Herdeiros do Fogo

5 Verdades sobre um passado.


Notas iniciais
Oia quem apareceu ♥ Demorei? Menos que antes. Será que tem alguém ai? Imagino que sim. Espero que sim. Desejo que sim. Sonho que sim. Sabe quem faz aniversário hoje? Sim, o Naruto o/ Uia, é dez do dez. Mas não sei quantos anos ele faz Haha. Bem, eu sei que eu faço dezessete. Minha prima faz sete. Minha outra prima faz quarenta em um. Minha vizinha faz trinta e dois. O carinha da minha igreja faz sessenta. Meu professor faz... Ah é, esse eu não sei. Só sei que são dois: Educação Física e História. É muita gente e um dia. Bem, querem me mandar comentários de presente? Eu aceito xD

Eu estava na casa dos Hyuugas. O Yondaime e sua esposa, suas duas filhas e eu, sem contar a família Uchiha, fomos convidados.

Me lembro de chegar, e junto com minhas duas amigas, quebrarmos certos paradigmas, sentando juntos. Satsuki não queria ficar ao lado do irmão — soube que tiveram uma pequena discussão antes de virem — e eu não queria ficar perto daquelas que se diziam minhas irmãs ou daqueles que fingem — ou não — serem meus pais.

Hinata só queria ficar perto da gente mesmo.

Só que isso gerou um problema: a histérica da minha "mãe" resolveu “chamar minha atenção carinhosamente” com gritos e algumas ofensas como “seu irresponsável” “mal-educado” — o que é irônico já que ela nunca se deu o trabalho de querer me educar — e outras coisas que eu já estava acostumado.

Como fechei os olhos, tentando a ignorar como sempre que podia, não percebi que Itachi havia ativado o Sharingan.

Nem que ele percebeu alguma coisa diferente — como uma mancha roxa cobrindo todo o pescoço e a cabeça de Kushina.

Nem que ele já imaginava que algo assim existia.

Eu só percebi que algo diferente estava acontecendo, quando nós quatro paramos em frente aquele Shinobi que mesmo morto, ou eu achava que estava morto, nos encarava sorrindo.

Aquele que até seu nome dava medo, e seu nome é...

— Uchiha Madara. — a voz de Itachi soou baixa, mas mesmo assim parecia um grito para os ouvintes.

— Parece que nossa diversão será adiada, não? — perguntou causando mais confusão entre os demais.

— Como e por que você está na minha frente? — Naruto questiona tentando controlar a raiva. Ele estava com um péssimo pressentimento.

— Eu sempre estive com você, Uzumaki. — respondeu descruzando os braços. — Mas antes de começar algumas explicações, devo parabenizar a você, jovem Uchiha. Fora você que percebeu que algo estava estranho com o casal, não? — se virou para Itachi.

— O Yondaime Sama sempre fora muito carinhoso com todos, principalmente com sua família. Então estava mais do que estranho seu comportamento para com o filho. Minha desconfiança se iniciou quando ele mandou uma Anbu para poder seguir Naruto. — o Uchiha revelou.

— Como assim? — o loiro mais novo se interessou.

— O Hokage, aquele que se propôs cuidar de todo uma vila, desprezou o seu próprio papel de pai mandando uma Anbu, alguém que está acostumada com missões de assassinatos para piores, para cuidar de seu filho, sendo ele uma criança? Ou é muito desinteresse, coisa que não combina com o perfil dele, ou algo muito errado estava acontecendo. Bem, apostei na dois e parece que ganhei. — terminou a explicação.

— De certo modo, faz sentido. — Madara pareceu pensativo. — De novo, parabéns. — seu sorriso era meio irônico. Ele não parecia muito impressionado, mas por algum motivo quis dizer aquilo.

— Como assim “estive sempre com você”? — Kushina repetia a pergunta, e mordeu o beiço. — O que você fez com a gente? — seu tom parecia querer controlar a raiva, mas falhou miseravelmente. Quase rangia os dentes com força o suficiente para quebrá-los.

— Un... Alguém parece irritada. — debochou. — Não tenho obrigação nenhuma de responder isto. — seu semblante pareceu sério.

Mas vai ter! Naruto pensou enquanto corria. Ele sabia que o que estava ali era sua mente, não o corpo. Era quase uma espécie de Genjutsu onde poderia se controlar muitas mentes. E como não havia corpo, não havia...

... Pesos. Sim, ele depois de muito tempo finalmente estava utilizando a verdadeira velocidade, e gostou do que sentiu. Um segundo depois de seu pensamento, já estava com a perna suspensa no ar em direção ao peito do Uchiha. Só não gostou muito de ter o ataque interceptado.

— Essa é sua verdadeira força? — questionou, mas não parecia ter sentimento nenhum. Nem deboche, nem curiosidade, nem nada.

Nada.

— Velocidade. — rebateu enquanto dava um cambalhota, colocando a perna antes suspensa, como apoio para a outra poder acertar a parte da cintura. Porém Madara desviou indo para trás.

— Está mais do que ótima, para uma criança. — afirmou enquanto teve que se afastar do soco de certa ruiva. — Melhor que a da sua mãe. — só não esperava que fosse um ataque combinado e que estaria na mira certíssima para o soco do loiro.

Mas não é melhor que a do pai. Todos pensaram quando viram o mais velho ser atirado alguns metros por causa da força utilizada pelo o Yondaime. Itachi iria aproveitar e poder tentar acertá-lo com um Jutsu Katon, mas Madara era rápido o suficiente para desviar.

— Vocês até que tem uma boa combinação. — elogiou e depois fez uma feição séria. — Mas ainda não é o suficiente. — alegou enquanto acionava o seu apelo grátis.

Susano’

— O. Que. É. Isso? — Naruto perguntou pausadamente, tentando imaginar como aquele “maldito Uchiha bastardo” estava conseguindo fazer aquilo sem o próprio corpo, só com a alma.

— Afastem-se! — gritou Itachi tirando o restante do entorpecido e ao mesmo tempo os alertou: “quem não sair da reta, morre.” Dito e feito, se eles não tivessem desviado da espada gigante que aquele Susano’ tinha, teria risco da mente sofrer danos mortais.

Droga, por que ele consegue utilizar o Sharingan e eu não?

Itachi se perguntava enquanto tentava analisar a situação. Embora fosse quase óbvio que Madara não estivesse no seu auge, não deixava nada mais fácil. Precisava de um plano, ou qualquer coisa, para tudo não piorar.

Minato pensava exatamente a mesma coisa, e por um segundo achou que fosse melhor dar espaço para Uchiha, afinal eles são parentes e o mais novo pode até pensar em um ponto fraco. Arriscava nisso.

Fez quatro selos.

— Fuuin. — esbravejou batendo a mão no chão, fazendo com que o lugar acabasse ganhando mais claridade por alguns segundos e depois aparecesse um círculo muito grande mesmo no chão, envolvendo a todos.

Minato...

Pensou sua esposa ao perceber que Jutsu ele havia utilizado. Era um de seus mais fortes, nunca utilizado em uma batalha em si. Fora criado desde o ataque da Kyuubi, para contê-la com mais facilidade. Só que agora, o “Bijuu” seria aquele monstro gigante criado pelo Mangekyou.

— Eu tenho que ajudar também. — sussurrou enquanto respirava fundo. Dobrou os seus joelhos no chão e algumas correntes saíram de suas costas. Só que elas entraram no “chão”.

Então a Uzumaki fechou os olhos. E aquilo aconteceu.

Muitas, muitas, muitas, muitas, mais muitas correntes saíram dali. Envolveram praticamente toda a “armadura azul” do Uchiha que como fora muito rápido, e ele estava curioso, deixou ser acertado.

Ela me prendeu... Mas bem, o que pretendem fazer para me atingir?

Não teve que esperar muito já que o marido dela começou seu movimento. Primeiro se tele transportou para perto do Susano’ acertando um Rasengan de tamanho considerável.

Ele consegue sem marcação?

O Uchiha se perguntou, sabendo que só não foi para trás com força, pois ainda tinham muitas correntes o prendendo. Não se preocupou muito, já que não era trabalho nenhum restaurar o Susano’. E o loiro sabia disso.

O que diabos ele está planejando?

Se indagou, e confesso que ele ficaria muito frustrado se soubesse que o Yondaime só estava querendo ganhar tempo, e/ou tentando achar um ponto fraco na defesa. Mas o ponto fraco está além do alcance do Hokage.

Mas enfim, se era para ganhar tempo, ele precisava ser bom, pois o debate entre probabilidades entre os mais novos não ajudavam muita coisa.

— Chega. — Naruto ordenou, mesmo que não tivesse muita “moral” com Itachi. — Vamos ao mais simples, depois ir evoluindo. Genjutsu: qual é sua melhor definição?

O Uchiha suspirou, mas viu algum sentido naquilo, então não protestou.

— Técnicas de Genjutsu manipulam o fluxo do chakra no cérebro da vítima, consequentemente causando uma perturbação nos sentidos. Criam ilusões e dependendo do quão profundo for, pode manipular o tempo e espaço, sendo deferente, mais rápido ou mais divagar, que o do nosso mundo. — resumiu.

— Manipulam o espaço e tempo... E se manipulasse também quem está dentro? Como paralisar alguém? — os dois perceberam que estavam chegando a algum lugar.

— Isso é ridiculamente fácil, principalmente para nós Uchihas. — admitiu.

— Então para manipular o que uma pessoa é ou não capaz de fazer, além de movimentos não deve ter muitas dificuldades. — o loiro analisou. — Existe algum modo de “travar” esse controle?

— Sim, reativando o Chakra de modo que fuja da manipulação de fluxo. Só que quanto melhor o usuário, mais difícil de isto acontecer.

— Assim que se cancela um Genjutsu, já li algo antes sobre isso. Podemos tentar tirar o controle dele sobre as restrições, não necessariamente sobre nossa mente. Assim continuamos aqui e podemos lutar para valer. — argumentou.

— Ou o suficiente para conseguirmos nossas respostas. — complementou e observaram a luta que se sucedida.

Minato estava criando um Rasengan gigante que envolvia toda a base do Susano’, quase como um furação. Mas os dois não viam o corpo.

— Ele está se tele transportando vezes o suficiente para manter um Rasengan tão grande assim? — Naruto se perguntou. — Tsk. Não é atoa que se tornou Hokage tão jovem. — mordeu os lábios.

Ainda falta muito para superá-lo.

— Esse tele transporte… Como isso foi possível? — o Uchiha se mostrou curioso.

— Veja isto no chão, Itachi. — Naruto apontou. — Para que você acha que ele fez isto?

— Marca de tele transporte... — sussurrou.

— Exatamente. — sorriu meio feliz. Seria entediante se ele já tivesse alcançado seu pai.

Depois fecharam os olhos, mesmo que o Jutsu não tivesse terminado. Eles tinham que se concentrar bastante. Depois cada um imaginou o próprio corpo e seu fluxo. Depois se concentraram tentando entender como estavam sendo manipulados — e claramente Itachi teve mais facilidade. Depois Romperam com o que broqueava as habilidades deles, e um pouco da mente.

Eles estavam semi-libertos do Genjutsu.

— Tive uma ideia. — o loiro sorriu maldosamente e do nada apareceu uma grande raposa passando a pata gigantesca por cima do Susano’ que parecia ter se recuperado.

Kyuubi? Todos se perguntaram, mas Madara percebeu.

Havia oito caldas.

Ele percebeu. Pensou o Uchiha olhando aquela criança com um sorriso maroto.

Xingou mentalmente por ter ignorado, mesmo que de propósito o pequeno Uzumaki. Acabou subestimando o raciocínio dele, por mais que não esperasse que ele fosse perceber.

Não tão rápido.

— Itachi, imagine qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo que posse deter o Madara. Rápido. — aconselhou em meio ao grito.

A falsa Bijuu desapareceu e do nada um fogão apareceu, e por incrível que pareça Madara acabou ficando dentro da parte do forno e foi ligado. O Uzumaki não sabia se achava incrível o fato de não ter escutado nada de Madara, que estava literalmente em uma fornalha, ou...

... O fato de que todas as coisas que Itachi poderia imaginar, ele imaginou aquilo.

— Eu prefiro não comentar. — suspirou e viu os mais velhos se aproximarem.

— Que diabos? — Kushina o perguntou, e o Jinchuriki estranhou. Ela olhava em seus olhos sem nenhuma restrição. Como se fosse normal. Como deveria ser.

— Er... Er... — acabou desconcertado. Na verdade, ele sabia como explicar o porquê de um fogão gigante ter aparecido do nada, mas não sabia dizer o porquê de sua ‘mãe’ ter olhado para ele.

Vida pregando suas peças...

Só que do nada, eles escutaram uma risada. O fogão tinha sumido, o Susano’ também. Na verdade, todos os ferimentos que deveriam existir no Uchiha, também ‘sumiram’. Toda parte de roupa que deveria ter rasgado, queimado ou qualquer outra coisa, também ‘sumiu’.

Tudo nele e ele estavam intactos.

— Vocês descobriram... — falou enquanto parava de rir. — Acho que o único pecado, foi me ‘revelar’ que descobriram... — sua voz voltou a seriedade, e ironicamente Naruto e Itachi sentiram dor de cabeça.

Tinha tudo voltado a estaca zero.

Estavam completamente manipulados, e toda a região ‘mental’ deles.

Logo arvores começaram a brotar e prender os quatro oponentes do Uchiha, que como estavam muito surpresos, acabaram sem muitas chances de se defender ou desviar.

Você só pode estar de sacanagem. Este foi o pensamente do pequeno Uzumaki ao ver a ironia de vê-lo utilizando um poder do maior rival dele. Senju Hashirama. Shodaime Hokage.

A árvore começou a apertar cada vez mais, e foi impossível para todos ali, até para a durona da Kushina, segurar os gemidos de dor. Estes pareciam divertir o Uchiha.

— Depois daquele Show de comédia... Vocês estão assim. Rendidos. — suspirou. — Só que infelizmente vocês ganharam o direito de receberem suas respostas. Agradeçam ao Naruto. Mesmo sendo o menor daqui, fora o único que eu achei digno. Foi o único que descobriu como este lugar, ou melhor, este Genjutsu funciona.

— Não tenho problemas com isso. Mesmo se ele tivesse me superado agora, a única coisa que eu sentiria é o mesmo que agora: orgulho. — o Yondaime disse, deixando a mente de seu filho ainda mais confusa.

— Hunf. Ele não consegue acreditar em suas palavras, mas logo eu explicarei o porquê. — se afastou de seu Jutsu, podendo assim olhar para cada indivíduo preso. — Depois que tiverem a maioria das suas dúvidas extinguidas, não retornaremos a nos ver. Então estarei ansioso de quando poderei ver você nas linhas de frente, Uzumaki...

O local começou a mudar, como se estivesse se transformando em fumaça e dando lugar a outra realidade. Outro local.

—... Espero que me divirta bastante. — sumiu enquanto eles prestavam mais atenção nas cenas que se sucediam.

— Minato Sensei, acame-se. Desesperado assim, nem parece o grande Yondaime Sama. — Kakashi afirmou com sua voz carregada de tédio, como quase sempre.

Seu Sensei parecia que iria pirar no parto, e olha que a mulher era a Kushina.

— Exatamente, então acalme-se! — Biwako, esposa do Sandaime e parteira. — Como pretende controlar um Bijuu se não consegue controlar a si mesmo, homem?!

Dito e feito, mesmo ainda tremendo um pouco vendo o sofrimento da esposa, ele voltou a se concentrar no selo da Kyuubi que se agitava querendo escapar daquele selo que a tanto irritava.

— Maldito Yondaime... — sibilava.

— Você! Fica quieta ai! — ordenava. — Meu Kami, isso não acaba. — desabafou.

— O que você queria? Teve logo trigêmeos! — a mulher reclamou e Shikaku riu. Não era tão amigo do Yondaime assim, mas não era um desconhecido.

Então, o que ele fazia ali, em um momento tão importante como o parto dos filhos?

Ordens do Clã. Eles pensavam que poderiam ser atacados a qualquer momento e que o melhor estrategista da vila deveria estar lá para proteger de qualquer ameaça. Junto com o Jounnin mais jovem e promissor.

Hatake Kakashi.

— Yare, yare. — bocejou. Na verdade, ele estava apavorado, e o melhor jeito de não demonstrar, era se mostrar entediado. Que pena que ele não sabia que para as pessoas que o conhecem de verdade, era um ótimo jeito de mostrar o que estava sentindo de verdade. — De três, dois já nasceram. Aguente firme, Sensei.

Shikaku riu enquanto olhava para o lado. Para a tristeza do Yondaime, foram trago três berços, e dois já estavam ocupados. E estes berços ‘seguravam’ seus filhos, mas ele não, pois ele só poderia segurar depois de Kushina.

Ordens da Senhora Biwako.

Naruto... Hikari... Agora quem vem é a Mito... O Hatake pensava com um suspiro. Ele nem entendia do que tinha tanto medo, mas ele tinha muito medo daquilo tudo. E ele queria mais era que a mais nova nascesse para ele poder voltar o mais rápido possível para casa.

E então o terceiro choro da noite foi escutado. Todos os adultos presentes sorriram, mesmo que o choro tenha acordado os outros dois, causando uma sinfonia — ou barulheira — um pouco irritante para os ouvidos.

— Então... Meus filhos nasceram... — Kushina sussurrava fraca.

— Eu sou pai... — Minato chorava de felicidade e os seus dois companheiros de batalha riam por dentro. As vezes ele parecia tão bobo, que parecia ser outro homem quando estava lutando.

Mas então, Biwako e sua assistente tomaram uma péssima decisão, ou a mais sábia. Depende do ponto de vista. Entregaram as mais novas para Minato poder levar a casa, aonde algumas empregadas estavam preparadas para receber as crianças.

Mito fora a primeira. Hikari, a segunda.

Mas quando ele fora pegar Naruto da mão de Biwako, o caos aconteceu.

— Minato! — a Uzumaki gritou. Seu instinto materno quase a tirou de onde estava deitada, mas sua exaustão a impediu.

— Solte a Jinchuriki agora, Yondaime. Ou seu primogênito morrerá antes mesmo de descobrir que nasceu... — uma voz um tanto desconhecida fez a espinha de todos sentirem uma corrente elétrica. Era uma acusação séria.

Mas ninguém duvidava da palavra do ser mascarado.

Ele tinha acabado de matar Biwako e sua ‘assistente’.

— Minato Sensei. — Kakashi sussurrou. Neste momento sua mão estava coçando para subir a bandana, mas sua prudência achou melhor esperar mais um pouco.

— Afaste-se. — a voz ordenou novamente, colocando uma Kunai perigosamente perto do pescoço do recém nascido.

— Tsk. — Shikaku tentou paralisá-lo com sua técnica, mas o intruso não se demonstrou fácil alvo. Pulou da parede de onde estava apoiado pelo Chakra e jogou o bebê para cima. Quando pousou no chão entendeu que Minato havia percebido as Tarjas Explosivas.

E também que ele tinha ido imediatamente salvar o filho. Quando percebeu que não escutou a explosão, ele saia que os dois haviam saído.

E isso era tudo que queria.

Só que passou tempo demais olhando para cima, quando percebeu, já estava no Jutsu do Nara.

Merda. Se xingou mentalmente. Olhou para o lado e percebeu que o Hatake estava aproximando perigosamente com o Raikiri. Aquele maldito Jutsu chamado Raikiri.

Ah não. Ele poderia cair em muitas armadilhas, admitia. No fundo estava tremendamente nervoso.

Mas. Naquele. Jutsu. JAMAIS!

Utilizou a sua habilidade de se manter intangível e simplesmente saiu de perto do Raikiri, como se não houvesse nenhuma paralisia do Clã Nara, deixando os dois Jounnins de boca aberta.

— Como...? — o Nara teve que desviar das correntes que o iria prendê-lo, mas percebeu que era só uma distração.

O mascarado acabou mudando a sua rota no último segundo, acertando Kakashi no meio da barriga com um senhor chute que o fez voar até bater na parede com força o suficiente para quebrá-la.

Depois com uma velocidade maior do que o que estava de pé — afinal aquele Clã não era muito conhecido por combate corpo-a-corpo — levou Kushina em seu Jutsu de Espaço Tempo.

— Kakashi? — olhou para o companheiro. Eles haviam falhado, e não precisavam de ninguém para cobrar isso. A própria consciência era o suficiente.

— Vamos. — a primeira batalha havia tido o seu final.

Mas estava muito longe da ‘guerra’ acabar.

Enquanto isso com Minato, que entregava seu filho a empregada, teve uma surpresa.

— Kohaku Sama? — mesmo sabendo que se tratava do ancião mais ‘experiente’ do Clã, não teve como segurar a pergunta.

— Me dê o Naruto. — pediu/ordenou.

— Como? — sentia que estava perdendo tempo, mas o seu primogênito não iria ser entregue assim.

— O que aconteceu hoje, estava na profecia. — revelou para uma maior surpresa dos presentes. — Algo irá acontecer hoje, e na profecia, a chave para tudo era essa criança.

— Você sonhou com isso, Kohaku Sama? — engoliu a seco.

— Por que você acha que fizemos tanta questão que houvessem os melhores Jounnins neste parto? — retrucou.

Sem escolha o Yondaime colocou cuidadosamente seu menino nos braços do Uzumaki.

— Confie nele, Minato Kun. — sorriu. — Ele vai ser maior do que podemos imaginar.

— Eu sei, afinal sou o pai dele. — retribuiu o sorriso e se foi.

Kushina o estava esperando.

E por pouco não chegou atrasado demais.

Dois segundos depois de ter se ‘despedido’ do ancião ele já estava em cima de uma árvore suspirando para se acalmar. Sua esposa em seu colo quase fora morta pela Kyuubi.

A Kyuubi estava fora do Selo.

Kushina estava exausta.

O caos literalmente queria dominar sua mente.

— Minato... — murmurou fraca. — Vá para a vila, rápido.

A voz doce o trouxe calma. Era sempre assim.

Olhou sua amada que surpreendentemente estava tendo que fazer muito esforço para um gesto simples, como tocar com a própria mão no rosto do marido.

— Esse mascarado... Está indo para Konoha... — seus olhos se viraram para onde o citado estava há poucos segundos. Podia se ver ódio nas pupilas azuis. E poucos segundos depois não se podia ver mais. Eles já tinham ido.

— Minato Sama! — quando chegou no quarto onde suas duas mais novas repousavam teve a surpresa de ver dois Shinobis ajoelhados. Shikaku e Kakashi. — Nos perdoe.

Ele entendeu que estavam se referindo ao ‘sequestro’ de Kushina, no qual não foram capazes de impedir.

— Não adianta murmurar por falhas. — se virou para seus subordinados. — Mas ainda temos algo a fazer! — os dois se levantaram confiantes. — Depois dessa batalha eu penso no que farão para se redimirem, se quiserem.

— Hai, Yondaime Sama! — depois da continência, prepararam-se para sair, mas a voz da Uzumaki interrompeu.

— Minato... Cadê... O Naruto? — se levantou meio deitada, meio sentada na cama enquanto brincava com os cabelos róseos de Mito.

— Ele ainda tem algo a fazer. — tentou encerrar o assunto, mas nunca que isso iria acontecer. Estavam falando de Uzumaki Kushina afinal.

— Como assim?

— Foi previsto a batalha de hoje, e pelo que entendi o Naruto é chave para algo. — suspirou. Ele entendia mais ou menos qual era o plano do mais velho, e tudo dentro de si gritava para rebater. Mas ele não podia discutir, não podia.

E ela também não. Mas ela não está nem ai.

— Ele não vai se tornar um Jinchuriki! — gritou acordando as filhas. As empregadas apareceram e tiraram as crianças do quarto. O clima estava extremamente tenso.

— Não temos certeza se é realmente isso que eles querem. — desviou do assunto, mais ou menos. Era meio óbvio aquela linha de pensamento.

— E você não pode me provar que não é isso! — sentou ereta encarando os olhos do marido. Ou tentando. Ele não conseguia fazer isso.

— Não temos tempo para perguntar sobre isso. — se virou. Só que ela se levantou e puxou a mão dele.

— Eu vou junto! Não vou deixar aquilo acontecer! — continuou gritando.

— Kushina! Você acha que eu quero isso? Você acha que eu não me preocupo com o Naruto? Meu primogênito? — respirava forte, encarando olho a olho. — Mas... Mas... Você sabe como são as coisas em relação a profecias. Principalmente no seu clã. No nosso Clã. — seu tom fora abaixando. — Você sabe que é melhor quando as coisas realmente acontecem, e eu não quero atrapalhar...

— Minato...

— Eu não quero atrapalhar, e quando o Naruto descobrir o seu destino, eu quero estar lá para apoiar qualquer que for a decisão dele.

— Minato...

— Eu sou o pai dele, eu confio nele.

O silêncio reinou por alguns instantes até ela suspirar.

— Eu também confiarei, mas não vai ser a única coisa que vou fazer. — segurou a mão de Minato. — Vamos.

Não. Dessa vez ele não ia perguntar se ela tinha certeza, ou qualquer coisa do tipo, já que ela passou pelo parto e pela retirada do Bijuu. Não. Ele só apertou a mão dela mais forte e depois de ter duas mãos tocando o seu ombro, foi levando a todos.

Ele também confiava em sua esposa. E muito.

Se teletransportaram mas demoraram um tempo para conseguir chegar ao Mascarado.

— Achei que fossem cuidar da Kyuubi... — provocou. Na verdade estava muito surpreso por Minato não ter ido cuidar daquilo sozinho.

— Confiamos na Vila, ela não será capaz de fazer muita coisa. — Kushina sorri, ainda um pouco apoiada no marido.

— Uh... Kyuubi é um ser que só o seu balançar de caudas podem danificar e redefinir montanhas. — continuou.

— Pode até ser, mas como você tinha dito, os Uzumakis são impressionantes, não? — se pôs em posição de batalha, encerando o assunto.

Impressionantemente, Shikaku foi o primeiro a atacar. Ele não tem o costume de iniciativa, mas dessa vez ele queria muito pegar ‘aquele maldito’. As sombras se partiam e avançavam como lâminas, e se encostasse, ele estaria novamente preso.

Mas o Mascarado só estava se dando o trabalho de desviar, pois estava prestando atenção nos movimentos do Namikaze, esperando quase ansiosamente o que ele iria fazer.

O que o ‘sempre atrasado’ iria fazer...

Este primeiro tacou uma Kunai com o Selo, também bem atento aos movimentos de seu oponente que quando estava perto de ser atingido, ficou novamente intangível, fazendo com que o objeto e a própria sombra do Nara passasse direto.

Depois Kakashi avançou, mas era mais para ganhar tempo. Ele tinha certeza que aquilo tinha dado mais uma informação ao Nara, e essa precisa ser passada ao casal. A todo custo.

— Ele considera você, ou melhor, vocês, a maior ameaça. E pelo fato de não ficar intangível no meu ataque, acho que é porque tem um limite de tempo, que não me arrisco a dizer que não é superior a cinco minutos. — suspirou. Tudo ficara tão problemático e tão pouco tempo.

E do nada a mão dele apareceu ali, segurando o braço do ‘informante’ assustando a todos. Mas nunca subestime os reflexos de um Uzumaki. Eles possivelmente serão mais ‘ataque’, do que ‘recue’.

Enquanto Shikaku e seu marido deram um pulo para trás, pensando na ‘teoria’ daquele movimento — Jutsu Espaço Tempo — e se perguntando como era possível, a mais ‘leiga’ ali só queria saber de acertar aquele ‘desgraçado’.

— Maldito’ tebanne! — gritou socando o que quer que tenha aparecido em sua frente, acertando o invasor pego de surpresa e revelando uma, ou melhor, duas coisas sobre si.

Ele pode usar Jutsus Tempo-Espaço, mas quando o faz... Shikaku pensou.

... Fica vulnerável. E Minato completou. Eles não precisavam falar, os dois confiavam que o outro já havia reparado. Não foram considerados os gênios daquela geração atoa.

— Quem esse desgraçado pensa que é’ tebba? — murmurava frustrada, mas parcialmente feliz ao ver o quanto tinha afastado com a violência do golpe.

— Essa deve ter doido. — Kakashi comentou com um tom quase divertido. Estava meio chateado por seu oponente ter escapado de si tão fácil e ter ido atacar os outros, mas não podia deixar isso desconcentrá-lo.

Ainda estavam em batalha.

Isso está ficando chato... Eu já devia ter conseguido sair daqui, mas preciso que a Kyuubi fique mais um pouco... Pensava frustrado. Seu, ou melhor, o plano que ele precisava cumprir necessitava de mais tempo, porém seus oponentes estavam na vantagem numérica, e não deveriam ser subestimados.

Ele sabia bem disso.

Ele os conhecia bem.

— A Kyuubi já fora selada... — uma voz ressoou no local. Ninguém parecia reconhecê-la. Pelo menos ninguém da Vila, já que o mascarado não conseguiu conter a face de surpresa.

— Você... — sussurrou. Aquilo era impossível.

— Sim, sou eu, Obito. — Madara apareceu no campo de batalha, andando a passos lentos sem se importar com o que acontecia ao redor. — Mas vou repetir o principal: a Kyuubi já fora selada.

— Em quem?! Não deveria ser tão fácil assim! — revoltou-se.

— O seu antigo Sensei pode te responder isto. — o escárnio escorria em suas palavras.

Na verdade, não. Nem ele e nem Kakashi podiam se mexer mais. Sendo mais verdadeira ainda, o segundo citado estava com o coração batendo com dificuldades e controlando a inexplicável vontade de chorar.

— Que porra está acontecendo aqui? — um demônio apareceu. Um demônio indomável carregado de intenção assassina, conhecido quase mundialmente como ‘Habanero Escarlate’.

Os cabelos voavam inexplicavelmente divididos em nove partes. Uma vez Jinchuriki, sempre Jinchuriki. Ou não. O que realmente importa é que ela andou em passos lentos e firmes em direção ao recém descoberto como ex-companheiro, e a cada novo paço, o chão ganhava uma nova pequena cratera.

E ele?

Bem, ele se borrava de medo. Trauma de infância.

Um respeito adquirido na época que ainda não se fora perdido.

— Kushina Sama... — gaguejou. Ele literalmente, mesmo que por pouco tempo, havia voltado a ser aquela criança problemática, que sempre dava trabalho.

— Sua promessa... Você realmente se esqueceu dela, né...? — sua voz estava fria, enquanto ela o segurava pela roupa, bem perto do pescoço, quase o enforcando.

— E. eu... — o que o interrompeu, não foi a falta de palavras. Ele sinceramente, não saberia o que dizer. Desculpas? Seria palavra ao vento. Só que ele ficou sem palavras, e sem reação, já que ela o abraçou chorando.

— Sentimos sua falta, idiota... — chorou de leve, sem barulho de fungadas, sem exagero. Só simples lágrimas descendo lentamente pelo rosto da Uzumaki.

— Ele estava agora pouco quase matando o seu filho, se lembra? — Madara perguntou. Como ela havia conseguido chorar por um cara assim?

— Eu tenho certeza que você o manipulou. — se levantou, posicionando-se em frente dele, que neste momento olhava surpreso. Quando ela fazia aquilo, era porque ela estava disposta a proteger alguém.

E esse alguém era ele.

Por que ela protegeria alguém que ameaçou matar seu filho?

Do que ela queria protegê-lo?

E do que diabos Madara estava rindo?!

— Impressionante. Isso é que chamam de instinto materno? Isso se refere aqueles que não são seus filhos, mas considera com um? — parecia divertir-se. Parecia divertir-se como se alguém tinha contado uma ótima piada.

— Do que você está falando? — perguntou se levantando, mas sem ousar sair de trás da Uzumaki. Ele sabia que se ferraria muito se movesse qualquer centímetro dali.

— De como em alguns minutos ela descobriu algo que você não conseguiu fazer em anos... — sorria maldoso.

— Como...? — sua voz novamente falhou. Será que era seu destino ser traído por todos? Inclusive por aquele que considerava ser seu ‘salvador’?

— Fora eu quem planejou a emboscada da névoa. — admitiu, e sorriu mais ainda ao perceber que os dois — que estavam impressionantemente calados — entenderam de primeira que emboscada ele referia.

— A Rin não tinha nada a ver com isso! — o Hatake gritou em fúria, atacando o Uchiha que não teve nenhuma dificuldade em segurar o braço de seu agressor. Mesmo que ele estivesse usando o Raikiri.

— Tinha sim. — seu tom diminuiu, ficando automaticamente mais sério. — Ele verdadeiramente a amava, e isso era o suficiente.

— Você a matou... Por causa do meu amor por ela...? — sussurrou incrédulo.

— Você sabe melhor que ninguém que o melhor jeito de se manipular uma pessoa, é criando trevas em seu coração. — disse e logo depois jogou o corpo de Kakashi, já que ainda estava segurando o braço dele há alguns segundos atrás, longe e caminhou para perto do Obito. — Não acha muito presunçoso da sua parte não pensar em nenhum momento que eu fizera isso com você?

Seu sorriso poderia ser descrito de várias formas: escárnio, deboche, maldoso, perverso, irônico, sarcástico... Impressionantemente, ou não, nenhum desses adjetivos tem uma conotação ‘boa’.

— Rin... — murmurou, claramente se arrependendo de tudo que fez até o momento. Será que não conseguiria nada? Nada de útil?

... Nada?!

Bem, do jeito que as coisas se sucederam, não iria mesmo.

Um segundo atrás, Madara estava encarando a Uzumaki, sem medo do seu olhar mortal. No outro ele já estava em frente aos dois, e mesmo a frente dela, conseguiu puxar o Uchiha pela roupa.

— O que?! — perguntou surpresa por vê-lo ali tão perto de si. O que fora um problema, pois com a outra mão ele pressionou um nervo que fica localizado no músculo trapézio, do lado esquerdo do pescoço.

O desmaio fora imediato.

— Kushina!

— Obito!

Minato e seu discípulo gritaram, mas o loiro conseguiu alcançar a esposa a tempo e impedir que ela batesse de cabeça no chão — o Hiraishin é mesmo útil -, porém o Hatake não teve muito sucesso.

Viu o pescoço do seu amigo, que nem sabia que estava vivo e tinha muitas perguntas, ser quebrado sem a menor cerimônia, e não pôde fazer nada. Novamente.

E então, enquanto todos ainda estavam no calor da batalha, ele se relembrou da missão na ponte, a missão contra a névoa... O dia que encontrou seu pai morto, por suicídio, na sala da sua própria casa.

Ele tinha que voltar, tinha que voltar a realidade, mas isso, por enquanto, ainda não era possível.

E mais alguns segundos de diferença, foi decidido. Ele não poderia voltar mais àquela batalha. Pelo menos, por agora. Mesmo que Shikaku — ciente que aquilo tudo estava sendo coisas demais para qualquer um — tentasse parar o Uchiha invasor com seu Kage Mane no Jutsu, este não poderia parar um Genjutsu do Sharingan, já que não precisava de um movimento do corpo.

Mais um estava desmaiado.

— Droga! — o Nara reclamou enquanto faziam com que as sombras saíssem do inimigo e amparassem a queda do seu companheiro. Erro ou não, ele tinha consciência das possíveis consequencia.

Como a que, de fato, aconteceu.

Aquele Uchiha já havia vivido várias batalhas. Sua vida fora resumida em guerras. Ele sabia cada instinto que poderia existir enquanto estava em um conflito. Mas os mais comuns, com aqueles que tinham o que se considerava como amigos, era o de protegê-los.

Fazer o possível e o impossível para protegê-los.

Se não se enganava, essa era a filosofia do Shodaime, seu eterno rival, e consequentemente, de sua vila. Mais consequentemente, daquele Shinobi de Konoha, do clã Nara.

Sendo assim, mais consequentemente assim, iria se criar uma abertura, extremamente perfeita para ele atacar. Sua velocidade, não exatamente perfeita como a mo seu auge, era o suficiente para atacá-lo, mesmo que não fosse com Taijutsu. Ele novamente utilizou um Genjutsu do Sharingan.

O mesmo que usara em Kakashi. E precisamente como Kakashi, Shikaku desmaiara.

Mesmo que o objetivo final não seja somente desmaiar, como fizera com Kushina.

Só que ter se concentrado em Shikaku, rendera uma abertura ao Yondaime. E depois de ter visto tanta gente que ele considera preciosa, cair uma por uma a sua frente, ele não iria desperdiçar.

Rasengan. Pensou enquanto usava o Hiraishin que marcara no Nara e acertava Madara com fúria. Este apenas voou, com uma raiva incontrolável. Alguém o tinha acertado, e ele não tinha mais muito tempo.

Os clãs estavam vindo, e ele com o corpo adaptado do Zetsu não iria tão longe. Ele precisava sair. Mas precisava de algo antes, já que sua importante ‘ferramenta’ se mostrou inútil.

Mas no fundo, ele até esperava isso.

Fora por isso que planejara um plano B. Parte dele fora completa.

— Omedetou, Yondaime. Conseguiu me ferir. — elogiou com uma ponta de sarcasmo, enquanto segurava o seu braço que queria “escorrer” e cair, realizava seu desejo para a maior estranheza do oponente.

— O que você quer com meu filho? — sussurrou no que as pessoas poderiam dizer tom “assustador”, “sério”, “em fúria”. O que era extremamente raro, para alguém tão calmo como Minato.

— Un... Algo como ‘Instinto Paterno’ existe? — sorriu divertido. — Bem, não sei se eu deveria responder. Mas como vocês só vão se lembrar disso daqui há uns bons anos, explicarei calmamente.

Começou a andar lentamente, estando bem ciente dos olhares atentos do loiro. E bem ciente que ele, de todos os oponentes, é o que tinha mais chance de oferecer uma batalha divertida.

— O que eu queria fazer com ele eu já fiz. Mas começamos pelo começo. — disse encostando-se a uma árvore totalmente despreocupado. Como imaginou, o Hokage esperaria até o fim da explicação. — Conhece um selo chamado ‘Mondai’, Yondaime?

— “Problema”...? — sussurrou. Não, não fazia ideia de que Fuuin se referia.

— Sim. O nome é bem simples, contando que a única coisa que este Fuuinjutsu cria é... problemas. — sorriu. — Como quase todos os outros, este fora inventado pelos Uzumakis, no tempo da Guerra.

Minato sabia bem como os Uzumakis são habilidosos com Fuuins.

— Este Fuuin, geralmente colocado em uma pessoa ‘política’ ou ‘de influência’ força a pessoa tomar decisões erradas. Força-a a fazer algo que normalmente não faria, e a induz a comprometer seu ‘raciocínio’ de que é ‘certo’ ou ‘errado’. — continuou a explicação.

Mas Minato já estava começando a entender o fim daquele monólogo.

— Só que eu consegui uma variação, onde a pessoa continua normal para todas as outras coisas, e ela só se ‘atrapalha’ em um único assunto. Ou... Em uma única pessoa. — desviou rapidamente do Rasengan.

Se tinha uma coisa que podia definir o Hokage naquele segundo, seria “fúria”.

— Você acha mesmo... Que vou deixar algo assim acontecer?! — mesmo naquele momento, não gritara. Isso definitivamente não combinava com ele.

— Eu nunca pedi sua permissão. — falou tranquilamente. Mas logo percebeu que estava em problemas. Acabou sendo pego de surpresa por correntes de Chakra.

Kushina já havia acordado?

Sim. E tinha escutado tudo. E estava tão furiosa quanto o marido.

— Mas somos os pais dele, seu maldito! Não iremos deixar que faça algo assim! — sentenciou enquanto conseguia envolvê-lo com seu “Jutsu” bem aliviada por conseguir.

Mas ainda estava fraca, então podia se levantar do chão.

Ajudava como podia.

— Eu vou repetir. — suspirou. — Eu não pedi a permissão de vocês. — ativando o esqueleto azul, expeliu as correntes. Depois rapidamente fora para a ruiva, sabendo que seu marido iria intervir.

O loiro fora para perto dela utilizando seu Jutsu que lhe rendeu o apelido de ‘Relâmpago Amarelo’, e fora pego de surpresa a ver um esqueleto índigo pressionando suas costelas e o suspendendo.

— Minato! — tentou se levantar, mas suas energias estavam no fim.

— Acalme-se. Eu ainda preciso dele. — chegou perto da Uzumaki que o tentou acertar um soco. Mas a única coisa que conseguiu fora ter o braço interceptado e pelo repentino esforço, cair de joelhos. — Não vou matá-los.

O tempo estava acabando.

Ele precisava terminar aquilo.

Então, também a pendendo, só que com o braço esquerdo, sussurrou uma única palavra.

— Mondai... — e os dois desmaiaram.

Agora que Naruto, já estabelecido previamente como alvo, não teria mais o amor dos pais, futuramente se tornaria uma ótima ferramenta.

Bem, as peças estão se posicionando.

O jogo iria começar em breve.

Notas finais
Hey, e ai? Surpresos? c: