Herdeiros dos Black - Warlocks (INTERATIVA)
5 Warlocks
Notas iniciais
Eu estava de pé no porão da mansão do ministro da magia britânica, Cornélio Fudge. Mas não estava sozinho, Tio Dumbledore, minha mãe, o Sr. Scrimgeour, o próprio ministro e mais cinco adolescentes e pré-adolescentes usando túnicas brancas estavam presentes. Quando eu vi aqueles cinco eu sabia perfeitamente o que eles eram ou melhor poderiam ser. Eles eram abortos, mas tinham potencial para serem warlocks como eu. Eu não sabia como Tio Dumb reunira aquele grupo, mas sabia o que queriam que eu fizesse. Os despertasse.
Entre os cinco estavam dois garotos um que me fora apresentado como neto do ministro e outro como sobrinho do chefe do departamento de aurores. Se eu quisesse continuar a ter o apoio do ministro e do Sr. Scrimgeour eu teria que desperta-los com sucesso – além é claro de ter ouvido algo sobre uma lei antiga que me esquartejaria. Sem pressão.
– Acredito que todos estejam devidamente apresentados e possamos dar inicio ao despertar desses cinco jovens – dissera Tio Dumbledore piscando para os cinco que estavam alinhados de pé parecendo muito nervosos.
– A algo mais que precise para realizar o despertar, Anthony? – perguntara o ministro Fudge segurando seu chapéu com as duas mãos parecendo tão nervoso quanto os cinco. Ele havia providenciado tudo o que eu precisaria pra o ritual desde incensos, pedras, sal, alfinetes, taças de prata, um caldeirão cheio com uma poção roxa (fedorenta) e um bode vivo.
– Bem... vocês podem ficar pra preparações, mas... vou precisar que vocês saiam quando eu for começar – disse olhando para os adultos que não pareceram compreender o que eu quis dizer – não me entendam mal. É que quando eles despertarem vão querer drenar a energia de vocês sangues-puros. A energia em seus corpos é muito atraente.
– Isso quer dizer que eles terão dificuldade de manter o controle com pessoas de sangue puro? – perguntara Sr. Scrimgeour com seriedade me analisando.
– sim, mas vai depender da força de vontade deles. Se conseguirem manter o controle depois dos primeiros minutos de despertar sem matar nenhum humano deve ser mais fácil se controlarem – disse com simplicidade. Aquilo era o que Void me dissera, mas era apenas uma teoria.
– Nesse caso acredito que o melhor seja que deixemos as crianças sozinhas quando o ritual começar – dissera Tio Dumbledore colocando a mão sobre meu ombro esquerdo e sorrindo demonstrando que confiava em mim – Antes de irmos crianças. Vocês tem alguma duvida?
Olhei para os cinco que pareciam inquietos até que um garoto chamado Douglas Scrimgeour, sobrinho do Sr. Scrimgeour erguera a mão. Ele tinha cabelos castanhos escuros, olhos castanhos, pele clara pálida e quase a minha altura.
– Diga, meu rapaz – dissera Tio Dumbledore sorrindo gentilmente.
– V-Vai doer? – perguntara o garoto olhando pra mim. Notei que essa mesma pergunta era a que se passava na mente dos outros.
– Sim. Você tem que decidir se quer pagar esse preço para poder usar magia – disse com seriedade. Void me dissera que iria doer muito. Seria menos do que ocorrera comigo, mas mais do que o suficiente.
– Eu... eu quero isso. Eu quero poder usar magia como meu tio – dissera o garoto depois de morder os lábios. A forma como o olhar dele mudara... gostei do olhar que ele tinha agora. Os outros tinham o mesmo olhar, muito bom.
– Então vamos começar as preparações – disse pegando sal e desenhando um circulo magico no chão com uma grande estrela de seis pontas no centro – Tio Dumb falara pro ministro que encontrara as informações sobre o ritual e tudo mais em um velho pergaminho sobre warlocks quando perguntado.
Peguei seis cristais transparente os colocando um em cada uma das pontas da estrela. O circulo magico era bem mais simples do que o que Void usara comigo, mas esse era o padrão usado pelos antigos warlocks com pequenas mudanças. O meu fora muito mais complexo para ter muitos efeitos a mais e por consequência causara uma dor incrivelmente maior a que eles sentiriam. Acendi incensos atrás de cada cristal fazendo o porão ficar repleto por um forte aroma doce. Peguei cinco pires e alfinetei meu dedo polegar esquerdo deixando gostas de meu sangue caírem em cada pires. Fiz o mesmo com cada um dos cinco que pareceram não gostar de ter seus dedos furados, mas não reclamaram deixando seus sangues pingarem nos pires. Molhei meu dedo indicador direito com o sangue de cada pires misturando o sangue de nós seis nos cinco pires antes de desenhar uma estrela de seis pontos na testa de cada um com sangue. Tirei minha camisa ficando de pé usando apenas uma calça branca e desenhei a mesma estrela no meu peito antes de espalhar o sangue na estrela de minhas mãos. Notei que minha mãe olhava com desgosto para tatuagem de um dementador voando por minhas costas, mas não tinha nada que eu pudesse fazer sobre isso. Ele era parte de mim agora.
– Certo, tudo pronto. Vamos começar – disse olhando pros adultos que assentiram deixando o local, claro que minha mãe me lançara um ultimo olhar ameaçador antes de sair. Olhei para os cinco – nós vamos entrar no circulo dentro da estrela e vocês formaram um circulo ao meu redor. Não pisem nas linhas, nem tropecem nos cristais ou chutem os incensos. Apenais respirem fundo e... tentem suportar a dor que vão sentir – disse olhando para os cinco com um pouco de pena. Eu sei que era o desejo deles, mas não me sentia bem fazendo os outros sentirem dor, não possuía esse tipo de fetiche.
Adentrei o circulo com os cinco com eles formando um circulo ao meu redor. Respirei fundo juntando minhas mãos na frente de meu corpo conectando as palmas de minhas mãos e suas estrelas.
– Rogo aos antigos que vieram antes de mim que se mostrem presentes. Como primeiro e senhor de minha geração convoco a alma dos warlocks do passado. – a fumaça dos incensos de todo porão começaram a se reunir ao redor do circulo formando uma parede cinzenta. Eu tinha a certeza de ver formar de pessoas em alguns momentos nos observando – Trago diante de vós cinco de nossos irmãos que se encontram sem poder. Como senhor de minha geração rogo pela ajuda dos antigos para despertar esses cinco irmãos. – o lugar todo começara a tremer fazendo os cinco olharem para os lados assustados – Peço suporte do fogo que queima e aquece – um dos cristais começara a brilhar em um tom vermelho – peço suporte da terra que treme e alimenta – um cristal começara a brilhar em um tom amarelo vivo – peso suporte dos ventos que sopão e nos envolvem – um cristal passara a brilhar em um tom prateado – peso suporte das aguas que inundam e nos dão vida – um cristal começara a brilhar em um tom azul parecendo ter algum liquido em seu interior – e peso suporte da luz e das sombras que estão presentes desde o inicio – dois cristais começaram a brilhar um com uma luz forte branca e outro com uma luz negra envolto em uma aura roxa – como senhor de minha geração ordeno que despertem! Liajtamgim! (Despertar!) – disse abrindo os braços fazendo as estrelas em minhas mãos e a desenhada no meu peito com sangue brilharem intensamente.
Os cinco caíram de joelhos gritando segurando suas cabeças. A estrela desenhada com sangue na testa de cada um brilhavam em um tom alaranjado como se estivessem em brasas sendo absorvidas lentamente pela pele de cada um. Quanto mais as estrelas sumiam mais os cinco gritavam. Eu sentia meu peito queimar, mas não era insuportável. O mais estranho era o calor que se espalhava por todo o meu corpo indo até meu cérebro o fazendo queimar. Eu queria gritar como os cinco e cair de joelhos, mas eu tinha que continuar de pé com os braços abertos deixando as estrelas em minhas mãos brilharem os iluminando. Senti uma quantidade enorme de energia ser tirada do meu corpo com brutalidade quase me fazendo perder a consciência. Passei a ouvir um chiado irritante em meus ouvidos ficando cada vez mais alto ao mesmo tempo em que o sangue no meu peito subia absorvido pelo meu corpo. O zumbido se tornara sussurros incômodos que viraram vocês aflitas.
Senti uma enorme quantidade de energia entrando no meu corpo cinco ou seis vezes maior do que a que me fora tirada. Olhei para os cinco que pararam de gritar. Eles estavam pálidos, seguravam suas cabeças e seus olhares eram cheios de fome. O garoto chamado Doug passara a farejar o ar como se sentisse um aroma delicioso. Ele sentia o mesmo aroma que eu vinha sentindo a dias. Ele fizera menção de se levantar e correr para fora do porão, mas ergui minha mão direita em sua direção fazendo a estrela de seis pontas brilhar.
– “Fique onde está! Ordeno que se obedeça!”— ordenei em minha mente fazendo o garoto parar no mesmo lugar tremendo parecendo lutar contra o meu comando.
– “N-Não... não consigo me mexer... eu estou com fome!”— rosnara uma voz em minha mente acompanhada do protesto de outras.
– “Vocês tem certeza que desejam sair daqui do jeito que estão? A única coisa que ira satisfazer suas fomes é energia vital. Vocês estão dispostos a matar pessoas, mulheres e crianças para se saciarem? Estão dispostos a se alimentarem das pessoas que amam até eles morrerem?”— perguntei com frieza em minha mente fazendo os cinco me olharem assustados – “SE SAÍREM DAQUI DO JEITO QUE ESTÃO É O QUE FARAM! SE ALIMENTARAM ATÉ A ULTIMA CENTELHA DA ENERGIA VITAL DE OUTROS SERES VIVOS OS MATANDO. É ISSO O QUE QUEREM!?”.
– “N-Não...”— disseram os cinco em minha mente abaixando suas cabeças enquanto lagrimas escorriam pelos seus rostos. Ali estava o esforço que eu vinha fazendo a dias para me controlar. Era triste ver outros passando por isso. Diminuiria com o passar dos dias, mas ainda não seria algo fácil ou agradável.
– Ótimo. Darei algo para vocês que fara a fome diminuir um pouco. Vocês nunca se sentiram satisfeitos, mas ensinarei como vocês podem se alimentar sem machucar ninguém – disse indo até o bode que tremia em um canto me olhando como se eu fosse um monstro.
Peguei o bode pelos chifres e o arrastei até perto do caldeirão. O bode lutava desesperado, mas eu não tinha escolha. Abri minha boca em sua direção e inspirei fazendo fagulhas cintilantes saírem do corpo dele como se fosse uma fina fumaça. Movi minha mão esquerda na direção do caldeirão fazendo a energia passar a flutuar para o caldeirão se misturando a poção. Quando o bode tombara morto a poção antes roxa brilhava em um tom azul luminoso. Enchi seis taças com a poção e fiz sinal para os outros se aproximarem da mesa onde coloquei as taças. Peguei uma e tomei a poção.
– Delicioso – disse fechando os olhos saboreando a energia doce e saborosa descendo pela minha garganta. Era melhor do que me alimentar de energia natural. Era o sabor mais próximo do que eu desejava – Bebam aos poucos tentando controlar seus instintos.
Os cinco me obedeceram pegando as taças e bebendo o conteúdo. Era evidente que eles tinham amado o sabor, mas eu conseguia ver eles tentando resistir aos seus instintos, uns com mais dificuldade do que outros. Quando terminaram pedi para que os cinco se sentassem de frente para mim e sentissem a energia que nos envolvia. Era uma energia combinada de magia com energia natural. Pedi para que eles tentassem se alimentar daquela energia e os cinco obedeceram. Da mesma forma que eu eles não pareciam muito satisfeitos com aquela energia, mas eu expliquei para eles as dificuldades que enfrentariam. O preço que eles tiveram que pagar para usar magia não era apenas a dor que sentiram e sim uma vida de cuidado e autocontrole. Eles teriam que aprender a se alimentar com o mínimo de energia possível se fossem faze-lo de outras pessoas e exigiria uma delicadeza estrema.
Quando por fim todos pareciam mais calmos e controlados eu expliquei que eles teriam que tomar pelo menos três gotas por dia da poção para ajuda-los a controlar sua fome e extintos, mais do que isso poderia fazer a poção perder o efeito com o tempo.
Quando os adultos voltaram estávamos sentados encostados em uma parede conversando sobre magia, quadribol e nossos planos pro futuro.
– E-Então? – perguntara Fudge nos olhando enquanto torcia seu chapéu com as mão.
– Tudo sobre controle vô – dissera Richard Fudge neto do ministro. Ele era loiro, olhos azuis, estatura mediana .
– I-Isso é ótimo! – dissera o ministro sorrindo aliviado secando o suor de sua testa. Devia ser difícil para bruxos que amavam magia verem seus familiares não poderem saber como era usar magia.
Tudo ia mais perfeito do que eu esperava. Os warlocks vinham conseguindo se controlar e resistir as tentações. As provas foram muito fáceis, depois que minha mãe me dera aulas espartanas para prova e com as memorias de dois aurores e mais alguns coitados é claro que passei. Devo dizer que fiquei grato por poder praticar magia e transfiguração em uma sala monitorada nos últimos dias. Saber como realizar uma magia na teoria era uma coisa, mas na pratica era outra. Só tinha duas coisas que eu achava um pouco incômodas atualmente. Primeira era o elo psíquico entre os warlocks. Mesmo separados eu conseguia sentir a presença de cada um deles e quanto mais perto estivéssemos mais fácil era nos comunicarmos mentalmente – um deles vem me incomodando muito! Segundo era o fato da Tonks ser minha prima! Além dela me achar criança e só me dar foras ela ainda tinha que ser minha prima? Isso é muita sacanagem! Mesmo eu não estando apaixonado por ela nem nada do gênero ela ainda é uma estagiaria aurora muito gata. Pra piorar aquele mesmo warlock que fica me incomodando fica me perturbando até mesmo quando eu vou dormir pra saber sobre ela! O moleque não se toca que minha prima não é pro bico dele!
Resolvi aproveitar meu ultimo dia de liberdade antes de partir para Hogwarts andando pelo Beco diagonal e ver as novidades. Eu tinha uma boa quantia de dinheiro no bolso para gastar a vontade – a única coisa que meus avós maternos deixaram pra gente fora sua fortuna todo resto fora incendiado quando foram assassinados junto com o resto da família. Eu ainda me sentia irritado com os duendes (goblins) de gringotts e mais ainda com as pessoas que acreditavam piamente que minha mãe tivera a ver com a chacina da família Mckinnon.
Senti Raijuu (na forma de rato) inquieto no bolso de minha camisa e coloquei a mão sobre o calombo na minha camisa o acariciando. Fora muito difícil convencer minha mãe a deixar eu ficar com ele. Por sorte o Olivaras dissera que o Raijuu deveria estar conectado com minha varinha por isso não me faria mal, muito pelo contrario. Eu ainda não sabia direito o que Raijuu era, mas eu gostava dele. Pelo que eu pesquisei ele era um transmorfo, mas que podia assumir apenas formas animais e era incrivelmente inteligente. Eu tinha que tentar descobrir mais sobre ele e que lugar melhor para isso do que a loja “Animais Mágicos”. Entrei a loja vendo gaiolas para todos os lados. O local tinha pouco espaço para se mover devido as gaiolas e jaulas, fedia e era barulhento Apesar dos defeitos do local os animais eram incríveis e despertaram meu interesse. Passei a olhar para um macaquinho risonho verde, mas Raijuu sairá de meu bolso se transformando em um macaquinho perto enrolando sua calda no meu pescoço e lançando um olhar de deboche para o outro que parara de rir.
Passei a olhar os animais pela loja vendo todo tipo diferente de animal. Havia dois enormes sapos roxos que engoliam, com um ruído aquoso, um banquete de moscas-varejeiras mortas. Uma tartaruga gigante, o casco incrustado de pedras preciosas, cintilava junto à janela. Lesmas venenosas, cor de laranja, subiam lentamente pela parede do seu aquário (quem quer lesmas venenosas como bichinho de estimação?), e um coelho branco e gordo não parava de se transformar em cartola de cetim e novamente em coelho, com um grande estalo. Havia ainda gatos de todas as cores, uma gaiola barulhenta de corvos – Raijuu se transformara em um gato preto e lançara um olhar faminto pros corvos –, uma cesta de engraçadas bolas de pelo creme que zuniam alto, e, em cima do balcão, um gaiolão de ratos negros e luzidios que brincavam de dar saltos se apoiando nos longos rabos lisos – Raijuu lambera os lábios olhando para eles fazendo alguns se fingirem de mortos.
Enquanto eu olhava para os ratos me virei bloqueando sem querer o caminho de uma garota da minha idade com densos cabelos encaracolados castanho, estatura mediana, pele bronzeada, olhos castanhos charmosos, tendo como único defeito sendo dois dentinhos um pouco grandes, mas aposto que magia concerta isso. Dei um passo para esquerda querendo sair do caminho dela, mas ela fizera o mesmo. Ela dera um passo pra direita e eu acompanhei dessa vez achando graça a fazendo rir o que me fez sorrir.
— Desculpa – disse rindo a vendo olhar pra mim dando um sorriso enquanto colocava o cabelo atrás da orelha.
— Foi minha culpa também – dissera ela parecendo um pouco corada, mas achando aquilo tudo engraçado.
— Veio comprar um bichinho ou é uma dona desnaturada como eu que não sabe nada do seu bicho – perguntei mostrando Raijuu que bufara em sua forma de gato preto em meus braços lambendo suas patas.
— Que gatinho lindo... – dissera a garota tentando fazer carinho em Raijuu que dera uma patada na mão dela sem arranhar a fazendo rir – e temperamental. Ah eu vim comprar um bichinho, não sou uma dona desnaturada.
— Entendo. Ninguém é perfeito como eu – disse sorrindo ouvindo Raijuu bufar novamente. Ele é tão leal (puro sarcasmo).
— Convencido? – perguntara a garota cruzando os braços e arqueando uma sobrancelha fingindo seriedade (sem muito sucesso).
— Você nem faz ideia – disse vendo Raijuu assentir. As vezes me pergunto de que lado esse bicho está!
— Estou vendo. Hermione Granger – dissera ela me oferecendo sua mão direita em um cumprimento.
— Apenas Anthony ou Tony – disse apertando sua mão. Eu aprendi a evitar dizer meu sobrenome. Sei que é muito pessoal ser chamado pelo primeiro nome, mas antes isso do que toda a loucura que o sobrenome Black causa.
— Certo, Anthony. Qual bichinho você acha que eu deveria comprar – perguntara enquanto andava em direção ao balcão.
— Tem umas lesmas bem atraentes ali... – disse apontando para o tanque de lesmas venenosas – desculpa, não sugiro elas nem como brincadeira.
— Elas do ponto de vista acadêmico são fascinantes. Mas provavelmente são melhores se usadas para fazer poções do que como bichos de estimação – dissera parando em frente ao balcão olhando pros bichos nas gaiolas da parede até um gato laranja saltar em cima do balcão ficando de pé nas patas traseiras, colocando as dianteiras no peito da garota e miando pra Hermione recebendo um olhar de reprovação de Raijuu.
— Acho que temos um campeão... ai, Raijuu – disse depois de receber uma rabada na cara de Raijuu. Serio isso?
— Também acho. E você tem uma gata ciumenta – dissera Hermione pegando o gato com cara achatada e excesso de pelos no colo atraindo a atenção do balconista.
— Posso ajuda-la senhorita? – perguntara o balconista... mas o olhar dele estava cheio de expectativa, expectativa até demais. Esse gato deve ser uma praga.
— Eu vou querer levar esse lindinho aqui – dissera Hermione abraçando o gato que ronronara me dando um olhar de canto... de superioridade? Esse gato realmente só pode ser uma praga!
— Queira me acompanhar por favor – dissera o balconista indo até o caixa com Hermione que pagara... seis galeões? Eu não pagaria isso nesse gato de jeito nenhum! Um galeão são vinte e cinco dólares! Será que a comunidade bruxa não se toca o quanto o dinheiro deles vale ou é porque se acham tão melhores que os não-magi... quer dizer trouxa (já disse que detesto esse termo?). Ao terminar de pagar pelo gato (de ouro) ela voltara junto do balconista – Agora você. Em que posso ajuda-lo senhor?
— Eu queria saber um pouco mais sobre o meu bichinho. Só sei que ele é um transmorfo, mas não sei a alimentação adequada ou cuidados – disse mostrando Raijuu o erguendo. Raijuu olhara por um momento para o balconista, bufara e virara acara achando os ratos pretos mais interessantes. Espero do fundo do coração que os animais não influenciem os donos.
— Um transmorfo hein. Qual a forma original dele? – perguntara o balconista tentando pegar Raijuu recebendo uma unhada seguida de um olhar de desprezo como resposta – corrigindo dela. Um pouco nervosa, não é?
— Acho que ela é apenas tímida – dissera Hermione ao meu lado sorrindo fazendo cafuné na cabeça de seu gato com cara de psicopata. Espera “Ela”? Nem tive tempo de perguntar... apesar que eu devia ter notado antes.
— Então. Qual a forma original dela? – perguntara o balconista olhado para Raijuu com interesse.
— Huum... acho que um felino grande – disse preferindo evitar toda a confusão que acontecera no Olivaras.
— Vejamos. Ela parece ser do tipo que gosta de caçar, parece estar muito saudável, mas mesmo assim posso lhe indicar uma ração muito boa para transmorfos – disse me mostrando em seguida alguma rações. Me arrependi de deixar Raijuu cheirar qual mais gostara porque escolhera a mais cara.
Tendo negociado arduamente com o balconista consegui fazer um cadastro e pagar um valor mensal mais barato na ração que seria levado para Hogwarts por uma coruja todo mês – desculpe coruja antes isso do que te servir de refeição pra Raijuu. Sai da loja segurando um saco de ração (com Raijuu na forma de rato preto no bolso de minha camisa roendo um grão de ração) andando com Hermione ouvindo ela me falar sobre um livro que lera em Hogwarts sobre animais mágicos onde falava de um Raijuu. Decidi que iria a procura desse livro mais tarde.
– Por Merlin Hermione! Como você demorara – dissera um ruivo com cara de bolacha do lado de fora da loja ao lado de um moreno, quatro olhos, magricela.
– Nem foi pra tanto, Rony – dissera Hermione segurando seu gato que se chamava de “Bichento”. Com um nome desses eu não o compraria. Principalmente por seis galeões!
– Você comprou aquele monstro? – perguntou Rony, boquiaberto.
— Ele é lindo, não é? – disse Hermione radiante.
Essa garota é legal, mas precisa de óculos. Onde é que esse bicho com cara de assassino é lindo? Pior ainda... como é que esse gato com cara de mal valia seis galeões? Os bruxos deveriam rever o valor de sua moeda urgente em comparação a moeda trouxa! Espera... se eu e minha mãe recebemos uma enorme herança em galeões e bens... isso quer dizer que somos milionários ou bilionário?
— Mione, essa coisa quase me escalpelou! – reclamou Rony. “Dramático!”
– Foi sem querer, não foi, Bichento? – perguntou Hermione. “Duvido!”
— E o que vai ser do Perebas? – disse o menino apontando para o calombo no bolso do peito. – Ele precisa de descanso e sossego! Como é que vai ter isso com esse bicho por perto?
— Ham... Hermione? Quem é ele? – perguntara o magricela, quatro olhos me olhando.
— Ah, desculpa Anthony. Esses são meus amigos Rony Wesley e Harry Potter – dissera Hermione apressadamente parecendo envergonhada.
— Prazer – disse apertando primeiro a mão de Harry e depois do ferrugem que estava me olhando com uma cara esquisita.
— Eu acho que te vi no Caldeirão furado jantando com uma mulher loira – disse Harry me surpreendendo.
— Serio? Você também está hospedado lá? Como não te vi? – perguntei depois de ver ele assentindo. Serio eu sou muito desatento com o que não me interessa as vezes – Bom em minha defesa eu não presto atenção em outros homens e depois atualmente minha vida se resume a estudar e estudar. Graças a... como é mesmo? Ah! Graças a Merlim esse martírio acabou – pra começar outro amanhã. Eu gosto de estudar, mas morar no lugar de estudo não me parece nada divertido. Principalmente longe de Paris!
— Você não gosta de estudar igual uns e outros por aqui? – perguntara Hermione fazendo o ferrugem a olhar irritado.
— Não é isso. Eu até gosto de estudar. É sempre bom aprender coisas novas. O problema é que minha mãe seria uma ótima general espartana. Aposto que eles seriam o exercito mais intelectual da historia – disse fazendo Harry e Hermione rirem provavelmente imaginando o minha mãe vestida como uma general espartana.
— Bom vamos indo, certo? Foi bom te conhecer Antônio – dissera o Wesley começando a puxar os outros dois. Ah você quer brincar?
— Bom eu também já vou indo. Ravie de t'avoir rencontrée, bela (Foi bom te conhecer, linda)— disse dando um beijo na bochecha de Hermione – Até Potter, Ferrugem.
— Également (Igualmente)... – dissera Hermione sorrindo com a mão direita sobre a bochecha.
— Francesinho folgado! O que foi que ele disse... – ouvi Rony resmungando para os outros dois.
Normalmente eu não brincaria assim com uma garota inglesa. Sei que os ingleses são um pouco mais rígidos na forma que se comportam, mas eu sempre me despedi de minhas amigas com beijos no rosto e naquele momento parecera engraçado. Entrei distraído na sorveteria Florean Fortescue esbarrando em alguém fazendo a pessoa cair pra trás.
– Êtes-vous aveugle? Imbe... (Você é cego? Imbe...) — dizia a garota que eu derrubei por acidente até olhar para mim.
Por um momento eu fiquei mudo. Ela era uma das garotas mais lindas que já vi – isso se não fosse a mais linda. Ela estava usando um vestido azul com um cinto preto, sapatos pretos e uma bolsinha preta que parecia muito cara. Ela tinha um rosto anguloso, nem redondo demais, nem quadrado demais, na medida certa.. Sua pele parecia ser delicada e numa coloração alva, porem um leve bronzeado, seus olhos são de um tamanho proporcional ao seu rosto, as íris de seus olhos eram exóticos azul-violeta. Seu nariz é fino e angulado, levemente arrebitado, porem não muito para trazer suavidade a face dela. A boca é carnuda na parte inferior e levemente fina na parte superior, que forma um coração praticamente perfeito. Seus cabelos eram castanhos como de uma arvore nobre, perfeitamente cortados num corte que lhe daria um ar angelical e ao mesmo tempo perverso. Eles levemente ondulados, batem pouco acima da cintura O único problema é que ela parecia ter uma língua afiada.
– Je ne suis pas aveugle. Je m'excuse (Eu não sou cego. Peço desculpas)— disse oferecendo minha mão direita para ajuda-la a se levantar.
– Non, c'est ma faute avant tout (Não, é minha culpa também.)— dissera apressadamente aceitando minha mão para se levantar ficando de pé muito próximo de mim me fitando com aqueles olhos incomodo.
Por mais linda que ela fosse algo mais chamara minha atenção. Ela tinha algo que despertara minha fome. Respirei fundo dando um passo para trás dando um leve sorriso meio forçado. O cheiro que eu sentia era da energia de um puro-sangue, mas mais forte. Era como se ela estivesse exalando pura magia continuamente. Recuperando meu alto controle sorri novamente vendo a me olhar com confusão até um pouco de descrença como se não acredita-se em algo.
– Ham... nesse caso peço desculpas novamente — disse passando por ela que me acompanhara com os olhos piscando parecendo chocada.
– Mas evidaman... quero dizer, mas evidentemente aceito um sorvete como desculpas – dissera a garota dando um leve sorriso se aproximando novamente. Era claro que o inglês dela era muito bom apesar de errar uma única palavra e ter um sotaque bonito.
– Por mim tudo bem – disse dando de ombros fazendo sinal para ela me acompanhar.
Comprei dois sorvetes deliciosos e escolhemos uma mesa com uma ótima vista pro movimento do Beco diagonal. Conversamos um pouco e descobri que não a vi em Paris no ultimo ano por pouco em um desfile que tivera na cidade. Pelo que ela me contara ela iria fazer um ano de intercambio em Hogwarts vinda de uma escolada de magia chamada Beauxbatons. Em toda a conversa Raijuu mantinha sua cabeça de rato preto com listras brancas pra fora do meu bolso olhando para a garota que se chamava Artêmise Lilith Arven Slytherin Inferes Juste ou Lilith como preferia.
– Enton... então você vai estudar em Hogwarts. Desculpe, mas você parece ser mais o tipo de Durmstrang. Talvez você tenha algum namorado em Hogwarts? – perguntara Lilith quase me fazendo derrubar meu sorvete.
– Da onde veio essa ideia? Sou hétero– disse limpando os dedos sujos de sorvete em um guardanapo.
– Huum... – dissera de uma forma muito suspeita.
– O que foi esse “Huum”? – perguntei arqueando uma sobrancelha.
– É que você é bonito. Bonito até demais. E... não parece estar muito interessado... – dissera a ultima parte em um sussurro que eu não entendi.
– Bom eu sou hétero, mas agradeço o elogio. Você também é interessante – disse sorrindo a vendo me olhar com seriedade, mas suas bochechas infladas não me fizeram levar ela a serio, único momento em que parecera uma criança na minha opinião. Eu percebi que ela esperava um elogio porque era evidente que sabia que era muito linda. Por esse motivo era melhor não aumentar demais o ego dela – respondendo a pergunta que deveria ter feito no gênero certo. Não, não tenho namorada.
– Isso é oti... isso é o esperado de um garoto desastrado – dissera ela sorrindo de forma presunçosa.
– Pensei que a culpa não tinha sido só minha – disse sorrindo de canto com um olhar vitorioso a vendo me lançar um olhar mortal.
– Humph, que seja. Tenho que ir está tarde. Obrigada pelo sorvete – disse se levantando pegando sua bolsa empinando o nariz e se virando começando a caminhar para fora da sorveteria até parar perto da porta – até amanhã.
Confesso que ela era muito bonita, bonita até demais ao ponto que me fez desconfiar. No inicio me senti um pouco atraído demais por ela, mas deve ser por essa magia que ela tem sobre ela... ou é apenas por sua beleza mesmo. Vai saber.
Sai da sorveteria e que comecei a caminhar em pela calçada dando uma olhada em uma vitrine vendo a famosa Firebolt junto com mais uma multidão. Eu achava ela incrível, mas não pagaria esse preço absurdo, bom absurdo se convertido pra moeda trouxa. Na verdade eu acho que deve ser absurdo pra bruxos também. Eu ainda não tinha uma vassoura e aquela ali me parecia um modelo profissional. Eu deveria começar com algo mais barato provavelmente. Eu não planejava gastar centenas ou milhares de galeões no momento. Já basta que meu material escolar apenas desse ano dera mais de três mil dólares e eu ainda teria outros gastos durante o ano.
Segui pela calçada até chegar na Floreios e Borrões e adentrei o local me lembrando do valor que minha mãe pagara pelos meus livros tanto os que vou usar esse ano quanto os que seriam dos anos anterior e o do ano seguinte. O local como o esperado era repleto de livros. O gerente veio em minha direção desanimado.
– Por favor me diga que não precisa do “O livro monstruoso dos monstros” – pedira o gerente parecendo meio choroso. Nada bonito ver um homem velho e enrugado me olhando desse jeito. Se ainda fosse uma garota eu poderia até pensar no que fazer.
– Eu já tenho essa praga, mas nele não fala sobre criaturas mitológicas. Eu tenho como interesse um livro falando sobre os Raijuu de preferencia – disse tentando esquecer aquele livro cretino que tentara arrancar meu braço na primeira vez que tentei ler ele. Podiam ter me ensinado a usar ele antes de me darem ele , não é?.
– Concordo com você. Nunca mais lido com esse livro irritante. Venha comigo eu devo ter um livro sobre criaturas mitológicas – dissera o gerente lançando um ultimo olhar irritado pra uma gaiola onde aqueles livros canibais devoravam um deles provavelmente o mais fraco.
– Por que não os prende com cintos ou cordas e os deixa pendurados? – disse fazendo o gerente que estava indo em direção aos fundos da loja para de costas pra mim e dar um tapa na própria testa.
– Por que eu não pensei nisso! – dissera ele indignado com sigo mesmo antes de volta a antar dessa vez de cabeça baixa.
Quando ele encontrara o bendito livro tive que pechinchar novamente conseguindo um preço mais em conta e ainda levando ”Feitiços de festa e pegadinhas” e “Poções suspeitas, efeitos engraçados”. Eu ia precisar de uns ingredientes especiais que não deveriam ter em Hogwarts se quisesse me divertir com umas poções interessantes. Comprei uma capa substituta para ele escrito “Lembranças” com fecho e cadeado. Pensariam que é um diário ou algo do gênero com um nome como aquele. Eu preferia me prevenir já que talvez eu me divirta um pouco.
Ao adentrar na botica vi varias poções e ingredientes diferentes. Eu ainda me lembrava de alguns ingredientes estranhos que tive que usar em minha prova de poções. Aparentemente eu teria que me acostumar com o que eu teria que lidar com as aulas de poções em Hogwarts. Estranhei um pouco que a loja não estava tão cheia, mas a maioria eram adultos e idosos. Passei a procurar os ingredientes que precisava, mas a variedade era muito grande.
– Quer ajuda? – perguntara uma voz feminina a traz de mim. Me virei vendo uma garota bem linda da minha altura (o que talvez fosse um pouco alta pra idade ou pra mulheres?) me olhando com curiosidade. Ela tinha cabelos tão escuros quanto os meus, mas longos e ondulados tendo um brilho próprio, mas dando um ar misterioso para sua dona, sua pele era clara quase parecendo ser feita de marfim, mas tendo um leve rubor em suas bochechas que dava um toque de beleza inocente, sua boca delicada e vermelha chamava atenção assim como seus olhos azuis brilhantes. Ela vestia uma calça jeans preta, camisa branca por cima de uma regata igualmente branca, sapatos pretos e uma bolsinha branca.
– Você trabalha aqui? Estou procurando erva de louro colorido, casca de masarentia e estrato de boltoros – disse olhando para ela que me olhava fixamente como se eu fosse algo muito misterioso.
– Muito interessante... – dissera me olhando fixamente estreitando os olhos chegando mais perto, perto demais.
– Não entendi? – disse me vendo obrigado a inclinar meu corpo um pouco pra trás devido a proximidade do rosto dela do meu. Assim fica difícil resistir! Próxima demais!
– Nada. – dissera a garota parecendo se dar por vencida – Eu sei onde tem esses ingredientes. Vem vou te mostrar alguns ingredientes interessante. E não, não trabalho aqui, mas venho muito aqui.
Como ela dissera ela conhecia realmente o local encontrando com facilidade o que eu precisava e ainda me mostrando algumas ervas e poções incomuns que era preciso uma quantidade de tempo muito grande para serem feitas. Por fim eu me apresentei e ela também me dissera seu nome Callidora Genevieve Greengrass. Depois de pagar pelos ingredientes saímos da botica passamos a conversar um pouco já que estávamos indo na mesma direção e por algum motivo ela parecia bem mais relaxada comigo do que quando a conheci. Achei curioso o fato dela também ir frequentar Hogwarts, mas sendo uma aluna transferida de Beauxbatons. Era um pouco de coincidência conhecer no mesmo dia duas garotas vindas da mesma escola em outro país.
– Então é isso. Minha mãe é britânica e atendendo o desejo dela vim estudar em Hogwarts deixando meu país – dissera Callidora dando de ombros como se aquilo não fosse tão incrível. Segunda francesa que encontro hoje.
– Bom eu deixei Paris meio forçado então não posso dizer que estou soltando fogos de artificio por ter que vir estudar em Hogwarts, principalmente por ser um interfernato – disse rindo de meu trocadilho infame, mas consegui fazer ela rir um pouco também.
– Que pena. Está entregue – dissera Callidora jogando os cabelos para trás com sua mão direita parando na frente da entrada do Caldeirão furado.
– Sei que sentira minha falta, mas pense assim sempre teremos a botica do beco diagonal – disse sorrindo de forma convencida a fazendo bufar.
– Convencido... até Hogwarts. Tchau – dissera dando um leve sorriso e saindo andando abaixando a cabeça parecendo dar uma leve risada enquanto andava ou talvez tentando recuperar sua expressão seria?
– Fora um dia divertido – disse adentrando o caldeirão furado.
Quando olhei para frente parei no mesmo lugar vendo minha mãe e Tonks sentadas lado a lado na minha direção. Suas pernas e braços estavam cruzados e elas não pareciam nada, nada felizes.
– Que bom que chegara, priminho— dissera Tonks com os cabelos vermelhos incandescentes.
– Vamos ter uma pequena conversa sobre garotas, Junior– dissera minha mãe estreitando os olhos.
– Ai mer...
Fale com o autor