— Draco Malfoy. Você feriu o meu orgulho e terá que fazer mais do que pedir desculpas para eu te perdoar. – falei sorrindo. – E Pansy to subindo, acabei de passar com Harry e Ron por um trauma enorme.
Sai deixando os três boquiabertos.
Assim que cheguei ao meu quarto desabei na cama e dormi.
...
Continua...
Notas finais
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