Notas iniciais
Então galera eu não ia postar tão cedo ja que me desapontei um pouco com o numero de comentários, mas recebemos uma recomendação! Muito obrigado Ichigo se você fosse mulher te dava um beijo. Nossa primeira recomendação galera! Por esse motivo estarei postando esse capítulo hoje. Um pequeno aviso estou pensando em matar alguns personagens de ficha que seus donos não veem participando. Tomem cuidado. Podem acabar estraçalhados na floresta proibida.

O salão comunal da Sonserina era... diferente. O fato de estarmos nas masmorras fazia com que a única fonte de luz viesse de tochas nas paredes e uma enorme lareira. Havia uma janela grande que normalmente mostrava o lago submerso, mas não dava pra enxergar um palmo do lado de fora por estar de noite.

Perto da lareira haviam grandes sofás negros, também tinha mesas de estudo em um canto do salão. O local mesmo sendo mal iluminado era incrivelmente requintado. A única coisa um pouco estranha era a obsessão por cobras do decorador. Tinha imagens de cobras em todo canto (quadros, esculturas, tapeçaria, entalhes, gravuras e etc...) Por um minuto suspeitei da escolha sexual do decorador, mas dei de ombros sendo que não era da minha conta ae o decorador adorava cobras enormes.

O salão comunal estava cheio. Ignorei alguns malas que vieram de gracinha pro meu lado perguntando como era ser filho de um assassino que fugira de Azkaban. Eu já tinha problemas o suficiente controlando minha fome. Por que todo mundo dessa casa é sangue-puro!? A energia deles parecia estar implorando para ser drenada. Por sorte maioria das pessoas parecia mais interessados em conhecer Lilith e Calliz – o que era bom pra mim. Lilith parecia acostumada com pessoas a rodeando conversando com todos se mostrando uma personalidade calma, tendo um carisma natural e um certo ar infantil que atraia as pessoas – pessoas do sexo masculino em sua maioria agindo como se estivessem de frente para uma deusa. Calliz por outro lado não parecia gostar muito de tanta gente a rodeando, falando ao mesmo tempo com ela, parecia que ela estava até mesmo sentindo dor de cabeça massageando discretamente sua têmpora esquerda enquanto conversava, mas ela teria que se acostumar com isso – beleza demais atrai problemas.

Meu sossego abara quando um grupo de garotas se reunira a minha volta. Tive que fazer o meu melhor para lidar com a situação, mas não nego que fora difícil. Ao mesmo tempo em que elas pareciam atraídas por mim também pareciam atraídas pela má fama de meu pai e bom... pelo que eu fiz no trem. Parece que a historia do herdeiro dos Black colocar um dementador pra correr a tacadas se espalhará mais rápido do que eu desejava. Notei que Lilith e Caliz olhavam de cara feia quando um garota (bem atirada) cheirara o meu pescoço perguntando que perfume eu estava usando. Cara meu autocontrole fora testado naquele momento e não estou falando sobre minha fome. Os garotos da Sonserina também não pareciam nada felizes com a atenção que eu estava recebendo. Felizmente ou infelizmente alguém puxou o assunto sobre sangue-puros, seu direito por nascença e blá, blá, blá. Deixei claro que eu não tinha aquele tipo de ideais, na verdade eu acreditava mais em igualdade do que qualquer estupidez envolvendo discriminação por raça, gênero ou linhagem. Tendo dado minha opinião muitos e quando digo muito foram muitos mesmo, pareceram não gostar o que me gerara um pouco de paz... e isolamento.

Os dormitórios eram luxuosos até demais e eu teria que divido com outros garotos, mas não estava com paciência para conhece-los depois de todo aquele papo idiota sobre puros-sangues. A única coisa que eu via realmente de bom em um puro sangue era sua energia que era deliciosa.

Acordei cedo como sempre, mas pelo visto isso não é muito comum por aqui. Antes mesmo de me tornar um warlock eu já tinha esse costume agora que eu posso repor minhas energias absorvendo a dos outros eu durmo no máximo cinco ou seis horas – isso se eu estiver muito preguiçoso. Absorvi um pouco da energia de meus colegas sem me aproximar deles me sentindo perfeito. Fiz meus exercícios e sai para correr um pouco ainda tendo pouco mais de uma hora pro café da manhã. Sai pelos portões vendo que o relógio da torre marcavam seis e meia. Corri por pouco mais de meia hora voltando em seguida pro castelo. Tomei um banho rápido e me vesti com o uniforme de Hogwarts e as cores da Sonserina. Quando terminei de me aprontar os meus colegas de quarto correram para o banheiro para se aprontarem, mas não dei muita atenção.

Peguei meu material e desci para o salão principal pegando um lugar próximo a entrada na mesa da Sonserina. O local já tinha alguns alunos com cara de sono. Peguei um livro que minha mãe incluirá no meu malão sobre “Teorias magicas numéricas e suas aplicações” e passei a lê-lo enquanto comia. Aquilo tudo era muito interessante, mesmo sendo mais teoria do que conhecimento pratico comprovado. O uso de números para o controle e utilização de formulas magicas parecia ser incrível. Claro que pra mim era um pouco confuso já que ainda não tinha aulas de aritmancia e o conhecimento que eu possuía de outros bruxos não era tão bom nessa matéria quanto eu desejava que fosse. Eu tinha estudado um pouco meu livro de aritmancia e até mesmo entendia como funcionava o uso dessa arte, mas ainda tinha muitas duvidas sobre como relacionar ela com magia numérica de forma pratica. Magia numérica ainda era algo muito novo e muitos não a entendiam, mas ela tinha uma relação próxima com aritmancia. Enquanto a aritmancia estudava a propriedade magica dos números a magia numérica estudava suas aplicações saindo de previsões e entrando em áreas diferente.

Um monitor da Sonserina me entregara meu horário de aulas. Só então notei que o salão principal já estava cheio. Por sorte minha primeira aula seria justamente aritmancia. Poderia tirar algumas duvidas com o professor. Olhei para os lados um pouco surpreso vendo Lilithe e Calliz sentadas uma de cada lado de mim. Elas comiam em silencio.

– Ham... bom dia meninas – disse um pouco constrangido fechando meu livro.

– Ele fala que milagre – dissera Clair a minha esquerda me dando um rápido olhar de canto antes de voltar a tomar seu café da manhã.

– Pensei que estava me ignorando – dissera Lilith a minha direita também me dando um rápido olhar de canto.

– Desculpem eu estava concentrado no livro – disse me sentindo um pouco acuado estando entre duas garotas que pareciam estar irritadas comigo ou talvez por estarem próximas? – qual a primeira matéria de vocês?

– Tenho matéria opcional de runas antigas as nove... – dissera Calliz olhando seu horário.

– Tenho estudo dos trouxas as nove – dissera Lilith como se não tivesse ouvido Calliz falando. Essas duas juntas são problema.

– Eu tenho aritmancia as nove, depois aula de feitiços — disse aliviado por ter intervalos entre eles sendo os dois em andares diferente – me diz porque a sala de aritmancia tem que ficar no sexto andar na ala sul e a sala de feitiços no segundo andar na ala norte? É algum tipo de exercício físico para os alunos?

– Que pena não teremos a primeira aula juntos quem... – dizia Lilith até ser interrompida por Calliz.

– Olha depois do almoço vamos ter aula de trato de criaturas magicas com a Grifinoria... eles são nossos rivais certo? – perguntara Calliz olhando para seu horário fazendo uma careta.

– Olha aqui sua... – começou a dizer Lilith, mas sorri para ela fazendo sinal para ela parar.

– Sim eles são. Pelo que eu li em “Hogwarts uma historia” nós teremos que concorrer com outras casas para conquistar a Taça das Casas – disse terminando de tomar meu café e pegando o relógio de bolso que tinha ganhado de minha mãe. Como era um relógio magico ele funcionava em Hogwarts. Eu só não sabia qual magia ele possuía ainda – ainda tenho um bom tempo para chegar na sala de aula o que...

– Olha se não é o garoto do Azkaban. Soube que você vive em um quartinho minúsculo com a sua mãe – dissera um rapaz estranho acompanhado de algumas almondegas anabolizadas. Cabelos curtos pretos, dentes tortos e uma expressão desagradável – meninas porque não vem se sentar conosco. Eu sou Marcus Flint capitão do time de quadribol da Sonserina.

– Perdão, mas não entendo a língua dos tragos. Poderia falar no meu idioma ou é difícil demais pra alguém com inteligência limitada? – perguntei de forma debochada.

– O que disse seu... – dizia Flint até eu ficar de pé o encarando.

– Seu o que? Sangue-puro? Traidor do sangue talvez? – perguntei estreitando os olhos o olhando de forma ameaçadora ficando de pé.

– Non... não perca seu tempo conversando com esse meio-trasgo – dissera Lilith com seu sotaque um pouco mais forte ficando de pé ao meu lado.

– Com o intelecto dele aposto que até um trasgo é mais inteligente – dissera Caliz ficando de pé também tampando o nariz – Além disso nunca nos sentaríamos com alguém com esse bafo. Como esse fedor pode estar chegando aqui do outro lado da mesa?

– Pela cara deve ter comido lavagem com os irmãos dele no chiqueiro – disse sorrindo maldosamente.

– O que disse!? Repita se tiver coragem seu pequeno... – dizia Flint furioso com a face vermelha de puro ódio.

– Podem me explicar o que está acontecendo aqui? – perguntara um professor com cabelos negros e oleosos, nariz de gancho e pele macilenta.

– Não é nada, professor Snape. Já estava de saída – dissera Flint me lançando um ultimo olhar ameaçador saindo acompanhado de seus asseclas.

– Quanto a vocês. Não causem mais problemas para minha casa. Detestaria ter que descontar pontos de vocês duas— dissera o professor me dando um olhar de desprezo antes de voltar para junto dos outros professores.

– Narigudo— disse em voz baixa recebendo uma cotovelada de cada lado – Parei. Melhor eu ir tenho que chegar até o sexto andar ainda.

– Tudo bem. Guardo um lugar pra você no almoço – dissera Calliz se sentando novamente pra terminar o seu café.

– Non... não eu guardo um lugar pra você – dissera Lilith me com expectativa.

– Certo... vejo as duas na hora do almoço – disse de forma diplomática... recebendo um olhar irritado de cada uma. Tá difícil viu.

Segui para a sala de aritmancia subindo as escadas até lá. Se eu não estivesse em boa forma eu estaria como os coitados que passei ao lado arfando. Serio esse castelo é enorme! Adentrei a sala de aula vendo que as carteiras eram em pares. Vi que muitas delas já estavam ocupadas então me sentei em uma das que estava livre a frente. Pra minha surpresa o lugar eu eu tinha escolhido formava dupla com a Hermione.

– Bom dia – disse sorrindo a surpreendendo parando de ler o livro que estava segurando.

– O-Oi... quero dizer. Bom dia – dissera ela parecendo um pouco nervosa.

– Tudo bem eu sentar aqui ou prefere formar par com outra pessoa? – perguntei dando um sorriso de canto.

– Não... apenas não crie confusão – dissera Hermione se virando pra frente.

– Como está o seu amigo o... como era mesmo? Ah o magricela – disse fingindo não lembrar o nome dele. Eu já tinha aprendido sobre ele com as memorias que vim absorvendo.

– Harry. O nome é Harry Potter e... – dizia Hermione um pouco irritada voltando a olhar para mim que até ver que eu estava sorrindo o que a fizera perceber minha brincadeira bufando indignada antes de sorrir pra mim – Ele está muito bem. Obrigada por ajuda-lo ontem.

— Tranquilo. Não fiz totalmente por ele mesmo – disse vendo ela desviar o olhar corando levemente – Então você devia deixar aqueles dois sozinhos? Sem ofensas, mas me parece que nem um deles é o cérebro do trio.

— Eles não estão exatamente sozinho... mas obrigada por notar o obvio – dissera ela sorrindo de forma presunçosa.

— Convencida? – perguntei sorrindo imitando ela no dia que nos conhecemos.

— Você nem faz ideia – dissera ela me imitando passando a rir em seguida.

— Priminho? Já se arranjando? – perguntara uma voz dos infernos me fazendo olhar pra esquerda vendo o mala do Ric. Ele era loiro (a maior parte do tempo), olhos azuis e estatura mediana.

— Oh infeliz já disse que minha prima não é pro teu bico – disse batendo com meu livro de aritmancia nele que se encolhera rindo.

— Qual é!? Eu tenho poderes metamorfomago e ela também. Ela fora da Lufa-lufa e eu sou da Lufa-lufa. O destino quer nos unir da uma forcinha ai – dissera Ric cheio de si. Eu só não o considerava legal porque ele estava de olho na minha prima, mas eu não o ignoraria ou pior apenas por isso. Eu conhecia o passado dele e sabia o quão importante para ele era a nossa relação como warlocks e o quão importante fora ele despertar como um.

Sendo neto do ministro da magia Ric sempre tivera muita pressão sobre seus ombros principalmente por nunca ter conseguido usar magia. Por ter sido um bruxo abortado Ric não podia frequentar escolas de magia assim recebendo aulas particulares nos quais ele tinha que se esforçar mais do que os demais para corresponder ao mínimo das expectativas de seus pais.
Quando ele despertara como warlock ele em fim pode realizar seu sonho de fazer magia e vir para Hogwarts. Como bônus ele descobrira que além de warlock ele tinha poderes de metamorfomago que vinha aprendendo a controlar.

— Hermione Granger esse é Richard Fudge neto do ministro da magia e um mala que fica me perturbando por causa da minha prima – disse para Hermione que vinha achando graça de tudo aquilo.

— Muito prazer – disseram os dois enquanto Liz se sentava a esquerda de Ric.

— Liz minha amiga não se sente ai! Você pode acabar se contaminando com a presença desse energúmeno – disse com cara de pânico fazendo ela e Hermione rirem enquanto Ric apenas bufava.

— Acho que vou ficar bem. Qualquer coisa você pega um taco de quadribol – dissera Liz sorrindo me fazendo abrir a boca em choque enquanto os outros dois riam. Essa historia com o dementador iria longe pelo visto.

A professora entrara na sala vestindo vestes bordo. Ela tinha cabelos castanhos ondulado curtos, pele clara e olhos castanhos. Ela escrevera seu nome no quadro (Septima Vector) se apresentando como professora de aritmancia. Ela explicara que a aritmancia (do grego arit, que significa « números », e mância, que significa « profecia») foi usada por mais de 2000 anos por os magos e feiticeiros para ajudar as pessoas a analisar, desvendar o seu talento e os seus pontos fortes, superar obstáculos e encontrar o caminho para o futuro. Nós estudaríamos a aritmancia a usando para entender as propriedades mágicas dos números, prever o futuro com números, compreender e usar a numerologia, fazer cálculos, ensaios, gráficos e etc.

— Agora quem pode me dizer dois métodos numéricos usados na aritmancia? – perguntara a professora andando na frente da sala segurando sua varinha.

Poucas pessoas (eu inclusive) ergueram suas mãos. A professora sorrira olhando para mim e apontara em minha direção com sua varinha.

— Você Sr. Black – dissera a professora.

— Os dois métodos mais comuns usados na aritmancia são o método Agrippa e o método Caldeu.muito melhoro sobre ele com as memorias que vim absorvendo.

– Fale sobre o método Agrippa – dissera a professora sorrindo gentilmente.

– O método agripa usa um sistema de números de um a nove. As letras do alfabeto são postas em baixo dos números tendo nove letras por linha formando assim três linhas. Cada coluna de um a nove dessa tabela liga o numero da coluna e as letras abaixo – disse ficando em silencio em seguida notando Hermione me olhando com surpresa. Por alguma razão eu fiquei um pouco ofendido com a surpresa dela.

– Isso mesmo, Sr. Black. Dez pontos para Sonserina – dissera a professora sorrindo. Ela apontara sua varinha para o quadro fazendo a tabela que eu havia dito aparecer.

1 2 3 4 5 6 7 8 9.
A B C D E F G H I .
J K L M N O P Q R.
S T U V W X Y Z.

– Esse é o método Agrippa citado por seu colega. Nós estaremos... – dizia a professora prosseguindo com a aula.

Gostei muito da aula de aritmancia podendo fazer varias perguntas e conseguindo alguns pontos a mais para Sonserina – claro que Hermione, Ric e Liz também conseguiram. Pude conversar com os três sobre os métodos mostrados durante a aula e fizemos algumas especulações enquanto seguíamos para nossas próximas aulas. Infelizmente eu não tinha aula com nenhum dos três e precisei acelerar o passo indo do sexto andar na la sul para o segundo andar na ala norte. A aula de feitiços por não ser uma matéria opcional não seria com alunos de mais de duas casas como antes na aula de aritmancia na qual esteve presente Grifinoria, Lufa-lufa e Sonserina. Dessa vez seriam apenas os alunos da Sonserina e Corvinal.

Quando me sentei em uma das cadeira livres fiquei observando professor que se preparava para dar sua aula. Ele era um anão com cabelo preto liso penteado para os lados. Do nada sentara um garoto a minha direita e eu o reconheci como o mesmo do trem.

– Quem diria que teríamos aula juntos hoje. Sou Draco Malfoy seu... – dizia o loiro com cara de arrogante.

– Primo e colega de quarto. Eu sei – disse virando os olhos eu tinha absorvido um pouco da energia dele pela manhã junto com suas memoria. Ele definitivamente não era alguém fácil de se lidar.

– Há já ficou sabendo de mim, Black? Depois do seu discursinho de ontem a noite pensei que só se importava com nascidos trouxas e traidores do sangue – dissera o moleque de forma irritante.

– Na moral. Perturba outro, Malfoy. Eu até não tenho nada contra você, mas também não tenho paciência para ideais puro-sangue e toda essa baboseira – disse ficando feliz em ver Doug sentando na carteira ao lado. Ele tinha cabelos castanhos escuros, olhos castanhos, pele clara quase pálida. Parecia bem mais calmo do que a ultima vez. O problema é que ele tem uma habilidade incomoda, mas parece estar aprendendo a lidar com isso – Bom dia Dougg. Como você tá?

– Bom dia Anthony. Bem... sobre controle de todas as formas – disse Doug dando um sorriso de canto. Ele era um cara serio, mas não o culpo... o que ele passara fora difícil.

Ele era filho mais novo do irmão do chefe do departamentos de aurores Rufus Shacklebolt Doug sempre fora visto como a ovelha negra por seus pais. Ele não nascera com o dom da magia como seus irmão o que o levara a ser alvo de criticas e indignação de seus pais. Dougg recebera aulas particulares dos próprios pais e sempre que dava uma resposta errada para uma pergunta ou falhava em algum dever era prezo por seus pais em um armário escuro como castigo.
O momento mais feliz de sua vida fora quando despertara como um warlock o que fizera seus pais pararem de persegui-lo fosse por ele poder em fim usar magia ou medo dele. Como sempre fora um jovem curioso e com desejo por conhecimento ele fora mandado para a Corvinal. O único ponto que ele não gostava era que ele ao se tornar um warlock despertara uma habilidade empática que o permitia sentir as emoções dos outros continuamente e sem controle algum no momento de seu desperta. Agora ele vinha conseguindo aos poucos dominar essa habilidade da mesma forma que Ric vem dominando a dele. Me sinto um pouco inferior a eles nesse sentido porque eu no máximo posso suprimir minhas habilidades, mas também não as entendo o que torna tudo mais difícil – e o Void não me ajuda nesse sentindo dizendo que eu tenho que descobrir quais são minhas habilidades por conta própria pra só então ele me ajudar.

Ouvi alguns alunos cochichando uns com os outros e olhando para mim, mas eu tinha que ter paciência – não poderia transformar ninguém em sapo só por fofocarem, mas bem que queria! Quando a aula de feitiços começara o professor Filio Flitwick abrira o ano falando sobre feitiços básicos de cura, emocionais e coisas do gênero. Eu tive que usar um feitiço para desobstruir as vias respiratórias de um diabrete – bichinho estranho. E em seguida tive que usar um feitiço pra acalmar o monstrinho que parecia ser muito hiperativo e lunático. Como não era algo muito fácil consegui mais alguns pontos pra Sonserina. Aparentemente eu tenho um certo talento pra feitiços na opinião do professor Flitwick.

Tendo terminado a aula pude respirar aliviado tendo mais de uma hora e meia até a próxima aula. Eu estava sentindo minha garganta queimando e minha cabeça latejando. A minha fome por energia estava mais irritante do que o normal, principalmente estando rodeado por sangues-puro o tempo todo. Por que a energia deles tinha que ter um cheiro tão delicioso?

Fui para o salão principal sozinho já que Dougg seguira com alguns colegas seus da Corvinal. Draco passara por mim acompanhado por dois garotos com cérebro de trasgo que não quase terminaram a aula sem fazer dois simples feitiços. Quando estava quase entrando no salão principal avistei Hermione com o Potter e o ferrugem. O Ferrugem fechara a cara quando me vira e puxara os outros dois pra dentro do salão principal.

Adentre o salão vendo uma pequena multidão envolta da mesa da Sonserina. Vi que Calliz e Lilith estavam sentadas tendo seus materiais no banco entre elas. As duas pareciam muito irritadas. Normalmente eu diria que era por elas estarem sendo abordadas por tantos garotos até de casas diferentes, mas as duas trocavam olhares irritados, obviamente estavam irritadas com a presença uma da outra.

Caminhei até aquela confusão vendo alguns se afastarem assustados quando me aproximei. As duas me olharam aliviadas antes de trocarem mais um olhar mortal – serio, parem com isso. Elas retiraram seu material do banco e fizeram sinal para eu sentar rápido. Do momento em que eu me sentei entre elas aquela cambada de desocupados debandara – bom mesmo!

– Ai que dor de cabeça. Não esperava passar por isso aqui também – se queixara Calliz massageando suas têmporas.

– Ninguém te pediu pra vir pra Hogwarts. Podia ter ficado na França ou ido pro... – dizia Lilith até eu bater meu pé no dela a fazendo cruzar os braços de forma infantil.

– Minha mãe me pedira. E você é que veio agora pouco pedir minha ajuda pra guardar um lugar pro Anthony sua... – dizia Calliz até eu chutar de leve o pé dela fazendo ela virar a cara. Serio tá difícil lidar com essas duas. Já é difícil pelo fato delas serem puro-sangue e mais ainda com esse tipo de comportamento das duas.

– Então como fora a manhã de vocês? Não vi vocês na sala de feitiços – disse arqueando a sobrancelha curioso. Afinal era pra elas estarem lá.

– Tivemos que sentar juntas – dissera Calliz parecendo enojada com a lembrança.

– Pra piorar como se fosse possível tinha uns brutamontes na nossa frente – dissera Lilith parecendo cansada – tínhamos que ficar esticando o pescoço pra ver o quadro.

– Acho que se chamava Crabbe e Goyle. Eles estavam com dificuldade pra fazer os feitiços, mas também tinham quase nada na cabeça – dissera Calliz passando a se servir da comida que aparecera na mesa.

– Eu estava sentado na frente deles. Podiam ter me esperado – disse colocando comida em meu prato também. Eu só tinha saído um pouco depois que os demais porque quis fazer umas perguntas para o professor.

– Fomos abordadas na entrada por jogadores de quadribol de outras casas. Não paravam de falar de uma tal Hogsmeade – dissera Lilith se servindo também. Quando ouvi aquilo quase engasguei.

– Eles estavam chamando vocês pra saírem. Tipo em um encontro? – perguntei um pouco mais irritado do que queria.

– Como se eu fosse aceitar. Eles estavam cheios de pensamentos errados na cabeça – dissera Calliz parecendo aborrecida.

– Não fazem meu tipo. Nenhum deles é o meu predestinado... – dissera Lilith sorrindo pra mim.

– Lá vem a meio-veela falar de amantes destinados e toda essa baboseira veela – dissera Calliz irritada.

– Por que você não vai entrar na mente de algum pobre coitado hein? – perguntara Lilith ficando irritada também.

– Vocês duas podiam parar com isso? Vamos ficar na paz, certo?– pedi quase podendo ver as faíscas saindo dos olhos das duas. Eu poderia saber o que elas estavam dizendo se absorvesse um pouco de suas energias e memoras, mas eu me nego a absorver energia de familiares e amigos. Parecei meio... imoral.

– Certo – disseram as duas, mas eu duvidava que iriam se controlar por muito tempo.

Parei de conversar com as duas ao ouvir meu nome ser falado em outras mesas. Os comentários que eles estavam fazendo estava começando a me tirar do serio. Quando ouvi uns Corvinais falando umas besteiras sobre eu ter passado um tempo em um reformatório e ser um delinquente fora a gota da agua. Comecei a ficar de pé, mas Calliz e Lilith me seguraram fazendo eu sentar de novo.

– Ignore eles. São uns ignorantes – dissera Calliz dando um olhar irritado para as outras mesas.

– Non... não vale apena se sujar com sangue de gente como eles, mas bem que mereciam uma lição – dissera Lilith estreitando os olhos dando um olhar mortal para um grupo próximo os fazendo desviarem o olhar. Por algum motivo eu acho que ela gosta de sangue. Porque em nenhuma circunstancia eu queria me sujar de sangue.

– Por enquanto eu vou deixar quieto, mas se alguém conseguir me tirar do serio vai sobrar pra geral – disse bufando irritado voltando a comer.

Tendo terminado o almoço fomos para a aula de trato de criaturas magicas. A aula seria ministrada pelo Hagrid. Conversamos sobre as aulas da manhã enquanto descíamos os gramados em direção à cabana de Hagrid, na orla da Floresta Proibida (que vou visitar quando não tiver ninguém por perto). Hagrid já estava à espera dos alunos à porta da cabana. Vestia o casaco de pele de toupeira, um cão de caçar javalis, nos calcanhares, e parecia impaciente para começar.

– Vamos, andem depressa! – falou quando os alunos se aproximaram. – Tenho uma coisa ótima para vocês hoje! Vai ser uma grande aula! Estão todos aqui? Certo, então me acompanhem!

Seguimos esse professor muito suspeito até uma espécie de picadeiro. Comecei a temer o pior. Veja bem o professor de Trato de Criaturas Magicas era um cara imenso, animado até demais. Com o tamanho dele um leão seria do ponto de vista dele um gato grande – fui um pouco exagera, mas é perto disso.

— Todos se agrupem em volta dessa cerca! – mandou ele. – Isso... procurem garantir uma boa visibilidade... agora, a primeira coisa que vão precisar fazer é abrir os livros...

— Como? – perguntou a voz fria e arrastada de Draco Malfoy.

– Não é obvio? – perguntei com o livro aberto. Na verdade essa monstruosidade me atacou mais de uma vez antes da Tonks ter pena de mim e me ensinar a abri-lo sem quase perder um dedo.

– Ótimo, Black. Ensine o Malfoy a abrir o livro também. Mais alguém não consegue abrir seu livro? – perguntara Hagrid vendo quase todos erguendo a mão.

– É só fazer carinho nele desse jeito – disse erguendo o livro o fechando e fazendo carinho nele.

– Muito bem, muito bem... ham... cinco pontos pra Sonserina – dissera Hagrid coçando a barba. Só cinco ponto? Cavernoso, mão-de-vaca!

— Ah, mas que bobeira a nossa! – caçoou Draco. – Devíamos ter feito carinho no livro! Como foi que não adivinhamos!

— Eu... eu achei que eles eram engraçados – disse Hagrid, inseguro, para Hermione.

— Ah, engraçadíssimos! – comentou Draco. – Uma ideia realmente espirituosa, nos dar livros que tentam arrancar nossa mão.

— Cala a boca, Malfoy – advertiu-o Harry baixinho irritado.

— Certo, então – continuou Hagrid, que pelo jeito perdera o fio do pensamento – ... então vocês já têm os livros e... e... agora faltam as criaturas mágicas. É. Então vou buscá-las. Esperem um pouco... Ele se afastou na direção da floresta e desapareceu de vista.

— Nossa, essa escola está indo para o brejo! – falou Draco em voz alta. – Esse pateta dando aulas, meu pai vai ter um acesso quando eu contar...

— Malfoy. Chega – disse olhando com seriedade pra ele.

— Qual é primo você não acha que esse cara não serve pra ser professor, certo? – perguntara Draco com descrença.

— Não o conheço o suficiente pra julgar ele. De um jeito ou do outro se o conhece tão bem usa isso pra manipular ele e ganhar uns pontos pra Sonserina. Porque pra mim ele não parece querer dar pontos direito. Onde já se viu só cinco pontos – disse o fazendo dar um sorriso de canto. Calliz e Lilith pareceram achar engraçado a expressão que eu fiz.

— Prefiro me divertir um pouco, primo – dissera Draco parecendo bolar alguma arte.

— O Hagrid é justo ao distribuir os pontos em minha opinião. E a ideia de manipula-lo... – dizia Hermione próximo de mim e das meninas junto com os outros dois.

— Aaaaaaahhhhh – gritara uma garota da Grifinoria.

Uma dezena de animais estra... diferentes trotavam em direção ao picadeiro se aproximando de nós. Eles eram uma mistura de cavalos com águia tendo cabeça, pernas dianteiras de águia e asas em suas costas sendo o resto o corpo de um cavalo. Cada um dos bichos trazia uma grossa coleira de couro ao pescoço engatada em uma longa corrente, cujas pontas estavam presas nas imensas mãos de Hagrid, que entrou correndo no picadeiro atrás dos bichos.

– Oh mon dieu, ils sont splendides (Oh meu Deus, eles são lindos)— dissera Lilith com as mãos na frente da boca estando com os olhos brilhando.

– Realmente – disse olhando para aquelas criaturas.

– Hipogrifos! – bradou Hagrid alegremente, acenando para eles. – Lindos, não acham?

Tenho que admitir que aquilo me surpreendera um pouco. Eles eram realmente lindos no meu ponto de vista. Cada um deles tinha uma beleza própria na mistura de seus corpos de cavalos e águias. Na mistura e coloração de suas penas e pelos. Eles eram lindos e transmitiam uma sentimento de orgulho.

– Então – disse Hagrid, esfregando as mãos e sorrindo para todos – se vocês quiserem chegar mais perto...

– Hei! – reclamei sentindo algo pesado na minha cabeça no momento em que eu estava andando para frente. Minha voz atrairá a atenção dos outros que me olharam com a cabeça baixa tendo algo em cima.

– Parece que ela não vai deixar você se aproximar dos Hipogrifos, Anthony – dissera Hermione com voz de riso. Tirei aquele peso de cima de minha cabeça olhando para Raijuu que estava em sua forma de gata preta e miara inocentemente para mim.

– Raijuu o que você está fazendo aqui? – perguntei arqueando uma sobrancelha a vendo lamber os lábios – Tenho pena de quem fora sua vitima.

– Black você não pode trazer seus bichinhos pra aula – dissera Hagrid com seriedade se aproximando.

– Trazer? Essa ciumenta? – perguntei incrédulo. Raijuu se transformará em uma macaquinha preta e subira no meu ombro.

– Hora um animal transmorfo. Belo animal, mas mantenha ela longe dos hipogrifos ou ela será comida – dissera Hagrid sorrindo para Raijju que parecera se ofender com a opinião de Hagrid saltando para o chão e correndo sobre as quatro patas muito rápido indo até um hipogrifo desavisado saltando sobre ele e arrancando uma de suas penas voltando deixando o bicho assustado olhando ao redor. Tanto Hagrid quanto os outros alunos olharam para Raijuu com a boca aberta – ou talvez não.

– Desculpe, professor. Pode continuar sua aula, por favor – disse um pouco envergonhado com meu bichinho cheio de personalidade a segurando em meus braços a fazendo assumir a forma de uma gata preta novamente tendo uma pena em sua boca.

– Certo. Agora, a primeira coisa que vocês precisam saber sobre os hipogrifos é que são orgulhosos – explicou Hagrid. – Se ofendem com facilidade, os hipogrifos. Nunca insultem um bicho desses, porque pode ser a última coisa que vão fazer na vida.

Malfoy, Crabbe e Goyle não estavam prestando atenção. Esses três devem ter chegado no terceiro ano sendo patrocinados pelos pais! Nunca vi garotos tão estúpidos. Uma hora iriam se dar mal por se comportarem daquele jeito em vez de prestarem atenção nas aulas.

– Certo. Quem quer ser o primeiro? – perguntara Hagrid parecendo anima.

– Eu vou – dissemos eu, Lilith e Harry ao mesmo tempo.

– Certo lembrem-se do que eu disse vou trazer três... – dizia Hagrid até Raijuu saltar dos meus braços engolindo a pena que tinha na boca mudando de forma. Raijuu se transformara em um lindo hipogrifo preto com olhos verdes como os meus e lindas asas pretas com penas pretas contornadas de branco – Nossa... isso... ham... acho que vou trazer mais dois então. Esperem aqui.

– Você não me disse que tinha um bicho como esse. Será que ela consegue assumir a forma de minhas quimeras também? – perguntara Lilith com os olhos brilhando olhando para Raijuu, mas nem fora o gosto dela que me chamara a atenção.

– Você disse quimeras? – perguntamos eu e Harry ao mesmo tempo um pouco chocados. A conversa só não se prolongara porque Hagrid voltara com dois Hipogrifos que se posicionaram ao lado de Raijuu a olhando com interesse, mas ela não dera bola para os dois (coitados).

– Aqui. Trouxe dois dos melhore. Bicuço e Penaco – dissera Hagrid apontando primeiro para o hipogrifo cinza depois pro marrom. Em seguida ele separara os três dando espaço entre eles – Certo... vamos ver como Harry se entende com o Bicuço e vocês dois com os outros dois.

Me posicionei de frente para Raijuu a alguns metros dele. Harry e Lilith fizeram o mesmo com os seus. Fizemos contato com os hipogrifos com os olhos.

— Calma, agora – disse Hagrid em voz baixa. – Vocês fizeram contato com os olhos, agora tentem não piscar... Os hipogrifos não confiam na pessoa que pisca demais...

Os três viraram suas cabeças em nossa direção fixando seus olhos cruéis em nós três, cada um olhando diretamente para um de nós.

– Isso mesmo... agora façam a reverencia – dissera Hagrid em voz baixa.

Fizemos o que fora mandado fazendo a reverencia nos curvando não tirando os olhos dos Hipogrifos.

O hipogrifo continuava a fixá-lo com altivez. Nem se mexeu. – Ah! – exclamou Hagrid, parecendo preocupado. Minha Raijuu e o de Lilith dobraram joelhos dianteiros e afundou o corpo em uma inconfundível reverência. O de Harry por outro lado parecia ainda avaliar o garoto.

— Certo... recue, agora, Harry, devagarinho...

Mas nesse instante, para enorme surpresa de Harry, o hipogrifo inesperadamente dobrou os escamosos joelhos dianteiros e afundou o corpo em uma inconfundível reverência.

— Muito bem, Harry! – aplaudiu Hagrid, extasiado. – Certo... agora vocês três podem tocá-los! Acariciem o bico deles!

Me aproximei de Raijuu sorrindo acariciando seu bico, mas ela colocara sua cabeça no meu ombro e passara a se esfregar em mim. Fiz carinho naquele bicho carente.

– Minha menina linda. Valeu por ter vindo hoje, mas não fique fazendo isso se não posso ficar com problemas – disse em voz baixa fazendo carinho nela.

Olhei para direita vendo que Harry e Lilith estavam fazendo carinho no bico de seus hipogrifos. Nem todo mundo tem uma animalzinho como o meu, paciência. Ouvi aplausos vindo do resto da turma.

– Certo vocês três. Acho que eles deixaram vocês montarem neles. Primeiro deixe-me ajudar... – dizia Hagrid, mas no momento em que ele falou que podíamos subir eu e Lilith subimos sem pensar duas vezes – o Harry. Deixe-me te ajudar Harry. Isso, suba ali, logo atrás da articulação das asas – mandou Hagrid. – E cuidado para não arrancar nenhuma pena, ele não vai gostar nem um pouco...

Esperamos Harry subir enquanto eu e Lilith fazíamos carinho no pescoço de nossas montarias.

– Podem ir, então! – bradou Hagrid, dando uma palmada nos quartos do hipogrifo de Harry o fazendo correr.

Dei dois toquinhos com o pé e Raijuu começar a correr sendo seguido por Lilith e seu Hipogrifo. Os três abriram suas asas e começaram a voar. Era diferente de voar na vassoura de Tonks com ela. Era mais difícil se segurar, balançava muito e demorara um pouquinho pra eu me acostumar as batidas das asas, mas não tanto. Os três hipogrifos voavam como se estivessem em formação por cima da orla da floresta indo em direção ao lago.

– UHUUUUUULLLLL – gritamos empolgados depois que os hipogrifos deram um rasante quase se chocando contra a agua do lago.

– Vamos voltar – dissera Harry com seu hipogrifo já dando a volta.

– Pode ir na frente. Já vamos – gritara Lilith rindo abrindo os braços.

– Hei toma cuidado. Eles tão fazendo uma curva... LILITH! – gritei ao ver que ela se desiquilibrara e cairá no lago- RAIJUU DA A VOLTA!!!

Raijuu obedecera dando a volta, mas não era tão veloz em fazer curvas com aquele corpo e suas curvas eram muito abertas. Raijuu passara a voar em círculos no local onde Lilith cairá a vendo boiando parecendo assustada com a queda. Peguei minha varinha e apontei para ela enquanto Raijuu voava fazendo grandes círculos ao seu redor. Me concentrei apontando minha varinha para ela “Mobilicorpus” disse a fazendo começar a flutuar para fora do lago. Quando ela já estava quase na minha altura fiz sinal para Raijuu voar na direção dela. Quando ela já estava quase se chocando contra Raijuu ele abaixara sua cabeça e... ela se chocara comigo e...

– Doeu... – dissemos juntos com ela senta de lado na minha frente envolvendo meu pescoço com seus braços.

Olhei para ela vendo que seu rosto estava perigosamente perto. Raijuu fizera uma curva voltando para o picadeiro. Ela pousara correndo atraindo a atenção dos outros alunos que se aproximaram parando a uma distancia segura. Estranhei não ver o professor. Desci primeiro e ergui os braços ajudando Lilith a descer a segurando pela cintura – fazendo alguns idiotas darem risinhos.

– O que aconteceu com vocês? – perguntara Calliz se aproximando cruzando os braços olhando de forma acusadora de um para o outro.

– Nada... só cai no lago e o, Tony me resgatara – dissera Lilith de forma inocente tentando tirar um pouco a agua de seu cabelo e roupas (sem muito sucesso).

– Onde está o professor? – perguntei olhando ao meu redor vendo que meus colegas pareceram ficar tensos.

– Foi levar o Malfoy pra enfermaria... – dissera Hermione relatando o ocorrido entre Draco e Bicuço.

– Ah esse meu primo! Mal conheço ele e já vejo que é problema. Lilith melhor você ir se secar e trocar de roupa antes que fique doente. Eu vou ver como o traste do meu primo está – disse irritado. Cheguei a seguinte conclusão ou meu pai e os parentes são encrenqueiros ou eu que sou anormal pra ter o sangue deles e não aprontar essas merdas.

– Certo... – dissera Lilith se abraçando parecendo estar começando a sentir frio.

– Eu vou com você Tony ver como seu primo está – disse Calliz.

– Raijuu – chamei fazendo ela correr em minha direção virando uma macaquinha e escalando meu corpo até virar uma ratinha preta e entrar no meu bolso.

Draco Malfoy devia ganhar o troféu de dramático e fingido do ano! Ele ficava reclamando de dor mesmo depois de ter sido tratado pela Madame Pomfrey. Pra piorar os alunos da Sonserina que estavam lá reclamaram por eu estar irritado com o Draco. Ele que faz merda e eu sou o errado em achar que ele tem culpa? Eu ainda tentei argumentar, mas a prima de Calliz a garota com bochecha de buldog chamada Daphne ralhara comigo. Pelo visto ela tem uma queda pelo meu primo, não sei de quem eu sinto mais pena. Por fim depois que Hagrid sairá Draco dera um sorriso e fizera uma piadinha cretina quando Madame Pomfrey não estava perto. Serio esse moleque tem problemas.

Resolvi deixar ele já que estava sendo bem acompanhado e ir ver como o cavernoso estava. Hagrid podia ser um pouco... excêntrico, mas pareci ser boa gente. Eu sai levando Calliz para ela não brigar com a prima irritante. Quando saímos do castelo sentimos um vento frio nos atingir mostrando que o dia estava quase chegando ao fim.

– Que frio – dissera Calliz se aproximando mais abraçando meu braço esquerdo enquanto descíamos em direção a cabana do Hagrid.

– Só vamos ver como ele está e já voltamos – disse colocando minha mão por cima das delas em uma tentativa fraca de aquece-las.

– Não estou com presa... não está ruim – dissera Calliz em voz baixa, mas eu ouvi o que me fizera dar um pequeno sorriso.

A cabana era bem simples e pequena pra um cara tão grande como ele. Mesmo assim nos aproximamos e batemos na porta. Hagrid abrira a porta parecendo um pouco surpreso em nos ver – dois Sonserinos.

– Ham... bom... viemos ver como você estava. E eu... queria pedir desculpas pelo meu primo – disse um pouco... muito envergonhado. Não estava acostumado a pedir desculpas por parentes que nem conhecia direito. Pela minha mãe é outra historia... coitados dos meus antigos professore...

– Eu... vou ficar bem. Não sei sobre o pobre Bicuço ele deve estar se sentindo magoado. Ele tem sentimentos frágeis coitado – sentimentos frágeis? Onde? – de qualquer forma obrigado por virem. Querem entrar um pouco?

– Claro – dissemos aceitando o convite. Como o esperado o lugar era pequeno pra um cara tão grande. Lembrava um pouco um chalé em que eu e minha mãe estivemos quando eu era pequeno. O chalé era bem simples pertencendo a um colega do local em que ela estagiava quando não estava estudando. Eu lembro vagamente por ter sido a muito tempo, mas parecia ser só um pouco melhor do que a cabana do Hagrid.

– Tenho uns biscoitos e chá se quiserem. Eu... eu vou continuar com a minha bebida se não se importam – dissera Hagrid nos oferecendo uns biscoitos enormes, mas recusei aceitando apenas o chá. Calliz tentara comer um dos biscoitos e quase perdera um dente. Fiz ela esconder a pedra... o biscoito quando Hagrid não estava olhando. Pelo cheiro de álcool que vinha dele eu acho que ele nem sabia direito com quem estava conversando na minha opinião.

Passamos a conversar sobre o ocorrido e Hagrid nos contara tudo do seu ponto de vista enquanto bebia. Me senti um pouco mal por ele. Ele só queria fazer uma aula divertida para os alunos. Depois de um tempo ouvimos alguém bater na porta.

– Pode entrar – dissera Hagrid sentado em seu lugar quando Hermione, Harry e o ferrugem entraram.

— Imagino que seja um recorde – disse com a voz pastosa, quando os reconheceu. – Calculo que nunca tiveram um professor que só durasse um dia.

— Você não foi despedido, Hagrid! – ofegou Hermione.

— Se dependesse do rato do meu primo seria. Malfoy idiota – disse tomando um pouco do chá que estava mais o menos, mas não falaria nada pra um cara desse tamanho.

— Pelo menos reconhece que seu primo é um idiota – dissera o ferrugem olhando pra mim.

– Como ele está? – perguntara Hermione olhando de mim pra Hagrid.

– Madame Pomfrey fez o melhor que pôde – disse Hagrid num tom inexpressivo –, mas ele diz que continua doendo muito... todo enfaixado... gemendo...

– Fingido inútil – resmungara Calliz.

– Idiota isso sim. Pra que fingir tanto se não tem nada a ganhar prejudicando o Hagrid – disse terminando o chá tentando não sentir o gosto.

– Então se tivesse algo a ganhar faria sentido? – perguntara o Ferrugem novamente tentando comprar briga comigo.

– Dependeria de vários fatores que o Hagrid não se enquadra. Por exemplo o Hagrid fizera algo para merecer esse tipo de coisa? O Draco poderia ganhar algo com isso caso o Hagrid merecesse passar por problemas? – disse dando de ombros.

– Se o Hagrid fosse um por exemplo... um politico corrupto com muito dinheiro desviado de cofres públicos ele iria merecer isso e mais – dizia Calliz e eu apenas assentia fazendo os três nos olharem impressionados – claro que com isso o Draco também sairia ganhando uma boa indenização e mais um bônus pra não deixar a noticia de que o bichinho de um politico atacara uma pessoa “inocente”.

– Mas como disse o Hagrid não se enquadra em nenhum desses fatores – disse colocando a caneca em cima da mesa. Calliz discretamente me passara a dela para eu terminar para ela o que me fizera dar um olhar de descrença. Já tinha sofrido pra terminar a minha agora teria que tomar a dela também?

– Vocês são... um pouco assustadores sabiam? Tem certeza que tem só treze? – perguntara o ferrugem nos olhando com uma cara estranha. Pavor, talvez?

– Se eu fosse um... politico? Bom se eu tivesse muitos contatos e dinheiro seria fácil de resolver... provavelmente, não entendo dessas coisas. – dizia Hagrid bebendo grandes goles – Os conselheiros da escola foram informados, é claro. Acham que comecei muito grande. Devia ter deixado os hipogrifos para mais tarde... que estudasse vermes ou outra coisa pequena... Só quis fazer uma primeira aula boa... Então a culpa é minha...

– Não é sua culpa. É do meu primo – disse com seriedade.

– Primo... quem é você mesmo? – perguntara Hagrid estreitando os olhos.

– Acho que você já bebeu o suficiente, Hagrid – falou Hermione com firmeza. E apanhou a caneca e saiu da cabana para esvaziá-la.

– Talvez ela tenha razão – disse Hagrid se levantando e seguiu Hermione até o lado de fora. Ouvi um barulho alto seguido de barulho de agua caindo.

– Que foi que ele fez? – perguntou Harry, nervoso, quando Hermione voltou trazendo a caneca vazia.

— Meteu a cabeça no barril de água – respondeu Hermione, guardando a caneca.

– Bem melhor... VOCÊ! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO PERTO DO HARRY!? – gritara Hagrid furioso olhando para mim fazendo Calliz se encolher ao meu lado abraçando meu braço.

– O que? Eu só estava... – comecei a dizer nervoso. Eu não queria comprar briga com um cara que eu não consigo socar a cara. Já viram como ele é alto? Eu poderia acertar as partes baixas, mas em uma briga de cavaleiros isso não se faz. Na verdade nunca se deve fazer isso é quase desumano.

– VOCÊ NÃO VAI FAZER MAL PARA ELE ENTENDEU!? FIQUE LONGE DELE, BLACK!!! – bradara Hagrid com a voz meio embolada por causa do álcool. Mesmo eu sabendo que deveria ser o álcool falando misturado com preocupação pelo Potter eu ainda fiquei irritado. Eu não tinha feito nada de errado pra continuar passando por isso!

– Quer saber já estamos de saída mesmo. Nem sei porque perdi meu tempo vindo aqui! – disse pegando Calliz pela mão e ficando de pé segurando minha varinha na outra – Vamos Calliz.

Sai da cabana puxando Calliz pela mão começando a subir em direção ao castelo vendo Lilith descendo correndo em nossa direção. Ela deve ter visto minha expressão porque nem falara nada de eu estar segurando a mão de Calliz ou eu estava com tanta raiva que não ouvi.

– O que aconteceu? – perguntara Lilith nos fazendo parar.

– Aquele carvernoso dos infernos nos expulsou da cabana dele – disse irritado parando soltando a mão de Calliz.

– Eu acho que ele te confundiu com o seu pai – dissera Calliz parecendo estar voltando a recuperar a cor em seu rosto.

– Eu já estou cansado de gente tratando a mim e minha mãe mal por algo que não fizemos. Eu devia voltar lá e abar com aquele... – dizia Até sentir Caliz pegando em minha mão esquerda e Lilith na direita.

– Fica calmo. Você não vai fazer nada. Tem que ficar calmo antes que alguém te veja – dissera Lilith com seriedade.

– Você não percebeu ainda o que acontece quando você fica desse jeito? – perguntara Calliz com seriedade – Olhe para suas mãos.

Olhei para minhas mãos vendo que elas estava pálidas, meio cinzentas. Lilith tirara um pequeno espelho de seu bolso e o abrira diante dos meus olhos que estavam completamente negros. Até mesmo a córnea de meus olhos estava negra como se meus olhos fossem fitos de alguma substancia preta assustadora. Respirei fundo tentando me acalmar. Eu lembrava de já ter ficado assim antes, mas na ocasião nem mesmo tinha me importado. Aos minha pele fora voltando a cor normal da mesma forma que meus olhos. Olhei um pouco inseguro pras duas temendo que elas pensassem que eu era um monstros, mas elas continuavam ali segurando minhas mãos.

– Melhor? – perguntara Calliz.

– Sim... desculpem... eu não... – dizia um pouco inseguro.

– Não precisa falar nada que não queira. Nós também temos nossos problemas – dissera Lilith.

– Bom... quem sabe outra hora – disse forçando um sorriso.

– Deixando isso de lado. O que vamos fazer em relação a tudo o que tem acontecido com você? – perguntara Calliz com uma expressão seria quase rancorosa.

– Verdade. Tudo tem um limite e esse povo já passara no primeiro dia – dissera Lilith com a mesma expressão de Calliz.

– Eu acho que vou me divertir um pouco dando o troco – disse dando um sorriso maldoso – vocês já ouviram falar da Sala precisa?

Notas finais
O que acharam? Tentei não me basear muito nas cenas originais na maior parte do capítulo. Gostei de criar cenas novas e usar as fichas da melhor forma possível. Sei que tem algumas participações que ainda estão pequenas, mas aos poucos irei resolver isso. Lancei algumas ideias para de romance, mas não é o meu foco por enquanto. Uma delas bem discreta e nem tinha haver com o Tony. Agora só pra lembrarem esse autor é movido a comentários, pessoas acompanhando, favoritando e recomendando.