Hereafter

12 Cap. 11: Uma tarde sem ele


Notas iniciais
Hey! Como andam nesta belíssima madrugada?? Bem, eu estou mais uma vez fissurada no seriado The Originals. E eu que achava que não iria superar The Vampire Diaries, é acabei me enganando. E se alguém ai gostar eu super indico para que assistam também. Bem, isso não tem nada a ver com a fic, mas só quis dizer para descontrair já que esse cap não é o dos mais empolgantes, na verdade ele é só mais como um de passagem para o próximo. Desculpe os erros e boa leitura.

As últimas duas aulas passaram voando — graças ao meu Santo Deus. Despedi-me das minhas repetidas que agora pareciam não estar brigadas -algo que era muito bom, pois mesmo que eu ache engraçadas as briguinhas bestas delas, é horrível ver como elas ficam mal sem falar uma com a outra.

Já estava discando o número do táxi quando um braço envolveu meu ombro.

– Toma. Eu vou te levar. – Me jogou um capacete e sorriu.

Sim, Adam Pritons sorriu e está sendo amigável comigo!

– Acho que terei que recusar. – Ia lhe devolver o capacete quando ele me parou.

– Jullie, você me perturbou a semana toda e agora vai negar uma carona do seu amigo aqui? – Revirei os olhos e me rendi aceitando.

Ele me guiou até onde sua moto estava estacionada, mas antes de subir nela eu tinha que deixar algo claro.

– Adam, amigos não se beijão então não repita aquilo. – Disse seria e em um milésimo de segundo pude ver que seu rosto estava ruborizado.

Dessa forma ele desceu o capacete provavelmente para disfarçar o avermelhamento presente em suas bochechas.

– Não se preocupe com isso. Afinal não é como se eu estivesse apaixonado por você, só quis te ajudar... – Ele ligou a moto e eu subi. – De novo. – Completou deixando-me sem graça.

Ele segurou minhas mãos as pondo ao redor de sua cintura, hesitei, mas ao lembrar-me da última vez me rendi em deixando-as lá. Ao dar partida senti que iria cair mesmo estando abraçado ao seu corpo, mas ele foi rápido e segurou novamente minhas mãos.

O caminho foi em silêncio só se ouvia o barulho irritante da moto. Na verdade era quase que impossível conversa naquela situação. Mas do modo que eu estava sem graça não liguem apenas aproveitar o vento que batia em meu rosto.

Quando chegamos, ele parou com a moto enfrente a minha casa. Desci dela e quando lhe entregava o capacete sorri de lado de forma para agradecê-lo.

– Amigos então? – Quebrei o silêncio enquanto ele me fitava.

– É. Amigos. – Ele prendeu o capacete na parte de trás da moto enquanto eu ajeitava meu cabelo. – Mas isso não significa que você precisa ficar no meu pé. Okay? – Corei.

– Pode deixar. – Fiz sinal de rendição com as mãos o fazendo rir.

– Até. – Ligou a moto e partiu sem nem ao menos esperar minha resposta.

– Sempre educado Pritons. – Suspirei enquanto abria a porta de casa.

Subi para o meu quarto e ao entrar reparei que meu amigo não estava lá como de costume me esperando. Tentei não pensar nisso e sim aproveitar esse momento sozinha.

Tirei minhas roupas no quarto mesmo depois de muito tempo e as joguei ao lado da cama ficando apenas de calcinha. Prendi meu cabeço em um coque alto e me olhei no espelho. É acho que ganhei umas gordurinhas, será que devo fazer uma dieta? Que ridículo.

Olhei para minha boca me lembrando do beijo que recebi hoje mais cedo, sim ele até tinha me surpreendido, mas nada mudou, e ele não fez que nem um fio de cabelo do meu corpo reagisse. Então tudo estava normal, quer dizer, agora aparentemente eu teria um novo amigo. Mas felizmente o único amigo que mexe com meu corpo não vive mais e nem ao menos apareceu ainda.

Senti um aperto em meu coração ao me lembrar do Nathaniel e logo quando seu nome apareceu em minha cabeça me pus a tapar meus seios rápido, com medo que ele aparecer do nada como sempre, mas para minha –não- surpresa ele não apareceu. E de alguma forma acho que preferiria que ele estivesse aqui agora me vendo assim, do que estar sozinha.

Fui para o banheiro tomar meu banho, mas em minha cabeça toda hora saia o nome: Nathaniel. Nathaniel, Nathaniel. E diferente de todas as outras vezes ele não apareceu. Mas uma vez olhei para dentro do meu quarto e me lembrei de hoje de manhã quando ele estava jogado em minha cama com as mãos para cima rindo da própria piada.

Mas agora minha cama estava vazia, sem nenhum ser loiro dos olhos cinzas que me deixava louca.

Tomei um banho demorado, afim de com a água que escorria em meu corpo levasse essa sensação de que eu não veria o Nathaniel. Não sei, mas uma voz dentro de mim dizia que ele não iria aparecer.

–-x--

Passei a tarde trancada em meu quarto e nem meus desenhos não estavam me fazendo rir, porque faltava alguém do meu lado que a um mês me fazia companhia nesses momentos.

Olhei o relógio e já eram 19h, meus pais já deviam ter chegado, mas a casa continuava em silêncio. Desci até a cozinha a procura de algo para comer. Vi que tinha uma sobra de macarrão na geladeira, o pus em um prato e o coloquei para esquentar no microondas. Enquanto minha comida esquentava fui até a sala e liguei a televisão, já não agüentava mais ficar em meu quarto... Sozinha.

Botei em um canal de músicas e fui comer minha comida. Ao devorar minha terceira garfada de macarrão meus pais entraram sorrindo juntos.

– Boa noite princesa. – Disse meu pai ao passar por mim.

– Boa noite pai. – Respondi após engolir a comida. — Porque demoraram tanto a chegar? – Perguntei e os dois se olharam juntos com um sorrisinho no rosto. – Okay, não quero mais saber.

– Que cabecinha poluída em July. – Disse minha mãe se sentando ao meu lado.

– Hey eu não disse nada. – Revirei os olhos a fazendo rir.

– Eu e seu pai fomos jogar golfe com os Pritons, te ligamos, mas você não atendeu o seu celular. Ainda não sei para que tem um afinal. – Dei de ombros.

Nunca gostei mesmo de golfe.

– Ele deve ter acabado a bateria. – Novidade, iPhone um celular bom, mas com uma bateria de merda.

– Aqui, recebi essas cartas hoje. – Ela me entregou.

Botei meu prato ao lado para ver o que se tratava.

– Faculdade. – Disse apenas vendo a primeira carta.

– Não sabia que já tinha feito inscrição. – Me olhou surpresa.

– É fiz para algumas, afinal o ano já esta acabando. – Tinham ao todo quatro cartas e pelo o que parecia eu havia sido aceita nas quatro.

– Então já sabe o que vai fazer? – Me perguntou e eu joguei as cartas ao lado.

– Na verdade ainda não. Ainda mais agora que tenho quatro opção para escolher. – Disse sem animação, pois pensa em faculdade não era algo que eu queria agora.

– Você foi aceita nas quatro? – Meu pai dessa vez entrou na sala com um prato de maçarão como o meu.

– Pois é. – Dei de ombros.

– Minha princesa sempre foi um gênio. – Vai começar.

– Puxou a mãe não é. – Disse minha mãe se gabando e roubou uma garfada de macarrão do meu pai.

– Com certeza amor. – Mesmo que eu achasse lindo o amor dos meus pais, naquele momento esse romance todo estava me tirando até a fome.

Levantei-me indo até a cozinha e jogando o resto de comida na trituradora. Bebi um copo de suco de laranja que tinha na geladeira e voltei para sala e peguei minhas cartas de admissão.

– July. – Chamou minha mãe quando eu já ia em direção a escada.

– Oi? – Me virei para olhá-la.

– Medicina em Harvard seria uma ótima escolha. – Disse sorrido e meu pai concordava com a cabeça.

– Mãe não começa, já falamos sobre isso. – Falei sem paciência.

– Eu sei que você desistiu por causa da morte do Nate, mas se não quisesse mesmo porque se escreveu para esse curso. Pensa sobre isso filha. – Me virei voltando a subir as escadas e já lá de cima gritei.

– Pode deixar Dona Loren. – entrei em meu quarto e joguei as cartas em cima da minha estante.

Minha mãe mais do que ninguém sempre quis que eu fizesse medicina, acho que essa foi a razão para eu ter mandado aquela carta, mas eu nunca imaginei que seria aceita.

Peguei me celular e como imaginava estava sem bateria. O Coloquei para carregar e quando o liguei tinha cinco mensagens.

Abri à primeira.

“Oi July. Queria lhe pedir desculpa por hoje mais cedo, eu não sabia que já estava com alguém. Mas o que eu disse foi verdade. Não se esqueça.

Beijos, a gente se vê?

Brian”

Droga, o Brian agora acha que eu estou namorando o Adam. E provavelmente vai acabar falando para o Ethan, bom pelo menos ele não está mais com a Mel, assim ela não vai ficar sabendo do meu suposto beijo com o Adam.

Resolvi não responde aquela mensagem e abri à próxima.

“Jullie seus pais já te ligaram três vezes. Se vê essa mensagem liga para eles.

PS: Larga um pouco seu fantasma e aproveita a sua vida!

Adam.”

Como o Adam tem meu número? Não me lembro de ter passado meu número para ele, oh droga. Ele estava com meus pais, não duvido que minha adorável mãe tenha dando o meu número, mas que merda é essa de larga o Nathaniel para aproveitar minha vida? Okay ele até está certo, mas hoje eu nem vi o Nathaniel à tarde e até agora o desgraçado não apareceu.

Abria a outra.

“July minha filha você tem celular para que?

Mamãe."

Sorri de lado e abri à próxima.

“Jullie que historia é essa que o Adam te beijou? Como você não me conta isso sua vadia. Me liga quando dê.

Mei”

Meu Deus, como essa garota sabe disso? Respira Jullie, tudo deve ter uma explicação. Eu mato o Brian, eu não acredito que ele já espalho isso. Porque afinal o Adam nunca diria isso a alguém.

Não iria liga para a Mei agora se não com certeza ela iria gritar no meu ouvi, enfim resolvi então abrir a ultima mensagem.

“July, não acredito que você está namorando o Adam e não contou nada para a gente. Que amiga hein. E pior eu tive que ouvi isso do Ethan. No inicio achei que só fosse uma desculpa para ele vir falar comigo, mas depois o Brian confirmou te visto ele te beijando. Juro que só não te mato porque quero saber desse babado todo.

Mel.”

Como imaginado, Brian contou para o Ethan e o infeliz contou para a Mel, não acredito que ele usou uma fofoca para falar com ela. Droga agora sim eu estou ferrada. As meninas vão me matar. Como vou explicar que aquilo não passou de um beijo entre “amigo”?

Ah Nathaniel, eu queria tanto poder falar com você, assim quem sabe esfriar minha cabeça sobre essa confusão toda. Mas você não aparece, onde você se meteu?

Passei parte da noite pensando em formas de convencer minhas amigas que aquele beijo não tinha significado nenhum e a outra parte foi tentando imaginar onde o Nathaniel estaria. O porquê dele não ter aparecido. Será que eu fiz alguma coisa? Porque isso está fazendo que fique com medo. Medo de não vê-lo mais.

–-x--

– Jullie. Jullie.

– Hm.. Nate. – Resmunguei enquanto alguém começou a puxar minha coberta.

– JULLIE! – Com o belo grito da minha mãe fui direto ao chão.

– Mas que mer... – Não terminei a frase ao olhar para o rosto de reprovação direcionado a mim. – Maravilha. Dia lindo. – Sorri torto enquanto ela apenas balançou a cabeça.

– Jullie, não é porque hoje é sábado que você pode dormi até o outro dia. Vamos levanta. – Levantei-me apenas concordando com a cabeça. – Ah July, hoje os Pritons nós chamaram para um churrasco na piscina. Sabe acho que seu pai e o Erik andam tentando matar a saudade da adolescência. – Ela riu enquanto eu apenas rolava os olhos.

Meu Deus, meus pais vivem para os Pritons agora? Vou começar a ter ciúmes.

– Não mãe, acho que vou ficar em casa e ver um belo filme de terror. – me sentei na cama enquanto conversávamos.

– Você e esses seus filmes de terror, quero ver quando começar a ver coisas depois não vem chorar para o meu lado.

– Pode deixar Dona Loren. – Ela já ia saindo do quarto quando se virou para mim, e mais uma vez aquela expressão preocupada estava em seu rosto.

– July mais cedo quando estava te acordando você estava falando algo. – Não sabia que falava dormindo.

– Falava o que mãe? – Perguntei passando as mãos em meu cabelo para desembaraçá-lo.

– Você estava chamando o Nate. – Meu Deus, eu fiz isso? – Eu sei que você era muito ligada a ele, mas já faz seis anos. Achei que tinha esquecido. – Suspirei fundo.

– Eu nunca vou esquecer ele mãe. – Falei sincera.

Levantei-me indo até minha janela e olhando para a casa ao lado. Nostalgia, essa era a palavra que defina o que eu estava sentindo naquele momento. Foram tantas brincadeiras, broncas, lagrimas, sorrisos e muita alegria que eu passei ao lado dele. E quando eu acho que talvez poderia reviver tudo isso novamente, ele simplesmente não aparece mais. Sei que foi apenas um dia, mas eu fiquei tanto tempo sei vê-lo que um dia já parece uma eternidade.

Senti mãos ao redor do meu pescoço em um abraço terno.

– Acho que não deveria ter tocado nisso. – Disse enquanto recostava sua cabeça em meu ombro.

– Tudo bem, como disse faz seis anos, certo? – Fiquei de frente para ela. Algo dentro de mim queria liberar uma dor de tanto tempo. Mas eu simplesmente as deixei no mesmo lugar, sem lagrimas e sem emoção.

– Acho melhor eu ir tomar um banho. — Forcei um sorriso me afastando de vagar.

– Tudo bem, mas tem certeza que vai ficar em casa? – Perguntou já na porta do meu quarto.

– Tenho sim. Manda um beijo para o Adam.

– Pode deixar. – Disse e saiu.

Enquanto ouvi os passos dela já no corredor me virei novamente para a janela e me escorei nela. Fazia um tempinho que não olhava para aquela casa por tanto tempo. Não sei ao certo o porque, mas eu não iria ficar apenas olhando para o meu passado. Eu tinha que tentar seguir enfrente. Sei que é só mais uma brincadeira do Nathaniel, e ele logo ira aparecer. Então porque ficar em casa vendo minha coleção de filmes de terror enquanto tem um sol tão lindo lá fora?

Faz tanto tempo que não aproveito que já estou mais branca que um esquimó. Acho que está na hora de tentar esquecer o Nathaniel por pelo menos umas duas horinhas e tentar pegar uma corzinha.

Respirei fundo e forçando mais um sorriso corri até a porta do meu quarto e em um grito chamei minha mãe.

– Mãe! Mudei de idéia! Vou à casa dos Pritons com vocês. – Sorri logo quando ela se virou para mim.

– Que ótimo minha filha. – Ela sorri e antes de voltar a andar completo. – Assim quem sabe você não dá o beijo pessoalmente ao Adam? – Okay eu confesso que foi impossível não cora.

Tudo bem que o beijo que ele me deu para me “ajudar” não tenha mexido comigo, mas ainda assim lembrar-se disso e ainda mais no tom de voz que minha mãe pronunciou o tal beijo me fez ficar extremamente sem jeito.

– Mãe não me faça passar vergonha! – Gritei enquanto ela já estava descendo as escadas.

– Algum dia eu já fiz isso? – Uma pergunta retórica que me fez começar a repensar se teria sido mesmo uma boa escolha decidir ir com eles.

Notas finais
Então depois de um longo período de manutenção ai está mais um cap. Espero que tenham gostado. Comentes e faça essa chata aqui feliz. kk - Ah, e não esqueçam de dizer se gostaram da nova capa. Hahah Beijos