Notas iniciais
Dae galerinha! Gostei muito das fichas que recebi e das altas conversas que bati por mensagem com vocês. Ja temos algumas fichas bem legais que poderão fazer a historia progredir, mas também atrapalhara um pouquinho meus planos ao ponto de que não sei mais com quem Tony ficara. São muitas possibilidades.

Quando o Sr.Shacklebolt dissera que estava trabalhando com o ministério da magia francês ele não estava de brincadeira. Em minutos eles deixaram tudo em ordem no escritório de minha mãe, no meu colégio e nos cursos que eu frequentava. Após prepararmos nossas malas deixamos nosso apartamento e fomos para o ministério da magia francês. O local ficava em baixo da torre Eiffel. Admito que quando adentramos o local o cheiro delicioso de magia que vinha dos bruxos atiçara minha fome, mas me controlei. O Void como passei a chamar o branquelo me ensinara a me alimentar da energia excedente que os bruxos liberavam inconsciente de seus corpos misturada a energia natural. O gosto não era o mesmo, lembrava um pouco o sabor de pão quente, mas não era exatamente o que eu queria. Era rala demais se comparada a outra alternativa. Era como tofu me sustentava, mas não fazia eu me sentir satisfeito.

Minha mãe e os bruxos que nos acompanhavam ficaram felizes quando disse que podia me alimentar de outras fontes de energia. Até mesmo as chamas do isqueiro de um bruxo podiam ser convertidas em alimento – mas o gosto não era lá essas coisas. Eles disseram que aquilo era muito mais importante do que eu podia imaginar. Minha mãe até mesmo brincara dizendo que eu era tão inofensivo quando um vampiro de sótão – um vampiro pode ser inofensivo em que mundo ?

Eu não contei para eles que quando eu drenei um pouco da energia dos dois bruxos eu também recebi uma quantidade enorme de informações e imagens. Se eu não tivesse Void para me ajudar a filtrar e apagar o que eu não queria tudo aquilo seria seria muito difícil de lidar. Com as informações devidamente guardadas em minha mente eu me sentia muito bem informado sobre o mundo bruxo, muito mais do que com as raras e vagas historias de minha mãe. Eu sabia teorias sobre magia, historia, quem era o time da primeira divisão do campeonato de quadribol britânico e muito mais. Aprender tudo isso sem estudar em poucos segundo... era uma maravilha! Quantas horas de estudo eu poderia ter evitado se pudesse ter feito isso antes? Talvez eu pudesse virar professor particular e faturar uma grana, não é?

Perguntei para Void se todo warlock podia aprender o que suas vitimas sabiam, mas aparentemente muito poucos conseguiam fazer isso na historia. Bom pra mim. Eu não me importava em de vez enquanto me alimentar discretamente de outras pessoas e obter um pouco mais de conhecimento – claro quando não estivesse sendo vigiado de perto.

Fomos escoltados até uma “chave de portal” que por algum motivo era uma vassoura. Vai ver era porque assim varias pessoas poderiam tocar nela ao mesmo tempo? Pelo conhecimento que eu tinha roubado deixava claro que uma Chave de Portal é um objeto encantado para levar instantaneamente qualquer um que a toque para um local específico. Na maioria das vezes, uma chave de portal é um objeto cotidiano que não chamaria a atenção de um trouxa— prefiro não-bruxos, mas sei que sou voto vencido pela comunidade bruxa. O motivo de estarmos tendo que usar esse meio de transporte é claro. Minha mãe não pratica bruxaria desde que sua varinha fora quebrada anos atrás e eu não tenho permissão para usar magia por ser de menor e mesmo se pudesse não tenho licença para aparatar.

Imitei minha mãe e os outros dois e segurei no cabo – não maliciem, por favor – e esperei o resto do grupo que ia para o ministério da magia britânico fazer o mesmo. Quando todos estavam devidamente posicionados. Aconteceu em um instante. Tive a sensação de que um gancho dentro do meu umbigo fora irresistivelmente puxado para a frente. Meus pés deixaram o chão e tudo ao nosso redor parecia girar muito rápido parecendo um grande borrão prateado. Ouvir minha mãe dizendo que eu podia soltar e eu obedeci, infelizmente. Me choquei com força contra um piso negro enquanto os demais pousavam suavemente – injusto!

– Ai acho que desloquei a coluna – gemia enquanto massageava minhas costas ainda deitado no chão.

– Então você não ira ter onde ir gastar sua mesada. Podemos corta-la por tempo indeterminado, que acha? – perguntara minha mãe com um sorriso. O arrepio em meu corpo era sinal de perigo.

– Já estou de pé! Cem por cento! Novo em folha! Aceito um aumento na mesa, muito obrigado! – disse ficando de pé em um salto alongando meu corpo fazendo o Sr. Shacklebolt rir.

– Nos seus sonhos – resmungara minha mãe olhando para o local em que estávamos estreitando os olhos. Por favor não mate ninguém! Por favor não mate ninguém!

Fomos guiados até uma sala onde me esparramei em uma poltrona gostosa... até ver o olhar mortal de minha mãe que me fizera sentar comportadamente como um bom e educado rapaz. Não é como se eu tivesse medo da minha mãe... bom um pouco. Ela é bem assustadora quando quer. Por sorte ela não está sorrindo. Quando alguma coisa tá errada e mesmo assim ela sorri eu me escondo rapidinho. Certa vez quando um bêbado batera no carro dela e se recusava a pagar o prejuízo ela apenas sorrira e falara algo para apenas o bêbado ouvir. Fora a primeira vez que eu vi um homem adulto empalidecer tão rápido e tremer dos pés a cabeça fazendo questão de pagar pelos danos e transtornos. Como disse ela assusta quando quer.

– Marlene a quanto tempo – dissera um homem velho usando vestes estranhas tendo cabelos e barba longos e brancos usando óculos em meia lua... espera!

– Tio Dumb? – perguntei surpreso ficando de pé. Ele não era realmente meu tio era meu padrinho, mas como ele visitava nossa casa desde que eu era muito pequeno eu peguei o vicio de chama-lo assim.

– Ah fico feliz em velo Anthony. Vejo que está muito bem apesar dos últimos acontecimentos – dissera meu padrinho sorrindo colocando as mãos em meus ombros.

– O que o senhor está fazendo aqui? E porque está vestindo essa roupa... diferente? – perguntei olhando para a roupa roxa e extremamente extravagante que ele estava usando.

– Normalmente eu me visto assim no meu dia a dia. O esperado para um bruxo da minha idade e posição – dissera ele piscando pra mim.

– Bruxo? O senhor? Tá de brincadeira? – perguntei com descrença. Ele sempre fora normal demais pra ser um bruxo. Até os presentes dele eram normais... apesar que as meias laranja do natal passado não são o que eu espero de presentes.

– Seu padrinho é um poderoso bruxo, Tony. Ele é o diretor de uma escola de magia e bruxaria muito importante aqui na Inglaterra. E mais importante ele é o único com quem sempre pudemos contar totalmente. Se não fosse por ele não sei o que teria sido de nós – dissera minha mãe sorrindo parecendo muito agradecida.

– Eu não fiz nada que deva ser lembrado. Apenas controlei um pouco uma situação incomoda e lhe emprestei dinheiro aio qual você devolvera até o ultimo centavo, Marlene. Todo o resto você conquistara com o próprio esforço – dissera Tio Dumb se sentando na poltrona em que eu estava antes. Perdi meu lugar.

– Espera... tio Dumb você é o tal Alvo Dumbledore? – perguntei cruzando os braços. Eu sempre chamei ele de “tio Dumb”, mas fazia sentido que quando pequeno eu não conseguisse falar Dumbledore.

– Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore. Agora vamos falar sobre o ocorrido mais cedo. Tony peço para que não omita nenhum detalhe – dissera o Tio Dumbledore com seriedade.

– “Peça para sua mãe sair para que você possa falar a sós com seu padrinho” – dissera Void em minha mente com seriedade.

– Ham... mãe... você poderia nos deixar nos deixar a sós? – perguntei recebendo um olhar desconfiado antes da mulher sair da sala. Serio minha vida não para de correr riscos hoje?

Contei minuciosamente tudo o que tinha ocorrido para meu padrinho que ouvira tudo atentamente. A única coisa que omiti fora que eu sabia perfeitamente qual palavra falara em élfico. Era melhor que os bruxos não soubessem que bruxos abortados poderiam aprender e falar em élfico. Dumbledore passara a apontar alguns pontos que eu deveria omitir quando fosse questionado sobre o ocorrido – afinal quase matei dois dementadores.

Quando fui chamado para depor eu me vi em uma sala com uma grande mesa negra com um homem sentado na ponta, Tio Dumbledore a esquerda e um secretario, Sr. Scrimgeour e Shacklebolt a direita. Me sentei ao lado de meu padrinho com minha mãe ao meu lado.

– Tudo bem, jovem Black. Vamos repassar mais uma vez desde o inicio – dissera o ministro da magia. Eu não entendi por que logo o ministro estava me interrogando ate agora? Não tem gente pra fazer isso no lugar dele, não? Além disso o ocorrido fora em Paris então não deveria ser o ministro da magia francês que me interrogasse ou alguém de seu ministério?

– Como eu disse antes. Quando os dementadores nos atacaram eu não podia deixar eles machucarem minha mãe por isso ataquei o mais próximo. Quando eu bati nele umas palavras estranhas saíram de minha boca e tudo depois ficou confuso até eu ver minha mãe – disse cansado tendo repassado o mesmo varias vezes.

– Entendo. Pelo que nos dissera agora você possui controle completo sobre... sua fome como a chamara? – perguntara o ministro olhando para mim por trás de seu óculos de leitura.

– Sim. Eu posso me alimentar da energia da natureza ou em quantidades tão pequenas da energia de bruxos que eles nem mesmo são afetados – disse depois de respirar fundo.

– Acredito que a energia a qual ele se refere dos bruxos seja nossa magia que é exalada naturalmente por nossos corpos. Por isso não sentimos efeito algum – dissera Tio Dumbledore (sobrenome estranho esse).

– Mas você pode se alimentar da energia vital de seres vivos não é? – perguntara o ministro Fudge com seriedade.

– Poderia, mas isso não quer dizer que o faria sem motivo. É a mesma coisa que um ser humano se alimentando de sangue em vez de comia pra sobreviver. Não é porque ppsso que o faria – disse dando de ombros.

– Analogia assustadora... – resmungara o ministro mexendo em seus papei – agora sobre agredir dois guardas de Azkaban e matar um terceiro...

– Em legitima defesa é claro. Afinal os dementadores os atacaram sem aviso prévio e o garoto estava apenas defendendo a mãe e a si mesmo – dissera Tio Dumbledore com simplicidade.

– Claro, claro. Não precisa se preocupar sobre isso, meu rapaz. Ninguém o mandara para Azkaban por agir em legitima defesa – dissera o ministro parecendo um pouco estranho antes de olhar para o seu secretario – Gustav pelo visto esqueci uma pasta importante para o interrogatório de Marlene Black. Você poderia ir até minha sala pegar? Deve estar na minha mesa.

– Claro, Ministro – dissera o secretario que vinha redigindo tudo o que falávamos saindo em seguida.

– Garoto. Me preciso que seja muito honesto comigo agora. Você consegue manter sua fome sobre controle? – perguntara Fudge com seriedade.

– Sim... contanto que eu possa me alimentar de vez em quando da magia de um bruxo eu posso ficar sobre completo controle. Não sei como eu reagiria se minha vida estivesse sendo ameaçada – disse com honestidade.

– Entendo. Agora... Scrimgeour me disse que você tem marcas em suas mãos. Poderia mostrá-las? – pedira o ministro parecendo um pouco nervoso.

– Ham... claro – disse erguendo minhas mãos com as palmas viradas para ele.

– Dumbledore... esse garoto... se obedecêssemos a lei de seiscentos anos atrás ele não poderia ser salvo – dissera Fudge secando o suor de seu rosto com um lenço olhando para meu padrinho.

– Uma lei medieval e sem sentido no momento atual. O garoto demonstra perfeito controle e não aparenta ser nenhum risco para nós – dizia meu padrinho com seriedade – em vez de vê-lo como uma ameaça pense no que ele poderia fazer por abortos como sua neta e o sobrinho do Rufus.

– Certo. Supondo, apenas supondo que você pudesse ajudar outros bruxos abortados a despertarem como... como você. Você acha que poderia ensina-los a se controlar para que não fizessem mal a ninguém? – perguntara novamente o ministro olhando para mim.

– Os da minha idade ou mais jovens eu acho que sim, senhor... mas se eu pudesse colocar a energia vital de um animal em uma poção eu acho que isso iria ajudar a aumentar o controle de nossa fome – disse repetindo as palavras que Void dizia em minha mente.

– Dumbledore. Em Horgwarts a um professor de poções com domínio avançado, não é? – perguntara o ministro Fudge.

– Sim, um pocionista de nível alto que tive o prazer de conhecer e trabalhar – dissera tio Dumbledore assentindo.

– Ótimo ele deve ser capaz de ajudar a criar essa poção. Agora... Marlene... você entende o que isso tudo quer dizer não é? – perguntara Fudge para minha mãe que se mantinha em silencio com os braços cruzados e olhos fechados desde que terminara de dar seu testemunho sobre o ataque dos dementadores.

– Sim... meu filho vai para Hogwarts.

Fora decidido que eu teria que fazer uma prova de nivelamento para semana seguinte! Se eu não tivesse o conhecimento que absorvi de do Sr. Shacklebolt e Scrimgeour eu teria ficado realmente revoltado. Não me entendam mal eu gosto de estudar e tudo mais. Mas uma semana pra se preparar pra uma prova na qual se eu fosse mal teria que começar a estudar com alunos do primeiro ano, não era nada legal.

Minha mãe fora interrogada sobre a fuga de meu pai da prisão, mas era claro que ela não sabia de nada disso. Claro que eles também sabiam disso porque minha mãe disse que sabia que ainda era vigiada constantemente por ser “especial”. Ela só ficara sabendo da fuga quando fomos confrontados na garagem do prédio que vivíamos. Pelo que eu ouvi em algum momento aparentemente minha mãe também trabalhara no ministério da magia, mas não falaram o porquê dela ter deixado de trabalhar no ministério, Fudge parecia lamentar a perda de uma funcionaria tão competente.

Apesar de estar claro que não sabíamos o paradeiro de meu pai ainda teríamos que contar com a companhia de dois aurores. Um deles era uma mulher que possuía cabelos roxos e engraçada chamada Tonks – que me dera três foras bem divertidos, quem sabe na quarta tentativa da certo? O outro era o Kingsley que parecia estar lutando pra reconquistar a amizade de minha mãe – boa sorte com isso ela é rancorosa.

Nos hospedamos no Caldeirão furado, um lugarzinho de quinta e mal frequentado – como sinto falta de Paris! Geralmente eu prefiro não me meter em confusões, mas o jeito que o dono do local falou com a minha mãe quando a vira me deixara irritado. Ele a tratara mal apenas porque supostamente meu pai era um criminoso? E mesmo se ele fosse o que nós tínhamos a ver com isso? Aquele velho idiota estava pedindo pra apanhar e eu admito que já estava o puxando pelo colarinho pra socar a cara dele quando Kingsley intervira. Sendo uma ordem direta do próprio ministro o velhote não pudera recusar nossa hospedagem, mas mesmo assim o olhar de desprezo dele era de quem pedia pra apanhar!

Quando deitei no quarto que fui hospedado eu fiquei fitando o teto pensando em tudo o que tinha acontecido naquele dia. Eu quase tinha perdido minha mãe, derrotei três dementadores, quase matei dois aurores e por fim quase agredi um homem velho! Eu nunca fui tão violento, mas sentia que tinha algo diferente. Eu estava mais impulsivo, protetor, irritadiço. Tinha momentos em que eu sentia a “fome” tentando me dominar. Eu desejava sentir aqueles sabores novamente, mas não era apenas isso eu queria mais poder, muito mais. Eu sabia que não era penas meus sentimentos que estavam confusos meu psicológico também estava. Eu sempre fui um pouco interesseiro e ambicioso, mas dessa vez eu parecia pior que antes. Eu queria aprender mais, queria praticar magia, dominar poderes incríveis, ser alguém incrivelmente poderoso. Era como se meus sentimentos, qualidades e defeitos tivessem se amplificado e a qualquer momento eu pudesse perder o controle e virar aquele monstro do futuro. Por sorte eu tinha minha mãe. Por ela eu lutaria para nunca me tornar aquilo! Eu lutaria contra tudo aquilo para fazer ela sentir orgulhosa de mim. Todo o esforço que ela tivera para me criar não seria em vão. Eu seria alguém poderoso e respeitado um dia.

Notas finais
Sei que esse fora um capítulo bem tranquilo, mas garanto que estou melhorando os capítulos seguinte. Pra começar o final do capítulo seguinte vai ter algo bem legal. Agora pra quem ainda não mandara sua ficha e que mandar: Nome (ninguém que já exista): Raça (Humano ou mestiço): Sexo: Idade (10 a 13): Tipo de usuário de magia (Bruxo, warlock): Aparência (descrição ou foto): Varinha: Casa: Personalidade: Gosta: Não gosta: Tem medo de: Historia: Animal: está ciente que pode aparecer com mais frequência ou menos na fic dependendo de sua participação?: Vai deixar comentários: