Hereafter
9 Cap. 8: O Jantar
Notas iniciais
Boa leitura e desculpinha pelos erros.
É o meu dia foi bem logo, e devo dizer que muito estressante. Primeiro pago o maior mico graças ao meu adorável amigo fantasma, depois vou para a minha primeira detenção em dezessete anos e agora estou sem saber o que vestir para esse maldito jantar com a família do amigo do meu pai. -Serio, quando você tem muitas roupas é difícil decidir qual usar, então tenha poucas assim não terá escolha mesmo.
Eu já estava no meu décimo vestido, e não fazia idéia qual seria adequado para esse jantar. Bem, sei que vamos em um restaurante muito bem frequentado -e pelo o que ouvi da minha mãe não havia sido nada fácil reserva para essa noite-, com uma família um tanto quanto rica, então não sei se devo ir chique, ou apenas arrumada para noite. E sim, tem muita diferença!
Eu não tinha escolha, precisava da opinião de alguém, então de uma forma bem estúpida fiquei tentando chamar meu amigo. Agora pare e tente imaginar essa adorável cena. Uma jovem em seu quarto sozinha chamando alguém que de certa forma está mortinho da silva. Bem interessante, não?
- Nathaniel. – Chamei pela milésima vez. – Cadê você? Mas que droga, apareça!
Mas nada aconteceu, nem um tremor ou coisa do tipo. -Sabe aquele tipo de coisa que vemos em filme de terror? Então, simplesmente nada aconteceu, apenas continuei ali no meio do meu quanto sozinha segurando um bolo de vestidos.
Interessante isso não? Quando mais eu preciso ele não aparece, será que ele faz isso para me irritar? Eu não sei, mas juro que está conseguindo.
- Nathaniel!!- Acho que falei alto de mais, pois logo minha mãe bateu em minha porta.
Maravilha, você me paga Nathaniel!
- Jullie, você está bem? Escutei você chamando... – A interrompi.
- Estou bem sim mãe, eu só não consigo escolher um vestido. Então acho que acabei falando sozinha. – Ela entro no meu quanto e quase caiu por causa de um vestido que estava no chão.
- Nossa July, o que é tudo isso?
- Vestidos dona Loren. – Sei que posso ter sido um pouco grossa com minha mãe, mas poxa eu estou estressado.
- Isso eu vi Jullie, mais por que todos os seus vestidos estão no chão. – Me sentei na cama e pôs os que estavam em minha mão sobre a mesma.
- Simples, pois eu não consigo me decidir qual usar! – Minhas mãe riu e sentou-se ao meu lado.
- Minha filha, você podia ter me chamado eu iria adorar te ajudar, e assim seu quarto não teria ficado essa zona. – Ela torceu os lábios olhando toda aquela bagunça.
- Mesmo já tudo bagunçado eu iria agradecer se você me ajudasse mamãe, serio o que eu devo vestir? – Ela olhou para o chão e na minha cama.
Mas se levantou e foi até o meu closet e lá retirou um vestido que eu nem lembrava que tinha.
- Por que não tenta esse aqui. – Ela o jogou em meu colo.
O vestido era colado, vinha até mais o menos a metade da minha cocha e tinha com um decote em V não muito chamativo nas costas. Ele era todo preto, e de um pano meio tipo que bordado, ou sei lá o que é. Ele tinha um jeito elegante e ao mesmo tempo jovem, na verdade não sei porque até hoje não o havia usado, talvez seja por ele tenha ficado perdido dentro do meu closet.
- É gostei!
- Que bom July, tenho certeza que ele ficara ótimo em você e será muito bom se todos nós irmos bem arrumado. E você principalmente, pois já falei que os Pritons têm um filho da sua idade? – Minha mãe parecia uma adolescente quando falava de garotos. Com isso tive até que rir.
Mas espera. Eu já ouvi esse sobrenome em algum lugar? Não, acho que estou confundindo com outra pessoa.
- Mãe, por favor não faça eu passar vergonha. – Passei as mãos no rosto já imaginando aonde isso iria dá.
- Alguma vez eu já fiz isso? – Falou normalmente. Jura mãe?
- Quer mesmo que eu responda Loren? – Ela sorriu negando com a cabeça. – Tudo bem vou usar esse mesmo, e obrigada pela ajuda mãe.
- Só fiz o meu dever July, afinal é sempre bom ver a minha criação linda. – Mamãe e seus jeitos estranhos de falar.
- Agora deixa tomar meu banho. – Falei jogando os outros vestidos dentro do closet, mas tarde eu me preocupo em arrumar essa bagunça.
- Já estou indo. Esteja pronta as oito Jullie.
- Pode deixar Dona Loren, eu estarei.
E assim ela saiu do meu quarto, a minha luta contra os meus vestidos acabou. Vestidos 0 x 1 Loren. Pena que a vencedora não fui eu.
Depois o Nate iria me escutar e muito por não ter vindo na hora que o chamei – serio, quando menos quero que ele aparecer, lá está ele, mas quando eu preciso de uma ajudinha amiga, cadê o infeliz?
Mas devo parar de pensar nisso agora e me preparar para o Jantar.
--x--
Eu já estava praticamente pronta, só faltavam os sapatos. Ainda bem que isso não era lá tão difícil de escolher. Peguei um pretinho básico de salto, talvez oito cm. Ele era transado no meu tornozelo, e devo dizer que era um dos meus favoritos.
Já pronta desci as escada sorrindo, pois eu realmente tinha ficado bem bonita, logicamente graças a minha mãe. Sem contar que escolher o vestido não foi à única ajuda que ela me deu no dia, já disse que não sei me maquiar? Pois é, deixo isso nas mãos milagrosas dela.
Meu pai já estava no sofá esperando por nos, e mesmo minha mãe dizendo para estarmos prontos às oito horas, ela mesmo ainda não tinha acabando de se emperequetar.
- Mamãe sempre atrasada acho que no quesito de se arrumar eu puxei ao senhor. – Disse enquanto ia em direção ao sofá e assim me sentando ao seu lado.
- E devo dizer que mesmo assim você está linda minha princesa. – Ele sorriu e eu o acompanhei.
- Obrigada, mas isso tudo graças à mamãe. Vestido e maquiagem. – Torci os lábios o que fez com que ele risse.
- E eu? Se não fosse por mim, você não estava aqui. Sou seu criador querida. – Ok, meus pais são estranhos.
- Oh sim, esqueci desse detalhe Senhor Julius. – Disse seu nome o que o fez revirar os olhos. Eu adorava chamar meus pais pelos nomes, pois sabia que eles não gostavam.
- Vou chamar sua mãe, pois se não iremos perder nossa reserva. – Levantou-se e depositou um beijo em minha testa.
- Tudo bem, só não se encante muito com ela. Se não eu que terei que ir buscar os dois. – Brinquei com ele enquanto já estava subindo as escadas.
Meus pais são bem bonitos para a idade que tem, na verdade meu pai é mais velho já com 43 anos, já a minha mãe só tem 37 anos. Ela como eu tem longos cabelos loiros, mas o seus olhos são castanhos escuros. Pele talvez até mais branca que a minha, se isso for possível.
Meu pai é um gato quarentão, talvez eu seja suspeita para falar, afinal é meu pai, mas ele é realmente muito bonito. Sempre muito vaidoso. Lembro quando nasceu seu primeiro cabelo branco, eu tinha só dez anos. Ele logo arrumou uma tinta e mandou mamãe pintar o seu cabelo. Foi muito engraçado. Cabelos negros -agora já acostumado com os branquinhos- e os olhos azuis como os meus. Ele tem um bronzeado natural, que o deixa mais jovem.
É espero ficar ainda mais bonita quando envelhecer assim como eles.
- Buh. – Fui tirada dos meus devaneios, ou devo dizer derrubada. Serio, eu cai do sofá graças a mais um susto.
Deus, assim eu irei para os braços do senhor mais cedo. Será que é isso que o Nathaniel está tentando faze, me matar?
- Nathaniel você ficou louco? Quer me matar do coração só pode. – Levantei-me do chão consertando meu vestido, enquanto meu amigo se retorcia no sofá de tanto rir.
- Juh, você não faz ideia da cara que fez. – Ele não parava de rir. Vamos ver quem rir mais. – Fraquinha! – Droga, meu soco não tem força, ou ele que não sente dor. Merda de fantasma.
- Ok chega de rir de mim. E posso saber onde você estava?
- Tava na minha casa. – O que?
- O que você estava fazendo lá? – Ergui uma sobrancelha não entendendo nada.
- Jullie, lá é minha casa, eu preciso de um motivo para ir lá? – Tudo bem, essa ele me pegou.
Mas desde sua morte ninguém mora lá, e pelo que sei tudo está do mesmo jeito, afinal nunca vi nenhuma mudança. Os pais dele simplesmente foram embora sem levar nada.
- Então é lá que você fica quando não está comigo. – Ele apenas concordou com a cabeça. – Mas o que diabos você faz lá, Nathainel?
- Ué, brinco com minhas coisas. Leio meus livros. E grande maioria eu quase já sei de co. – Ele dizia como se isso fosse à coisa mais normal, o que não era.
- Não irei perguntar mais nada, pois isso só me deixa mais confusa. – Disse sincera.
Por um tempo ficamos em silêncio, eu apenas o olhava de canto sem que ele notasse, enquanto ele brincava com os próprios dedos.
E cadê meus pais? Sabia que não ia da certo papai ir chamar mamãe.
- Juh.- Ele cortou o silêncio chamando minha atenção.
- O que é?
- Para onde você vai? – Nossa Nathaniel, será que só agora que você viu que estou toda arrumada. Isso me deixa muito feliz em saber que você me repara tanto.
Sintam o gostinho da ironia.
- Vou a um jantar, bem acho que vou, pois meus pais não saem lá de cima. – Me levantei pronta para gritar meus pais quando certas palavras tiraram o chão dos meus pés.
- Você está linda. Realmente muito linda. – Disse calmo sem nenhuma expressão como sempre. E eu, a pode chamar os bombeiros, pois meu rosto está enxamas.
- PAI, MÃE. Chega de namorar e vamos! – Gritei, sem nem ao menos agradecer meu amigo, se afinal eu fosse conseguir fazer isso algum dia.
- Calma princesa! Já estamos descendo. – Ouvi a voz do meu pai e logo os dois desciam as escadas de mãos dadas, como dois adolescentes. Awr, eu achava isso tão lindo.
Quando me virei e tive coragem de olhar para o sofá onde estava o meu amigo não havia mais ninguém onde ele estava, somente as almofadas.
Será que ele foi brincar de carrinho? Certo, pensamento muito estúpido esse meu.
- Vamos July? – Minha mãe tocou em meu ombro, pois eu ainda olhava o sofá tentando imaginar o que o Nathaniel fazia em sua casa.
- Já vou mamãe. – Me virei tentando esquecer pelo menos um pouco do meu amigo, e assim quem sabe aproveitar essa noite.
--x--
Já fazia algum tempo que estávamos noRange Rover, novo do meu pai e nada do tal restaurante. Nem ao menos conseguia imaginar como o restaurante era, afinal São Francisco tem tanta variedade que era até difícil decidir em qual ir.
- Pai, para onde estamos indo afinal? – Perguntei já impaciente.
- Sua mãe não lhe disse querida? Vamos a um restaurante. – Nossa se eu não me segurar juro que vou acabar sendo ignorante.
- Isso eu sei pai, mas eu quero saber qual é. – Ele deu uma leve risada segurando a mão da minha mão.
Fofos!
- Jardinière. Já ouviu falar? – Meu Deus para tudo!
- Pai esse lugar é tudo, saiu até no Top Gastronomia esse mês. Como você conseguiu reserva? – Perguntei animada, meu sonho era ir lá.
- Agradeça ao Erik, ele conseguiu uma reserva de ultima hora. – Então esse é o nome do amigo do meu pai. Legal.
- Pode deixar, irei agradecer. – Disse sem tirar o sorriso do rosto, e logo no fim da nossa curta conversa o carro parou, e lá estava a entrada do Jardinière. Ela era muito bem iluminado e muito sofisticado. Nossa como esse lugar é grande.
Meu Deus ainda não acredito que estou aqui, o lugar é lindo de mais. Espero que a comida seja realmente boa como os críticos do Top Gastronomia disseram que era.
Logo depois que meu pai entregou a chaves do seu Range, entramos no restaurante e um rapaz de esmoqui na entrada perguntou o nome de quem à reserva e não demorou a que ele nos levasse a uma mesa aonde havia seis lugares. Sendo assim para minha família e a do amigo do meu pai, o Erik.
E graças aos céus não estávamos atrasados. Quer dizer até estávamos, mas a outra família se superou no atraso o que nos fez ainda esperar uns quinze minutos até que vi um cara alto de terno e cabelos grisalhos acenando para o meu pai, que logo se levantou para cumprimentá-lo.
- Erik meu velho amigo, quanto tempo. – Meu pai o abraçou dando dois tapinhas em suas costas.
- Muito tempo, Julius. – Quanto eles se afastaram Erik ajeito o terno e sorriu para mim e minha mãe. – Então essas são suas riquezas?
- Meus maiores tesouros. – Confirmou meu pai, o que me fez sorrir.
Logo atrás vinha em nossa direção uma mulher alta com um vestido longo vermelho e um jovem de óculos e terno como o pai.
- Adam? – Disse me levantando ao ver quem era o jovem rapaz.
- Oi Jullie. – Falou apenas enquanto se sentava.
- Vocês se conhecem? – Perguntou o pai de Adam, e esse que confirmou com a cabeça. – Que ótimo. Bem, esse é meu filho Adam, acho que já falei dele para você Julius. E essa é minha esposa, Halley.
- Prazer. – cumprimentou meu pai a mulher e minha mãe já de pé fez o mesmo. – E essa aqui é a Loren, e como seu filho mesmo já disse minha princesa, Jullie. – Certo, corei. Tudo bem meu pai me chamar de princesa em casa, mas logo na frente da família do Adam?
- Linda família. – Erik disse nos cumprimentando e eu apenas acenei já muito sem graça.
Todos já haviam se sentado e o garçom anotou um pedido que juro que não entendi o nome do prato, mas espero que seja bom. Meu pai não parava de conversa e matar a saudade do amigo. E até minha mãe parecia já ter feito amizade com a mãe do Adam. Enquanto eu fiquei no meu lugar, parada e muda. Enquanto o Adam mexia com os garfos da mesa como se fosse para passar o tempo e me evitar. Só não entendo o por quê?
Agora sim seria uma boa hora para o Nathaniel aparecer, pelo menos assim eu não me sentiria tão excluída.
- Juh, aonde eu vou sentar?
É, esse Jantar promete!
Notas finais
Beijos e até o próximo.
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